Fragmento 163 - Entrevista Entrevista
— Com que_então o illustre homem pátrio de lettras não prosegue suas interessaiitissimas me mórias? — Não. — Seria permittido ao grosso publico ledor não ignorar as razões occultas da grave decisão que prejudica assim a nossa nascente litteratura? — Kazões de estado. Sou viuvo de D. Celia.' — Dabi? — Disse-me o dr. Mandarim que os viúvos de vem ser circumspectos. Mais, que depois dos trin ta e cinco annos, mezzo dei caniin di nostra vita, nossji actividade sentimental não póde ser escan dalosa, no risco de vir a servir de exemplo perni cioso ás pessoas edosas. — O dr. Mandarim,' com perdão da palavra, é uma besta! — Engano seu. O dr. Mandarim é baedecker de virtudes. Adopto-o. — A critica vae accusal-o e a posteridade cla mar porque não continuou tão rico monumento da lingiia e da vida brasilicas no começo espor tivo do século 20.
— Já possuo 0 mollior penhor da critica. L i as ^‘ Memórias” , antes do embarque, ao dr. Pila tos. — E elle? — O meu livro lembrou-llie Virgilio, apenas um pouco mais nervoso no estylo.
Sestri Levante — Hotel Miramare. 1923