VESTIR HISTÓRIAS

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@ariazenite há 9 meses
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Tô apaixonada pelo modo Orkut da comunidade. Bateu uma nostalgia, agora eu não vou querer mais sair de lá. 😍😍😍
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@edsonbas há 9 meses
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A lembrança que eu tenho da fazenda que eu visitava na minha infância é muito melhor que a fazenda que eu visitava na minha infância.
Últimas respostas
@ariazenite · há 9 meses
Sim, perfeitamente 😆
@edsonbas · há 9 meses
@ariazenite então você me entende.
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@eduliguori há 9 meses
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Mascando um chiclete faço doer a mandíbula pensamento masoquista que tortura minha mente doentia o tempo passou e aparentemente nada mais faz sentido sou hoje julgado e criticado como se não houvesse contribuído cegos, estamos cegos? não queremos ver? não podemos ver? de príncipe reinante a mero roto malfalado num movimento de marolas chegamos a praia mortos nas areias quentes hoje nos enterram um vulcão adormecido despertou a sua fúria lava incandescente que jorra pujante a nossa frente os ossos enterrados serão cozidos e cremados deste carbono passado surgirá quem sabe uma ilha nesta nova natureza o sol fará nascer uma goma ...de mascar até doer uma nova mandíbula Edu Liguori
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@edsonbas há 9 meses
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Sonhei com Clarice (para Clarice Lispector) Acordei assustado de novo. Daquele jeito que a gente acorda quando sonha que está caindo de um prédio. O corpo deu um salto e caiu novamente na cama. Estava muito escuro, só um amarelado que vinha da luz do poste lá fora interrompia um pouco a escuridão. Olhei para o lado, no relógio já era madrugada. A manhã estava distante. Amanhã estava distante. Virei para um lado e para o outro da cama por incontáveis vezes, mas não consegui pegar no sono novamente. Fiquei pensando na vida, na passada e na presente. Pensei principalmente nela. Sim, nela! Sonhei com ela novamente. Nunca a esqueci. Nunca! Quase uma vida juntos, mesmo estando separados. Tínhamos, e continuamos tendo, uma relação muito íntima, do "de dentro" dela para o meu "de dentro". Muito de mim é ela. Mas do meu jeito. Às vezes acho que, na verdade, sou eu mesmo, mas do jeito dela. Quis ir à cozinha tomar um café. Era requentado, mas iria servir. Não consegui me levantar. Meu corpo não respondia. Toda vez que sonho com ela é a mesma coisa. Fico estático, imóvel. Engessado. Mas a cabeça a mil. Fervilhando de ideias, sem ter como tirá-las de lá. Se conseguisse me mexer, pegaria uma caneta e pronto. Com muito custo e suor frio consigo. A caneta funciona como um canudo com o qual eu sugo minha mente. O volume é tão grande que me engasgo, tenho uma crise de tosse e regurgito um pedaço dela.
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@edsonbas há 9 meses
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[Relato encontrado em um dispositivo primitivo] Os insetos ficaram gigantescos e dominaram o mundo. Suas sociedades são perfeitamente hierarquizadas, cada um tem uma incumbência muito bem definida. Os louva-a-deus desenvolveram uma preferência pela carne humana, especialmente as cabeças. É muito difícil fugir, eles correm, pulam e voam, e quando te pegam, arrancam a cabeça e comem a carne, deixando no chão nossos restos mortais. Baratas e formigas vêm logo comê-los. Vivemos nos escondendo e fugindo. Tivemos que nos tornar veganos, pois não há mais boi, porco ou frango disponíveis para comer. Dividimos os alimentos de origem vegetal com gafanhotos, joaninhas e lagartas. Ainda não conseguimos nos acostumar a andar nús. As nossas roupas acabaram. Enrolamos uma folha em volta da cintura e a amarramos com um pedaço de cipó. Nos tornamos versões apocalípticas de Adão e Eva, não somos o início, mas o fim. Ainda tenho o meu smartphone. Hoje abri o aplicativo de texto e estou escrevendo sobre o que estamos passando, mas a bateria está quase…
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@literunico há 9 meses
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Amanhã será melhor A vida adulta não é um mar de rosas, é um oceano que muda de humor Acordo cedo, mesmo cansado, o corpo reclama, a mente não quer ir Há dias em que o corpo navega em águas calmas, mas na maior parte do tempo Se vê ondas altas batendo no casco de um barco remendado às pressas com fé, cansaço e vontade A vida adulta não espera, quando o relógio insiste em seguir Carrego nas costas pedras que a vida despeja no convés Responsabilidades, prazos, cobranças, a casa que precisa de cuidados A família que precisa de colo, o trabalho que exige resultados, o estudo que pede mais horas, do que o corpo pode suportar O coração vai criando calos, porque ninguém avisou, que crescer é engolir sapos Com um sorriso treinado no espelho, e fingir que tudo está bem Mesmo quando o peito está cheio, o rosto precisa permanecer ensolarado Quando tudo pesa demais, não tem porto, nem farol, nem sopro de vento que alivie Mesmo parado com o barco encalhado na areia, vendo o tempo subir com a maré Enquanto as forças baixam, após engolir sapos como quem engole a própria tempestade Fica na esperança de tampar o sol com a peneira, tentando acreditar Que o amanhã vai ser mais leve, que o medo diminui, que o peso se desfaz Que a luz continua ali brilhando fortemente, mesmo quando a nuvem escura cobre o céu Com dias de chuva miúda, em que o cansaço apenas aperta devagar Outros vêm como tornados, levando o ânimo pelos ares Deixando apenas as ruínas por dentro, arrancando telhas de um coração E rachando paredes da paciência. Os dias, em que as pedras nas costas pesam demais, Prendem os passos, atravancam caminhos E fico parado enquanto o tempo passa Observando o mundo girar, sem força para girar junto E nessas horas, a vontade de continuar diminui, A esperança balança, o cansaço vence por instantes E o silêncio fala mais alto Do que qualquer grito engolido Mas no fim da noite, por mais doída que tenha sido a navegação, Sempre surge um sussurro dentro de mim: “Segura firme, Amanhã talvez o mar acalme, o sol irá furar as nuvens, a chuva irá vier brisa, e a vida vai ser menos pesada. Respira. Amanhã… Amanhã talvez seja melhor o dia.” Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Entre Páginas e Asas Viver entre páginas é ser muitos É nascer e morrer em um único parágrafo Hora, o coração se derrete Doce como chocolate derretido no fim de um romance Onde o amor, vive em um olhar, um gesto, e o tempo para por instantes Hora, o vento rasga Veloz como um carro em curva em pura adrenalina Palavras aceleram, faíscas de emoção E a alma, sem freios, atravessa o limite da razão Ler é mais que querer É precisar respirar tinta e sonho É mergulhar em mundos que não existem Até que, de repente, passam a existir dentro de nós Escrever é o vício mais puro que existe Uma necessidade voraz que grita e se debate para sair Que grita no puro silêncio das madrugadas Um sussurro de súplica: “mais uma página, só mais uma linha” Num dia, posso ser rei, mendigo, estrela ou sombra Sem mover um passo além do sofá Sem sequer e necessário abrir a janela Porque os livros são portais e as palavras, são as asas da liberdade Dia ou noite, tanto faz O impossível virá apenas mais um linha escrita E beber histórias como quem tem sede de existir Escrever é o puro vicio Não precisa pedir licença, e apenas abrir um livro ou caderno E deixar fluir, como um pássaro que canta o amanhecer Mesmo quando o sol ainda dorme tranquilamente E mesmo nas pausas, as palavras continuam a sussurrarem, vivas para um novo voo Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Sinal de Alerta Você tem tudo para ser quem irá me fazer duvidar, Querendo coisas loucas, quer me transformar Tem o poder de criar alucinações em minha mente, Quer destruir minhas estruturas Você consegue desfazer de mundos, como um magico Um toque sutil, molda novas aventuras Você é o sinal de alerta, que todas as mentes sãs gritam, para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado” Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!” Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente Nos dias que perdem as horas, em um instante, é dia no outro é noite, Você criou outro universo, com o silencio é a agonia ao redor Me faz quebrar os limites, me faz mudar, me fazendo delirar Quando era de manhã, agora é noite, o tempo é um mistério a vagar Nem aprece que agora, a pouco era seis da manhã O sinal de alerta, ainda grita em minha mente As vozes gritam: “Cuidado!”, já as outras gritam com mais força: “Cuidado, siga em frente!” Entre sonho e realidade, você me faz viajar, Nas batidas dos compassos, você se transforma Garota, você pode ser a vida e a morte, em um segundo, Nas vibrações a redor, garoto, você vai para fora dos padrões Dança na frente de quem se nega em aceitar a liberdade, siga sempre em frente No decorrer dessas mudanças, você calou as vozes da minha cabeça, criando outro universo Você tem o poder de criar e destruir, com apenas um toque Consegue silenciar a agonia ao redor, criando outro universo Toque sutil, molda novas aventuras, Você vem com o sinal de alerta, para qualquer mente sã, grita para tomar cuidado É o sinal que arrepia o corpo, tudo dizendo “Cuidado, em todos os sentidos Mas há uma outra voz que grita mas forte: “Cuidado, siga em frente!” Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Natureza E chegou o fim de outubro, Com o sussurro do vento, que o tempo vem anunciando Faltam poucos os dias, para que o ano se despir em brisa fria Mesmo assim, mês foi pesado, carregado de dor, de fogo, de enchente A natureza grita cansada, Com o coração da Terra ficando cada vez mais carente Rezamos aos céus para que a chuva venha Não com fúria, mas carregada de bênçãos Levando os medos, e curando o chão Trazendo virtude e renovação, que as mãos se encontrem Num gesto puro de simplicidade, de humanidade Pois só juntos podemos, refazer o que foi profanado Que o desamor se apague, que desta vez possa florescer a compaixão E que os passos que vamos deixando, sirva de guia à nova geração Pedimos que nossos ancestrais nos guardem, nesta longa travessia E que os filhos do amanhã, aprendam o valor da harmonia A Terra é viva, respira e sente Que precisamos cuidar e amar Pois só quem planta com o real respeito Colherá o amanhã que quer encontrar. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Voz que move o mundo Fazenda que move o mundo Ao povo do agro e da pecuária Rumo ao futuro, que está por um triz, O campo clama por mais, a força da terra não se esconde Anseio pelo que vira, a busca por melhorias, O povo grita por mais, não neguem e rejeitem Somos nós que decidimos o rumo, com coragem e paixão Temos os campos vastos e férteis, de onde a terra é a vida O futuro se planta e o sonho se colhe Hoje é o futuro do amanhã, nós moldamos o amanhã Com a força das mãos, somos a voz que move o mundo Com cada amanhecer, renovamos nossa crença Escutamos os pássaros e o barulho do vento Sabendo o que está por vim, aprendemos a decifrar E falar a língua da natureza, enquanto enfrentamos tempos difíceis Sob o sol escaldante, á labuta e diária, mas a vitória que nos guia Somos a voz que move o mundo Com cada amanhecer, renovar nossa crença, no trabalho duro, encontramos nossa força A busca por melhorias e reconhecimento, não param, o desejo de um futuro melhor para as próximas gerações A labuta é dura, mas a vitória é o que nos guia, o campo é o nosso ying Limites não existem, para se acreditar, a jornada é nossa, a história é escrita Levamos o mundo com a força de nossas mãos e máquinas No campo encontramos o ying e yang da vida, o equilíbrio e trabalho, do dia e da noite A jornada é nossa, a história é escrita em cada amanhecer, redobrando nossa fé A vida simples que levamos, mas cercada de muita luta e dedicação pelo que nosso coração bate forte Limites não existem, na lida do campo, as cores e esperanças, um mundo a se revelar Desde os tempos antigos, nosso povo semeia com a esperança, na lida diária, o futuro se avança O agro e a pecuária, com a coragem e paixão, seguem moldando o futuro, com firmeza e dedicação Do sertanejo se faz nossa música No ar das cordas do violão, ou até mesmo da viola Nosso dia e feito, e à luz do luar descansamos Em cada semente plantada, em cada cabeça de boi engordado Um futuro sem forma, e no grito do campo, a esperança se transforma Mesmo o futuro sendo incerto, o plantamos e ansiamos pela colheita do sonho E seguimos e decidimos, com a coragem e paixão Levamos conosco o anseio pelo que vira, a busca por melhorias O campo clama por mais, a força da terra não se esconde Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Dia dos professores Professores os semeadores de auroras dentro de salas variadas Que até o tempo se curva para aprender Cada palavra é como uma semente Lançada ao vento do aprender Em outubro se celebra tua arte Uns com caneta e papel, outros como fadas das tintas e dos dias Transformam traços incertos em pura poesia. Com paciência, ensinam com o olhar São os primeiros a ver o belo no simples, a transformar dor em forma Silêncio em cor viva Eles tem as mãos o poder dos começos Na voz, o timbre da transformação Entre livros, e telas em branco, acompanhados de silêncios atentos Teces futuros com o fio da educação Não ensinam apenas a pintar e a sonhar Ensinam a sentir o mundo, a perceber a vida, como uma tela em construção. És ponte entre o sonho e o possível, luz discreta que ensina a olhar. Mesmo quando o dia é difícil, nunca deixas de acreditar. Mostra que mesmo na dor, ainda se tem como se curar Que ver o mundo com olhos vivos, é o primeiro passo pra pintá-lo de novo Professores, é como o fazendeiro que planta e espera uma boa colheita E a substância que faz crescer, a arte que não se apaga, o motivo de tantos saber A inspiração que nasce do olhar, com as cores que o coração inventa Que as jornadas desses guerreiros, seja como uma paleta recém-aberta, que floresça em cada novo aprender. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Raízes e asas A chuva levou o que eu não conseguia soltar, Lavou os medos, os planos partidos, E o que sobrou em mim foi silêncio Um silêncio fértil, pronto pra recomeçar. Há dias em que quero ficar, criar raízes Sentir o chão firme sob meus pés cansados Mas há outros em que o vento me chama, E minhas asas tremem de vontade De conhecer o desconhecido. Às vezes falo com a Lua, Como quem escreve uma carta que nunca envia. Ela não responde, Mas o jeito que brilha Parece dizer que entende. O sol não perguntou se eu estava pronta, Ele apenas nasceu. E, no dourado da manhã, Eu entendi: A vida sempre volta, Mesmo quando parece que não vai. Conto meus segredos, Meus medos, Meus quase amores. E, quando ela se esconde nas nuvens, Eu sei, É o jeito dela me abraçar em silêncio. Sou metade terra, metade céu. E passo a vida tentando entender Como fincar raízes Sem deixar de voar. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Quando crescemos É triste ter que fazer aquilo que não gosta, de abrir mão de sonhos, engolir os gritos da mente E se recorre na busca da válvula de escape Como quem procura o ar num quarto sem janelas É ter que engolir para não gritar Engolir o que sufoca, enquanto a mente grita mil vezes E o coração implora para não continuar Na infância, perguntam o que queremos ser E respondemos com olhos carregados de luz Traçando metas que nem imaginamos ser possíveis Pensando que o mundo é perfeito, sem imaginar que o mundo pesa E cada um de nós tem seus sonhos e ambições Achando que o caminho é reto, sem erros Que vamos alcançar o que desejamos, como se bastasse querer Crescemos um pouco mais, e ainda gritamos que é possível ao mundo Mas ninguém nos conta, que sonhar alto demais Pode virar uma queda, dolorosa Quando a fantasia acaba e a realidade chega Há sonhos que não passam de sonhos, metas que se apagam no tempo O medo e a desilusão, se arrastam como sombras atrás de nós Mas o tempo passa e nos cobra caro E quando o plano A desmorona, a cobrança acontece E corremos para o plano B, que nos engole E às vezes o plano B não é caminho, pensamos como se fosse um atalho torto Que nos leva mais longe, de quem somos Na pressa de calar o vazio, buscamos válvulas de escape Em lugares que não devíamos, bebemos ilusões Nos afogamos em distrações, tentamos preencher o buraco Com tudo que nos esvazia E no espelho vemos o peso que isso se torna, o gosto amargo De decisões mal tomadas O amargor de tempestades que não eram nossas, mas insistimos em ficar Às vezes ouvimos demais aos outros, e deixamos a vida escorrer como areia entre os dedos Dizemos “amanhã eu luto” Mas o amanhã vira cinco anos, e quando olhamos para trás Tudo o que resta, é a tristeza de não ter tentado mais, tendo que ser engolindo Os olhos reflexam as amarguras das decisões que tomou, com um suspiro será que ainda dá tempo... Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Chuva gelada A chuva caía lentamente, como nós caíamos Em abraços quentes, promessas sem fim Cada gota era um beijo que dávamos Um amor que brotava em cada jardim O céu chorava de alegria, ao nosso lado E o mundo parecia ter sido feito só pra nós Mas o tempo, esse ladrão disfarçado com suas mãos frias Levou o calor, deixando apenas um eco, uma voz Agora a chuva vem, mas é fria, cortante Molha a saudade que insiste em ficar Cada pingo na janela, um instante De um amor que um dia soube me aquecer O romance esfriou, virou brisa gelada, arrepiando a alma E a chuva que antes trazia paixão Hoje só lava a lembrança guardada De um amor que se perdeu na estação Franthesca kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Crescer em silêncio O amor também fica, Como raiz que se aprofunda na terra, Mesmo quando a árvore balança ao vento Ou quando a distância cobre os ramos de sombra Quando se quer, floresce Quando se precisa, encontra caminho na luz Nem sempre a estação é a que se deseja, mas a vida é feita de ciclos E cada outono ensina a deixar ir, o que já não nutre É preciso tempo, é preciso cuidado A mente, como um jardim Precisa de descanso, precisa de sol Precisa de silêncio para conseguir respirar Focar no que importa É regar a esperança, é colher o que fortalece O sonho é a semente, e faz parte da essência acreditar Que a primavera sempre retorna, trazendo o melhor que pode florescer Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema Liga dos Sete - Facebook. O Grito da Terra O mundo grita por socorro, Mas muitos fingem não ouvir. A natureza pede alívio, Sufocada pelo fogo a consumir. O fogo rasga a terra, em chamas desmedidas, Devora o verde, engole as vidas. Os animais correm, sofrem, Seu clamor ecoa, mas quase ninguém os entende. A fumaça cobre o céu ferido, O silêncio do chão é um grito contido. Ardem raízes, troncos, ninhos, rios soluçam em prantos sozinhos. Mas da cinza, a vida insiste em renascer, Do solo negro, um broto tenta florescer. A floresta sangra, mas guarda segredo: A esperança resiste, mesmo em meio ao medo. Que o homem aprenda, antes que seja tarde, Que a chama que destrói não traz liberdade. Preservar é ouvir o grito da vida, Um pacto com o amanhã, nossa ferida. Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Escritor Como qualquer pessoa normal Escritores também sofrem Sente angustia, abatimento, esgotamento Os pensamentos antes claros, se tornam nublados O desejo de criar, desenvolver Sem nunca parar por um mero segundo Ideias brotam, como pipoca na panela Escritores tem suas limitações Os desafios, para serem vencidos O aprender com os erros Seus e do que cria Sofrem pelo futuro ainda distante Quando algo que deseja não corre, como o esperado Tem que recriar, de outra forma Um novo olhar Um novo panorama, do que acontece Recebem críticas a esquerda e a direita De todos os lados Como também, recebem apoio e motivação É o fardo de ser um escritor Pensam que é o redentor, a língua portuguesa Jogados ao fogo Pelos erros de palavras Aos benditos variados porquês da vida Somos de carne e osso Temos mentes brilhantes Mas cometemos erros Como qualquer outra pessoa Franthesca Kally
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@MultiuniversoFK há 9 meses
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Poema na Liga dos Sete - Facebook. Última vez De vez em quando ainda me pego pensando em você O frio, mesmo durante o calor, continua a aqui, sem você Rápido demais, para pensar como se deveria Com o desejo de rever outra vez Pessoas mudam, é isso surpreende Umas serão luz, outras serão trevas Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida Com a promessa que será a última vez Portas fechados, com lágrimas de sangue Com a chuva em sintonia, a alma quebrada em vários pedaços De vez em quando, ainda me pego pensando em você É pelo visto farei isso pelo resto da minha vida Infinito tem suas variáveis, para uns a vida toda, para outros minutos O som no carro, o motor rangendo, apenas vai Rápido demais, para pensar como se deveria Com a promessa que será a última vez O sobro que balança os cabelos, que acaricia o rosto Da a sensação que se pode voar Um beijo no topo da cabeça, saindo logo em seguida Com o desejo de rever outra vez, com a certeza que seria a última vez Franthesca Kally

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