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@tibianchini há 1 ano
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Olá, pessoal! Amanhã, participarei de uma super entrevista com a Rosângela Brito (@rosangelabrito.oficial)! Será uma conversa bem descontraída sobre livros, a vida de autor, e tudo o que cerca esse nosso mundinho... A entrevista será transmitida ao vivo no Youtube, sábado 03/05 às 20:00h (amanhã). O link para assistir e participar é: https://youtube.com/live/CJKkMlb-bKQ?si=DhHqGCXXCNdTAxU6 Estarei em grande companhia; além de mim e da Rosângela, também participarão os autores: ISABELLE SILVA (@apenasumsonho8) CAROLLINE LOPES (@psicarollopes) FABRÍCIO RAYNER (@fabriciorayner) Vai ser um bate-papo pra lá de legal, e eu espero todos vocês para comentar, perguntar e nos conhecer! 🥰
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@eliz_leao há 1 ano
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Quase meio século de vida . A vida pulsa. Até o último segundo, Ela é viva, pulsa, Uma luz que se apaga... Portanto viva, seja com qual idade for. Nada mais bonito, do que o amor Que vibra, que colore, a vida. Eliz Leão
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@robsonmachado · há 1 ano
Adorei 👏🏾👏🏾👏🏾
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@edsonbas há 1 ano
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Quando eu era criança, o fiambre parecia ter uma certa magia, daquelas que só as crianças são capazes de sentir. Na verdade, essa magia estava na embalagem, mais especificamente na chavinha que a gente usava pra abrir a lata. Todas as outras latas de todos os outros produtos precisavam de um abridor que se compra à parte, mas a do fiambre não, ela tinha a chavinha. Sempre que o meu pai voltava do mercado, eu já ia correndo para ver nas sacolas se achava aquela latinha. Quando a achava já ia logo pegando e pedindo para que ele me deixasse abrir, mas sempre ouvia que não, pois poderia cortar meu dedo, eu ficava desiludido e doido para crescer e virar adulto logo para poder girar aquela chavinha que ia arrancando e enrolando uma tira de metal da lata e a dividindo em duas partes, uma maior e outra bem menor, parecendo uma tampa. As duas ficavam com as beiradas cortantes, afiadas como facas. Meu pai gostava de fazer tira-gosto de fiambre, ele abria a latinha, cortava a "carne" em pequenos cubinhos, juntava com uns pedacinhos de queijo, umas azeitonas, ovos de codorna, cebolas e batatas em conserva e um fio de azeite. Com a porção pronta, era chegada a hora de abrir a garrafa de cerveja super gelada e despejar no copo americano, tinha que ser esse copo, ele que era o copo de tomar cerveja, e tinha que ter dois ou três dedos de colarinho. Em seguida, ele me dava a chavinha e eu ficava brincando com ela o resto do dia. Não me lembro quais tipos de brincadeiras criava, mas, com certeza, em pelo menos uma delas, eu abria uma lata de fiambre imaginária. Eu tinha uma coleção dessas chavinhas e as guardava em um daqueles porta treco de plástico em forma de tubo com tampa de rosca e uma cordinha para pendurar no pescoço e que, naquela época era muito comum em praias e piscinas, pois a água não entrava e podíamos guardar o dinheiro, pois ele não iria molhar. Todas estas lembranças ressurgiram na minha cabeça enquanto eu fazia as compras do mês no supermercado de costume, mais especificamente enquanto eu passava pela seção dos enlatados. Olhei para uma das prateleiras e dei de cara com uma lata de fiambre. Lá estava ela, entre uma lata de feijoada e uma de salsicha Viena, na última prateleira, lá em cima. Fiquei na ponta dos pés, estiquei o braço, a peguei e joguei no meio das compras que já estavam no carrinho. Passei no caixa, paguei e fui para o meu carro. Ao chegar em casa, retirei todas as sacolas de compras do carro e as levei para a cozinha, fiz umas 4 viagens. Tomei um banho, pus uma bermuda e uma camisa, abri uma cerveja, enchi dois copos americanos, um para mim e outro para a minha esposa, com aquele colarinho de dois ou três dedos, brindamos e demos o primeiro gole. Me lembrei do fiambre e fui procurar nas sacolas para fazer e relembrar aquele tira-gosto que meu pai fazia. Quando a encontrei, fui abrir, mas ela veio sem a chavinha. Abri com um alicate, fiz a porção, comemos e bebemos. Foi uma noite gostosa.
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@JuNaiane há 1 ano
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Quero viver assim, Cativa entre tuas pernas. Se te adoro, e te venero Te amar é um ato sagrado Sou tua serva profana Em busca de redenção Faço minha penitência Dia e noite no colchão. #desafio 365/119
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Eitaaaaa!
Traduzido automaticamente do inglês.
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Eitaaaaa!
@MarU · há 1 ano
Aaaah sexxxtou, uma danada! Deliiiicia..
Traduzido automaticamente do inglês.
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Aaaah sexxxtou, a danada! Deliiiiiicia… 🔥🔥🔥💃❤️‍🔥
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Um Jardim em Mim “Um jardim em mim" é um convite para explorar os campos mais íntimos do coração. Em cada verso, a autora cultiva sentimentos profundos como amor, dor, superação e crescimento. Com a leveza de uma brisa e a simplicidade de uma flor que desabrocha, suas palavras dançam entre as sombras da tristeza e os raios de esperança, revelando a força que brota mesmo nas mais difíceis estações. Este livro é mais do que poesia. é um respiro, um desabafo transformado em beleza, um espaço onde cicatrizes florescem e a alma encontra calma. Link para compra: https://www.literunico.com.br/shop/product/160/um-jardim-em-mim
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Carícias Sob o Céu: A História de Duda & Davi Em uma festa, Maria Eduarda conhece Davi, um moreno lindo com quem passa uma noite inesquecível sob as estrelas, mas não troca contatos com ele. Depois de alguns problemas familiares e pessoais, ela sai da casa do pai e vai morar com a irmã, uma professora que exige que ela retome os estudos abandonados no Ensino Médio. Ao começar o ano letivo, Maria Eduarda descobre que seu novo professor de literatura é, na verdade, um velho conhecido, com quem ela já teve bastante intimidade. Livro faz parte do catálogo de publicações oficial do Literunico. Link para compra: https://www.literunico.com.br/shop/product/172/caricias-sob-o-ceu-a-historia-de-duda-davi
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Homenagem a Jerome Klapka Jerome (1859-1927) Jerome Klapka Jerome foi um autor e humorista inglês, mais conhecido por seu clássico da literatura cômica "Três homens em um barco (sem falar no cachorro)" (Three Men in a Boat (To Say Nothing of the Dog)), publicado em 1889. A Nova Utopia: <a href=" https://www.literunico.com.br/books/463">Aqui!</a> #aniversárioliterário #diadecelebrarescritor
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@cainafarias há 1 ano
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Segui pelo caminho de arbustos, ervas daninhas e espinhos. Encontrei calcário, barro, pedras azuladas e, no fim do riacho que descia a colina, vestes perdidas. Por dez segundos, olhei um segundo para cada perímetro em busca de encontrar um movimento entre as plantas. Algo se mexeu, me senti mexido, afoito, ofegante, curioso. “Quem poderia estar ali?” Mesmo se tentasse não fazer zoada, o barulho da floresta faria por mim. O vento sussurraria a chance de acontecer algo de errado no meu ouvido, mas alguém poderia ter se perdido. Como eu poderia não fazer nada? Cauteloso, de mãos vazias, parti em direção ao barulho, segurei forte uma mão no galho à frente e a outra apertei os sentimentos na tentativa de não me fazer desistir. Até que vi uma pequena mariposa do tamanho da minha mão surgir por de trás do caule de uma árvore. Não era nada. Se algum dia o meu peito não via sentido em existir, essa foi a primeira vez que entendi o que é se sentir vivo.
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 120 *Letras e Metáforas* Por hoje, me encontro na lisura das palavras vagas. Escorrego entre parênteses e, por uma vírgula, não me entrego. Alinho a estrofe na barreira do parágrafo, e escrevo, fugindo de mim. Te leio entrementes, e marco o texto com um coração que sente. Me escrevo em palavras rasas, fazendo o papel de tolo. Loto a página com reticências dos sentimentos que não escrevo, mas absorvo. Fujo da regra, (— Incompetente!). Me acho às cegas nestes versos rimados, algumas vezes indecentes. Suplico em poesias meus lamentos calados, nessa cruel dicotomia, que de poeta me faço. Dedicando, em versos contidos, tudo o que sinto, em letras que beijam, letras que abraçam, me rasgo, não minto. Em letras, acolho de ti toda forma de poesia E em metáforas imaginativas, me escrevo devota e escorregadia. Escrevo uma nota, pequena, de quem se recorda que um dia um bonito sentimento se escreveu na nossa história. MarU
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@JuNaiane · há 1 ano
É lindo te ler 🥰
@Cilene · há 1 ano
São muitas camadas, poeta! Estou me desmanchando aqui
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 122 🅢🅔🅧🅣🅞🅤 Se acaso me perco, é no teu corpo que me acho. Cada investida (ousadia sagrada) acende a fome do inacabado. Tuas carícias dissolvem medos e abismos. Nos teus beijos: duas mentes febris, em fusão, em simbiose. Tuas mãos (altar do meu culto) guiam as minhas ao teu sexo: impávido, teso, cobiça de todos os meus lábios. Dançamos (saliva e suspiros) num compasso suado de delírio. Gozo concupiscente de amor real. Mas há ternura no torpor, e verdade em cada gemido. Sem regras. Sem grades. Carnal. Espiritual. Um êxtase que liberta ao invés de prender. Cr💞s Ribeiro ***Revisado
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@albertobusquets · há 1 ano
O prazer de permanecer sem grilhões... Lindo, moça! 😍💞💞
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 121 Amor Âncora Me ataste sem nó. Ainda assim, fiquei. Não por prisão; por ternura. Não por querer, mas por medo de não saber voltar. Presa para não sumir. Presa demais para seguir. Meu casco rangia distância. Sonhava correntes selvagens, ventos com nomes que não eram o teu. Há chamados que não se negam. Não fugi de ti. Só precisei voltar para mim. Sou mar que ama o cais, mas não pertence. Feita de travessias, trago a alma em estado líquido. Livre por urgência, sou voo que se lança mesmo sem céu. Há quem nasça farol, eu nasci tempestade. E ainda permaneço. Com âncora no peito e a bússola apontando para o norte que arde em mim feito estrela que nunca dorme. Cr💞s Ribeiro
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@CrisRibeiro · há 1 ano
No norte da minha bússola.
@albertobusquets · há 1 ano
A liberdade mais linda 💞
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@tiagoandreatto há 1 ano
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O 8º texto da série "12 Textos p/ Teatro Que Escrevi Enquanto Estava Falido" se chamará "Os Cartazes de Ontem". Que tal uma espiadinha no prólogo da história!? -- PRÓLOGO Acordo no meio da noite e ela está lá… na borda da ponte olhando pra baixo. As águas correm ferozes, devido às fortes chuvas dos dias anteriores, expressando sua fúria pelos lixos acumulados por toda sua extensão. Ela segue lá, imóvel e olhar fixo… perdido. Só me passa uma coisa pela cabeça, uma dúvida… A salvo ou a empurro? … A cama estava molhada. A roupa molhada do suor frio que reinara na madrugada. Que alívio! Era só um sonho… Era só um sonho, né!? … Uma carta sob a escrivaninha, com a assinatura dela e os dizeres: Nunca te perdoarão pelo que você fez, mas obrigada por acatar o meu último desejo. O papel velho e amassado, ainda cheirava a tinta… Tinta e chuva. … As ruas estão encharcadas. A chuva se foi, mas nossas lágrimas demorarão muito para secar. Já os cartazes de “desaparecida”, apenas alguns sobraram inteiros. Os demais se foram assim como tudo na vida que se vai… como nós, que um dia também fomos ou será que poderíamos ter sido. A mente já cansada me confunde às vezes e já não sei o que é hoje, ontem ou amanhã… Nem sei mais se a gente é verdade. … Ainda me lembro do dia em que você partiu, mudando-se pra tão longe. As crianças inseparáveis que corriam pela rua de terra, ignorando a presença do tempo, deixaram de existir ali, só restando um fragmento esquecível. Fragmento este que ficou guardado durante tanto tempo. Anos depois ouvi notícias de que estava internada à beira da morte. Havia cortado os pulsos, num pedido de socorro, um clamor por algo ou alguém e eu não estava por perto. E foi um pouco antes de saber desse acontecido, é que os sonhos começaram… Malditos pesadelos!
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@eliz_leao há 1 ano
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Dentre todas as escolhas que fiz consciente, Você foi a melhor. Dentro todos os passos que dei, Os que me levaram a você foram os mais doces. Dentre todos os risos, sorrisos e gargalhadas que dei, ouvir o som da sua, fazendo coral com a minha, foi a mais divertida. Dentre todas as lágrimas que chorei, teu carinho ao secá-las foi o mais alentador. De todos os enganos, descobrí-los com você, foi o que mais me fortificou. Você sempre será meu norte, mesmo quando também estiver perdido. Suas mãos nas minhas, me levarão mais longe. Seu amor, me fará mais forte. Seu olhar, me trará sempre alegria. Pois faz florir em minha alma, onde antes era só deserto. Eliz Leão
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@literunico · há 1 ano
Nunca imaginei ser tão amado e amar tanto!
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@autorpedrobarretho há 1 ano
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Caros Leitores e assinantes. Informo que meu livro no qual é sucesso na Amazon "SE EU TIVESSE ASAS" está disponível gratuitamente na Amazon até o dia 05 de maio de 2025. Aproveitem e façam avaliação do produto. https://www.amazon.com.br/dp/B0F2779JFN
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@wilcipolli há 1 ano
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Rapsodo, o micropolítico. Pensei, esses dias, nos rapsodos da Grécia pré-homérica. Aqueles sujeitos que vagavam de cidade em cidade, cantando mitos com ar solene, como quem transmite a mais pura verdade — ainda que nem sempre o que diziam fosse verdade. O curioso é que, para aquela gente, o mito era quase como a ciência é para nós: um meio de entender o mundo, de saber o que aconteceu em outro lugar, em outro tempo. Mesmo que soubessem que era invenção, juravam de pé junto que era real. O importante, talvez, nunca tenha sido a verdade, mas a narrativa. O rapsodo não implorava para ser acreditado. Ele apenas dizia. Acreditar era escolha de quem ouvia. E isso o isentava, em parte, da culpa por espalhar mentiras. Ele só queria cantar — como quem reza, como quem transforma o ambiente com som e palavras. Fazer isso lhe bastava. Se a história era falsa, pouco importava. Mas, como sempre, havia limites. O rapsodo não podia se estabelecer em qualquer pedaço de terra. A cidade já tinha donos — mesmo antes do capitalismo como o conhecemos. A divisão entre os que possuíam e os que vagavam já estava posta. Não era possível plantar fora da pólis, pois o mundo lá fora era perigoso. E dentro dela, tudo tinha um custo: obediência, trabalho, renúncia. Pensei, então, que esse rapsodo antigo tem algo do nosso vereador de hoje. Sim, o vereador. Aquele que percorre os bairros ouvindo histórias, coletando pequenas tragédias do cotidiano e depois se posta em uma tribuna qualquer para cantar — com menos lira e mais microfone — os mitos do bairro, do povo, da cidade. O que ele diz entra para a ata. Registra-se. E nem sempre é verdade. Mas quem liga? O vereador, como o rapsodo, quer apenas contar sua história. Não precisa enfrentar dragões nem desafiar os deuses — basta que o escutem. Talvez até saiba que o que diz não é bem verdade, mas se a versão agrada, se rende voto ou prestígio, já cumpre sua função. Também ele é vigiado: não por sacerdotes ou filósofos, mas por câmeras, repórteres e adversários atentos. Não pode afirmar que um monstro engoliu o orçamento do bairro, mas pode, com palavras bem colocadas, sugerir que tudo se perdeu num labirinto invisível chamado “burocracia”. No fundo, ambos se alimentam do mesmo: serem ouvidos. De transformarem o silêncio dos outros em plateia. O rapsodo cantava para viver. O vereador fala para sobreviver politicamente. A diferença é que o primeiro encantava pelo mito; o segundo, pelo disfarce do real. Ambos, no entanto, acabam dizendo mais sobre quem escuta do que sobre o que dizem.
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@fksilvain há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 120 - Fale sobre um livro que você nunca entendeu. Este livro chegou em quantidade na escola em que trabalho, ideal para ler com os alunos. Melhor ainda que já contempla a educação antirracista. No entanto, quando fui ler, achei extremamente complexo e difícil de entender, com termos que não são de uso corrente e sem notas de rodapé. No fim, mesmo sendo um livro bem curtinho, acabei não usando com meus anjos. Quem sabe ainda use? Vamos ter que pesquisar para entender. 🤷🏻‍♀️ #Link365TemasLivros
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Hoje, 1º de maio, é o Dia da Literatura Brasileira! Algumas formas de celebrar a data: Ler ou reler um autor brasileiro (clássico ou contemporâneo); Divulgar autores nacionais independentes; Compartilhar trechos ou poemas marcantes aqui no site e marcar o perfil @classicos 😍 #diadaliteraturabrasileira