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O Bem e o Mal

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O Bem e o Mal

Capítulo 13 · O Bem e o Mal

Capítulo XII

13 de 22 ≈ 17 min de leitura

Às dez horas de uma noute de janeiro de 1840, Cristina, convidada pela limpidez da lua, tão brilhante em aquelas noutes, se o céu está desanuviado, chegou à janela, sem correr as vidraças. Do exterior não podia ser vista, que era completa a escuridade dentro; viu, porém, Cristina, dois homens parados na rua, com as cabeças muito conchegadas, em agitada e inaudivel conversação. Teve medo, e correu ao gabinete do marido a chamá-lo. Casimiro, pé ante pé, segundo a esposa lhe recomendava, espreitou, e, sem hesitação, disse:

—Um é D. Alexandre; o outro não conheço. Vejamos o que fazem.

—Vê! —disse Cristina—olharam para a janela do teu quarto.

—É uma contemplação estupida! —redarguiu Casimiro.

—Agora esconderam-se debaixo das janelas.

[150]

—Quererão escalar a casa?! —tornou ele em ar de mofa.

—Quem sabe?! Olha... lá deram um encontrão à porta do quintal!

—É que são ratoneiros de couves. Que podem eles querer do quintal senão as tuas couves galegas?

—Tu brincas, meu Casimiro!... Olha que isto é sério!... E não passa patrulha nenhuma!...

—Cala-te, criança! Se te ouvem, perderemos este espetáculo gratuito. Deixa ver no que isto dispara. Lá vem outro estudante, rente pela parede de além! como ele se embuça!...

—Parou! —disse Cristina agitada.

—Será da malta?! As couves não chegam para todos.

—Lá vai para baixo.

—E os outros seguem-no.

—Já não seguem.

—Eles aí voltam, outra vez para a sombra.

—Outro empurrão à porta da escada! —murmurou Cristina alvoroçada e tremula.

—Então o negocio não é de horta! Teremos hospedes assim mal-criados! Ver-me-hei forçado a recebêl-os com igual delicadeza!

A arma única de Casimiro Bettancourt era uma enferrujada espada de seu pai. Tirou-a de baixo do leito, e disse à esposa:

—Deixa-me a escada livre, e não temas.

—À escada não vais: pode vir um tiro!

—Não vem tiro nenhum: apaga todas as luzes.

Dois estrondosos encontrões meteram dentro a frágil porta. Cristina soltou um ai, e involuntariamente [151] correu ao leito onde a menina chorava acordada pela rija pancada.

Casimiro estava no topo da escada, e viu do lado da rua um homem de batina acadêmica apanhar de ombro a ombro com um pau as costas, do que ele affirmára ser D. Alexandre. Os dois aggressores saltaram ao meio da rua, e Casimiro, ia na cola de eles, quando Cristina, com a menina nos braços, lhe estorvou o passo, exclamando:

—Casimiro, Casimiro! pela tua filhinha te rogo!

A catástrofe, tão almejada de Guilherme Lira, rematava assim na rua.

Airão, logo que o amo levou a primeira pancada, correu de faca sobre Guilherme, e recebeu em cheio peito uma choupada, e segunda no ventre. Já cambaleava moribundo, quando recebeu a terceira, e bateu nas lages com a face morta.

D. Alexandre ia fugindo, com a máxima velocidade de sua prudencia, quando uma segunda bordoada o apanhou pela nuca. Rugiu e afocinhou, forçado por um doloroso raspar de ferro na orelha direita.

Guilherme volveu a sondar a respiração do desertor, e responsou-o ao diabo.

dali correu à escada de Casimiro, e chamou-o.

—Quem é? —respondeu Casimiro com a espada apontada.

—O Lira. Creio que estão ambos mortos; um de certo. Agora, acautela-te... Já está gente nas janelas. Posso sair pela porta de traz? Aqui reconhecem-me.

—Sai—disse Casimiro—Vem por aqui... Quem mataste?

—Boa pergunta! A besta-féra não se levanta mais; o outro desconfio que está vivo. Deixá-lo viver... Por [152] aqui?... bem... Adeus! Segredo de sepultura, ouviste?

—A recomendação é indigna de mim.

Guilherme Lira entrou no Becco das Flores, e sumiu-se de travessa em travessa, reaparecendo, vestido à futrica, na Couraça dos Apóstolos.

Quando chegou ocupavam a rua centenares de pessoas. Em redor do cadáver de Airão estavam muitos estudantes de envolta com a policia. Nenhum acadêmico reconhecia o morto, que trajava batina, bem que tivesse ileso o rosto. Enquanto a este, esperou-se o dia para lavrar-se auto.

D. Alexandre já tinha sido transportado em braços, e moribundo, segundo diziam os que lhe viram o rosto ensanguentado, e ouviram o archejar estertoroso do peito comprimido pelo derramamento das costas.

A vizinhança dizia que vira entrar um homem de batina e capa nas escadas de Casimiro Bettancourt. A opinião geral decidiu que fora Casimiro o assassino, visto que o sujeito entrado não saíra.

Cristina chorava, e dizia, ouvindo as vozes da rua:

—Que será de nós? Prendem-te, Casimiro. Fujamos... vamos para Vila Cova.

—Sossega, filha. Se me prenderem, hão de soltar-me! Atende-me, Cristina: Nunca dirás uma só palavra com referencia a este acontecimento. Nunca proferirás o nome de Guilherme Lira. Nunca dirás que eu estou inocente. Juras-m'o?

—E tu... perdido, meu infeliz amigo... perdido! —atalhou ela, archejante de gemidos—desgraçado por minha causa!

Casimiro apertou-a ao seio, e disse-lhe:

—Crês em Deus?

[153]

—Se creio em Deus...

—Crês que a justiça divina me faça padecer inocentemente?...

—Mas a justiça humana... —interrompeu ela.

—Mulher de pouca fé!... Se visses a serenidade do meu espirito, vias em mim a influição de Deus!

As autoridades superiores, avisadas do acontecimento e do autor indigitado do crime, mandaram guardar por soldados as avenidas da casa de Casimiro, para o prenderem de dia.

O acadêmico deitou-se à sua hora regular, e obrigou a alvoroçada esposa a deitar-se com a filhinha inquieta.

Às três horas e meia da manhã rebentou de súbito um ruido estridoroso na rua, depois de alguns repetidos brados das sentinelas.

Chegava a «Sociedade da Manta» acaudilhada por Guilherme Lira, em numero de vinte e tantos bravos, armados de refes e clavinas.

Os soldados outros tantos seriam. À primeira carga inesperada, a tropa titubeou entre fugir ou defender-se, e, nesta perplexidade, sofreu o desaire de ser desarmada e contundida com as próprias armas.

Libertas as portas, Guilherme chamou Casimiro, subiu e disse imperiosamente:

—Foge!

—Não fujo.

—Como não foges?

—Não: salva-te tu, que eu me livrarei da justiça.

—Não livras: diz toda a gente que tu mataste o homem. Alexandre está vivo, e diz que foste tu quem mataste o seu criado, e lhe tiraste a ele a orelha.

—Deixaste sem orelha o homem?

[154]

—Nada de riso: foges ou não?

—Já te disse, Guilherme: vai na certeza de que o teu nome nunca será envolvido na minha justificação.

Uma vez de fora disse:

—Olha que tocam as cornetas na Sofia, ó Lira! Vem, que não temos partido contra o regimento.

—Adeus! —concluiu Guilherme—Oxalá que te não arrependas!

—Fujamos! —exclamou Cristina.

—Porque me não atendes, filha? disse maviosamente Casimiro, e desceu a fechar a porta.

Poucos segundos depois, estava a rua cogulada de soldados, e muitas vozes diziam que o assassino tinha fugido com os acadêmicos.

—O melhor é arrombarem as portas, camaradas! —dizia um cidadão—Que fazem vocês aí, se ele fugiu? É arrombar que não há outro modo de saber se ele está.

—Arrombar! —contrariou um alferes—a Carta Constitucional prohibe arrombar; mas bate-se a ver se fala alguém.

—Ou isso—disse o cidadão prudente.

O alferes bateu urbanamente. Casimiro abriu de pronto a janela do seu quarto, e perguntou:

—Quem é?

—Ah! —disse o alferes—está em casa?

—Estou em casa. Não quer mais nada?

—Não sr. Foi para sabermos... dizia-se que não estava lá ninguém... Perdoará o incômodo.

—Boas noutes—respondeu Casimiro. Depois, baixou a vidraça, e disse a Cristina—A rua está vistosa! As armas refrangem a lua, e dão a lembrar uma iluminura da idade média! Apaga a luz da saleta, que eu gosto [155] de ver este arraial de batalha, que me parece um sonho!

—Ó Casimiro! —balbuciou ela—como tu podes rir, e eu sinto-me aqui morrer!

—És fraca. Nunca te tinha conhecido esse aleijão! Parecias-me uma natureza perfeita em amor, em brios, e em força. A força é que te falta, minha débil filha!

—Enganas-te, Casimiro! —replicou ela—É que eu era tão feliz!...

—E amanhã que impede que o sejas?

—Amanhã... estarás preso!....

—E então? A luz do teu amor teme de romper as grades da cadeia?! A nossa filhinha hesita entrar lá contigo? Não vai comigo a imperturbável consolação da consciência?

—Mas eu também vou...

—Pois irás, filha. Quem te veda de estar com teu marido preso?!

Conversaram neste sentido longo tempo; e já a final, Cristina estava conformada com a ideia da prisão, e logo cuidou em enfardelar os fatinhos da filhinha, enquanto o marido escrevia a seguinte carta:

«Meu caro compadre.

«D. Alexandre de Aguilar foi gravemente ferido, e o seu criado está morto. Este acontecimento deu-se à porta da minha casa, há cinco horas. O povo, a academia, e as autoridades indigitam-me como autor do sucesso. Esperam que nasça o sol para me prenderem.

«Escrevo-lhe agora, 4 horas da manhã, receando que os interrogatórios me tirem o tempo no correr do dia.

«Minha mulher tem estado atribulada, mas, como apelei do seu coração para a sua coragem, vejo-a reanimado [156] e esperançosa da minha absolvição em despeito do povo, da academia e das autoridades.

«Peço aos meus amigos que não se aflijam, e me creiam forte bastante para lutar com o mal do mundo. Refugio-me na vossa estima, e sou o vosso irmão agradecido, C. Bettancourt. »

Ao apontar o sol, a autoridade administrativa, auxiliada pela militar, bateu à porta de Casimiro, e esperou instantes. O próprio acadêmico desceu a abrir, e ofereceu ceremoniosamente a sua casa.

—Está o sr. preso—disse o administrador.

—Já o sabia—respondeu Casimiro.

—Bem. V. s. ª acompanha-me. Irá conosco o sr. alferes da companhia.

—Como queiram: vou só, vou com v. sr. ᵃˢ, vou com a escolta: para mim é de todo o ponto indiferente.

—Dispenso a força, sr. alferes, disse o administrador: pode v. s. ª mandal-a recolher com o sargento; o sr. alferes tem de ficar para solemnisar a prisão deste acadêmico que é furriel.

—Se querem subir... —disse o preso.

—Não, senhor: vá, e volte, que nós esperamos.

O administrador, enquanto Casimiro subiu a dar as últimas palavras de conforto a sua mulher, disse ao comandante da força:

—Este homem ou está inocente, ou excede tudo que eu tenho visto em coragem!

—Será cinismo? replicou o militar.

—É cinismo, não pode deixar de ser cinismo—optou o cidadão que propozera o arrombamento das portas.

No entanto, Casimiro dizia a Cristina, depois de beijar Mafalda:

[157]

—Eu escrevo-te de casa do administrador, dizendo-te o meu destino; naturalmente irei de lá para a cadeia; e tu, como boa gerente da casa—continuou ele jovialmente—irás lá ter, depois de ter dado as ordens para o jantar. Olha que a instauração de um processo por crime de morte não obriga a jejum, minha filha. Lembra-te que as consciências puras concorrem muito para o bom apetite, e são optimas auxiliares do estomago. E adeus, até logo.

Cristina ajoelhou com a filha nos braços, e orou. E, orando, ouvia dizer fora:

—Mas como ele vai direito e senhor seu!

—Ele se entortará quando lhe pezarem nas costas os caibros da Portagem!

—Terá pena última? —perguntava uma rapariga de má vida, e acrescentava: coitadinho! é tão novo, e de mais a mais casado, e tem uma filhinha!...

—Deixá-lo ter! —atalhava uma velha, que vinha da missa de alva, e ia ouvir a segunda, para depois ir ouvir a terceira—Deixá-lo ter! Quem mata, morra! As forcas não se inventaram para os que morrem, é para os que matam.

O axioma foi aplaudido pelo cidadão prudente, e outros sujeitos honestos, cuja garganta zombára muitas vezes da corda de esparto do Livro V das Ordenações.

E Cristina calava a oração para escutar, e orava para não ouvir.

Perguntou a autoridade a Casimiro Bettancourt o nome, a naturalidade, os anos, o estado, a profissão, etc. E prosseguiu:

—A voz publica e as aparências dão-no ao senhor como homicida de um homem ainda desconhecido, e também o incriminam de espancador de D. Alexandre [158] de Aguilar, cuja vida está ainda duvidosa. O sr. Bettancourt é réu destes crimes?

Casimiro não respondeu.

—Ouviu a pergunta que lhe fiz? —tornou a autoridade suspeitando a surdez do preso.

—Ouvi, sim, senhor.

—Que responde?

—Nada.

—Nada?! é boa essa!... Matou ou não matou?

—Se há provas de que fui eu, porque mas pedem? Se as não há, porque me prendem?

—A lei manda interrogar os réus.

—Pode ser; mas não obriga os réus a responder.

—O silencio é uma confissão—redarguiu o administrador.

—É o anexim «quem cala consente» arvorado em axioma jurídico. Boa hermenêutica!

—Modere as suas ironias, que a ocasião é inoportuna, sr. Bettancourt. D. Alexandre de Aguilar Vito de Alarcão Parma de Eça diz que fora atacado pelo sr. Casimiro, quando passava à sua porta.

—Se o diz, ele o provará.

—A vizinhança depõe que v. s. ª entrara em sua casa depois de ter deixado morto um homem e o outro caído.

—Já sei: ouvi o parecer de meus vizinhos antes de v. s. ª os interrogar.

—E que diz a isto senhor?

—Nada.

—Diz que está inocente?

—Já tive a honra de dizer a v. s. ª que não digo nada. As provas responderão por mim, e a lei me julgará.

[159]

—Está claro. Vai v. s. ª recolher-se à cadeia, e esperar lá a nota da culpa.

—Posso ser visitado por minha mulher e minha filha?

—Sim, senhor, enquanto a policia julgar isso indiferente ao processo.

—E quando pode impecer ao processo que eu veja minha família?

—Há casos...

—Bom. Recebo as suas ordens.

—Vai acompanhá-lo um oficial do juízo. O sr. Bettancourt inspira-me confiança, e por isso o alívio do vexame de ir com soldados.

—Agradeço a confiança; mas os soldados não me vexam: cumpra v. s. ª o seu dever de autoridade.

—Vá, e pense seriamente na sua situação, que é grave, sr. Bettancourt. Pode ser que o senhor esteja inocente; mas as suas desavenças anteriores com D. Alexandre condenam-no. Pode ser que v. s. ª matasse em justa defesa: se assim foi, convém atenuar a culpa com essa circumstancia. Esse seu sistema de responder com o silencio, sobre ser excêntrico, é confirmativo da imputação. Dou-lhe este conselho, movido pela simpatia que me causa a sua abnegação e como desprezo da vida. Sei que tem família, e avalio as angustias de sua consorte; por isso lhe peço que se abstenha desse stoicismo inútil, e—pior ainda—prejudicial. Se pode, decline de si a responsabilidade de um homicídio, que é sempre e em todos os casos desonra. Se matou, negue, negue sempre! —acrescentou o administrador, colando-lhe no ouvido os lábios.

Casimiro agradeceu o conselho com um sorriso, e saiu à direita do oficial de justiça.

[160]

À porta da autoridade, quando Casimiro saiu, agglomerava-se um cento de pessoas, gentio baixo, regateiras da praça de Sansão, serventes, gaiatos, e alguns cidadãos honestos, nomeadamente o oraculo da Couraça dos Apóstolos. A custo rompeu o aguazil a multidão, que se premia em redor de Casimiro, e lhe roçava as faces com o halito acre da aguardente.

—Chamo soldados! —bradou o oficial de justiça.

—Não é preciso—disse um acadêmico, que estanceava mais distante num grupo de estudantes.

E, tirando a carreteira das mãos de um lavrador, cresceu sobre a multidão, e apanhou quatro cabeças da primeira paulada. A rua, momentos depois, estava deserta, como se passasse nela a ira do Senhor.

—Foge que é o Lira! —diziam muitas vozes, convulsas de terror, menos o cidadão da Couraça dos Apóstolos, que levou a sua cabeça ao vizinho boticário.

Era, com efeito, Guilherme Lira, cujo sangue refervia em frenesi, e sede de beber o sangue da humanidade. Infurecia-o o remorso de ter deixado vivo D. Alexandre! Saber ele que o vil declarava ter sido assaltado por Casimiro, espicaçou-lhe o ódio e a ânsia de ir estrangulal-o em casa. Depois, via Casimiro preso, sabia já as suas respostas à autoridade, pungia-o o arrependimento de o perder, quando cuidava salval-o de inimigos infames, e não poder salval-o, sem se declarar ele mesmo o aggressor!

O governador civil, o reitor, as autoridades subalternas, receiosas de sublevação acadêmica, instigada por Guilherme Lira, preveniram a tropa, e assignaram ordens de prisão dos mais celebres desordeiros, no caso de motim.

A este tempo estava na cadeia Casimiro Bettancourt, [161] contrastando, com sua quietação, o reboliço que fremia cá fora. Cristina seguira-lhe os passos, e entrara após ele. Mafalda ia muito risonha e fagueira. Não falava, mas gesticulava as suas carícias, e pendurava-se do colo do pai, beijando-lhe os olhos.

E Cristina observava em redor de si a nudez, a sombra, a imundície da salêta. Queria chorar; mas pejava-se do esposo, e retinha-se para o não afligir.

—Voltas a casa, minha filha? —disse Casimiro—Olha que são dez horas, e nós costumamos almoçar às nove. Basta de sacrifício à justiça humana, Cristina! Uma hora é de mais!

—Tu não estás muito triste, pois não, meu Casimiro? —exclamou ela, cingindo-lhe o pescoço, com quanto carinho podem exprimir as angustias supremas.

—Se estou triste!... Quando me viste mais risonho, Cristina!... Alegre, minha esposa, alegre como esta criança que te sorri! A minha consciência está serena como a desta menina; por isso nos vês tão contentes ambos!

[162]

[163]

O Bem e o Mal

Sinopse

Leia gratuitamente O Bem e o Mal, de Camilo Castelo Branco, clássico lusófono em domínio público. Esta edição modernizada e conservadora do Literunico organiza o romance em 22 seções para leitura online, busca, redes sociais e pesquisa por IA.

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