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há 5 meses
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Dia 90
Comente na Biblioteca em um livro onde a solidão se transforma em voz poética.
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Dia 228

A Voz de um Só

Há quem cante para o mundo,
e há quem cante para o silêncio.
Na escolha do vazio
O desenho de versos
Sangra com flor.
Mas a ausência não é dor,
mas contraste de cor,
Companheira fiel
que se faz música
na garganta de um trovador.

Indicação: Só — António Nobre
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há 5 meses
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Dia 89
Comente na Biblioteca em um livro onde existem culturas em conflito.
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Dia 227

O Símbolo e a Espada

Entre desertos e tendas,
o choque de mundos ergue-se em poeira.
Cavaleiros marcham
com a fé cravada no peito,
mas a guerra,
essa mesma,
cobra em sangue o preço.

Indicação: O Talismã — Walter Scott
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#resenhas #OTalismã
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há 5 meses
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Dia 88
Comente na Biblioteca em um livro onde a dor da perda se transforma em recomeço.
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Dia 226

Entre Cinzas e Sonhos

Nem castelo, nem as coroas,
nem os encantos sustentaram a vida.
Foi a coragem de olhar a ausência,
de chorar na essência,
e ainda assim plantar esperança
no terreno seco da dor.

O verdadeiro conto de fadas
não nega a tragédia,
quando algo se nasce dela:
como flor que rasga o asfalto,
como sol após a tempestade.

A magia está em seguir,
em amar mais outra vez,
em se alimentar da própria necessidade.

Indicação: Conto de Fadas — Danielle Steel
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#resenhas #Contodefadas
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há 5 meses
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Dia 87
Comente na Biblioteca em um livro que trate de aspectos da colonização portuguesa.
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Dia 225

As Marcas do Império

Naus partiram,
levando a cruz e a espada,
ouro nos olhos,
mapas em branco a serem preenchidos
com sangue e promessa.

Indicação: História da Colonização Portuguesa — Carlos Malheiros Dias
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#resenhas #HistóriadaColonizaçãoportuguesadoBrasil-VolumesI,IIeIII
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há 5 meses
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Dia 85
Comente na Biblioteca em um livro onde os animais falam com voz humana, e suas histórias refletem nossas próprias dores, resistências e esperanças diante do destino.
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Dia 223

Vozes da Terra

Entre patas e asas,
ouve-se a voz do mundo.
Não é apenas o rugido,
nem apenas o canto,
mas a confissão de um destino
partilhado com o humano.

Um "bicho" é um espelho,
mostrando-nos frágeis,
expostos ao mesmo vento,
à mesma morte,
à mesma esperança de permanecer.

E se ouvirmos com cuidado,
veremos que no uivo,
no mugido,
no bater de asas,
há também poesia:
a da vida que insiste
em existir e não desistir.

Indicação: Bichos — Miguel Torga
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#resenhas #Bichos
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há 6 meses
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Agora é pra valer!
O Prêmio Literunico de Literatura
Inscrições Abertas!
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há 6 meses
Público
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há 6 meses
Público
Ela não tem começo.
Ela se faz meio.
Ela está além do fim.
E enfim...

arrebenta.
como ar na face,
como água na sede,
como calor na carne.

Seus abismos são meu lar.
Se um dia precisaram de escuridão,
hoje abrimos os braços
e seus olhos fazem voar.

E eu te encontro
na ribanceira do instante,
meu chão, meu espaço,
meu universo infinito.

Há um rio dentro dela:
de relâmpagos,
de vozes presas
que me atravessam
como flechas.

E eu?
sou sua barca em tormenta,
o corpo engolido,
o náufrago grato.

Na incandescência
do que não dói,
queima e cicatriza ao mesmo tempo.
Marca que não pede fuga,
fronteira que me dá raiz.

Ela me arrebata,
me toma,
me explode,
me implode.
E eu imploro que continue.
E tudo me absorve.

Chamar isso de amor?
Impossível.
É mais que nome.
É mais que palavra.
É fúria divina,
incêndio companheiro,
presente impossível.

No corpo:
um terremoto em câmera lenta.
Na alma:
um cortejo de erupções.
No silêncio:
a última música antes da próxima.

Eu, por escolha,
a celebro.
Não com flores,
mais que clichês...
No nosso sangue,
no futuro,
na eternidade da vida.

Pois ela merece
a imortalidade da Felicidade.
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