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O Sangue

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O Sangue

Capítulo 10 · O Sangue

Capítulo IX

10 de 22 ≈ 17 min de leitura

Argumento

Inocêncio entedia-se de judeus e árvores. Partem os noivos para Monsão. Nicolau de Almeida em Caminha. Os tolos de 1845 menos damninhos que os de 1868. Ciumes de Inocêncio e má criação. Recordações atacantes do administrador do concelho que apertou a mão de Tomazia. Aperta e estorcega o braço da mulher. Entram arrufados no Porto, depois de terem visto na «Ponte da Pedra» o Guimarães, que se porta como quem era. Inocêncio e o macho. Tomazia desabafa com Custodia. Tempestade iminente formada em casa de Rosinha, que lia o «Homem dos três calções». De como Leonardo queria matar Inocêncio, e o que o pai lhe diz a este respeito.

Ao quarto dia da lua, Inocêncio, sentado na «Fonte do Sátiro», por volta do meio dia, abriu a boca, benzeu as fauses escancaradas com o dedo polegar—costume pio e cauto da sua família—e disse à esposa:

—Vamos nós embora amanhã, Tomazinha? Isto já me aborree... E a ti?

—Eu... —murmurou a senhora espriguiçando-se—tanto faz... Se queres, vamos.

—Estou farto de ver árvores e judeus... e tu, Tomazinha?

—Sim, eu, também... Mas queres tu, Inocencinho? Vamos nós a Monção ver as minhas tias, irmãs de meu pai? Prometi de lá ir visital-as... nunca as vi... A gente que vai fazer já para casa?!

—Pois vamos lá, se queres, menina.

E, torneando o braço pelo colo mal velado da esposa, desceu com ela por sob a abobada de folhagem onde os pintasilgos e os cerezinos os rivalisavam no mimo do dialogo.

Ao quebrar da calma, desceram para Braga, e na madrugada seguinte jornadearam para Monção.

Detiveram-se alguns dias em casa das irmãs do capitão Alves, e voltaram por Caminha.

Recorde-se o leitor de ter dito Nicolau de Almeida ao meu amigo Antônio Joaquim, no teatro de S. João em 1845, que, dois anos antes, vira em Caminha e nunca mais pudera esquecer a formosa mulher que outra vez topára agora no camarote da 3. ª ordem.

Foi então que ele a viu, e por tal maneira se lhe areou o juízo ao vê-la que fez azoar Inocêncio.

Era, naquele tempo, Nicolau órfão, gentil, rico, fidalgo de solar conhecido, estudante do segundo ano jurídico. Tinha desoito anos. Estroinava sem peias nem contradicção de parentes. Sobravam-lhe usurários valedores nas prodigalidades. Tinha tontices galantes, sendo a menos perigosa querer finar-se de amores por alguma linda mulher que não tinha ainda topado. Isto me contava ele em Coimbra como hoje em dia um acadêmico de dezoito anos vos conta gravemente as suas meditações acerca do influxo de Kant e Hegel na história psicologica do espirito humano, ou os projectos com que giza salvar Portugal da divida externa, quando for chamado aos conselhos da corôa. Os tolos de 1845 eram menos damninhos.

Grávido deste pensamento suicida, Nicolau de Almeida quando viu a loira Tomazia, nas praias de Caminha, ao entardecer, com os olhos enamorados do sol que se atufava nas águas escamosas de revérberos argentinos, cuidou que era aquela a mulher predestinada. Visinhou-se dela com impeto de pessoa empurrada pelos fados, e remirou-a tão em cheio e de vagar como se o marido não representasse coisa nenhuma ao lado da criatura fatídica, enviada expressamente a Caminha para realisação do seu sonho.

Inocêncio encarou nele avincando a testa ao mesmo passo que a esposa, perfilando o rosto, segredou ao marido:

—Que está a olhar pra mim o diabo do homem!...

Deu-lhe o braço o carrancudo esposo e foi para a estalagem, murmurando:

—Aquele asno olhava-te como se te conhecesse há muito.

—Eu nunca o vi... —disse ela.

—Não?... —perguntou Inocêncio em tom de suspeita...

—Não.

—Quem sabe?! Tu...

—Eu... quê?

—Não te confessas...

—Ora vejam isto! —replicou entre agastada e dorida a senhora. —Sempre tens manias!... Já ontem quizeste pegar comigo, quando o administrador do concelho me apertou a mão...

—Pois ele!... Eu não gósto dessas modernices...

—Toda a gente aperta a mão... Isso que faz?

—Não gosto: é mau costume.

—Pois tivesses-m'o dito. Para a outra vez, quando alguém me quiser apertar a mão, escondo a minha—tornou ela amuada.

—Ai! ai! ai! —replicou o marido. —Estás muito enjoada...

—Pois eu!... Tenho agora culpa de que o homem olhasse para mim...

—Não tens; mas... aquele modo de olhar...

em isto deu Inocêncio tino de que o seguiam de perto. Olhou e viu o rapaz dos olhos espantadiços.

—Ele cá vem—disse o marido apertando o braço da mulher com convulsiva raiva.

—Olha que me mágoas o braço... —gemeu ela.

—Vê-lo? aí vem!...

—Deixa-lo vir... Olha o doido do homem que me havia de empécer agora!...

Tinham entrado na estalagem quando o secundanista retrocedeu a botar inculcas sobre a procedência e destino da mulher que, a seu juízo, lhe era enviada como um acepipe dos festins de Lucrécia Bórgia, um cálix de água tufana, uma coisa que lhe caíra do céu como a tartaruga que matou Eschilo. Os rapazes têm coisas!

Não esquadrinhou nada em aquela noite desvelada a litografar na alma o retrato da peregrina incognita.

No dia seguinte quando voltou a bordejar os áditos da estalagem, soube que os passageiros, ao luzir da aurora, tinham saído em direção ao Porto, de onde eram. Nicolau de Almeida ainda mandou pôr a cela no cavalo e vestir o lacaio no propósito de os seguir; mas quebrantado pela sobreexcitação cerebral da noite, sentiu-se desmaiar de forças, e quedou-se marasmado em casa a cogitar e a remergulhar o espirito na visão resplendente daquele rosto com que Deus quisera experimentar a continência dos seus santos.

Se os destinos humanos não estivessem prescriptos lá em cima, ou lá em baixo, ou onde quer que seja, a intervenção do fidalgo de Caminha nesta moralissima história acabaria aqui, ou nunca deveria ter principiado, à vista de tão chochó e trivial remate.

Ora hão de ver que relâmpago fulgurava das nubelosidades do porvir e alumiava confusamente os preságios da desconcertada fantasia de Nicolau de Almeida!

Os esposos chegaram ao Porto arrufados, doze dias depois que tinham saído a chotarem jubilosamente pela rua de Santa Catarina acima.

Os agastamentos principiados em Caminha aggravaram-se na «Ponte da Pedra», onde Inocêncio viu o João José da Costa Guimarães esturdiando com outros rapazes da sua laía debaixo dos sobreiros, não já com a inocência arcádica dos que comiam a fructa de aquelas árvores, mas antes com o desplante de moços que tinham vindo ali arejar as cabeças aquecidas na taverna fronteira.

João José, quando divisou Tomazia, fez da cara uma comprida careta, esbugalhou os olhos, torceu o pescoço e disse aos parceiros:

—Olha! olha!

Olharam todos. Inocêncio fumegante de indiscreta raiva dava de esporas no macho, que reagia a coices, por estar vesado a desougar-se em aquela estação.

—Deixe dar duas palhas ao macho que está aqui afeito! —bradava o arrieiro.

Inocêncio teimava a esporeal-o com fúria, e ele a escoucear, até que de repelão se remessou a galope pela ladeira acima, cedendo a Vitória ao rei da criação. Tomazia deteve-se à espera que a mula, mais ditosa, mastigasse a palha. Lá no topo da encosta fez Inocêncio parar o macho, voltou-se sobre a anca e bradou:

—Então? vens ou ficas?

A senhora, para requintar em beleza, purperejára-se de pejo, porque os rapazes, até certo ponto desculpaveis, riam sem disfarce das cargas de espora que o das Cangostas barbaramente inflingira à vítima indirecta do seu ciume. Além destes incentivos, um ou dois do grupo conheciam Tomazia e lembravam-se da carta lida na Praça-nova. Dado que a gentileza da dama se fizesse respeitar e até perdoar os desatinos da gramática, nem assim vingou abafar os frouxos de riso exemplificados pelas chalaças de Costa Guimarães que passava de estupido a torpe, quando a violência lhe aperfeiçoava a índole.

Estão bem entendidos os amúos dos cônjuges, e mal justificados os assomos do agastadiço Inocêncio.

Os velhos sentiram logo a desavença das duas almas que tão amorosas tinham saído. Entrou em averiguações Gervásio. O filho nada esclareceu, porque reconhecia que não tinha bem ajuizados motivos de queixa. Mas a esposa, assim que pôde estar sozinha com Custodia, prorompeu em soluçantes vozes:

—Este homem não se pode aturar! Fez-me de fel e vinagre desde Caminha até ao largo da Água-Ardente, porque viu um homem a olhar para mim, e encontrou o tal maroto do Guimarães na «Ponte da Pedra... »

—Má raios o partam! —atalhou a benigna Custodia da Porciúncula.

—Ora vê tu que culpa tenho eu de lá estar o homem em Caminha!... Pois fez-me desesperar e arrepender mais de cem vezes de ter casado com ele!...

—Ora menina, ora menina! —acudiu-a velha—Não diga isso, que me parece doidinha! Seu homem zela-a, porque o amor é assim. E a minha linda não fazia o mesmo, se visse as outras mulheres a olhar pra ele?

—Que me importa?! —refutou ela. —Estou bem aviada se não hei de ir onde me vejam! Então pra que me casei? que me faz ser rica? Por aí as meninas pobres, quando casam com os brasileiros, aparecem logo no teatro, nos bailes da assembléa, no jardim de S. Lazaro, e em toda a parte.

—Deixe estar, que ainda não é tarde, filha! Pois ainda casou outro dia, e já se queixa?...

—Não, que ele já me disse que não queria saber de partidas nem de teatros... Pois tu não sabes? Zangou-se todo porque o administrador do concelho me apertou a mão!

—Pois esse homem apertou a mão da menina? —perguntou Custodia sobre modo espantada.

—Apertou, que é moda agora.

—Que leve o demo essa moda e mais quem a cá trouxe! Lá em isso teve o seu homem juízo, e a menina não fez bem em consentir que lhe apertasse a mão homem nenhum.

—Ai! que me pareces tonta de velhice! —redarguiu a senhora abespinhando-se, e voltando-lhe as costas.

Custodia ficou-se a vê-la ir com tão desusada descortezia; refletiu alguns segundos; levantou a mão direita à altura da cabeça, com o dedo indicador deu três toques na testa, e espectorou um fundo suspiro murmurando:

—Não regula bem...

Volvidos alguns minutos, Tomazia voltou a ameigar Custodia que estava chorando a mágoa da desfeita. Pagou-se jovialmente a velha dos afagos da sua menina, e deu-lhe bons conselhos, tendentes a revestil-a de paciência para sofrer os ciumes do esposo.

Cabe aqui dar conta de uma tempestade que se está conglobando sobre a mal-estreada ventura destes esposos. Muita gente cuida que as grandes desgraças procedem de profundas causas, e não atentam que basta um sopro de ódio para acender infernos. Há infortúnios surdidos de repente, como as víboras que sob-rojam por entre flores: e para maior assombro é isso quando a vida é de rosas; que, nos casamentos mal sorteados, havemos de supor que a serpente já vem escondida na estola do sacerdote, cujas palavras soam o terrível unidos para sempre.

A Rosinha da Praça-Nova, convicta de ser amada, porque as cartas de Inocêncio lho asseguravam, andou muito lampeira a dizer às suas amigas que o Barros das Cangostas casava com ela.

A noticia vulgarisou-se levada pela inveja, parelha inseparável da fama. O pai de Rosa já recebia os emboras dos seus amigos, e esquadinhava noticias para formar um calculo aproximado da «fortuna» de Gervásio. Sessenta contos era o computo mais seguido na praça; outros faziam-lhe cem, calculando que ele tinha uma reserva de quarenta em sonante. Alguns, inventariando os haveres de Luiz de Pinhel, tio materno de Inocêncio, avultavam a «fortuna» a seiscentos contos. Desfaziam outros neste calculo, afirmando que Luiz de Pinhel tinha filhos illegitimos de diferentes negras suas escravas. Sem embargo, e independente de heranças, o dote do prometido noivo de Rosinha era um dos mais abalisados no Porto daquele tempo.

O filho de Gervásio não se despedira de Rosa, quando saiu para o Douro. Foi caso discutido na família da Praça-Nova, sem contudo insinuar receios na menina. Mostrava ela a seu pai a última carta do namoro. O pai lia solenemente à mulher os períodos da missiva; a mulher com visos de entendida no valor das palavras, esclarecia as passagens obscuras; e harmonicamente decidiam que o casamento era negocio feito. Negocio era a palavra chã e ajustada a todas as situações graves da vida.

Sem impedimento deste acordo, Rosa, ao fim de três dias, escreveu a Inocêncio uma carta de queixumes, notada pelo irmão, que teimava em que a palavra apaixonada se escrevia com ch e não com x. A menina, irritada pela obstinação do mano, foi ao seu quarto, e trouxe triumfalmente uma brochura em punho, e mostrou a pag. 7 do Homem dos três calções, de Paulo de Kock a Vitória da sua ortografia.

A carta adressada a Provesende foi recambiada para o Porto, e entregue a Inocêncio, quando ele se recolheu do Minho.

Enquanto Tomazia expandia a sua tristeza no confidente seio de Custodia, lia o marido a carta de Rosa.

Nunca tão amorável e terna lhe tinha escrito a saudosa menina. As frases queixosas reviam meiguice e tristeza condescendente. «Diverte-te, meu bem, mas não te esqueças da tua Rosa»—escrevia ela e proseguia: «Espero ainda ir ao sitio onde estás, meu amor encantador; e lembrar-te o tempo em que eu por ti suspirava, de ti ausente, e tão apaixonada» (Esta palavra foi a da questão, decidida pelo traductor do Homem dos três calções).

Períodos sentimentais, à proporção daquele, pesaram por tal sorte no coração de Inocêncio, que as lágrimas lhe envidraçaram a vista. Atirou-se para uma cadeira, fechou os punhos, e tapou os olhos. Sacudiu a dor, levantando-se de salto, amarfanhou a carta, e meteu-a no bolso da judia, porque ouvira o ranger das botinhas da esposa.

Tomazia não reparou nele. Entrou ao quarto, calçou os seus confortaveis sapatos de tapete, e saiu para ir desabafar com a velha.

Retrocedamos. Na Praça-Nova é que se acastelam as nuvens borrascosas; que as cenas das Cangostas de vulgares que são, mal quadram neste livro em que o sublime roça pelo sobrenatural.

Quem primeiro levou a casa do senhor Joaquim José de Barcellos, pai de Rosa, a noticia do casamento de Inocêncio com a órfã Tomazia, foi o sacristão de S. Nicolau. A autoridade era indeclinável; ainda assim, Joaquim José bufava com os dois punhos sobre o balcão, e bramia:

—Você que diz?! você que diz?!

O sacristão dizia que tinha alumiado com uma tocha a cerimonia do casamento, e recebera três pintos da mão de Gervásio.

Rosa descia à loja, neste ato, perguntando ao pai se o correio já tinha vindo. O indiscreto progenitor encarou na filha com um sorriso empeçonhado de injusta cólera, e regougou:

—Já veio. Aqui está...

E apontou para o sacristão, continuando:

—Diga você a esta menina o que me disse a mim.

O funcionário do templo encolheu-se e tergiversou compreendendo a agudeza do ferro que ia remessar ao peito da menina. Rosa estava literalmente às aranhas, sem perceber o silencio do desconhecido sacristão nem o sorriso ferocissimo do pai.

—Então que é, papá?! —perguntou ela.

—Que é? que é? —ululou Joaquim de Barcellos. —É que o teu noivo... esse patife... esse ladrão... casou hoje com a rapariga que lá foi criada em casa.

À palavra casou, Rosa não exalou o ai! do costume, nem o oh! menos vulgar. Primeiro estremeceu, depois abriu a boca, porque ninguém se exime da ação que exerce o espanto sobre o queixo inferior; em seguida, rodou sobre os calcanhares vagarosamente; e por fim, foi-se embora.

Os irmãos tinham assistido a esta calamidade de família, ora lívidos de espanto, ora afogueados de ira.

—E agora? —exclamou Joaquim José. —Esta vergonha!... O descredito da minha filha!...

Leonardo, o filho mais velho, o secretario da irmã, o inventor do ch em paixão, tôrvo, sinistro, a passo mesurado acercou-se do pai e disse-lhe com voz de tirano rouco:

—Se o pai quiser... mata-se!

—Vai-te p'ro diabo! —respondeu o velho. —Hás de sempre ser uma cavalgadura!

—Os créditos de minha irmã... —redarguiu respeitosamente Leonardo.

—Não fosse ela tola... —retorquiu o velho. —Obrigasse-o a casar há mais tempo! Agora é pegar-lhe com um trapo! Ora vejam vocês que risadas não darão os nossos vizinhos! Aqui o Magalhães, quando souber isto, vai com uma campainha por toda a parte...

—Se for... quebro-lhe a cara—atalhou Leonardo, enfuriando o olhar suíno e grifando as unhas.

—Cala-te aí, lorpa! —bradou Joaquim José. —Olha que eu prendo-te nas águas furtadas se me dás um pio a este respeito! O que se há de fazer é mostrar-se a gente muito satisfeita; e, se eu vejo Rosa a chorar, dou-lhe duas bofetadas na cara.

—Ela não chora... —interveio o filho Roque, varão prudentissimo que estivera a malucar taciturno.

—Não? como sabes tu isso?

—Sei, porque ela não gostava dele nada. Se casava, era para ser rica... as outras fazem o mesmo...

—Pois sim; mas agora? Vocês verão que homem rico não na quer nenhum dos que souberem da tratantice do outro!... Raça de judeu, e basta!

neste ponto, começaram a entrar dois amigos do logista, com as caras de luto. Joaquim José recebeu-os com alegre sombra, fingiu ignorar a novidade, e dissimulou indiferença tão habilmente, que vingou malograr a secreta satisfação com que os «amigos» lhe davam o golpe.

O Sangue

Sinopse

Leia gratuitamente O Sangue, de Camilo Castelo Branco, clássico lusófono em domínio público. Esta edição modernizada e conservadora do Literunico organiza o romance em introdução e 21 capítulos para leitura online, busca, redes sociais e pesquisa por IA.

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