#Bom dia!
Palavra do dia:
#𝕀𝔻𝔼𝕀𝔸
Frase do dia:
"A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter muitas ideias."
— Linus Pauling
Datas comemorativas de hoje, 28 de fevereiro de 2025:
Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras
Dia da Ressaca
Aniversariantes:
Linus Pauling (1901)
Vincente Minnelli (1903)
Stephen Spender (1909)
Mario Andretti (1940)
Bernadette Peters (1948)
John Turturro (1957)
Rae Dawn Chong (1961)
Ali Larter (1976)
Luka Dončić (1999)
Guerra da Cultura
Aí meu deus eu tenho medo, do fantasma de vermelho, logo, logo eu infarto, minha vida logo acaba com o homem aranha preto.
Olha só esse absurdo, feminismo na minha tela, era branca, agora é preta aí meu deus que fim de mundo, vou morrer! Princesa é branca! Não me rouba o meu espaço, minoria sai pro lado!
Olha só o rato gordo, tem uma bolsa de dinheiro, mas na calça tem vermelho aí meu deus ele é de esquerda!? Olha a guerra da cultura, só existe na cabeça! Olha a guerra da cultura, só pro rato encher o bolso!
Pelo menos tenho o termo, tão vazio e tão largo pra caber meus preconceitos! Vou poder ser um escroto, e sair daqui ileso
Aí meu deus, que coisa boa, vão falar de feminismo, vai ter pauta identitária! Camarada não se engane é cilada desse rato! Que crítica e crítica mas no fim não muda nada! Vê se fica mais cabreiro não defenda esse rato!
Nessa Guerra de cultura, o rato arma a ratoeira!
Eu sonhei que estava em um lugar onde tinham lojas em uma ladeira, com duas lanchonetes. Eu queria comer mas não tinha dinheiro, tava pensando em um jeito de enrolar algum dos donos de lanchonete pra comer de graça.
Eu andei um pouco e estava de frente pro prédio que eu trabalhava, e na entrada dele tinha uma rede de descanso, e pelo volume tinha alguém deitado nela. Eu estava falando com o pai da minha irmã sobre ele sair pra comprar coisas com ela quando vi que na rede tinha um gato frajola, que eu achei ser o gato do meu namorado.
Quando eu peguei o gato e comecei a entrar no prédio, via água entrando pelas janelas e vidros laterais, como se caisse uma tempestade do lado de fora, e eu ouvi a voz da minha sobrinha.
Ela dizia coisas como “eu falei pra não deixar minha cama daquele lado porque ia molhar” e “o nome dele é pingado, não sei porque as pessoas insistem em dar outro nome, ele que escolhe o nome dele”.
Foi a primeira vez que ouvi a voz dela desde o acidente, e eu acordei feliz por me lembrar de como era a voz dela. Eu já havia sonhado outras vezes, mas em nenhuma delas eu a ouvia, só via de corpo inteiro, e ela sempre estava linda.
Eu ouvi a voz dela de fundo, como uma lembrança. Talvez seja esse o significado do sonho, de que ela é apenas uma lembrança agora.
#Dia 279
Languidez
Surge com ares de rusga antiga,
Rastro pálido sobre mármore frio.
Languidez não corre, não briga,
É murmúrio entalhado no vazio.
No pulso, um vácuo sem ânsia,
Crepúsculo que a si mesmo se rende.
Languidez é sombra da instância,
Que, entre suspiros, jamais se desprende.
Não é temor nem desatino,
É fardo de quem não mendiga.
Languidez não busca destino,
Apenas ao tempo se liga.
Eder B. Jr.
Sou caminhante,
errante,
em direção
ao meu destino.
Sou caminhante,
errante,
não abro mão
do meu caminho.
Piso em falso,
até tropeço,
me atropelo
em desatino.
Alma nua,
pés descalços,
me desmonto,
me refaço.
Perco o sonho,
me encontro,
reconstruo,
sonho alto.
Se desvio
do meu alvo,
logo volto,
já me acho.
Sou caminhante,
errante,
passo a passo
eu te alcanço.
Sou caminhante,
errante —
é você,
meu horizonte.
Jusley Naiane
#desafio 59/365
Há dias em que eu me sinto
Tão sozinha,
Que nem a poesia
me preenche.
São dias em que eu me sinto
Vazia,
Incompleta, e, completamente
perdida.
Afinal, o que eu espero da vida?
O que virá em seguida?
O que me espera
Na próxima esquina?
Talvez, se eu continuar a caminhar
A resposta eu possa encontrar.
Vou seguir em frente, ainda
que eu não saiba onde chegar.
Jusley Naiane
#desafio 58/365
Pode o amor
florescer de uma chuva
de ondas opacas
do vento forte
pode o amor
sobreviver lonjuras
reviver memórias
celebrar desfiles
pode o amor
desprezar o tempo
esquecer o nascimento
intensificar o grito
pode o amor
deixar o passado
despreocupar o futuro
e ser presente
pode
basta um beijo
Edu Liguori
Não sei dançar.
Tinha vergonha.
Depois, me achava
desengonçado.
Depois, porque
"músico não dança"...
Trocando de desculpas
como quem troca de camisa.
Então percebi que posso
bailar com palavras:
valseando com
o belo,
casualmente com
a vida,
headbanging com
o destino.
Musicais da Broadway
numa praia deserta,
para uma história épica
sob a orquestra do mar.
Ou serenata de estrelas
para se ouvir despreocupado,
debruçado à janela,
deixando somente
o corpo balançar.
Sim, não deixa de ser
Mais uma desculpa
pra boi dormir...
Aí eu soneto uma paixão
para me redimir.
Alberto Busquets.
#Desafio 058
Sonhar ou não sonhar?
Sonhos, neles tudo é possível, o amor querido retorna, as péssimas escolhas são desfeitas, os bons tempos renascem, a fantasia do inconsciente faz tudo parecer fantástico
É no sonhar, que seus mais profundos desejos se realizam, lá a realidade parece perfeita. Aquela bela fantasia nos parece tão real que quando despertamos, mal sabemos discernir se era sonho ou se era real.
Nossa razão sabe que tudo não passou de uma ilusão, mas nossos sentidos juram de pés juntos que tudo aquilo era real!
Só depois de tardiamente cairmos na real, é que sentimos a dor de sermos cuspidos para fora do mundo dos sonhos, para adentrar o sombrio mundo real!
Poucas são as coisas mais cruéis que um bom sonho, que nos mostra a perfeição do que nunca alcançaremos, os amores que nunca mais teremos e os entes queridos que nunca mais abraçaremos, para que no fim nos faça encarar nosso próprio fracasso!
Um sonho acabado é tudo o que é preciso para mostrar a um homem o quão impotente ele é diante do mundo.
Talvez fosse melhor não sonharmos maís! Mas ao mesmo tempo me pergunto o que seria de nossas vidas, se não tivéssemos ao menos um bom sonho para inventar boas memórias!
Livro: Livro das Donas e Donzelas
Autor: Júlia Lopes de Almeida
Lançamento: 1887
Livro das Donas e Donzelas é uma obra de Júlia Lopes de Almeida que se propõe a refletir sobre o papel da mulher na sociedade brasileira do século XIX, abordando temas como casamento, comportamento e a posição das mulheres dentro da estrutura social. A obra é composta por uma série de textos que discutem as expectativas e as limitações impostas às mulheres, principalmente as donzelas e donas, conforme os padrões da época. Com uma crítica sutil e incisiva, a autora revela as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para conquistar sua autonomia, ao mesmo tempo em que expõe as tensões entre as convenções sociais e os desejos pessoais das protagonistas. A obra se destaca pela forma como coloca em questão as normas sociais e as relações de poder entre os sexos, defendendo a necessidade de maior liberdade e valorização da mulher.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: A Viúva Simões
Autor: Júlia Lopes de Almeida
Lançamento: 1899
A Viúva Simões é um romance que trata das questões da moralidade e da condição feminina na sociedade brasileira do século XIX. A obra acompanha a vida de uma mulher, a viúva Simões, que, após a morte de seu marido, enfrenta o julgamento social e as dificuldades de se manter dentro dos padrões esperados pela sociedade. A narrativa foca nos dilemas emocionais e sociais da protagonista, que, ao buscar a felicidade e a autonomia, se vê confrontada com as rígidas normas da época sobre o comportamento das mulheres viúvas. Júlia Lopes de Almeida, com um olhar crítico, explora os limites da liberdade feminina e as consequências de tentar ultrapassar os moldes impostos pela sociedade conservadora.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: A Falência
Autor: Júlia Lopes de Almeida
Lançamento: 1881
A Falência é um romance que examina a sociedade carioca do final do século XIX, com ênfase na classe média e nos valores da época. A trama acompanha a história de uma jovem chamada Eugênia, que se vê em meio a uma crise familiar e financeira quando seu pai, um comerciante, entra em falência. A obra explora as relações familiares, o impacto da decadência financeira sobre a moral e as expectativas sociais, além das escolhas e sacrifícios que os personagens precisam fazer para sobreviver. Júlia Lopes de Almeida, com grande habilidade, utiliza o romance para criticar a superficialidade das aparências e as rígidas normas sociais que moldam as atitudes e destinos dos indivíduos, especialmente das mulheres.
#domíniopúblico
#Clássicos
#Desafio 58
*Sonho*
Por ventura, me caberia
Viver do sonho, sua magia?
Me deixar levar,
Sem pensar em nada.
Me iluminar, me envolver,
Me encantar, me fazer amada.
Por ventura, me caberia
Sonhar e, em luz, resplandecer,
Sentir do sono só o sonho
E a vontade de alvorecer?
Por ventura, me caberia
Amanhecer com o sonho,
A desfrutar nosso café
E não mais dormir de sono,
Mas, acordada, viver você.
MarU
Livro: A Intrusa
Autor: Júlia Lopes de Almeida
Lançamento: 1887
A Intrusa é um romance psicológico e de crítica social que aborda as complexas relações familiares e os conflitos morais dentro da sociedade brasileira do século XIX. A obra gira em torno de um triângulo amoroso em que uma mulher, considerada "a intrusa", entra na vida de uma família e desafia suas normas e expectativas. Júlia Lopes de Almeida utiliza a narrativa para questionar a moralidade da época, explorando temas como o papel da mulher na sociedade, o ciúmes e o conceito de "honra". A história revela as nuances dos sentimentos humanos e as tensões entre o desejo e a repressão, retratando as consequências que a quebra de convenções pode trazer para os indivíduos e suas relações.
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#Clássicos
Livro: O Sacrifício
Autor: Franklin Távora
Lançamento: 1884
O Sacrifício é um romance que aborda temas de amor, honra e tragédia, situando-se no contexto social e político do Brasil do século XIX. A trama gira em torno de um dilema moral vivido pelo protagonista, que é forçado a fazer um grande sacrifício por causa de sua honra e pelos interesses das pessoas que ama. A obra reflete sobre o peso das escolhas individuais e as consequências que essas decisões podem ter sobre a vida pessoal e social do personagem. Franklin Távora utiliza a narrativa para discutir questões de ética, justiça e sacrifício pessoal, dentro de um cenário de conflitos internos e externos que marcam a época.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: O Matuto
Autor: Franklin Távora
Lançamento: 1881
O Matuto é uma obra que retrata as tensões sociais e culturais entre o homem do campo e a sociedade urbana brasileira do século XIX. A história foca em um protagonista rural, o "matuto", que é simples, ingênuo e desconectado das normas e da cultura das cidades. O romance aborda a luta do matuto por sua dignidade e a forma como ele é tratado pelos urbanos, muitas vezes com desprezo e preconceito. Franklin Távora explora, com sensibilidade e crítica, as disparidades entre o campo e a cidade, destacando o impacto da modernização sobre as tradições rurais e os valores do interior.
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#Clássicos
Livro: O Cabeleira
Autor: Franklin Távora
Lançamento: 1876
O Cabeleira é um romance que mistura elementos de aventura, drama e crítica social, ambientado no Brasil do século XIX. A obra narra a história de um jovem rebelde, conhecido como Cabeleira, que vive nas periferias do Recife. Com seus longos cabelos, ele é visto como um símbolo de resistência e de confronto com as normas sociais da época. A trama aborda questões como a luta de classes, o confronto com a autoridade e a busca por liberdade em um Brasil marcado por desigualdades. Através de sua narrativa envolvente, Franklin Távora critica a opressão e a rigidez da sociedade, destacando as contradições e os dilemas dos personagens que buscam um espaço de autonomia.
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