Universo da obra
Universo da obra
O padre João Ferreira escrevia miudamente ao fidalgo de Pinhel, e o mesmo Cristina, bem que Rui de Nelas tão somente respondesse ao padre, acusando a recepção das cartas da filha, com a incumbência de dizer a Cristina que lhe eram agradaveis as suas letras. De Casimiro Bettancourt só dizia o necessário, atinente ao processo.
Entre o velho e D. Sueiro corria declarada inimisade. Já o de Miranda sabia que o seu sogro protegia Casimiro. Escrevera-lhe altivo reprovando amargamente a incongruencia do seu proceder. O de Pinhel respondeu que o marido de Cristina padecia inocente, e D. Alexandre mentia imputando-lhe a morte do facinoroso, de que ele vilãmente se acompanhava. Replicou raivoso D. Sueiro, doestando o sogro, e ejaculando frases de lacaio a propósito do lustre de sua raça, sujada por um parente, posto que remoto garfo de seu tronco. As palavras sublinhadas afrontaram gravemente Rui de [178] Nelas! Este repto, quinhentos anos antes, daria de si guerra a ferro e fogo, entre os dois ricos-homens. Mas agora, neste tempo de calmaria podre, em que as injúrias se castigam na policia correcional com multa de dez tostões e custas do processo, Rui de Nelas rebateu a provocação com outras não menos pungentes que certeiras injúrias. E foi grão-caso perguntar-lhe o velho se a Madre Nazareth, fugida do mosteiro de Lorvão, em 1810, e agarrada por ordem regia nas encruzilhadas do inferno, e metida no tronco para se depurar dos vícios, seria um garfo meritório do tronco dos Parmas de Eça ao qual ele Rui de Nelas se glorificava de ser estranho? Chegadas a tal extremo as insolências, a reconciliação era impossível, apesar mesmo das frias tentativas de D. Guiomar, que nunca fora amorosa filha nem irmã.
As cartas do padre ao fidalgo aventavam como certo o mau resultado do pleito em Coimbra, e invocavam o patrocínio de Rui para que em Lisboa o supremo tribunal ou o poder moderador dirimissem a sentença condemnatoria.
Teve Rui de Nelas como acêrto escrever desde logo a sua irmã, convidando-a a esquecerem o passado, para ir assim predispondo-a a mais de vontade o servir. A condessa de Asinoso respondeu com muito amor ao irmão, lastimando que ele recusasse a sua amizade tantas vezes, em diversos tempos, oferecida; e acrescentava: «Eu não podia odiar o mano Rui, que nenhuma parte tomou nos suplícios que me fizeram. Os algozes já estão na presença de Deus! »
—Ainda não está arrependida!... —disse entre si o fidalgo, relendo aquele período. —Mulheres, mulheres!... —acrescentou sacudindo a cabeça.
Estranhará o leitor, que entre aqui mal cabido o episodio [179] de umas aventuras de D. Eugenia de Nelas, condessa de Asinoso. Conto, porém, com a sua atenção; e peço licença para me desvanecer de apontado em não me desviar da história principal, sem ao depois me justificar do defeito.
D. Frederico de Paim e Lucena, tio materno de Rui, vivia na capital, e muito no Paço, gozando as suas numerosas comendas, solteiro, septagenario, e abastado.
Corria por sua conta a educação palaciana de dois sobrinhos, Vasco e Gonçalo, irmãos de Rui.
Eugenia, muito mais nova que seus irmãos, saiu também de Pinhel, aos doze anos, em 1806, para ser educada em convento, visto que sua mãe tinha morrido, e sua cunhada a tractava asperamente.
Em 1811 saiu a menina do colégio para casa de seu tio. Eram uns dezoito anos superabundantes de quantas graças feminis, raras vezes, a inspiração divina segréda aos creadores que dizem à tela ou ao mármore o seu fiat lux, e o mármore e a tela desentranham em Fornarinas de Rafael, em Collonas como as de Ângelo, em Venus como as de Praxiteles. destas, o artista, o que não é artista, o homem de coração e sede do belo, diz: «fel-as o cinzel ou o pincel dos anjos! » de Eugenia diria o artista, o amador, o poeta, o moço ardente, o ancião esquecido de seus ardores, diriam todos: «é um bafejo de Deus, uma alma vestida das perfeições materiais, privativas do céu, se no céu podem conceber-se formas corpóreas! »
Foi Eugenia requestada por consideraveis senhores da corte. D. Frederico respondia aos que solicitavam sua mão: «Minha sobrinha é órfã de pai e mãe. Casará à sua escolha. Intenda-se com ela quem houver de ser seu marido, que eu lavo as mãos daí. »
[180]
Boa resposta; mas Eugenia repelia delicadamente os pretendentes, as maviosidades, e as soberbas feridas na resistência.
Pois tão dotada e fadada para amar, Eugenia era assim de refractaria condição ao bem supremo da vida? Dar-se-há que o seu peito seja dentro de alabastro como se afigura no exterior?
Não; o mesmo amor de que a julgam inimiga é quem a incrueceu assim contra os áulicos, os ricos, os soberanos da galanteria daquele tempo.
Amava Eugenia, e amava desatinadamente. O eleito de sua alma era um alferes de cavaleria, amável de figura, composto de encantos; mas sem fôro grande nem pequeno, sem amigos das primeiras casas do reino, sem nome, que, ao menos, recordasse um general ilustre, um lidador distincto das últimas pelejas grandes da pátria com os estranhos. Um mero e simples alferes, pálido, só, melancólico, e tímido debaixo dos olhos dela.
O palácio de D. Frederico de Paim era na rua de Santa Barbara. O alferes passava ali duas vezes em cada dia, e alguns dias duas vezes em cada hora.
E ela via-o sempre, esperava-o sempre, esperava-o até mais vezes do que o via. Gonçalo e Vasco viam-no também, e diziam:
—A assiduidade deste homem!... Que cuidará ele, ou que cuidará nossa irmã!
Indagaram pela rama; e, em ocasião oportuna, disseram a Eugenia:
—Olha que o militar que vês aí passar, e procuras ver, é um biltre, que principiou soldado. Sirva-te isto de governo, e lembra-te que és Eugenia de Nelas Gamboa de Barbedo.
A menina, se a revelação a envergonhasse, córaria; [181] se o coração lhe doesse, impallideceria; ora, como nem corou nem impallideceu, é razão presumir que o seu pudor e coração ficaram ilesos; e, depois, concluir que ela, assim mesmo, amava-o sem pejo da baixeza dele nem vangloria de seus apelidos. Concluam assim que tem a máxima probabilidade do acêrto.
E o alferes continuou a passar na Rua de Santa Barbara, e a surgir no alto da colina da Penha de França, de onde Eugenia do seu miradouro o avistava.
D. Frederico, avisado pelos sobrinhos, disse que estava seguro do bom siso de Eugenia; mas, por cautela, na primavera de 1815, quando a menina já entrava nos seus vinte anos, foi passar seis meses à sua quinta de Camarate.
—O remédio prudente é este—disse o velho aos sobrinhos. —Não façamos alarido, que há casos de frageis avesinhas, espavoridas por algazarras, romperem os arames da gaiola.
Quando isto foi, já o alferes se carteava com Eugenia, mediante a aia, que viera de Pinhel.
A passagem para Camarate agravou a infermidade. Convém saber que há casos em que o amor, o mais sadio e rosado dos deuses, se chama «infermidade». Exemplo: amarem-se duas pessoas, divorciadas pelo acaso do nascimento ou da riqueza, é infermidade; amarem-se, porém, um casal de ricos, de nobres, de ralé social, ou de mendicantes, isso sim é amor, que é saúde, e só pode adoecer, nuns, em hidropesia de tédio, em outros, em resiccação de fome.
A quinta de Camarate era um arvoredo, que competia com o reinado de D. João III. Fora plantado e alinhado por D. Mem Vasques de Lucena, sumilher de El-Rei, e aio do infante D. João, pai de D. Sebastião [182] Era memoria que aquelas árvores, ainda tenras, tinham visto os amores de D. João III com D. Isabel Moniz, moça da câmara da rainha D. Leonor, amores que deram de si o príncipe, arcebispo de Braga, D. Duarte, que morreu na flor dos anos. Para ali diziam os Lucenas que o monarca transferira a dama, odiosa à rainha.
Parecia, pois, que a folhagem do arvoredo estava rumorejando uma crônica de reais amores.
As fontes respondiam às árvores, as aves às fontes, as borboletas dialogavam com as flores, as flores trahiam com a viração as borboletas: era tudo ali um suspirar, um ouvir-se muito interno harpas e córos, simfonias aerias, milhares de pronunciações confusas da terra, dizendo todas «amor»!
E para onde eles levaram Eugenia, que já consigo levava a saudade! —a saudade, verdugo que mata acariciando, corda de estrangulação tecida com fios de ouro, segredo que Lúcifer, ao despenhar-se, roubou do céu, e nunca mais restituiu!
Ali é que o amor pegou dela com violenta mão, sendo que até àquele dia lhe fora sempre mão cheia de meiguices e serenas esperanças.
Gonçalo e Vasco julgaram sua irmã segura, e ficaram por Lisboa, onde tinham seus afetos, e suas devassidões. O velho, contente com as suas árvores, e com a menina, que lhe ouvia a menos edificativa lenda dos amores de D. Isabel Moniz, não saía de Camarate.
À noite, assim que a brisa esfriasse, D. Frederico digressava do jardim, dava um osculo em sua sobrinha, e fechava-se em seus aposentos.
Ora, depois ainda, a menina ficava sentada no banco rustico, resguardada de sicômoros, aspirando as baunilhas, [183] sacudindo as granulações das pimenteiras, ou devaneando pela via láctea fora, de constelação em constelação, com os olhos lá, e o coração na terra próxima, no muro da quinta por onde o alferes subia. E não se atemorisava dos plátanos gigantes nem das danças macabras das sombras, agitadas pelo vento da alta noute!
À uma hora rugia a folhagem debaixo dos seus pés nas ruas ladeadas de murtas; os molossos lambiam-lhe as mãos, sorvendo os latidos ferozes; as avesinhas acordavam e saudavam-na ao passar; o rouxinol das cinceiras soltava as notas mais dilectas; e ela ia à gruta conhecida, e esperava com a mão no seio como quem diz ao coração: «Espera, ditoso impaciente! »
Ao abrir da manhã de 16 de agosto deste ano de 1815, Eugenia ouviu quatro tiros nas cercanias da quinta, e tremeu, tremeu até cair de joelhos.
daí a pouco estrondearam os argolões do portão da quinta. A aia entrou ao quarto da menina, e disse:
—Chegaram seus irmãos. O senhor Gonçalo vem ferido num braço: já foi chamar-se o cirurgião ao Lumiar.
Gonçalo e Vasco estrenoutaram o tio, e fecharam-se com ele. O que aí disseram colige-se dos sucessos seguintes.
Durante o dia, Eugenia não viu seus irmãos nem tio. Sabia que se faziam preparativos de viagem. Mandou indagar dos caseiros o que seriam os tiros da madrugada. Os cazeiros tinham ouvido as detonações, e a estropeada de cavalos. Estaria morto o alferes?
—Matal-o-hiam? —perguntava Eugenia à sua aia—e, depois, ousava perguntal-o a Deus.
Se ela pudesse ouvir este dialogo dos irmãos...
[184]
—Chego a duvidar que as pistolas tivessem balas—dizia Gonçalo.
—Carreguei-as eu—afirmava Vasco.
—E foi-se a salvo!
—Quem sabe?!
—Não o viste correr sobre nós, e desfechar de perto, e retirar-se muito a passo? E depois não o avistaste a subir a charneca sobre o cavalo?
—Vi.
—Como queres tu que ele fosse ferido!? —retorquiu Gonçalo—Com meia polegada à esquerda, o canalha metia-me a bala na cintura—dizia ele levando a mão ao ante-braço direito—Eu é que estou ferido deveras... Não contávamos com isto, Vasco! O homem tem fibras!
Ao fim da tarde, saiu da cocheira uma caleça de jornada aposta à parelha de machos.
nesta ocasião foi chamada à presença de seu tio, que mansamente lhe disse:
—Se tivesses pai ou mãe, mandar-te-ia para eles, sem te dizer a razão: tu a saberias de mais, e eu me pouparia à dor e pejo de repetil-a. Entrego-te a teus irmãos. de eles te defendi alguma vez; agora estou desarmado pelo teu proceder. Disse de mais. Aí fora está posta a caleça para conduzir-te a outra parte, segundo vontade de Vasco. Não vai Gonçalo, que está ferido da bala do homem que saltava os muros da minha quinta, com teu consentimento. Adeus, Eugenia.
D. Frederico entrou rapidamente no seu quarto, contíguo à sala, e fechou-se a chorar.
Vestiu-se Eugenia soluçante, e cobrou animo, quando viu que a sua aia se preparava. Entraram ambas na caleça, onde as seguiu Vasco. Chegaram de noute a [185] Lisboa, e pararam à porta do palácio de D. Frederico.
Vasco mandou descer a aia de sua irmã, e disse-lhe:
—Sobe; diz ao mordomo que te pague; e vai à tua vida.
—Onde vai ela?! —gritou Eugenia.
—Não queremos gritos—atalhou o irmão. —Pica, bolieiro!
As mulas galoparam até entrarem à estrada do Beato Antônio, onde Vasco de Nelas cavalgou, adiantando-se.
A jornada de Eugenia durou dois dias e meio. Parou a carroça diante de um palacete velho, em Recaldim, no termo de Torres Novas. Era ali uma grossa comenda de D. Frederico, casa chamada da «renda», habitada pelos Pains de Lucena, quando, desgostosos da destronisação de Afonso VI, se afastaram da corte.
Entrou Eugenia a um grande salão decorado como o deixaram seus avós, quando voltaram a Lisboa.
A tranzida menina sentiu frio e medo.
Surdiu-lhe logo, de sob a orla de um reposteiro de cor inqualificável, uma criatura, ao que parecia, femeal. Dirieis que uma cuvilheira dos Lucenas, adormecida em 1680, ao saírem seus amos, acordára como Epimênides, cento e trinta anos depois, e estremunhada saíra ao salão para ver qual das fidalguinhas Pains estava a soluçar.
Eugenia encarou-a, e estremeceu.
—Entrou a velha, fez três mesuras, e disse:
—Guarde Deus a v. ex. ª
—Adeus—murmurou Eugenia.
—Enquanto não chegam as outras criadas—tornou a criatura com ares benignos—a fidalga queira mandar-me [186] em seu serviço. Eu fui ama de leite de sua mãezinha, que foi casar a Pinhel.
Estas palavras reanimaram Eugenia, que se aproximou voluntariamente da velha, enquanto ela continuava:
—V. ex. ª é o retrato dela: já o sabia por mo dizer o sr. Frederico; mas eu estou aqui há quarenta anos desde que ela casou. Seu avô, o sr. D. Carlos de Lucena, mandou-me para Recaldim com ordenado e casa para a velhice. Já quis botar-me por essa estrada fora, até Lisboa, só para ver a filha da minha menina; mas a carga dos anos, oitenta bons, não se leva onde a gente quer. Fiquei agora atônita, quando vi entrar o menino Vasco, e me disse: «minha irmã vem aqui estar algum tempo. Amanhã chegam outras criadas, que ficam debaixo da sua vigilância, e um criado que lhe transmitirá as minhas ordens.
—O mano já saiu? —atalhou Eugenia.
—Chegou às quatro, e saiu às cinco horas da manhã. Admiro que v. ex. ª o não encontrasse... Então é que foi pelo caminho de baixo.
Eugenia, num impeto de confiança, abraçou-se na velha, e exclamou:
—Por alma de minha mãe, vale-me?
—Se lhe valho, meu serafim? que quer v. ex. ª da sua serva humilde?
—Queria escrever uma carta.
—Ó menina, isso barato é de fazer; mas o rendeiro da comenda anda à cobrança, e levou a chave da sala, onde está o tinteiro e o papel.
—Pois nem um bocadinho de papel?!... Não tem um livro?...
—Livro tenho as minhas Horas e o Retiro Espiritual.
[187]
—Deixa-me ver se há uma lauda em branco?
O Retiro tinha a folha do ante-rosto surrada, mas suscetível de receber caracteres. Eugenia despregou um alfinete, picou o dedo indicador, apertou-o até bolhar sangue. Depois com a cabeça do alfinete embebida, escreveu:
Estou em Recaldim, perto de Torres Novas, na comenda do tio. Aqui morrerei. Voltou-se com recrescente veemência para a velha, e disse:
—Dá-me um bocadinho de pão para eu fechar este bilhete?
—Sim, minha menina.
Mastigou o pão, fechou o bilhete e subscriptou-o.
—E agora? —tornou ela—o pior é agora...
—Que queria v. ex. ª?!
—Que me levasse esse bilhete a Lisboa.
—A Lisboa? A menina não sabe o que é ir a Lisboa! São dois dias e meio de jornada, andando de noute duas horas.
—Não importa... Eu pago...
—Mas pagar a quem, meu anjinho do Senhor? Ora venha cá... isto é paixão?
—Paixão de morrer, minha amiga...
—Chame-me sua criada Brites. Paixão para bem ou para mal?
—Eu queria casar-me com ele; mas meus irmãos perseguem-nos.
—Eu logo vi que a vinda de v. ex. ª era coisa de amor... O seu adônis não é fidalgo pois não?
—Não é...
—Logo vi... E é pessoa de bom porte?
—É um alferes de cavaleria, muito bom de coração, muito gentil, a minha paixão única, o meu disvello de [188] há três anos, a minha vida... e será a causa da minha morte.
—Coitadinha! Deus o fará melhor. Então quer a menina que ele saiba que a trouxeram para aqui?
—Sim, queria.
—Então, deixe estar, que eu de hoje até amanhã, hei de cogitar no caso. Pediu-me isso por alma de sua mãe, eu só se não poder de todo em todo. Quem me há de levar a cartinha, se as contas me não falham, há de ser o cocheiro da caleça; mas o pior é não termos outro papel... Ora espere, que eu tenho ali uma sentença que me cá deixou meu sobrinho, que andava a aprender a ler. Tinta arranja-se sem a menina furar os seus mimosos dedinhos. Com uma pouca de felugem da chaminé e vinagre, faz-se tinta. Pena, vai se tirar uma de galinha, e com uma faca fazem-se-lhe os bicos.
A sr. ª Brites em tanto tempo quanta era a ansiedade de Eugenia, veio com tudo a ponto: meia folha de papel selado do tempo de D. João V, uma tigela com a dissolução de felugem em vinagre, uma pena de galinha, e a faca mais afiada.
Eugenia, se se não uzasse o aparo das penas, tel-o-ia inventado nessa ocasião.
Estava tudo em ordem. Sorveu a sr. ª Brites uma pitada de esturrinho, e disse:
—Escreva lá v. ex. ª
[189]
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