Uma história que não foi feita por uma IA
(mas me esforcei pra fazer parecer que sim)
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Inspiração Enterna
Propósito
Eu sei por que não desisto:
Porque não consigo e não posso,
Porque me sinto vivo ao te querer.
Porque você precisa ser feliz.
Porque não gosto de você pelo que você acredita,
Pelo que você prega
Ou pelo que já viveu.
Gosto de você pelo que você é.
Mas tem algo que eu quero mais do que a você
É te ver feliz.
Te ver livre.
Te ver ser toda essa mulher que você merece ser.
Da próxima vez, tocarei mais seu corpo,
Beijarei mais suas mãos
Olharei mais nos seus olhos, sem desvios
Falarei que te amo, mesmo sem palavras.
Te incitarei e sussurrando no seu ouvido,
Te farei suar e palpitar, mas não de medo.
Não de medo de mim, mas de ti.
Farei isso, mesmo que tudo
Seja apenas no meu pensamento.
Um dia eu terei sua boca
Seu corpo
E a chance de te fazer feliz.
E quando eu te olhar nos olhos,
E te ver feliz e realizada,
Eu entenderei porque não desisti.
Eu sei por que não desisto:
Porque não consigo e não posso,
Porque me sinto vivo ao te querer.
Porque você precisa ser feliz.
Porque não gosto de você pelo que você acredita,
Pelo que você prega
Ou pelo que já viveu.
Gosto de você pelo que você é.
Mas tem algo que eu quero mais do que a você
É te ver feliz.
Te ver livre.
Te ver ser toda essa mulher que você merece ser.
Da próxima vez, tocarei mais seu corpo,
Beijarei mais suas mãos
Olharei mais nos seus olhos, sem desvios
Falarei que te amo, mesmo sem palavras.
Te incitarei e sussurrando no seu ouvido,
Te farei suar e palpitar, mas não de medo.
Não de medo de mim, mas de ti.
Farei isso, mesmo que tudo
Seja apenas no meu pensamento.
Um dia eu terei sua boca
Seu corpo
E a chance de te fazer feliz.
E quando eu te olhar nos olhos,
E te ver feliz e realizada,
Eu entenderei porque não desisti.
PESSOAL!
Meu livro mais recente, PRÓXIMA ESTAÇÃO, está concorrendo ao Prêmio Literunico!
Acabe de postá-lo na seção "Criações", e a Primeira Parte (são três) está totalmente gratuita para quem quiser conhecer.
Eis o link:
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Em breve, ele também estará nas versões física e e-book (aqui na Literunico) 殺
Meu livro mais recente, PRÓXIMA ESTAÇÃO, está concorrendo ao Prêmio Literunico!
Acabe de postá-lo na seção "Criações", e a Primeira Parte (são três) está totalmente gratuita para quem quiser conhecer.
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O "Sim"
Há um instante entre o sim e o não,
Entre o "quero" e o "não devo":
É ali, nesse segundo que não pesa,
Que se decide tudo – ou nada.
Há um furacão que adormece em nós,
À espera de um alô, uma fresta, um acaso.
Mas os dias passam enquanto fugimos,
Enquanto fingimos que o tempo passou.
Há paz em ser minha; há vida em meu abraço.
Mas, se jamais deres o passo, em breve
O anseio pelo chamado se converterá
Na desilusão de não ter sido.
E sequer precisas dar esse passo; basta que chames.
Antes que a chance tenha passado,
A possibilidade se converta em sonho,
E o tempo se torne "nunca mais".
O maior erro não é amar: é fingir que passa.
Porque, quando o corpo pedir e não houver resposta,
Quando a única herança for o arrependimento,
O fim nos lembrará que o início era possível.
***
Quantas vezes já te imaginei chegando?
Quantas madrugadas já chorei
Por um beijo que nem existiu?
Quantos "e se" já enterraram o "sim"?
Um dia, amanhã ou depois,
Terás ido embora,
Terei ficado distante...
E o que hoje poderia ser
O gemido contido do gozo incontrolável
Se tornará o grito silencioso de desespero
Por não mais poder sentir, com fôlego suspenso,
O toque dos meus dedos e o calor dos meus braços.
Não é só pele o que se perde,
Nem só sexo o que se adia.
É a alma que aprende a viver sozinha,
O olhar que esquece como brilha ao ver o outro.
É o silêncio que cresce onde havia riso,
A cama que esfria antes mesmo de ser compartilhada,
O nome que morre na garganta
Antes de sequer ser sussurrado.
***
Então vem. Ou chama. Ou apenas diga:
"Estou aqui. Tenho medo, mas estou aqui."
Porque o amor não precisa de certezas.
Precisa de coragem. De um gesto.
De um "sim" que rompa o silêncio.
Vem. Antes que o "talvez" vire "nunca".
Antes que o "amanhã" vire "tarde demais".
Antes que o nosso encontro, sempre adiado,
Vire a lenda de um amor que quase foi.
Vem – que eu prometo:
Não seremos dois estranhos
Que, um dia, quase se tocaram;
Seremos o instante que o tempo não apagou.
Porque cada verso que você escreveu
Eu já senti.
Já vivi.
Já perdi.
Já desejei de volta.
E quando, enfim, estivermos frente a frente,
Com as mãos tremendo e os olhos cheios,
Só te direi uma coisa – também emocionado:
"Você veio. E o mundo, finalmente, faz sentido."
Para todos que ainda têm tempo.
Chamem. Vão. Amem.
Antes que o "nunca mais" chegue em silêncio.
Há um instante entre o sim e o não,
Entre o "quero" e o "não devo":
É ali, nesse segundo que não pesa,
Que se decide tudo – ou nada.
Há um furacão que adormece em nós,
À espera de um alô, uma fresta, um acaso.
Mas os dias passam enquanto fugimos,
Enquanto fingimos que o tempo passou.
Há paz em ser minha; há vida em meu abraço.
Mas, se jamais deres o passo, em breve
O anseio pelo chamado se converterá
Na desilusão de não ter sido.
E sequer precisas dar esse passo; basta que chames.
Antes que a chance tenha passado,
A possibilidade se converta em sonho,
E o tempo se torne "nunca mais".
O maior erro não é amar: é fingir que passa.
Porque, quando o corpo pedir e não houver resposta,
Quando a única herança for o arrependimento,
O fim nos lembrará que o início era possível.
***
Quantas vezes já te imaginei chegando?
Quantas madrugadas já chorei
Por um beijo que nem existiu?
Quantos "e se" já enterraram o "sim"?
Um dia, amanhã ou depois,
Terás ido embora,
Terei ficado distante...
E o que hoje poderia ser
O gemido contido do gozo incontrolável
Se tornará o grito silencioso de desespero
Por não mais poder sentir, com fôlego suspenso,
O toque dos meus dedos e o calor dos meus braços.
Não é só pele o que se perde,
Nem só sexo o que se adia.
É a alma que aprende a viver sozinha,
O olhar que esquece como brilha ao ver o outro.
É o silêncio que cresce onde havia riso,
A cama que esfria antes mesmo de ser compartilhada,
O nome que morre na garganta
Antes de sequer ser sussurrado.
***
Então vem. Ou chama. Ou apenas diga:
"Estou aqui. Tenho medo, mas estou aqui."
Porque o amor não precisa de certezas.
Precisa de coragem. De um gesto.
De um "sim" que rompa o silêncio.
Vem. Antes que o "talvez" vire "nunca".
Antes que o "amanhã" vire "tarde demais".
Antes que o nosso encontro, sempre adiado,
Vire a lenda de um amor que quase foi.
Vem – que eu prometo:
Não seremos dois estranhos
Que, um dia, quase se tocaram;
Seremos o instante que o tempo não apagou.
Porque cada verso que você escreveu
Eu já senti.
Já vivi.
Já perdi.
Já desejei de volta.
E quando, enfim, estivermos frente a frente,
Com as mãos tremendo e os olhos cheios,
Só te direi uma coisa – também emocionado:
"Você veio. E o mundo, finalmente, faz sentido."
Para todos que ainda têm tempo.
Chamem. Vão. Amem.
Antes que o "nunca mais" chegue em silêncio.
Pessoal de São Paulo!
Amanhã, no Barnabeh, em Pinheiros, vai rolar a 1ª FEIRA DE LIVROS INDEPENDENTES DO BARNABEH!
E meu FORA DO TEMPO estará lá, junto com vários outros autores e autoras sensacionais!
E com promoção pra quem comprar mais de um autor 殺
Não percam. Amanhã, 15 de outubro, no Barnabeh
Rua dos Pinheiros, 1290.
Amanhã, no Barnabeh, em Pinheiros, vai rolar a 1ª FEIRA DE LIVROS INDEPENDENTES DO BARNABEH!
E meu FORA DO TEMPO estará lá, junto com vários outros autores e autoras sensacionais!
E com promoção pra quem comprar mais de um autor 殺
Não percam. Amanhã, 15 de outubro, no Barnabeh
Rua dos Pinheiros, 1290.
Na minha mente
Teus olhos:
Luz e movimento e cor.
Teus lábios:
Mel de divinal sabor.
Teu colo:
Picos que minha língua explora.
Teu ventre:
Vale onde o desejo mora.
Meu ápice:
Gritos de ardor e orgasmo.
Meu êxtase:
Coxas em tremor e espasmo.
Meu fogo:
Jorros de um vulcão em chamas.
Meu sonho:
Tu, dizendo que me amas.
Teus olhos:
Luz e movimento e cor.
Teus lábios:
Mel de divinal sabor.
Teu colo:
Picos que minha língua explora.
Teu ventre:
Vale onde o desejo mora.
Meu ápice:
Gritos de ardor e orgasmo.
Meu êxtase:
Coxas em tremor e espasmo.
Meu fogo:
Jorros de um vulcão em chamas.
Meu sonho:
Tu, dizendo que me amas.
Pai
- Cabo Mendes, ele ainda não quer colaborar.
Uma voz pingando de sarcasmo. Ele não aguentava mais apanhar, mas não tinha como dizer mais nada. O comandante estava sorrindo - ou assim imaginava ele, pois já não conseguia distinguir os borrões entre o inchaço da pálpebra aberta e o sangue que inundava a retina.
- Desde ontem, comandante. Não abre o bico. O que faremos?
Ontem. Um dia tão, tão distante. Não se lembrava de ter ido dormir, mas lembrava-se de ter acordado aos pontapés.
"Como é difícil acordar calado"
- Sabe o que eu acho, Cabo Mendes?
- Acho que posso adivinhar, comandante. Quer que eu vá buscar a turquesa? Talvez ele ainda não tenha entendido o que é "dor".
Novos risos, satisfeitos e ansiosos pelos próximos passos.
Ele tentava não esquecer do porquê de estar ali. Tentava manter, no imenso telão de projeção da sua mente, aquela imagem do sol nascendo por trás dos montes verdes, da terra que, um dia, jurou viver e morrer, jurou fertilizar e tornar produtiva.
- Sim, sim, cabo... Então traga a dor para ele.
"Tragar a dor"
Lembrava do rosto do seu Amor, sorrindo, de cabelos soltos e revoltos ao vento. Era com esse rosto em mente que ele queria se despedir desse mundo... Uma nova bofetada veio lhe acordar dos devaneios:
- Não vai falar nada, desgraçado? Você sabe que já está morto, não é? Que não vai mais sair daqui...NÃO É?
"Talvez a vida seja um fato consumado", mas, não; não era assim que as palavras lhe vinham à mente. Agora já não fazia diferença: o importante era manter em segurança aqueles que ele amava.
Um objeto pontiagudo e afiado lhe dilacerou um dedo; aquele dedo que tocava as mais belas canções para ela, na rede, ao pôr do sol. A dor já não era material; seu corpo já não era seu de fato.
"Resta a cuca".
A dor era lancinante, mas o pior mesmo era saber que não voltaria mais a rever aqueles olhos negros e aquela boca que tantas vezes lhe fizera perder o juízo - e só esperava que todo aquele sofrimento não fosse em vão. Não falaria mais nada. Já bastava o que não conseguira suportar.
- Eu estou tentando te ajudar, você sabe... Eu sei que você queria estar na sua casa... Mas, De que adianta ter boa vontade? Vocês não prestam, mesmo, são a escória.
Ouvia risos, ecoando na tontura da calada noite. Misturava-se à letra o riso que quebrava o silêncio.
"Esse silêncio todo me atordoa"
E era melhor assim: o torpor o ajudava a abstrair a dor que ainda viria. O desespero do corpo, ainda tão arraigado à luta pela vida que - ele sabia - já não valia mais nada.
Ouviu o morder das lâminas da turquesa. Lhe abriram as pernas. Chutes e pisões e objetos pontiagudos lhe atingindo as partes baixas. O tilintar da turquesa, voraz, vindo morder e esmigalhar tudo o que visse pela frente.
Sentiu um cheiro novo, entre o sangue e o pavor: queimado. A sua testa ardia sob o ferro quente.
"Cheiro de fumaça de óleo diesel"
- Sabe por que estamos te marcando? Porque você não passa de gado, ouviu bem? GADO. Você obedece aos comunistas malditos que querem fazer desse país uma nova Cuba. Uma nova Rússia. Um novo Chile. AQUI NÃO!
"Tanta mentira, tanta força bruta"
Nova pancada na têmpora. De repente, tudo ficou mudo.
"Silêncio na cidade não se escuta"
Por uns instantes, as risadas deram lugar ao nada. E, em meio ao nada, a voz da amada conseguiu sobressair-se:
- Não fraqueje. Talvez o mundo não seja pequeno. Em breve, vamos nos encontrar, em outra realidade, menos morta.
Como era doce a voz da sua amada!... Esboçou um leve sorriso ao lembrar; a boca já sem dentes e de língua inchada.
E então, sentiu entre as pernas que a turquesa trabalhava.
Um grito desumano.
No chão, um mar escorregadio,
"tinto de sangue".
- Ah, quer saber? Esse não vai conseguir falar mais nada, mesmo.
Ele só queria voltar para o mundo dos seus sonhos. Voltar a sonhar com seu Amor, num vestido de chita, chamando para o almoço. Ele queria provar de novo aquela boca e aquele corpo, "morrer do meu próprio veneno".
O Cabo espeta a faca no seu pescoço, a tentar separar o corpo da mente.
"presa na garganta"
"a faca já não corta"
Ele agora está prestes a perder de vez.
"perder de vez tua cabeça".
Saudade. Sensação de nunca mais. Últimas lembranças daqueles olhos negros. Eles estarão chorando agora, sabendo do seu destino. Balbucia, quase inaudível:
- Afasta... de mim...
Mas o comandante já não tem paciência. Puxa a colt, puxa o gatilho:
- Cale-se.
- Cabo Mendes, ele ainda não quer colaborar.
Uma voz pingando de sarcasmo. Ele não aguentava mais apanhar, mas não tinha como dizer mais nada. O comandante estava sorrindo - ou assim imaginava ele, pois já não conseguia distinguir os borrões entre o inchaço da pálpebra aberta e o sangue que inundava a retina.
- Desde ontem, comandante. Não abre o bico. O que faremos?
Ontem. Um dia tão, tão distante. Não se lembrava de ter ido dormir, mas lembrava-se de ter acordado aos pontapés.
"Como é difícil acordar calado"
- Sabe o que eu acho, Cabo Mendes?
- Acho que posso adivinhar, comandante. Quer que eu vá buscar a turquesa? Talvez ele ainda não tenha entendido o que é "dor".
Novos risos, satisfeitos e ansiosos pelos próximos passos.
Ele tentava não esquecer do porquê de estar ali. Tentava manter, no imenso telão de projeção da sua mente, aquela imagem do sol nascendo por trás dos montes verdes, da terra que, um dia, jurou viver e morrer, jurou fertilizar e tornar produtiva.
- Sim, sim, cabo... Então traga a dor para ele.
"Tragar a dor"
Lembrava do rosto do seu Amor, sorrindo, de cabelos soltos e revoltos ao vento. Era com esse rosto em mente que ele queria se despedir desse mundo... Uma nova bofetada veio lhe acordar dos devaneios:
- Não vai falar nada, desgraçado? Você sabe que já está morto, não é? Que não vai mais sair daqui...NÃO É?
"Talvez a vida seja um fato consumado", mas, não; não era assim que as palavras lhe vinham à mente. Agora já não fazia diferença: o importante era manter em segurança aqueles que ele amava.
Um objeto pontiagudo e afiado lhe dilacerou um dedo; aquele dedo que tocava as mais belas canções para ela, na rede, ao pôr do sol. A dor já não era material; seu corpo já não era seu de fato.
"Resta a cuca".
A dor era lancinante, mas o pior mesmo era saber que não voltaria mais a rever aqueles olhos negros e aquela boca que tantas vezes lhe fizera perder o juízo - e só esperava que todo aquele sofrimento não fosse em vão. Não falaria mais nada. Já bastava o que não conseguira suportar.
- Eu estou tentando te ajudar, você sabe... Eu sei que você queria estar na sua casa... Mas, De que adianta ter boa vontade? Vocês não prestam, mesmo, são a escória.
Ouvia risos, ecoando na tontura da calada noite. Misturava-se à letra o riso que quebrava o silêncio.
"Esse silêncio todo me atordoa"
E era melhor assim: o torpor o ajudava a abstrair a dor que ainda viria. O desespero do corpo, ainda tão arraigado à luta pela vida que - ele sabia - já não valia mais nada.
Ouviu o morder das lâminas da turquesa. Lhe abriram as pernas. Chutes e pisões e objetos pontiagudos lhe atingindo as partes baixas. O tilintar da turquesa, voraz, vindo morder e esmigalhar tudo o que visse pela frente.
Sentiu um cheiro novo, entre o sangue e o pavor: queimado. A sua testa ardia sob o ferro quente.
"Cheiro de fumaça de óleo diesel"
- Sabe por que estamos te marcando? Porque você não passa de gado, ouviu bem? GADO. Você obedece aos comunistas malditos que querem fazer desse país uma nova Cuba. Uma nova Rússia. Um novo Chile. AQUI NÃO!
"Tanta mentira, tanta força bruta"
Nova pancada na têmpora. De repente, tudo ficou mudo.
"Silêncio na cidade não se escuta"
Por uns instantes, as risadas deram lugar ao nada. E, em meio ao nada, a voz da amada conseguiu sobressair-se:
- Não fraqueje. Talvez o mundo não seja pequeno. Em breve, vamos nos encontrar, em outra realidade, menos morta.
Como era doce a voz da sua amada!... Esboçou um leve sorriso ao lembrar; a boca já sem dentes e de língua inchada.
E então, sentiu entre as pernas que a turquesa trabalhava.
Um grito desumano.
No chão, um mar escorregadio,
"tinto de sangue".
- Ah, quer saber? Esse não vai conseguir falar mais nada, mesmo.
Ele só queria voltar para o mundo dos seus sonhos. Voltar a sonhar com seu Amor, num vestido de chita, chamando para o almoço. Ele queria provar de novo aquela boca e aquele corpo, "morrer do meu próprio veneno".
O Cabo espeta a faca no seu pescoço, a tentar separar o corpo da mente.
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"a faca já não corta"
Ele agora está prestes a perder de vez.
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Saudade. Sensação de nunca mais. Últimas lembranças daqueles olhos negros. Eles estarão chorando agora, sabendo do seu destino. Balbucia, quase inaudível:
- Afasta... de mim...
Mas o comandante já não tem paciência. Puxa a colt, puxa o gatilho:
- Cale-se.