Homenagem a Afonso Henriques de Lima Barreto (1881–1922).
Foi um importante escritor, jornalista e cronista brasileiro, conhecido por sua crítica social e estilo direto. Filho de pais negros e de origem humilde, enfrentou o preconceito racial e as dificuldades da sociedade elitista do início do século XX. Sua obra mais conhecida é Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), um romance que satiriza o nacionalismo exagerado e as contradições do Brasil da época.
Contos de Lima Barreto: <a href="https://www.literunico.com.br/books/169">Aqui!</a>
#aniversárioliterário
#diadecelebrarescritor
Ela chegou sorrindo… mas algo em seu olhar me fez querer levantar barreiras.
Com o coração acelerado e uma máscara de alegria no rosto, me vi diante dela — a garota que pode virar meu mundo de cabeça pra baixo.
💥 O Capítulo 3 de Um Tour Quase Perfeito já está no ar!
Prepare-se para encontros que escondem mais do que parecem…
#Dia 331
Renitência
Ela não se expõe,
mas se quebra em partes.
Renitência se supõe
e se comunica por artes.
Insiste onde já não cabe,
volta sem ser chamada.
É a memória que não se sabe
de uma dor reencenada.
Toda tentativa de exílio
a fortalece em segredo.
Renitência perde o brilho
Ao se vestir de medo.
É teimosa, sem piedade,
não se convence do fim.
Renitência não é saudade,
é o que insiste… ao fim!
Eder B. Jr.
#Desafio 133
(Imersa)
Aturdida.
Invadida.
Molhada.
Ar?
Suspiros
cor/ta/dos.
Naufrágio.
(Só o doce)
Não-tragédia
é desejo.
Desejo o fundo:
insanamente.
Virar água.
E sal.
E ti.
Me dissolver em você.
E depois,
talvez,
nascer
de novo.
Mais uma vez
renascer.
(Ou não.)
Cr💞s Ribeiro
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
132- Fale sobre um livro que trate de imortalidade.
Não é segredo que sou fã de Anne Rice e ainda mais do vampiro gostoso Lestat, com toda aquela rebeldia dele.
Neste livro, ele abre mão de sua imortalidade por um tempo determinado, combinando com um bruxo uma troca de corpos, para experimentar outra vez a sensação de ser humano. Mas, na hora de destrocar, ele é logrado e o cara foge com o corpo dele (um corpo perfeito, poderosíssimo e imortal). Acho que é o meu segundo livro preferido nas Crônicas Vampirescas.
#Link365TemasLivros
Você lê.
Devagar.
Experimentando.
Meu texto desliza.
Palavras invadem.
Fronteiras somem.
Entre linhas.
Você sente.
Finge que não.
Cada ponto.
Suspiro.
Cada vírgula.
Desvio.
Te prendo nas entrelinhas.
E você deixa.
Gosta.
Minha palavra entra.
Te atravessa.
Te faz arder.
Página após página.
Você treme.
É só vontade?
Eu escrevo.
Você se entrega a leitura.
Silenciosa.
Mas eu escuto.
O som do seu corpo lendo.
Ofegante.
Não termine agora.
Leia de novo.
Recomece.
Te espero no próximo parágrafo.
Quer que eu continue?
Não vou dizer que sei o que digo
nem irei afirmar que tenho ritmo
ensaio muito mas não sei se rimo
uvas passas não são feitas de figos
as vezes sem razão perdido desafino
outras me ergo incólume não afino
não sei onde andam meus amigos
nem pergunto dos seus desatinos
mas estou certo quando aqui afirmo
teu amor é couro é um grande perigo
sem agouro contigo eu sim me firmo
daqui não saio nem insano desdigo
porque meu amor é teu e confirmo
Edu Liguori
Homenagem a Edward Lear (1812–1888).
Foi um artista, ilustrador, músico e escritor inglês, mais conhecido por seus poemas nonsense e por popularizar a forma poética chamada limerique (limerick, em inglês). Ele teve uma vida curiosa e multifacetada, marcada por talento artístico, humor excêntrico e uma sensibilidade po
200 limeriques de Edward Lear para ler e para ver: <a href="https://www.literunico.com.br/books/546">Aqui!</a>
#aniversárioliterário
#diadecelebrarescritor
Homenagem a Rubem Fonseca (1925-2020)
"A vida é difícil, mas quem não enfrenta a dificuldade não sabe o que é viver."
Rubem Fonseca foi um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, conhecido por sua escrita direta, crua e muitas vezes brutal. Nascido em 1925, no Rio de Janeiro, ele teve uma carreira multifacetada, com uma produção literária que inclui romances, contos e roteiros de cinema.
Feliz ano novo: <a href="https://www.literunico.com.br/books/545">Aqui!</a>
#aniversárioliterário
#diadecelebrarescritor
Bem vinda!
Chegamos com ela no colo. Assim que abri a porta, o odor de alfazema, tão familiar, me deu a sensação de estar de volta ao lar. Coloquei a caminha no chão, na lateral do sofá. E ele a ajeitou cobrindo-a com um pequeno cobertor reservado especialmente para sua chegada.
Cansados do dia, nos sentamos no sofá planejando assistir algo na TV.
Percebi que ela estava andando pela sala, cheirando cada cantinho e arrastando o cobertor que ainda estava em suas costas.
— Como ela é linda — falei sorrindo com os olhos brilhando.
Foi quando ela se aproximou e pulou para cima do sofá.
— Aqui não — disse ele empurrando-a de volta para o chão.
Ignorando, ela subiu novamente.
— Aqui não. Não quero cachorro no sofá. — Subindo o tom.
— Como você é chato. — Tentando dissuadi-lo.
— Eu já aceitei o cachorro que você tanto queria. Mas nada de subir no meu sofá.
— Mas qual o problema?
— Não quero pelo de cachorro e cheiro de cachorro no meu cantinho. Já permiti que ela fique dentro de casa. Você deveria estar satisfeita.
— Coitadinha — disse tentando comovê-lo.
— Não quero — respondeu firme.
Ela tentou por várias vezes e em todas ele a empurrava e repetia: “aqui não”. Até que foi vencida pelo cansaço.
Já era tarde e eu também estava cansada, então fui dormir. Lembro-me que ele estava no sofá e ela deitada em sua caminha.
Por volta das três da manhã, acordei assustada e ele não estava ao meu lado. Levantei-me, abri a porta do quarto bem devagarinho para não os assustar, e lá estavam eles dormindo abraçados no sofá.
Naquele dia descobri quem seria a nova dona da casa.
A Menina que Conversava com a Chuva
Ela era diferente. Falava com as plantas, com o vento, com a chuva. E chorava por coisas que ninguém via. Era chamada de “estranha”, “esquisita”, “drama”. Mas ela apenas sentia. Sentia mais.
Aos poucos, foi se calando. Escondeu os cadernos, trancou a voz, parou de dançar. Aprendeu que o mundo prefere quem finge. Quem sorri. Quem não incomoda.
Mas a dor… essa não se esconde. Ela escorre.
E um dia, voltou a chover. Ela tirou os sapatos, pisou na lama como antes. E ali, entre o trovão e o vento, voltou a ouvir. Voltou a escrever.
Hoje, essa menina cresceu. E virou mulher que escreve pra curar. Curar a si mesma e quem mais precisar.
Você ainda consegue ouvir a criança sensível que um dia foi silenciada?
As Coisas que Deixei para Ser Eu
Já deixei uma vida inteira pra trás. E quando digo isso, não falo de mala, roupa ou endereço. Falo de crenças. De expectativas. De gente que eu amava, mas me sufocava.
Deixei uma versão minha que sorria sem vontade. Que dizia “tá tudo bem” quando estava desabando. Que aceitava migalhas emocionais com gratidão.
E olha… não foi bonito. Nem rápido. Foi rasgando. Como quem arranca pele. Mas a liberdade tem esse preço. Ela nunca vem com laço, vem com corte.
Hoje, sou outra. Ainda cicatrizando. Mas leve. Olho no espelho e reconheço: “Essa sou eu, sem filtro, sem máscara, sem esforço”.
Ser você mesma pode custar muito. Mas custa ainda mais fingir.
E você? Do que ainda precisa abrir mão pra se encontrar de verdade?