O contrabaixo no meio da sala
Se eu me calo, é porque não me importo.
Se eu dou espaço, é porque não gosto.
Se eu procuro, é porque estou pressionando.
Se eu finjo que está tudo bem, é porque sou dissimulado.
Estou cansado de ser um monstro.
De acabar com vidas e casamentos felizes.
De não ser compreendido,
De ser temido como um predador,
Prestes a acabar com a sanidade mental de pessoas decentes.
Estou cansado de estar errado.
De agredir mesmo quando não faço nada.
De ser o chato, o ranzinza, o inflexível.
O maldito autista insuportável.
Não quero mais pensar em nada, nem em ninguém.
Quero pensar em mim.
No que restou de mim.
E vocês, que me lêem, não se iludam:
Eu sou um ser desprezível, que inclusive
Tem a cara-de-pau de me fingir de pessoa do bem,
Enquanto destruo corações e mentes ao meu redor.
Eu, o vil, o mau, o torpe.
O que, mesmo sem fazer nada, atrapalha.
O que, mesmo calado, ofende.
Mesmo calado.
Não esperem que eu seja um piano,
De cauda, brilhante, dando glamour ao ambiente:
Eu sou o feioso, o rude, o agressivo.
O eterno inconveniente.
O que incomoda mas não pode ser expulso.
O contrabaixo no meio da sala.
Se eu cantar, perceberão todos como sou dispensável,
E se arrancar as minhas cordas,
Tornar-me-ei ainda mais uma bagagem grande e inútil.
Tudo isso, até o dia em que não estiver mais,
Em que ninguém mais puder ouvir falar de mim
(Não que alguém vá me procurar um dia, eu sei)
Até o dia em que meus graves ríspidos e intrusos
Não mais invadam a doce vida de ninguém.
E aí, sim, dirão que, no fundo, ao longe,
Eu até que era uma boa alma,
Eu até que serviria a um propósito,
Ou que poderia ser útil para a felicidade de alguém.
E um dia, eu sei, alguém dirá, com lágrimas de crocodilo,
Como aquele rapaz era uma boa pessoa.
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Inspiração Enterna
Nunca mais
Nunca mais o reflexo dos teus olhos
Nunca mais o perfume da tua pele.
Nunca mais a esperança e euforia
De te ver e sentir que és minha metade.
Nunca mais a alegria da tua voz,
De manhã, cantarolando e sorrindo.
Nunca mais a ansiedade no encontro
De duas almas buscando a mesma felicidade.
Há algo de saudade no inacabado:
Nunca foi pouco, mas sempre quis mais;
Mas, por mais que queiramos, a vida real
Insiste em nos mostrar que é querer demais.
Nunca vou te esquecer, nem o que senti,
O que sentimos, o que viveríamos... Nunca mais
Nunca mais o reflexo dos teus olhos
Nunca mais o perfume da tua pele.
Nunca mais a esperança e euforia
De te ver e sentir que és minha metade.
Nunca mais a alegria da tua voz,
De manhã, cantarolando e sorrindo.
Nunca mais a ansiedade no encontro
De duas almas buscando a mesma felicidade.
Há algo de saudade no inacabado:
Nunca foi pouco, mas sempre quis mais;
Mas, por mais que queiramos, a vida real
Insiste em nos mostrar que é querer demais.
Nunca vou te esquecer, nem o que senti,
O que sentimos, o que viveríamos... Nunca mais
Eu havia falado há alguns dias sobre o Workshop da Penina...
Queria deixar um recado aqui sobre um Workshop que vai ter com a Penina Baltrusch, ghostwritter, escritora internacional e mentora de diversos cursos sobre escrita.
O evento será na próxima sexta, gratuito e online (e em português), às 18:00.
O tema desse Workshop é A PRIMEIRA CENA. Algo que pode prender seu leitor durante todo o livro, ou fazê-lo desistir na primeira página...
Deixo aqui o link:
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Queria deixar um recado aqui sobre um Workshop que vai ter com a Penina Baltrusch, ghostwritter, escritora internacional e mentora de diversos cursos sobre escrita.
O evento será na próxima sexta, gratuito e online (e em português), às 18:00.
O tema desse Workshop é A PRIMEIRA CENA. Algo que pode prender seu leitor durante todo o livro, ou fazê-lo desistir na primeira página...
Deixo aqui o link:
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Aula de Botânica
Quero teu corpo como a uma flor:
Sentir o perfume dos teus poros,
A maciez das pétalas da tua pele,
A delicadeza da folha-seca nos teus olhos.
Quero me sentir preso na tua rama,
Que tuas unhas me rasguem como espinhos,
Que as cores dos teus cabelos se misturem
Ao rubro dos teus lábios.
Quero sua pele na minha, repousando,
Em leves vai-e-vens de espasmos e carícias,
Como pedicelos a balançar ao vento
E lançar sobre mim seu pólen fecundo.
Quero tuas sépalas alicerçando o Amor,
Como o ventre de uma deusa; quero teu desejo
Dominando teus medos mais injustificáveis,
E oferecendo-me as delícias do seu gineceu.
Quero a maciez e a seiva da sua flor
A desabrochar como amores não-esperados
A reter em si meus ávidos suspiros,
À flor da pele.
Quero teu corpo como a uma flor:
Sentir o perfume dos teus poros,
A maciez das pétalas da tua pele,
A delicadeza da folha-seca nos teus olhos.
Quero me sentir preso na tua rama,
Que tuas unhas me rasguem como espinhos,
Que as cores dos teus cabelos se misturem
Ao rubro dos teus lábios.
Quero sua pele na minha, repousando,
Em leves vai-e-vens de espasmos e carícias,
Como pedicelos a balançar ao vento
E lançar sobre mim seu pólen fecundo.
Quero tuas sépalas alicerçando o Amor,
Como o ventre de uma deusa; quero teu desejo
Dominando teus medos mais injustificáveis,
E oferecendo-me as delícias do seu gineceu.
Quero a maciez e a seiva da sua flor
A desabrochar como amores não-esperados
A reter em si meus ávidos suspiros,
À flor da pele.
PESSOAL!
Amanhã, no Insagram, vou dar uma entrevista para a VERÔNICA MOORE, falando do meu livro FORA DO TEMPO (e acho que vou falar de outras coisas também...)
Quem puder, quiser, não se importar... dá uma entrada e comenta, pergunta, xinga, qualquer coisa... só pra eu não me sentir sozinho.
Sim, eu estou tenso. Com medo. Acho que vou flar muita bobagem (mas vocês vãos e divertir com isso )
Será às 21:00h, amanhã (23/09).
No meu insta vai ter o link.
Aaaaaaah, me ajudem!... dêem uma moral pra esse boboca tímido...凉
Amanhã, no Insagram, vou dar uma entrevista para a VERÔNICA MOORE, falando do meu livro FORA DO TEMPO (e acho que vou falar de outras coisas também...)
Quem puder, quiser, não se importar... dá uma entrada e comenta, pergunta, xinga, qualquer coisa... só pra eu não me sentir sozinho.
Sim, eu estou tenso. Com medo. Acho que vou flar muita bobagem (mas vocês vãos e divertir com isso )
Será às 21:00h, amanhã (23/09).
No meu insta vai ter o link.
Aaaaaaah, me ajudem!... dêem uma moral pra esse boboca tímido...凉
Morangos maduros
"Vou pensar com calma, amanhã."
"Ela ainda vai estar ali."
"Não há pressa."
"Com o tempo, tudo se resolve.”
Vai passar.
Um dia, vou olhar pra trás e dar risada.
Não vai passar - já está passando.
O tempo.
E ele não volta, não retrocede, nem para.
Nunca.
Já está passando, e você está perdendo
Dias em que poderia ser mais feliz
Um pouco mais
E, pensando, indeciso, relutante,
Esperando que o destino resolva as coisas por você,
Esperando que os outros decidam o que você não consegue decidir
Esperando, esperando...
Um dia, você vai olhar pra trás.
E a vida vai ter passado.
Não diante dos seus olhos, mas à margem
À sua volta.
E aquele beijo não roubado
Aquele abraço não sentido
Aquela aventura louca que te faria sentir-se vivo
Não serão sequer um passado para recordar,
Mas um futuro que o universo jogou fora
Que você jogou fora.
Ainda dá tempo. Nem sempre dá tempo.
Ainda é hora de mandar aquele "oi"
De puxar uma nova conversa
De sentir a vida correr nas veias.
Ainda dá tempo de experimentar e errar
Ainda dá tempo de tentar novamente.
Alguém, em algum lugar, ainda está esperando você dar o passo.
Mas o tempo para fazer isso tudo
É o mesmo tempo que se gasta
Esperando, esperando...
Esperando que o outro desista
Esperando que o sentimento desapareça
Esperando um sinal divino que te diga
Que você sempre esteve certo em esperar.
Não, o tempo continua correndo.
E está acabando, aos poucos...
Não adianta sonhar com o passado,
Nem temer o futuro.
Só temos o presente, e ele é exatamente isso:
Uma dádiva.
Uma oferta.
Um presente.
E o que você tem feito com esse presente?
Devolvido? Deixado jogado num canto?
Olhado para ele, com medo de desembrulhar?
Algumas coisas na vida
São morangos maduros:
Se se degusta, são ótimos,
Mas se se guarda, logo perecem...
E você? O que tem feito
Com os morangos que a vida te dá?
Então, se a coragem não quiser te acompanhar,
Se o receio te disser:
"Pense com calma, amanhã."
"Ela ainda vai estar ali."
"Não há pressa."
"Com o tempo, tudo se resolve.”,
Deixe que seu corpo fale,
Deixe que seu desejo tenha voz...
E, se for pra errar, que seja por tentar,
E não por se esconder,
Porque é melhor ser um personagem ruim,
Que sofre, chora, e morre no fim do filme,
Do que um mero expectador.
Ligue.
Chame.
Viva.
Agora.
"Vou pensar com calma, amanhã."
"Ela ainda vai estar ali."
"Não há pressa."
"Com o tempo, tudo se resolve.”
Vai passar.
Um dia, vou olhar pra trás e dar risada.
Não vai passar - já está passando.
O tempo.
E ele não volta, não retrocede, nem para.
Nunca.
Já está passando, e você está perdendo
Dias em que poderia ser mais feliz
Um pouco mais
E, pensando, indeciso, relutante,
Esperando que o destino resolva as coisas por você,
Esperando que os outros decidam o que você não consegue decidir
Esperando, esperando...
Um dia, você vai olhar pra trás.
E a vida vai ter passado.
Não diante dos seus olhos, mas à margem
À sua volta.
E aquele beijo não roubado
Aquele abraço não sentido
Aquela aventura louca que te faria sentir-se vivo
Não serão sequer um passado para recordar,
Mas um futuro que o universo jogou fora
Que você jogou fora.
Ainda dá tempo. Nem sempre dá tempo.
Ainda é hora de mandar aquele "oi"
De puxar uma nova conversa
De sentir a vida correr nas veias.
Ainda dá tempo de experimentar e errar
Ainda dá tempo de tentar novamente.
Alguém, em algum lugar, ainda está esperando você dar o passo.
Mas o tempo para fazer isso tudo
É o mesmo tempo que se gasta
Esperando, esperando...
Esperando que o outro desista
Esperando que o sentimento desapareça
Esperando um sinal divino que te diga
Que você sempre esteve certo em esperar.
Não, o tempo continua correndo.
E está acabando, aos poucos...
Não adianta sonhar com o passado,
Nem temer o futuro.
Só temos o presente, e ele é exatamente isso:
Uma dádiva.
Uma oferta.
Um presente.
E o que você tem feito com esse presente?
Devolvido? Deixado jogado num canto?
Olhado para ele, com medo de desembrulhar?
Algumas coisas na vida
São morangos maduros:
Se se degusta, são ótimos,
Mas se se guarda, logo perecem...
E você? O que tem feito
Com os morangos que a vida te dá?
Então, se a coragem não quiser te acompanhar,
Se o receio te disser:
"Pense com calma, amanhã."
"Ela ainda vai estar ali."
"Não há pressa."
"Com o tempo, tudo se resolve.”,
Deixe que seu corpo fale,
Deixe que seu desejo tenha voz...
E, se for pra errar, que seja por tentar,
E não por se esconder,
Porque é melhor ser um personagem ruim,
Que sofre, chora, e morre no fim do filme,
Do que um mero expectador.
Ligue.
Chame.
Viva.
Agora.
Lembranças do Futuro
(Minha volta ao Sexxxtou...)
(Minha volta ao Sexxxtou...)
Como dizia o Dobby...
Não há lugar melhor para se estar do que com os amigos.
Que noite! 殺
Não há lugar melhor para se estar do que com os amigos.
Que noite! 殺
Dias sem você
Há dias em que não penso em você.
Minha mente se enclausura nos meus distintos universos,
Cuidando das antigas coisas e antigas preocupações,
Sem esperar por um brilho e por um chamado.
Há dias em que você não cabe mais,
Que me atenho a problemas da vida real
- os problemas pequenos das vidas medíocres.
Uma vida que não comporta a sua presença.
Há dias em que não penso em você
E esses são os piores dias,
Porque não me trazem a magia
De ter algo realmente belo pra dividir.
São os piores dias, porque me mostram que a sua onipresença
Um dia se tornará apenas presença,
E, depois, se tornará lembrança,
Se tornará nada.
E, um dia, esses dias ruins se perpetuarão
Até se tornarem "dias comuns"
Não mais dias ruins,
Mas uma vida ruim.
Pensar ou não em você
Não me trará nenhuma emoção diferente;
Será mais um pensamento comum,
Em um dia ruim e comum.
Ou, talvez, novas emoções brotem,
A partir de um novo par de olhos felinos,
De uma nova voz meiga e delicada,
De uma nova personalidade instigante.
Nesses dias, eu sei,
Um novo brilho surgirá na minha vida,
E, mesmo sem nunca mais pensar em você,
Serei eternamente grato pelo que, um dia, você me fez ser.
Há dias em que não penso em você.
Minha mente se enclausura nos meus distintos universos,
Cuidando das antigas coisas e antigas preocupações,
Sem esperar por um brilho e por um chamado.
Há dias em que você não cabe mais,
Que me atenho a problemas da vida real
- os problemas pequenos das vidas medíocres.
Uma vida que não comporta a sua presença.
Há dias em que não penso em você
E esses são os piores dias,
Porque não me trazem a magia
De ter algo realmente belo pra dividir.
São os piores dias, porque me mostram que a sua onipresença
Um dia se tornará apenas presença,
E, depois, se tornará lembrança,
Se tornará nada.
E, um dia, esses dias ruins se perpetuarão
Até se tornarem "dias comuns"
Não mais dias ruins,
Mas uma vida ruim.
Pensar ou não em você
Não me trará nenhuma emoção diferente;
Será mais um pensamento comum,
Em um dia ruim e comum.
Ou, talvez, novas emoções brotem,
A partir de um novo par de olhos felinos,
De uma nova voz meiga e delicada,
De uma nova personalidade instigante.
Nesses dias, eu sei,
Um novo brilho surgirá na minha vida,
E, mesmo sem nunca mais pensar em você,
Serei eternamente grato pelo que, um dia, você me fez ser.