O que eu sinto por você Você nunca vai saber. É, mesmo distante, te sentir ao meu lado, É ouvir meus gritos internos - e calado. É querer te expulsar do coração - Mas não.
O que eu sinto por você Você não tem como entender. É saber que não sou nada, e estou errado, É aceitar suas escolhas do passado É entender que não sou mais que uma ilusão - Mas não.
O que eu sinto pro você É grande demais pra se perder. É melhor deixar aqui, a fundo guardado, Como lembranças de um louco apaixonado Que, enfim, não vive mais por esta paixão - Mas não.
O que eu sinto por você Ah, Deus! Nem eu consigo dizer! É algo que nasceu pra ser um pecado; E eu não posso me sentir feliz nesse estado. E tento fingir que me afastar foi uma opção - Mas não.
O que eu sinto por você Eu sei, um dia, vou esquecer: Seu brilho dentro de mim, um dia, será apagado, E poderemos viver, em separado, As nossas vidas felizes e perfeitas, então: - Mas não.
Não quero quem me diga: “Hoje lembrei de você.” Quero, em vez disso, ouvir: “Há muito tempo você não sai da minha cabeça.”
Não quero o morno — Nem para o café, nem para o banho, nem para o amor. Se não ferver, está frio.
Não quero vidas sem problemas. Não quero que me procurem apenas quando tudo vai bem. Não quero que só me busquem quando eu estiver feliz. Não quero que me pensem como abrigo eventual:
Quero ser o abrigo já internalizado, Aquele que não se nomeia nem se pensa, Mas que se sabe, simplesmente, que é. Um abrigo, não um refúgio.
Quero a plenitude do “preciso te falar uma coisa”, Mesmo que seja “nada”. Quero o coração que curte, Não como o fim de uma resposta curta, Mas como o começo de uma nova conversa.
Quero vidas que se cruzem, Mesmo que, para isso, Precisemos desviar a rota — Não para o caminho mais fácil, mas para o mais próximo do outro.
É assim que a vida vale a pena. Apenas… apenas… É assim que os dias fazem sentido. Sentindo… sentindo… É assim que o mel do Amor segue gotejando, Sangrando… sangrando…
Pensei em repetir um texto já publicado, aproveitando o dia dos pais (já que não sou um). Lembrei que havia feito o texto inspirado em alguma pérola da Cris Ribeiro (ela tem tanta coisa espetacular que o difícil é não se inspirar no que ela escreve). Pra quem já leu, passe. Pra quem não leu... Bem, leia, talvez valha a pena...
Meus meninos ainda não eram meus meninos quando os conheci; um já tinha 8 e o outro, 5. E eu, justo eu, um autista que não há tinha sido um bom tio, nem um bom primo, nem um bom irmão, nem um bom cunhado mais velho, fiquei com a incumbência de ser um bom padrasto.
Eles não gostaram de mim logo de cara; achavam que eu estava vindo pra tomar o lugar do pai. Não era verdade; o pai já havia abandonado esse posto, e o que eu estava fazendo era tentar preencher um espaço já vago, mas como demonstrar isso para duas crianças?
Talvez por isso eu tenha sido tão duro, tão intransigente, tão crítico e austero. Talvez por isso, eles, que nunca haviam encontrado limite e autoridade, tenham se apegado a mim como um porto seguro - algo que eu não era, inconstante que fui, genioso e chato e ranzinza e exigente.
Mas... O tempo foi passando. E o amor que eu antes tinha pela mãe deles foi virando um amor por três, um amor pela família que não era minha. Eu me cobrei como pai e exigi tudo o que eles poderiam ser como filhos.
E quantas vezes um deles não veio me mostrar algo incrível, e eu não deixei porque não tinha tempo? Quantas vezes os impedi de falar sobre a nova série, o novo jogo, o novo livro, porque havia "trabalho importante" a ser feito? Hoje, olho para dentro de mim, com os olhos do passado, e encontro momentos em que eu poderia ter estado mais com eles, em que eu deveria ter mandado às favas aqueles chefes que sequer sabiam meu nome, nem que eu tinha filhos e família e que devia ser exemplo. Olho para trás com a percepção de que devia ter sido mais presente, mais amigo, mais amoroso. Mais pai.
Mas, hoje, um deles gosta de rock, é músico, está trabalhando com TI. Tudo isso é exemplo do padrasto. O outro, mais novo, adora desenhar e ler, e torce para o meu Flamengo, em vez do Corinthians do pai. Em que momento eu fui tão importante na vida deles? Em que momento eu fui exemplo de alguma coisa?
Hoje eu olho para trás com orgulho, com a certeza de que passei bons valores e bons pensamentos. Olho para trás e percebo que errei muito, e que eles não tiveram a melhor das vidas, e que muito é culpa minha, mesmo eu sabendo que, no fundo, caí de para-quedas nas vidas deles e fiz o melhor que pude. A vida não dá novas chances, não te permite testes nem reloads. Fiz o que achei certo, e, se hoje acho que poderia ter feito melhor, é porque, assim como eles, eu cresci.
E eles cresceram! E hoje eu consigo ser o amigo, o padrasto, o pai, porque eles já evoluíram e aprenderam sobre as minhas limitações. Eles me criaram, mais do que eu a eles. Eles me compreenderam porque, por óbvio, se tornaram pessoas muito melhores que eu. Opa! Mas será que também eu não tenho alguma parcela de mérito nisso?...
Ainda tenho saudade da época em que podia ajustar algo na educação deles. Ainda não percebi que hoje, ainda posso fazer isso. Ainda tenho tristeza em perceber que, um dia, eu fui jovem como eles, e tinha meus ídolos, ainda que hoje já os veja como pessoas comuns. Ainda tenho um certo orgulho de chegar até aqui, vivo, tendo passado dias de dificuldade. Ainda olho para trás e não sei se fui um bom pai, se devia ter sido, se tomei o lugar alheio ou se simplesmente fui improvisando, porque a vida não permite ensaio.
Ainda vou me orgulhar do que fui para eles. Ainda vou me orgulhar do que fui para mim. Ainda vou me orgulhar do que sou, enfim.
E, aí, sim, a vida terá válido a pena. Porque há algo que aprendi tentando ser pai: viver não é algo que façamos por nós mesmos.
Oi gente... Estou escrevendo um livro. (Outro ) Não, eu não desisto. Mas, dessa vez, pensei em fazer diferente: vou postando aqui, dia a dia, um capítulo. São (previstos) 54 capítulos.
É (pra variar) uma ficção científica. Sobre tecnologia. (Não, dessa vez não haverá músicos)
Mas trarei questões filosóficas, debates, e tudo mais... Então queria saber se alguém vai me acompanhar...
Quem se habilita a ir lendo? Nunca pedi nada pra vocês!... 若
Sinta-me, Como jamais sentiu ninguém nesta tua vida; E toque-me, Sem o pudor que se dispensa a um amigo. Beije-me, Sem se importar com a censura aturdida; E leve-me; Pra onde for, onde quiser; irei contigo.
Veja: Chove lá fora, cai a chuva, molha a Terra; Mas veja: A Lua brilha e traz de volta a esperança. Cresça: Eu quero ser o homem que em teu corpo encerra; Creia: E quero nos teus braços me sentir criança.
Brilhe Com teu olhar cheio de luz, o meu caminho; Vista Com tua aura de ilusão, o meu destino. Ouça; Cantam os pássaros a saudade em cada ninho; E Saiba Que és a rainha do meu reino pequenino.
Sou teu. Não em posse. Não em objetificação. Sou teu em espírito, em alma. Sou teu em forma e conteúdo.
Poderia ser de muitas. Pode ser que seja. Posso ser só. Mas só teu.
Sou do mundo e de todos. E não sou de ninguém. Sou meu, mesmo quando não me suporto. Mas sou teu.
Não quero me prender, nem me soltar. Quero estar onde me acomodo Sem precisar me encaixar. Quero estar no amor que mora em ti.
Amor. Saber onde se quer estar. Não um desejo colonizado, não um querer cativo. Não um apego de escambo ou sazonal. Amor. Sentir que se é e se quer ser.
Tenho muitos encantos E encantamentos. Me interesso por muitas Pessoas coisas situações vidas
Mas é sempre pra você Que voltam os meus sentimentos mais bonitos E minha melhor versão Essa, visceral, brilhante, aterrorizante e carinhosa.
Sou teu mesmo quando quero estar sozinho, Mesmo quando você me irrita Ou quando repenso minha vida sem você. "Ser teu" é uma referência até para "não ser".
Sendo teu, não preciso deixar de ser De mim mesmo; nem ao menos Perder minha identidade ou individualidade. Ser teu é uma dádiva, não uma prisão.
Se, na vida, não estivermos juntos, Por qualquer bobagem que não possamos explicar Saiba sempre, sempre: És a dona e a razão dos meus melhores sentimentos.