tibianchini
@tibianchiniO que eu mais queria era um abraço
A pele se deixando tocar,
O sentir-se envolvido sem estar preso,
O encontrar o mundo nos braços alheios
O que eu mais queria, mesmo,
Era sentir a lágrima caindo e encontrando colo,
Sem perguntas e sem pressa:
Apenas cumplicidade e abrigo.
Um abraço. O melhor jeito de dizer:
"Estou aqui, com você,
E isso não basta, mas alivia,
Pelo menos nesse instante."
Abraço - a alma aberta, sem malícia,
Amizade num gesto, que conforta
Uma cabeça cheia de derrotas e incertezas,
Um corpo que já vive no último fio.
E talvez esse abraço me desse a certeza
de que algum alívio ainda é possível,
Nos dias em que a alma cansa antes do corpo,
E que o choro pudesse vir sem freio,
E que a paz fosse possível, ao menos naquele momento.
Ah, minha amiga! Um abraço, para dar suporte
A mães que passam tanto tempo
Sustentando o céu com os ombros
Que se esquecem de que também podem desabar.
E que você soubesse que, nesse mundo-tempestade,
Há um casebre em pé, entre os meus braços,
Te ajudando a lidar com tudo:
Criança doente, família infeliz, abandono e dor.
E que, nesse casebre, você pode se despir
De toda culpa plantada por este mundo bruto,
E que, assim como o seu bebê, tão sensível,
Você também merece colo.
Merece ser cuidada, e saber
Que não precisa ser forte sempre,
Que tem muitas pessoas para as quais
Você é radiante, luminosa, importante.
E eu, que tanto queria poder acabar
Com todos os seus problemas,
E te apertar até que as sombras fossem embora,
Hoje, longe, tudo o que minhas mãos alcançam,
E que posso te dar, é este poema,
Mas tudo o que eu mais queria
Era poder te dar um abraço.
A pele se deixando tocar,
O sentir-se envolvido sem estar preso,
O encontrar o mundo nos braços alheios
O que eu mais queria, mesmo,
Era sentir a lágrima caindo e encontrando colo,
Sem perguntas e sem pressa:
Apenas cumplicidade e abrigo.
Um abraço. O melhor jeito de dizer:
"Estou aqui, com você,
E isso não basta, mas alivia,
Pelo menos nesse instante."
Abraço - a alma aberta, sem malícia,
Amizade num gesto, que conforta
Uma cabeça cheia de derrotas e incertezas,
Um corpo que já vive no último fio.
E talvez esse abraço me desse a certeza
de que algum alívio ainda é possível,
Nos dias em que a alma cansa antes do corpo,
E que o choro pudesse vir sem freio,
E que a paz fosse possível, ao menos naquele momento.
Ah, minha amiga! Um abraço, para dar suporte
A mães que passam tanto tempo
Sustentando o céu com os ombros
Que se esquecem de que também podem desabar.
E que você soubesse que, nesse mundo-tempestade,
Há um casebre em pé, entre os meus braços,
Te ajudando a lidar com tudo:
Criança doente, família infeliz, abandono e dor.
E que, nesse casebre, você pode se despir
De toda culpa plantada por este mundo bruto,
E que, assim como o seu bebê, tão sensível,
Você também merece colo.
Merece ser cuidada, e saber
Que não precisa ser forte sempre,
Que tem muitas pessoas para as quais
Você é radiante, luminosa, importante.
E eu, que tanto queria poder acabar
Com todos os seus problemas,
E te apertar até que as sombras fossem embora,
Hoje, longe, tudo o que minhas mãos alcançam,
E que posso te dar, é este poema,
Mas tudo o que eu mais queria
Era poder te dar um abraço.
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