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@eduliguori há 8 meses
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Suçuarana perdida do olhar enluarado percorre os caminhos da mata anoitecida onça-parda feroz em suas garras luz nos dentes firmeza a gata da América que não desiste e resiste ao homem felina besta iluminada em nossos prados rainha soberana puma veterana Edu Liguori
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@tiagoandreatto há 8 meses
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>> DESERTO E as promessas que não iremos cumprir Seguimos fazendo-as, só pra distrair À espera do céu, que dizem, vai intervir E enfim teremos motivos pra sorrir O fôlego gasto ficará para trás E os lábios, nem se lembrarão das palavras a mais As preces, as pragas, maldições em vão Rotundos redutos criados para manter as crianças acordadas, com medo da noite E as algemas que iremos aceitar Nos permitindo deixar de sonhar Um inferno tal qual o paraíso que insistem em desenhar Afim de algo que nem eles são capazes de notar Sôfregos nos tornaremos Inquietos, anárquicos, nos perderemos Então a visão ficará clara, Assim como a paisagem no deserto a nossa volta
@CrisRibeiro · há 7 meses
🥺❤️
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@novidadesliterunico há 8 meses
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@novidadesliterunico há 8 meses
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Hoje celebramos o aniversário de Francesco Petrarca! Poeta do amor, da introspecção e da beleza das palavras, ele é um dos grandes nomes que moldaram a literatura ocidental. Sua obra, como O Cancioneiro, nos convida a refletir sobre o tempo, os sentimentos e a alma humana. Neste dia especial, mergulhe na poesia de Petrarca e descubra por que sua voz atravessa os séculos. Na Terra e no Céu: 84 sonetos de amor para Laura: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1049">Aqui!</a> #FrancescoPetrarca #AniversárioLiterário #PetrarcaVivo #ClássicosDaLiteratura #PoesiaItaliana #LeiaPetrarca #LiteraturaQueInspira
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@GilbertoHSG há 8 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/nwbrAtPqE2Vamj24SARSO8QQk87jcMfBYgx7i5Cy.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/41' target='_blank'><strong>Contos de Centurion - O Nascer da República</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/41/chapters/209' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "As Minas de Suider" completo</a></p></div>
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@MarU há 8 meses
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#Desafio 199 *Podolatria* Pés descalços, dorso arqueado, pele translúcida, delicada, nua… Veias finas, detalhe anilina. Deslizando as mãos, embebidas de creme, por sua pele macia, nas bordas curvas. Alisa… suave, capricha. As mãos, os dedos… entre os dos pés e seus veios delicados de mulher. Entrando com facilidade entre os dedos bem feitos. Unhas pintadas de vermelho, linhas quadradas, harmônico placebo te olhar. Descendo e subindo, do tornozelo de deusa até as unhas perfeitas. Alisando a pele em movimento fluido, ritmo continuado. Sentindo a energia na pele aquecida e uma leve brisa fria que arrepia os pelos e sua pele eriça. Da cama se levanta e caminha… anda. Seus passos delicados são uma deliciosa dança. A cada passo, desfilam, invocam, provocam instintos antigos… Idolatram. Só com os olhos, a admirar, convidados à devoção de uma obra-prima divina. No chão, cada passo beijando o caminho como a um relicário delicado. Sussurrando ao olhar apaixonado seu mais profundo, intenso e absoluto prazer. Seria pecado se deixar perder… ser teu chão, o caminho pra você?! Espero que não. MarU
@CrisRibeiro · há 7 meses
Sexxxtou!
@JuNaiane · há 8 meses
Sextou com pé direito (e esquerdo também) 🤌🏽🥴
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@tibianchini há 8 meses
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... Eu queria escrever um poema triste Em um papel caríssimo de arroz japonês, Ou num papel Amalfi italiano, Com caneta Meisterstück E, depois, lentamente, derramar sobre ele O meu melhor perfume, Para que o álcool manchasse a tinta Como se fosse uma aquarela de lágrimas. E, antes que o álcool evaporasse por completo, Eu o queimaria, e ficaria admirando Minhas palavras tristes se dissolverem Em fumaça e cinzas mornas. E, então, eu diria em silêncio ao meu coração: "Está feito. Acabou. Essas palavras Não mais irão morar em ti, E, talvez, nem mais na minha lembrança." Só que o coração, esse sem-vergonha, Não entende símbolos. Ele entende é toque, Ausência, cheiro, gesto interrompido. E esses... não dá pra queimar. Não, não há ritual. Há resiliência. Às vezes, o próprio poema sabe quando acabou. Mesmo que a gente sinta que ainda falta algo que pode ser só o silêncio. Às vezes, o melhor ponto final É quando a gente para de escrever porque já disse tudo o que doía. Até fazer esse silêncio virar título. Esse texto, este poema triste É como uma confissão que termina na exaustão. A respiração curta do arrependimento. O que vem depois... já não é mais poema. É cicatriz.
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@CrisRibeiro há 8 meses
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#Desafio 197 Saudade não é silêncio, é grito abafado, voz que se dobra, mas não se apaga. Transfigura. É luz que resiste, rastro quente no piso frio, eco com cheiro de pelo e manhã. Farol aceso no escuro da ternura. Tomou o caminho das estrelas, mas deixou o afeto pendurado nos cantos, nos vãos, nos horários de sempre. Fez da gravidade um abraço, um círculo tonto de candura. Lua. Luna. Lunática. Meu pedaço de céu em patas. Tua sombra doce ainda dorme no tapete, mas teu rabinho mensageiro… calou. E o que antes era festa no portão agora é vácuo, um silêncio com nome. Não ouviremos mais os passos desajeitados, nem sentiremos o sopro quente que dizia, sem palavras: “tô aqui.” Não foste feita pra dor. Foste centelha. Foste lume. Foste vida desmedida em forma de amor. Viraste constelação. Fiel vigia. E hoje brilhas, serena, no céu exato da melancolia. Cr💞s Ribeiro
@literunico · há 8 meses
🥺🖤
@MarU · há 8 meses
Amoi… Você sabe o quanto você é especial? Essa dor imensurável, que até quem não acompanhou pode sentir, aqui transmutada em declaração de amor e eternizada em arte. Sei que agora, seu imenso coração se parte pela dor da ausência, da falta, mas ao mesmo tempo se tem alguém capaz de fazer da dor, amor e da tristeza, renascimento, esse alguém é você. Meu amoi todinho, hoje é pra você, amiga… 🫂❤️‍🩹
@tibianchini · há 8 meses
Enxugando as lágrimas aqui... E obrigado por essa pérola.
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@tibianchini há 8 meses
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Corpo de delito Meu corpo não gosta de mim. Meu coração faz o que quer. Meus dedos me traem. Minha mente busca o que eu não quero mais pensar. Fico anos, milênios, controlando os instintos, Suportando o "não querer", Sufocando os suspiros. Mas meu organismo - esse ser de carne e osso e nenhuma razão Esse será de comportamento e moral indizível Sempre está à espreita, Para me desmontar em fraqueza, carência e saudade. Não é pra ser assim. Não é assim que eu sou. Eu sou alguém com capacidade e potencial. Um potencial que nunca vira realidade, Uma capacidade que nunca transborda. Eu sou... Quem? Alguém que sabe que causa mal ao outro, Mas que insiste. Alguém que sabe que deve esquecer, Mas não expulsa da cabeça. Alguém que pensa que a vida vai continuar, E sempre, sempre tem razão. Já devia ter excluído todas as mensagens, Apagado as memórias e conversas, Mas hoje... Hoje, meus dedos me traíram E eu te traí. Traí seu desejo de não falar mais Traí a minha própria ausência, que estava te fazendo tão bem!... Traí a sua expectativa de que seria fácil pra mim. Mas não fui eu. Eu não sou assim. Foram só meus dedos, meu coração e minha mente, Esses seres involuntários que, insistentemente, Procuram esperanças onde só sobraram cinzas mornas...
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@novidadesliterunico há 8 meses
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@literunico há 8 meses
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@tibianchini há 8 meses
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Mandela Hoje Nelson Mandela estaria fazendo aniversário. Para relembrá-lo, posto aqui um poema que fiz por ocasião da sua morte, em 2013. Morreu Mandela. Mouro mandatário dos miseráveis. Marco da milícia dos magros, Dos maltrapilhos. Dos mutilados. Dos mortais. Dos muitos que merecem a mudança, Que morrem por mesquinharias Nas mãos de malditos. Miocárdios machucados, Mentes em mordaças, Máscaras de melanina. Morreu Mandela. Mito, Mago, mais-que-humano. Merecedor das maiores mazelas, E das menores máculas. Por mostrar-nos que o mundo é mais O mundo é macro. O mestre é maior que a morte. Morada das minhas Melhores memórias: O Mundo é mudo. Morreu Mandela.
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@novidadesliterunico há 8 meses
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18 de Julho – Celebramos Nelson Mandela Hoje comemoramos o nascimento de um dos maiores líderes da humanidade: Nelson Mandela. Símbolo da luta contra o apartheid e defensor incansável da paz, da justiça e da reconciliação, Mandela nos deixou um legado que ultrapassa fronteiras e inspira gerações. Em suas palavras e ações, aprendemos que o perdão é mais poderoso que o ódio, e que a coragem de sonhar com um mundo melhor pode transformar realidades. Ele enfrentou a prisão, a opressão e a dor – e ainda assim saiu com um sorriso de esperança e braços abertos ao diálogo. Nelson Mandela: Longa Caminhada Até a Liberdade (Volume 1) : https://www.literunico.com.br/books/1047
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@eduliguori há 8 meses
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Me interesso e já confesso tu nem viu nem sentiu e é assim sim que vamos indo tudo lindo tu aí eu aqui e Platão pimpão só sorrindo Edu Liguori
@eduliguori · há 8 meses
😄 <3
@eduliguori · há 8 meses
😄 <3
@MarU · há 8 meses
Adorei! 🥰🤌 Fofura, poesia e filosofia. Tinha que ser do Edu.
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@MarU há 8 meses
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#Desafio 198 *Encanto* Ah… doce ilusão que me causa encanto. Pra quê tanto desassossego e apego? Se sinto a todo instante dentro do peito essa necessidade de falar com você. Se minha vida se adaptou a acompanhar sua rotina e te dedicar tempo na minha. E questionar: como estará? Se também, como eu, está a pensar em mim como eu penso em você? E o querer, que transcende a barreira do pensamento e intenso arde por dentro… Te querendo, vou abrigando dentro do peito um sentimento que arde sem alarde. A chama que te chama e me inflama e me invade, acendendo o sentimento de quem ama… Ou se engana, de paixão sem querer, neste querer… grita em liberdade. MarU
@CrisRibeiro · há 7 meses
Tão lindo, amiga!
@JuNaiane · há 8 meses
❤️
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@CrisRibeiro há 8 meses
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#Desafio 196 Olhos verdes Olhos verdes, mistério líquido. Floresta olhando ao redor: silenciosa, ofegante, vestida de segredos. Neblina de cachoeira, véu que esconde o abismo e embala quedas com dedos suaves. O que há por trás? Talvez um grito contido. Talvez um jardim ferido. Medo? Dor? Amor, sei que há ali… Profundo, intacto, nascente que insiste em brotar entre rochas que sangram. E no poço do seu olhar, não há retorno. Só entrega. Quem entra, sai outro. Ou não sai. Cr💞s Ribeiro
@JuNaiane · há 8 meses
🥹❤️
@MarU · há 8 meses
❤️🥰🤌
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@luscaluiz há 8 meses
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"O QUE (NÃO) CABE NO POEMA" A máxima “no poema tudo cabe” circula com frequência nos ambientes literários e nas redes sociais, e a princípio soa libertadora. Mas o que parece afirmação de abertura pode, se não for bem compreendida, lançar a poesia no terreno da dispersão e da confusão conceitual. Sim, é verdade que toda experiência humana pode, em potência, ser convertida em matéria poética — da cena cotidiana à revelação metafísica, do banal ao sagrado. Mas isso não equivale a dizer que qualquer conjunto de palavras dispostas em versos, com quebras artificiais e alguma ênfase emocional, possa ser chamado de poesia. Dizer que “tudo cabe no poema” é esquecer que a poesia não é um recipiente passivo, mas uma forma viva. E toda forma impõe limites, ainda que móveis. O poeta não é um transcritor do mundo, mas alguém que o reorganiza pela linguagem. Busca uma forma justa, necessária, que revele o invisível contido no real. Isso requer precisão, escuta, elaboração. Não apenas impulso ou expressão espontânea. O erro recorrente que observo, sobretudo na produção online, está na suposição de que a simples disposição do texto em verso já confere legitimidade poética à escrita. É o fetiche do corte de linha. Colocam-se palavras em fileiras verticais, estrofes soltas, frases vagamente emotivas, e se publica com a alcunha de poesia. Há ali, muitas vezes, sinceridade, desejo de dizer algo, mas falta o essencial: a transfiguração pela linguagem. A maioria desses textos não ultrapassa o campo da intenção. Por outro lado, é igualmente ilusório acreditar que a forma fixa por si só — rimas, métricas, estrofes regulares — possa garantir a qualidade poética. A rigidez formal sem pulsação interior produz apenas caricatura de poesia, uma engenharia de superfície. O poema, mesmo quando metrificado, precisa nascer da tensão entre contenção e impulso, entre música e silêncio. A forma deve ser conquistada, não colada como molde. É nesse ponto que o verso livre exige ainda mais responsabilidade formal. Ao abdicar dos contornos visíveis da métrica ou da rima, o poeta assume o desafio de criar sua própria ordem interna. Não se trata de escrever livremente, mas de encontrar um ritmo necessário. Um campo de forças entre as palavras, um equilíbrio que só se revela a quem escuta profundamente a linguagem. O verso livre, quando bem realizado, é filho da escuta, não da licença. Durante minha formação, senti falta de uma mediação crítica que me ajudasse a distinguir entre intenção e realização, entre afeto e elaboração. Foi isso que me levou, anos depois, a tentar oferecer essa mediação a outros. Não como autoridade, mas como alguém que também está a caminho, e que confia na tradição como aliada. Não como prisão, mas como ferramenta. Poesia não é tudo. Poesia é tudo que passa pelo fogo da linguagem e se transfigura.
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