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O Bem e o Mal

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O Bem e o Mal

Capítulo 6 · O Bem e o Mal

Capítulo V

6 de 22 ≈ 17 min de leitura

Rui de Nelas, contente do feito, mas não seguro ainda, cismava na escolha do convento em que devia encerrar Cristina, quando o padre João Ferreira chegou de dizer missa. Chamado a dar seu voto, o sacerdote respondeu que obedecia, mas não aconselhava; que iria onde s. ex. ª o mandasse negociar a reclusão de D. Cristina, mas declinava de si o mínimo de responsabilidade em uma violência, sobre inútil, perigosa.

Excitado pela cólera, o fidalgo foi de encontro à prudencia do padre com termos rudes; mas a humildade do servo paciente despontou-lhe as iras, e introverteu-lh'as no seio em arrependimento. Rui quase lhe suplicou o seu voto. Padre João repetiu o que dissera, e contou a situação em que deixara Casimiro Bettancourt. Outra vez se irou o fidalgo, ouvindo o tom lastimoso com que o padre falava do filho do major; porém, não sabemos dizer porquê, marejaram-se-lhes de lágrimas os olhos, quando o clérigo disse:

—Agora vou ver se encontro o desgraçado aí pela [64] serra, que não vá ele tentar contra a vida, e, matando-se, legar a v. ex. ª uma tristeza pezada de mais para seus anos e sua nobre alma.

Saiu o padre, e, ao anoitecer, encontrou Casimiro deitado na terra humida, com a cabeça na pedra, e o rosto chamejante de febre. Agitou-o, ergueu-o, amparou-lhe os passos, até o trazer à estrada, e daí quase em braços a casa do carpinteiro.

Conversaram até altas horas da noite. Casimiro ouviu as últimas palavras do padre, e disse:

—Farei a sua vontade.

A vontade de padre João era que ele saísse de Pinhel, e fosse a Bragança assentar praça. A resistência de Casimiro fora pertinaz, até ao derradeiro golpe, que o padre lhe descarregou, dizendo que a demora dele em Pinhel seria a causa à clausura de Cristina. Casimiro sentou-se no catre, embebeu o suor frio da face na dobra do lençol, e exclamou:

—Irei.

E foi cinco dias depois, caminho de Bragança; mas, ao fim do primeiro dia de jornada, adoeceu perigosamente. O sangue refervido no peito principiava a vulcanizar-lhe a cabeça. Deram-lhe uma enxerga, numa taverna de Escalhão, e um padre que, em virtude de o ter confessado e ungido, pôde saber que o viandante era de Pinhel e se chamava Casimiro Bettancourt.

O carpinteiro ergueu mão do trabalho, embolçou as economias do seu mealheiro, e foi caminho de Escalhão. O anjo do amor estava à cabeceira do enfermo repelindo a morte. O coração repuchára a si a onda escaldante de sangue, que banhara o cérebro, e espedaçava-se para deixar resurgir a rasão. O artista esteve nove dias e nove noites ao lado de seu sobrinho. Quando se lhe acabaram [65] os escassos recursos, que levára, empenhou a cruz de prata, que trazia ao peito; e pediu primeiro ao Crucificado que lhe desse a vida do sobrinho de sua mulher.

Ao decimo dia, o carpinteiro construiu uma camilha num carro de lavoura, e Casimiro, convalescente, foi transportado a Pinhel.

Rui de Nelas e suas filhas, tirante Cristina, passeavam numa alameda fora da povoação, quando o carro chegou. O carpinteiro, que caminhava lentamente após o carro, descobriu-se, à vista do fidalgo, e disse:

—Guarde Deus a v. ex. ª, sr. compadre.

—Que levas aí, Antônio? —disse o fidalgo.

—É meu sobrinho.

—Teu sobrinho? —Disseram-me que tinha ido assentar praça. Querem ver que ele foi ferido em alguma batalha?

—O sr. compadre está a mangar com os pobres!... respondeu o carpinteiro com um sorriso mais de pungir que propriamente a injúria.

neste lanço, Casimiro Bettancourt afastou a ourela da manta, que formava o pavilhão do carro, pôs fora o rosto macerado, e disse:

—Sr. Rui de Nelas, quem me feriu na batalha foi a espada da honra. Agora vou eu travar uma batalha com o orgulho de v. ex. ª: veremos quem é o vencido.

—Ora, sôr Casimiro! —replicou o fidalgo galhofando sarcasticamente—as suas ameaças tem muita graça... passe muito bem.

E prosseguiu no passeio, chibatando, com ares de Tarquínio ou Pombal, as florinhas que se abriam por entre o ervaçal que arrelvava a alameda.

—Chama lá os bois, moço! —disse o artista ao carreiro.

[66]

Cristina encerrada voluntariamente em seu quarto, nem de suas irmãs era já bem vista. As outras senhoras, como izemptas e intactas de coração, conservavam os espíritos excelsamente afidalgados, e levavam muito a mal que sua irmã as quisesse aquinhoar no desdouro de um casamento desegual. O fidalgo obrigára Cristina, nos primeiros dias, a tomar o seu lugar na mesa comum; como visse, porém, que ela escandalisava a família com suas lágrimas ordenou que lhe levassem as criadas os alimentos ao quarto. E assim se finava a pobre menina, desconsolada da voz humana, e descrida da misericórdia divina.

Peregrina, a sua confidente, a sua alegria, tinha ido com o irmão para S. Julião da Serra. Queria escrever-lhe: mas que portador ousaria levar-lhe a carta? Pensava em fugir para ela; mas com quem, com que recursos? A não ser ela, quem faria chegar às mãos de Casimiro as suas cartas, o adeus sùpremo de sua alma, ao arrancar da vida? Respondia-lhe o calado pavor da soledade ao aflitivo interrogatório, em que se debatia, e já por fim, desesperava.

Havia na casa um criado moço, que Casimiro Bettancourt ensinára a ler nas horas feriadas dos domingos. Nunca os dois namorados fiaram dele segredos seus; mas o muchacho, que era atravessado, adivinhava o que não via, e espreitava para examinar se tinha adivinhado.

Soube ele que o seu mestre de leitura chegara doente num carro, viu que o fidalgo e as meninas andavam a passeio, foi de corrida a casa, bateu de mansinho à porta do quarto de Cristina, e disse-lhe pelo espelho da fechadura:

—Fidalga, o sr. Casimiro chegou agora doente num carro.

[67]

Cristina espediu um grito, e abriu a porta.

—Vem cá! —disse ela ao rapasito, que se ia escapulindo. —Que disseste? Viste o sr. Casimiro?

—Vi-o descer do carro nos braços do tio Antônio carpinteiro. Vem amarelo como uma cidra.

—Tu és nosso amigo, José? —perguntou ela ofegante.

—Sou, sim, senhora.

—Levas-lhe um bilhete?

—Dê-o cá, fidalga.

—Espera, que eu vou escrevêl-o... O melhor é tu ires esperar no pátio, que eu lanço-t'o da janela, que não vá ver-te alguém aqui no corredor.

O mocinho esperou um quarto de hora, e levou a carta a Casimiro, que respondeu logo.

Este rapaz de nove anos faz lembrar o mosquito que matou o leão, e o braço fundibulário que derribou o gigante. Aí estão a vigilância e omnipotência de Rui de Nelas Gamboa de Barbedo, senhor solarengo mais velho da Beira Alta, aniquiladas pela intervenção do pegureiro, que o senhor feudal nunca distinguia dos carneiros que apascentava!

O efeito das primeiras cartas foi uma transfiguração maravilhosa no semblante de Cristina e Casimiro. Já ela punha as mãos e ajoelhava a orar: é certo que, pelo ordinário, atribuimos ao demônio o mal acintoso, que o mundo nos faz, e agradecemos a Deus o bem casual ou intencional que nos faz o mundo. Tudo isto redunda em elogio de Deus e nosso.

Rui entrou pensativo em casa, dizendo entre si: «Mal fiz em a não meter no convento; mas ainda não é tarde. »

Mandou vir à sua presença os criados e criadas, excepto [68] o José-pastor, como lhe chamavam. O rapasito ainda não gozava honras de criado apelável para assumpto grave. Declarou o fidalgo que faria entrar numa cadeia o servo ou serva, que levasse ou trouxesse cartas entre sua filha e Casimiro. Os criados inocentes e impeccaveis nesta matéria—por isso que zelavam a fidalguia do seu amo contra o plebeísmo do sobrinho de mestre Antônio—juraram de espreitar os passos de Casimiro, e, em testemunho de sua probidade, ofereceram-se a quebrar-lhe as costelas, sendo necessário.

Rui de Nelas despediu-os satisfeito, e disse entre si: «Tanto faz tel-a fechada em casa, como no convento. Parece-me até que está mais segura aqui. »

José-pastor ouviu a creadagem na cozinha discorrer acerca da recomendação do fidalgo, e fez que não intendia. daí a pouco, andava ele no pátio a escrever com um pau carbonisado o seu nome nas lages polidas, e de vez em quando olhava, por debaixo do avental de saragoça, contra a janela de Cristina.

Viram-se. E ele escreveu a palavra carta, olhando de revez e indicativamente para a menina. Fez ela um gesto de inteligência, e ele aspou a primeira palavra com os pés, e escreveu em outra lage: telhado. Outro sinal de comprehensão, e logo outra palavra: torre, e depois trapeira.

Queria isto dizer que ele ia ao postigo de uma especie de pombal, que lá chamavam torre; que lançava de lá a carta ao telhado; e que fosse Cristina à trapeira, superior ao seu quarto, e colhesse a carta.

Saiu-se excelentemente com a traça, e até sobreexcedeu o programa; porque a menina, recebendo uma, atirou outra carta à base da torre, e o rapasinho, que era ótimo volatim em esgalhos de árvores, pendurou-se [69] pelos pés no banzo do postigo, e com um troço de uma aguilhada de seu uso pastoril arpoou o papel. Estas habilidades é que Casimiro Bettancourt lhe não havia ensinado com as primeiras letras. Se a instrução primaria lhas desenvolveu, isso é matéria para mais dilatadas e oportunas pesquizas.

Aligeirando o alcance destes sucessos, até ao ponto em que os deixamos na vigairaria de S. Julião da Serra, direi que a fuga estava pactuada desde as primeiras cartas, que se trocaram. As apostilas subsequentes versavam sobre qual caminho e destino convinha seguir. Casimiro lembrava-se do condiscípulo de colégio a quem devia o favor de dinheiro com que jornadeára de Lisboa a Pinhel. Presumia ele que, se fugissem para Lisboa, e procurassem aquele amigo, achariam protetor para alcançar-se um emprego. Mas um fio de espada lhe cortava por alma e coração, quando a nevoa negra da pobreza se lhe punha diante da esplendida aurora do seu dia feliz. Quem lhes daria meios para caminharem até Lisboa?

Como adivinhando esta pergunta, Cristina propunha que fossem a S. Julião da Serra, casassem lá, e pedissem ao padre João recursos para fugirem à perseguição, até que Deus lhes acudisse.

nestes dias revesados de alegrias e amarguras, para eles, que já tinham aprasado o da fugida, o carpinteiro recebeu carta do filho, estabelecido no Brasil, e o primeiro donativo de dinheiro. Quando Casimiro viu ouro em mãos de seu tio, apertou o artista ao seio, e disse-lhe com os olhos cheios de esperança e lágrimas:

—Empreste-me parte desse dinheiro, que é o preço da minha felicidade.

[70]

—Se é o preço da tua felicidade, aí o tens todo—respondeu o carpinteiro, lançando as peças sobre a mesa.

—Menos de metade me basta—replicou Bettancourt.

—Pois toma daqui o que quiseres; mas conta-me o que vais fazer.

Casimiro, temeroso da probidade de seu tio, nunca lhe havia revelado o plano do rapto. Prudente receio era o seu. Mestre Antônio, bem que estomagado das soberbas de seu compadre, não consentiria que seu sobrinho o vingasse por semelhante meio. A ida de seu filho para o Brasil devia-se em parte à generosidade do padrinho, que lhe dera enxoval e algum do dinheiro da passagem. O mesmo fidalgo o ajudára a comprar o fato de Casimiro, sem querer que o moço soubesse a obrigação em que ficava. Mestre Antônio, além disto, reprovava o ousio de seu sobrinho em inquietar uma menina talhada para marido de outra linhagem e haveres. Não dominava ainda em aquela epocha a aristocracia das artes, inchada hoje com uns descomedimentos de orgulho, que prevalecem propriamente sobre os da aristocracia de nascimento; de modo que a gente sisuda lastima que o artista não seja bem criado para sustentar o seu real valor, sem andar a todas as horas, de arremetida contra as distincções herdadas. Agora, importuna a filáucia do artista; logo anoja a humilhação a que se desce.

Cingindo-me ao ponto: Casimiro reteve ainda o seu segredo, sofismando-o de est'arte:

—Eu vou continuar em Coimbra ou Lisboa o meu curso de matemáticas para seguir a vida militar mais vantajosamente. Bem sei que este dinheiro a pouco chega; mas espero achar, sem baixeza, recursos em mim próprio para me alimentar. Ensinarei particularmente o que sei, e com o pequeno salario me irei remindo.

[71]

—Se é isso, Casimiro—redarguiu mestre Antônio—leva o dinheiro todo, que eu tanto faço com ele como sem ele. Assim como assim, duzentos mil réis não me quitam de trabalho. Gosto bem de te ver botado ao caminho da vida. Vai, moço; que o mundo é p'rós homens. Teu pai saiu daqui com duas camisas numa trouxa, sentou praça, e morreu major na flor da idade: teria quarenta anos. Se não morre, e o seu partido vinga, podia acabar general. Tira-te daqui desta aldeia, homem! Tu tens lá umas ideias que precisam de terras grandes. Vai-te à vida que eu cá estou com o meu pouco para te acudir nas necessidades. Logo que teu primo mande mais dinheiro, lá irá ter onde estiveres. Se um dia tiveres de teu, e eu já não poder com o machado, então me irás pagando como poderes.

Casimiro debulhava-se em lágrimas, abraçado ao carpinteiro, que embebia as suas no canhão da jaqueta de saragoça remendada nos cotovelos. Aquela jaqueta desonrar-se-ia grandemente se a puzessem à beira de muitas fardas batidas a ouro e coalhadas de veneras!

Era como picar de remorso o doer-se de Casimiro. Mentir assim aquele velho tão bom, tão franco, tão desprendido, tão pobre!

Não importa! A sua paixão absolve-o já; o homem honrado e iludido absolvel-o-há depois.

Tinha, pois, Casimiro dinheiro para a fuga; disto avisou Cristina; a menina, porém, instava pelo casamento em S. Julião da Serra, e o moço, de vontade e coração, condescendia, e desejava assim tão abrasadamente como ela.

Rui de Nelas encontrou o carpinteiro, e não lhe falou, nem respondeu à saudação com um gesto sequer.

[72]

—Porque está de mal comigo, sr. compadre?! —perguntou o operário com magoada submissão.

—Porque és um ingrato! —bradou o fidalgo.

—Ingrato, senhor! Nemja isso! Deus me não ajude, se eu sou ingrato a v. exª!

—Tens aí teu sobrinho, que deu um pontapé no seu benfeitor, e causou a desgraça de minha filha, e a tristeza de minha casa!

—Meu sobrinho, sr. compadre, fez mal, é verdade; mas o mal está remediado. Meu sobrinho vai-se embora por estes dias. Vai para Lisboa continuar os seus estudos. Leva duzentos mil réis que eu recebi do meu filho e afilhado de v. ex. ª, e por lá ficará até se fazer homem como meu cunhado.

Rui de Nelas deu um grande suspiro de desabafo, e disse:

—Falas-me verdade?

—Como quem se confessa, fidalgo.

—Então compadre, o dito por não dito. Se eu soubesse que ele estava ainda em tua casa, por falta de meios, o dinheiro dava-t'o eu, sem ele o saber. Quando é que vai?

—Estão-se fazendo umas camisas, e, o mais tardar no fim da semana, vai com Deus.

neste dia à noute, Rui disse a uma das filhas:

—Vai ao quarto de tua irmã, e diz-lhe com bons modos que venha tomar chá conosco. A tempestade está a passar: é preciso que a trateis, como de antes, daqui por diante.

Cristina, maravilhada da brandura de sua irmã, desceu à sala, e beijou a mão paternal, que se lhe oferecia com afável sorriso.

Tomou chá trocou leves palavras com suas irmãs, e [73] volveu ao seu quarto, onde desvelou a noute, cismando na transfiguração de seu pai.

A horas de almoço, passou Rui de Nelas no corredor contíguo ao quarto de Cristina, e disse-lhe tocando na porta:

—Vai o almoço para a mesa, menina.

Cristina estremeceu, e sumiu entre os cobertores a carta, que estava escrevendo, cujo período mais importante era assim:

«....... Como penso que terei liberdade de descer ao jardim ao fim da tarde, sairei pela porta da quinta, que abre para a estrada. Se me enganar, então amanhã te avisarei..............................................................................................................................................

Não se enganára.

O caricioso pai saiu com ela e suas irmãs a passear depois do almoço. Amimou-a, depois de jantar, brindando-a com um vestido de tafetá azul para festa dos anos da morgada. Ao fim da tarde viram-na sair ao jardim, e a mais abelhuda das irmãs disse:

—Papá, olhe que a Cristina vai só...

—Deixá-la ir. Coitada! o inverno já lhe desfolhou as rosas que ela há um mês ainda regava!... Vai ver as suas plantas... Pobre filha, que pena me faz vê-la tão abatida!...

Cristina demorava-se e o vento assobiava, impelindo contra a janela borrifos de chuva.

—Vossa irmã, já está no seu quarto?! Vão ver.

As meninas alvoroçadas vieram dizer que no quarto não estava ela nem a capa.

—Pois não viram que ela saiu de capa ao jardim? —refletiu o pai. —Vamos ao jardim, que ela deve lá [74] estar abrigada da chuva... ou (ajuntou ele no silencio de seu coração) escondida a chorar... pobre menina!

Espreitaram todos os escuros do arvoredo, chamando-a a brados. O fidalgo, esporeado por diabólica suspeita, correu à porta do carro, e achou-a aberta.

—Fugiu! —exclamou ele. Os criados que saiam todos por essas estradas, e... que o matem!

E os criados saíram todos na ideia... de o matarem!

Até o José-pastor lá ia na chusma, clamando que queria também matar o ladrão da fidalga, e teimava que via as pegadas da menina lá por uns caminhos onde ninguém via coisa nenhuma!

A estas horas, Cristina e Casimiro transmontavam o cabeço da primeira serra, que descia para umas gargantas intransitaveis.

Na ante-véspera, palmilhara Casimiro o terreno menos trilhado, e orientara-se cabalmente da direção que devia seguir até assomar à serra vizinha de S. Julião.

[75]

O Bem e o Mal

Sinopse

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