Kintsugi – A arte japonesa de aceitar suas imperfeições e encontrar felicidade. – Tomás Navarro.
Considero esse livro uma verdadeira terapia. A cada página você se identifica ou identifica pessoas que ama e que você quer ajudar a ser mais feliz. Todo mundo deveria ler.
Tomás é um psicólogo espanhol apaixonado pelo que as pessoas sentem, pensam e fazem. Atualmente, dirige um centro de bem-estar emocional fundado por ele, na Espanha.
Este livro com certeza contribuirá para que você avalie sua postura diante das adversidades e possa viver melhor. E, se pra você está tudo perfeito, que bom! Então ele irá ajudá-lo a compreender pessoas que não são tão perfeitas assim. (Segredo: a maioria de nós humanos).
A técnica japonesa denominada Kintsugi repara cerâmicas utilizando ouro, deixando as marcas visíveis e, tornando as peças ainda mais belas.
Tomás faz um comparativo com nossa vida que pode ser despedaçada, mas também pode ser reconstruída, deixando cicatrizes que, muitas vezes, nos transformam em pessoas melhores.
“A adversidade nada mais é que um desafio”. Com essa visão, Tomás vem nos mostrar que viver é diferente de sobreviver, já que viver, exige coragem.
Enfrentamos adversidades todos os dias, e elas sempre farão parte do nosso caminho. Nós somos mais fortes que estas adversidades e precisamos ter consciência desta nossa força.
Já a dor... é necessária para nossa sobrevivência. É através dos sinais dela que tomamos ações para nos defender de danos maiores. Esse é o motivo pelo qual tanto a dor física como a emocional não devem ser ignoradas e sim compreendidas.
O autor nos alerta que quantificar a dor de alguém é impossível pois cada um tem uma forma de expressar sua dor. Enquanto uns exageram na vitimização, outros sofrem em silêncio.
Algumas vezes nossa dor vem relacionada a um acontecimento e nossa tendência é buscar a nossa responsabilidade nesse acontecimento. O discernimento nesse caso é fundamental e Tomás nos ajuda nessa missão.
Avalia as 5 formas de encarar as adversidades:
negar ou minimizar o problema, aceitar o problema mas achar que não é tão grave não fazer nada, achar que é tão grave que não pode tratar e então se deprimir, achar que se tratar pode trazer outros problemas, melhor nem tentar.
E o que realmente deveríamos fazer: LUTAR.
O livro nos lembra que nosso corpo está preparado para se recuperar, ainda que fiquem cicatrizes.
Qualquer pessoa que já tenha se arranhado, sabe disso. Aprendemos desde cedo que isso faz parte da vida: cair, se machucar, se curar e recomeçar.
Mas ninguém nos conta que, assim como nosso corpo, nossa mente também tem o poder de curar feridas emocionais. E, exatamente como em nosso corpo, se não deixarmos a ferida cicatrizar, seja cutucando-a ou abrindo-a a cada momento, ela não irá cicatrizar. O recado aqui fica claro: cuide de suas feridas emocionais da mesma forma que você cuida de suas feridas físicas.
Um outro aspecto abordado e que não pode deixar de ser citado é em relação à velocidade de reação. Muitas pessoas só reagem ao chegarem no fundo do poço, porém, algumas delas já não conseguem sair. Reagir o quanto antes é o melhor remédio.
Na segunda parte do livro trata individualmente algumas situações que nos despedaçam, como: demissão, luto, depressão ou limitações físicas.
Sei que nada supera um terapeuta de verdade mas, sinceramente, esse livro já ajuda bastante.
Impossível sair dele da mesma forma que você entrou. Ele te arranca do papel de vítima e te mostra como ser o protagonista.
Um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Se eu recomendo? Claro que sim. Não deixe de ler.