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@albertobusquets há 1 ano
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Ela sente-se triste. O mundo em seus ombros, opiniões externas na cabeça, pedaços de sentimentos num coração já tão apertado... Respira fundo. Despe-se de parte da carga. Repara na superfície líquida à sua frente. E pensa: "por vezes, somos todos gotas d'água em uma piscina de condomínio. Cada gota carrega o peso de toda a piscina; mas, se algumas escaparem em fugas-borrifos, elas secarão. E a piscina continuará aqui, sob a cabeça de cada gota restante." Respirou fundo novamente. Mergulhou. Deixou-se levar pelo confortável abraço da água tratada em todo o seu corpo. Sentiu-se mais leve, mais calma, mais viva. Descansou seus ombros, mente e coração. Passou a pensar nas gotas que fogem. Secam, simplesmente? Não. Transformam-se. Livres do peso, há muito mais para ver e ser do que ficar naquela piscina. E voam danceando por aí, Juntando-se a outras, em Espetáculos-nuvens, Chovendo quando dá vontade. Ao sair, levou fatalmente consigo algumas gotas sortudas que pingarão pelo caminho, secarão, e estarão livres, para pairar pelos céus. Ela também saiu mais leve e livre. Sabe que há um mundo inteiro não para carregar, mas para ser explorado. Antes, sentia-se triste. Agora, sente-se gota. Livre. Alberto Busquets. #Desafio 127
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Que belo! Seu. Não tenho dúvidas. 💞
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@albertobusquets há 1 ano
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Quando não caibo mais em mim, na praia de um papel qualquer ‎atiro-me qual tempestade. Ter a poesia como monção é extravasar nosso excesso (ou escassez) de humanidade. Alberto Busquets #Desafio 126
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Excesso. Sempre…💞
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@albertobusquets há 1 ano
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Algumas tristezas rápidas eu deságuo em rimas. Outras mais caudalosas rompem marés em prosa. Mas há poucas que doem tanto a ponto de silenciar meu oceano inteiro. Estas eu aprisiono abissalmente, tendo a calmaria da superfície como testemunha e carcereiro. Alberto Busquets. #Desafio 125
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Dá a mão?
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@jessicacoutinhoautora há 1 ano
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Capítulo 1 no ar… e nem tudo é o que parece. 'Tenho certeza de que você é melhor do que nisso…' Mas o que realmente está em jogo? Descubra os segredos por trás do brilho da fama em Um Tour Quase Perfeito.
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@edsonbas há 1 ano
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Na época da minha adolescência, quando iam chegando as eleições, as campanhas dos candidatos eram bem diferentes, eles distribuíam todo tipo de brinde: camisas, canetas, lixas de unha, bonés etc. Além disso, davam festinhas nos comitês de campanha com salgadinhos, refrigerante, música e muito bate-papo. O social, a interação, vinha em primeiro lugar. Outro tipo de evento que a gente gostava muito eram os showmícios: shows de cantores famosos, contratados por um candidato, que fazia um discurso e depois chamava os artistas para o palco. O show começava e, entre uma música e outra, sempre vinha um agradecimento ao candidato que estava patrocinando, um reforço ao número dele e um pedido para voltar nele. Agora não pode mais, é crime. A gente era adolescente e ainda não votava, mas aproveitava as festinhas e os shows. Dava para fazer novas amizades e conhecer umas meninas da nossa idade. Às vezes já rolava um beijo no comitê mesmo, outras só depois, no showmício. Era tão bom que a gente saía pelas ruas vestindo as camisas com os nomes e os números dos candidatos como se fossem abadás, carregava bandeiras e colava adesivos para todo lado. Verdadeiros cabos eleitorais, só que de graça, ou quase, nosso pagamento era em salgadinhos e refrigerantes. Muito barato para eles. As camisas viraram pijamas e, depois, panos de limpeza. As canetas foram de grande utilidade para a gente no colégio, para os pais no trabalho e em casa, para deixar junto com o bloquinho de anotações do lado do telefone. Os bonés eram muito feios e, por isso, a gente não usava nem na campanha. As lixas de unha foram tantas que, até hoje, 30 anos depois, minha mãe ainda tem um monte delas presas com um elástico de dinheiro, e olha que ela usa, está sempre puxando mais uma quando a anterior acaba. As festinhas ainda existem, não participo mais, mas ouço falar que agora rola até churrasco. Os showmícios ficaram só nas lembranças. Já as amizades, muitas ainda duram até hoje.
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@luscaluiz há 1 ano
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"A INTERSECÇÃO ARTÍSTICA" Durante um longo período, consumi conteúdo de forma passiva em busca de construir um repertório mais vasto, que me permitisse, aos poucos, expressar uma perspectiva mais substancial e autêntica sobre a realidade — ir além da simples manifestação de emoções imediatas. É verdade que essa escolha corre o risco de tornar a escrita cerebral demais, artificiosa; e fui acusado disso mais de uma vez. Ainda assim, preferi seguir esse caminho para evitar um erro comum entre escritores autodidatas: tornar-se apenas eloquente, com um rebuscamento vazio. Por exemplo, considero a palavra “deveras” pomposa demais. Não consigo imaginá-la sendo usada naturalmente numa conversa informal entre amigos, onde a vida de fato acontece. Se não posso utilizá-la nesses contextos, prefiro deixá-la de fora também das minhas composições. Tenho refletido sobre a escrita desde o momento em que compreendi que ela é uma comunhão, algo que se expande para além de uma simples digressão individual. A partir dessa compreensão, passei a tratá-la como um ofício: o ofício literário. Já me acusaram de ser rígido, metódico, até burocrático, mas recebo esses adjetivos com serenidade, pois aprendi a enxergar a escrita sob duas perspectivas: a de quem a produz e a de quem a vivifica; ou seja, o leitor. Borges, em seu ensaio O Livro, afirma que “um livro tem de ir além da intenção do seu autor”, e, para mim, é nesse ponto que reside todo o mistério e beleza da literatura. O que torna a leitura uma experiência transcendente é precisamente essa tensão entre os sentidos imaginados pelo autor e as significações que o leitor projeta, baseadas em sua própria vivência — afetos, leituras, conhecimento. A arte, então, nasce dessa interseção. Embora a materialidade da obra seja fundamental, pois é por meio dela que apreendemos o objeto artístico, é o leitor quem lhe concede vida; o livro, por si só, permanece inerte. Este exemplo sintetiza o argumento inicial: não fosse o esforço de compreender mais a fundo os variados temas que, em simbiose, formam um artista, talvez ainda carregasse certa ilusão romântica sobre o ofício. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra; se o pêndulo pender mais para um lado que para o outro, o leitor perceberá com facilidade. Entre o corpo que sente e a mente que escreve, procuro um estilo que não traia nem a vida nem o pensamento. Que o rigor não separe a escrita da realidade, e que o lirismo não a dissolva em confissão. Se a palavra não nasce da convivência com o mundo, talvez devesse calar-se.
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) Ela iniciou sua carreira literária em 1943 com o livro No Fundo do Mar, inspirado em histórias que contava para seus filhos durante uma enfermidade. Além de escritora, Lúcia foi jornalista por quase 60 anos, colaborando com diversos jornais e revistas, como O Cruzeiro, e atuando como editora do Suplemento Literário de Minas Gerais. O escaravelho do diabo: <a href="https://www.literunico.com.br/books/499">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@ricardovillardo há 1 ano
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@fksilvain há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/92' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A desentendida e o escorregadio" completo</a></p></div>
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@JuNaiane · há 1 ano
Adorei esse final
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@jessicacoutinhoautora há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/GSiKf4n2sMTmrbzEbNP1H8RgEjaNWYZAFcqgKrAs.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/22' target='_blank'><strong>Um Tour Quase Perfeito</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/22/chapters/91' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "Capítulo 2" completo</a></p></div>
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@eduliguori há 1 ano
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Tenho por prática a derrota poetas sao perdedores perdem versos pelos ralos perdem amores pelos cabelos tenho por prática sobreviver poetas são imortais perdem vidas pelos corredores perdem seivas pelas veias tenho por prática rir de mim mesmo Edu Liguori
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@MarU · há 1 ano
A prática do poeta! ❤️🤌
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@diegorbor há 1 ano
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Sopro do amor — sal dos olhos (Diego Rbor ©) O bater da porta estrala o silêncio De repente o coração esmaga dor E a madrugada faz uma viagem A cama, com espaço, flutua Sobra um travesseiro nas pernas Nele, cheiro o shampoo de ervas Pego carona nas lembranças E uma praia surge no quarto Bem abaixo dos meus olhos Me afogo na realidade cruel Sal dos olhos anuncia: adeus O tempo é um sopro de Deus ~Acendo um por pura mania~ Pensando com quem você está Na madrugada fria e calculista Na São Paulo, sede vigarista Alguém procurando alguém Onde ninguém é de ninguém Abro a janela, o vento me abraça Um casal namorando na praça Um dia foi nós, riso e graça Cada segundo, seus passos Algum tédio, esse vácuo, o prédio Nosso rádio remédio intermédio Tocando "Oral" de Rosalia e Björk Meu coração periférico no jogo sujo da sorte Dança só pela sala no fogo frio da norte. Volte! Eu te amp
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@katleenxavierautora há 1 ano
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Foto de Katleen Xavier - Autora em 08 de maio de 2025.
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Photo by Katleen Xavier - Autora on May 08, 2025.
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@CrisRibeiro há 1 ano
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# Desafio 129 🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 ❤️‍🔥💞❤️‍🔥 Um olhar me come, uma boca me despe: lenta, desarmada. Um cheiro enxerga cada desejo desatinado que se abre no leito quando me sinto em teu peito: frágil, mas inteira. Uma mão me aspira, uma língua me ausculta; uma voz rouca arranha suspiros, gemidos; ferroa prazer. Só eu e você. Toda noite, a noite toda. Vais querer? Cr💞s Ribeiro
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@MarU · há 1 ano
Queeeeente! Não sei
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Queeeeente! 🥵❤️‍🔥
Está muito inspirada.
@albertobusquets · há 1 ano
Sempre! 💞😍
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 128 Coração Desalojado Meu peito: um quarto vazio. Vivo por teimosia. É certo: aqui não mora mais coração. Músculo ingrato. De tanto pulsar por outro, abandonou-me. Sem mais. Sem bilhete. Sem cerimônia. Sem olhar para trás. Mudou de corpo como quem muda de estação: satisfeito. Morando no leito de quem tanto desejou. Fiquei eco. Ausência. Poema. Não julgo a sua ousadia (invejo). Quisera eu, todo dia, domada por encantos e alegrias miúdas, descansar onde mora a poesia. Onde mora ele. Onde repousa e suspira aquele que não soube ficar. Cr💞s Ribeiro
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@MarU · há 1 ano
sair
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❤️‍🩹out
@CrisRibeiro · há 1 ano
💞💞💞
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💞💞💞
@albertobusquets · há 1 ano
🥹🥹💞💞
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🥹🥹💞💞
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@fksilvain há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 127 - Fale sobre um livro que trate de conflito de gerações. Mais um livro que eu li no Ensino Médio. O conflito entre o professor adulto e seus alunos adolescentes vai além de um conflito de gerações e termina com morte de fato 😳. Gostei do livro na época e costumávamos ler em aula só pra sacanear os professores. Plot twist: hoje eu sou professora. 😂😂😂😂 #Link365TemasLivros
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 126 - Fale sobre um livro de psicologia. Talvez Você Deva Conversar Com Alguém de Lori Gottlieb. Lembro que alguém me recomendou esse livro faz um tempo, e até hoje não li, mas sempre fico com ele na cabeça. A obra é escrita por Lori Gottlieb, uma terapeuta que, em um momento difícil da própria vida, decide buscar ajuda de outro terapeuta. Ao longo da narrativa, ela compartilha histórias de seus pacientes e sua própria jornada, mostrando como o processo de terapia pode ser transformador. O livro mistura humor, emoção e reflexões profundas sobre a psique humana. Ele aborda temas como autoconhecimento, mudanças na vida e a importância da vulnerabilidade, trazendo uma perspectiva envolvente e, ao que dizem, até mesmo reconfortante. Definitivamente preciso colocá-lo na minha lista de leituras!