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@rosana858 há 1 ano
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Nesta crônica, realidade e imaginação se entrelaçam no cenário histórico do Parque do Ipiranga, no Brasil. Entre sombras de estátuas e rajadas de vento, o bronze ganha voz para questionar o presente, lembrando que a independência não é apenas um feito do passado, mas uma construção cotidiana. Um diálogo poético e inquietante com a História, que revela como o silêncio das esculturas ainda guarda ecos que insistem em ser ouvidos. As Vozes do Bronze A manhã soprava uma brisa de saudosismo quando decidi caminhar pelo Parque do Ipiranga. De repente, ouvi alguém me chamar. Olhei para um lado, depois para o outro… nada. Apenas silêncio e o farfalhar das árvores. — Ei, estou falando com você! — a voz insistiu. Engoli em seco. Para não parecer maluca, calei-me e apenas pensei: quem será? A resposta veio de pronto: — Sou eu, aqui na escadaria! Levantei os olhos. Lá estava ele: Dom Pedro I, em sua estátua monumental diante do Museu do Ipiranga. Sua presença era imponente, como se pudesse realmente descer os degraus e caminhar entre os mortais. Convencida de que talvez tivesse exagerado nos drinks da noite anterior, comecei a me afastar discretamente, torcendo para que ninguém aparecesse e me flagrasse naquela cena patética. Mas antes que eu desse o primeiro passo, uma rajada de vento arrancou meu chapéu. Corri atrás dele, que rodopiou pelo ar e foi pousar… exatamente aos pés do Imperador. Foi então que ouvi, claramente: — Então está tentando me ignorar? Fiquei paralisada, arrepiada dos pés à cabeça. Algo dentro de mim ecoou forte — afinal, não é todo dia que se tem a chance de conversar com uma celebridade de bronze. Respirei fundo e resolvi entrar no jogo daquele improvável diálogo. — Ok… está tudo bem com você? — O que você acha? — respondeu Dom Pedro, com ironia. — Bem… vejo que está reluzente. Imponente, centralizado no alto da escadaria, espada em riste… uma cena e tanto. — Pois saiba que, por pouco, não deixo de ser estátua — replicou ele, num tom grave. — Minha vontade é descer estas escadarias e chamar todos os que estão ali no monumento. Talvez assim percebam que não são apenas figuras de bronze enfeitando o jardim. Eu me virei, olhei para o Altar da Pátria. O ar pareceu vibrar. Ouvi o relinchar dos cavalos, os cascos ressoando contra o nada. Um a um, os personagens ganharam voz. Os soldados da independência bradaram: — Lutamos com sangue e suor por um país livre. E hoje? O que vemos é a dignidade acorrentada à ganância! As figuras femininas ergueram seu grito uníssono: — Somos o símbolo de uma pátria justa e soberana. Mas olhem ao redor: a corrupção corrói, a desigualdade cresce, e nossos filhos são esquecidos! Até os cavaleiros se manifestaram: — Marchamos para abrir caminhos de futuro. Mas o presente anda em círculos, preso a velhas mazelas. Então, a Liberdade ergueu-se na biga e falou do alto do monumento. O vento carregou suas palavras: — Vocês celebram, mas ainda há correntes invisíveis que ameaçam a esperança de todos. Dom Pedro suspirou fundo e murmurou, como quem fala consigo mesmo: — Às vezes me arrependo de ter dito aquele “Fico”. Será que valeu a pena permanecer para ver o Brasil devastar suas florestas, dizimar seus povos indígenas e poluir suas águas? Olhem para isso… cadê o Rio Ipiranga? Transformaram-no num riacho sufocado pelo concreto. O chão pareceu tremer. As sombras das estátuas se alongaram, ameaçando se desprender do granito. A espada do Imperador brilhou como fogo quando ele a ergueu ainda mais alto. Olhando para o parque, sua voz ecoou: — Estamos irados! Vocês esqueceram que a independência não é apenas um grito no passado, mas uma conquista diária. Não adianta erguer esculturas se o povo continua cego pela ignorância e sem voz diante do poder! O vento soprou mais forte, fazendo tremer a bandeira nacional ao longe. Eu estava ali, muda, sem saber se fugia ou se aplaudia. Afinal, não é todo dia que a História nos cobra sob a claridade impiedosa do sol. Saí apressada. Talvez ninguém acreditasse em mim. Talvez nem eu mesma devesse acreditar. Mas uma certeza ficou: a História ainda fala — e grita — quando precisa. E ao longe, irônico e solene, ecoava o som de uma banda militar, anunciando mais um 7 de Setembro. Instagram:@rschumaher
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@eduliguori há 1 ano
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Tenho uma tristeza alegre uma melancolia saudosa uma esperança tênue uma dor que lateja sou agridoce poeta de lágrimas secas da maré de lua cheia dia a dia noite após noite decido dar mais uma chance sorrio encabulado imaginando você que nem existe mas me move lá vem o sol Edu Liguori
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@tibianchini há 1 ano
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Como dizia o Dobby... Não há lugar melhor para se estar do que com os amigos. Que noite! 🥰
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Sim!
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Sim!
@CrisRibeiro · há 1 ano
Ah, que delícia!
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@Ciprys há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/eWnbJ5bNzXxbEmOSQYaVPxskwURJVQdPCDz3zw4c.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/145' target='_blank'><strong>Os Expedicionários</strong></a></p></div>
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@jjr há 1 ano
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COISAS DE DESTINO. Sincero Desde a 1ª Ver & Sentir Teus olhos O tempo Escrito nas mãos Só para você. Tempo passa Vejo & Desejo Vontades Guardadas De passagem Feito você Amor Sincero Sem apego É o que desejo. Coisas reais Sem dependência Difíceis De achar Sabedoria Tua Nua Reservada Só para mim. ~*~ JJr.
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Rachid Boudjedra é um dos grandes nomes da literatura argelina contemporânea. Com uma prosa densa, crítica e politicamente engajada, ele explora temas como identidade, religião, sexualidade e opressão em uma linguagem que desafia convenções. Sua obra é marcada por inovação estilística e por uma voz corajosa diante de tabus sociais e políticos. Topografia ideal para uma agressão caracterizada: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1113">Aqui!</a> #literunico #RachidBoudjedra #LiteraturaÁrabe
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@JuNaiane há 1 ano
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Maldita ansiedade distorcendo a verdade; me faz errar os passos e cambalear aos tropeços Se eu me olho no espelho quase não me reconheço; brincando com meus medos retorcendo os meus dedos Verdades entalhadas falsidades pre-moldadas, a mente colapsada, memória fragilizada Se sentir é minha fraqueza viverei nessa certeza: morrerei sensível, mas não fingirei ser menos que isso — Voltarei ao início. #desafio 365/230
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Sou sua fã!
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 244 Pele de Papel O lápis invade. A folha treme. Carne branca: pele de escrever. Arranha. Penetra. Revela o que a alma não quer mostrar. Promessas quebram. Palavras queimam. Nada fica. Tudo arde. Às vezes é mais: gozo que explode, sol no quarto, grito no peito. Escrevo para durar. Mal e sal na mesma boca. O papel me veste, me morde, me salva. Imortal. Que morde. Cr💞s Ribeiro
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 243 Não. Cresce. Não. Cresce. Sussurra. Sibila. Se espinha. Sim. Treme. Sim. Treme. Bate. Pulsa. Insiste. Chiado corta. Silêncio fura. Dor chega. Raspa ossos. Chiado amanhece. Caminho esfarela. Areia. Vento. Costelas. Vida rouba. Arranca asas. Mãos de vento. Escolhas: Perco. Encontro. Eco. Sopro. Rumor. Futuro chama. Rosto de quem se foi. Sussurra. Cintila. Vidro que brilha. Cr💞s Carneiro
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 230 *Fadiga* Prendo os cabelos de lado, me olho no espelho, deixando a roupa cair do corpo, parando nos pés descalços. Afasto, com as pontas dos dedos, caminho suave para o chuveiro. Giro o registro, testo a temperatura com a mão. O vapor toma o banheiro, sinto na pele gotículas em formação. Molho o corpo, dos ombros para baixo. A água que cai… renova meu vigor. Me ensaboo, me enxáguo… e satisfeita, desligo tudo e saio. Com o corpo molhado, te vejo, deitado… e ofereço minha pele, meu cheiro e sabor, para você seca-los… com a língua… e depois cavalga-lo, até o raiar do dia, ou se acabar em mim, de fadiga… afogado de paixão. MarU
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Uau!
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 242 íris Pulso parte, pele perfura, punho preso. Corrente cerra, cobre, crava, ferro fere. Cinza cai, tarde tomba, tudo tóxico. Do estalo do aço parte o passo, ponto puro: rastro riscado, risco de cor. Céu cravado, claro, curto, sinto nos olhos. Cr💞s Ribeiro
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@isaferautora há 1 ano
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No turbilhão da vida, entre pressas e desvios, o amor maduro não cede — ele é raiz. Não vive de fogo breve, mas de propósito eterno: ser abrigo, mesmo quando tudo é tempestade. -- Isa Fernandes ❤️
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@novidadesliterunico há 1 ano
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José Luís Peixoto é uma das vozes mais potentes da literatura portuguesa contemporânea. Com uma escrita sensível e poética, ele transita entre o real e o simbólico, entre a memória pessoal e a dimensão universal da experiência humana. Seus livros abordam temas como identidade, silêncio, perdas e raízes com profundidade e lirismo. Morreste-me:<a href="https://www.literunico.com.br/books/1112">Aqui!</a> #literunico #JoséLuísPeixoto #LiteraturaContemporânea
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 229 *Sinais* Já faz muito tempo desde que me apaixonei pela última vez. Parei para pensar… e não sei se reconheço mais… quais serão os sinais: Se saberei identificar quando alguém gostar um pouco mais de me ver? Se me abrigando nesses olhos e me sentindo num colo, é corresponder? Se ouvirei nas entrelinhas de uma melodia e decodificarei uma mensagem escondida? E se eu cantarola-la por todo um dia… poderei distinguir de empatia aquele olhar que me abriga? Será que conseguirei interpretar se houver reciprocidade afetiva? Será que verei a vontade de ficar na minha vida? Me darei liberdade de viver de verdade um novo amor? Eu tenho essa minha armadura de amiga… que me mantém protegida. Vejo a vida como poeta, apaixonada por natureza. A vida me encanta, vejo nas pessoas extrema beleza. E por que não… esperanças? Emocionada, como diriam… carente não! Tenho um enorme coração… e ele segue pulsando, mostrando-se vivo, talvez, assim… guiando-me, sigo-o. Ainda que não esteja traçando nos meus planos. Até não restarem mais dúvidas, ou enganos, de que o que sinto, sejam os sinais da paixão me tomando. Com cautela, amando-o, me privo. MarU
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Coisa mais linda!
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@eliz_leao há 1 ano
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Ele está ali. Silente, reprime seu arfar. Comprime e esmaga suas aspirações. Sem que você perceba, Ele se imiscui. Aos poucos, você não vive mais sem. Te faz sofrer, chorar. Seu corpo se ressente quando ele não está. Teu cérebro, luta o tempo todo, Contra você, contra o mundo. Te deixa mudo. Absurdo! Você, releva, aceita, precisa dele. Mesmo que ele te machuque. Normaliza, mesmo que ele te odeie. E não se engane, Ele te odeia. Você é somente lenha para a fogueira que ele quer manter acesa. E ela queima o mundo! E o mundo já está a queimar. Se você não viu, é porque o fogo, ainda não chegou até você. As vendas que lhe puseram, ainda não caíram. Quem sai da caverna, nunca mais retorna à ela. Você já viu a luz , a luz real? Ela não é daquelas que botam medo, daquelas de quando preso em seu eterno buraco, você observa sua própria sombra. E ela se torna o teu próprio algoz. Te mantendo refém. As sombras, o medo delas e o seu fiel capitalismo. Eliz Leão
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Refém 👏
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@jjr há 1 ano
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~*~ bochechas rosadas lábios vermelhos loira como o sol que brilha no palco Eu amo-te, miúda. meu beija-flor cantando um imenso afeto brilho em seus olhos ao som de canções nas linhas Dezenas do meu coração. * bochechas rosadas lábios vermelhos loura feito o sol que brilha no palco eu te amo menina minha colibri cantante um carinho imenso brilho nos olhos ao som de canções nas linhas partituras do meu coração. ~*~ JJr
Traduzido automaticamente do inglês.
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~*~ rosy cheeks red lips blonde like the sun who shines on the stage I love you girl my singing hummingbird an immense affection sparkle in your eyes to the sound of songs in the lines scores of my heart. * bochechas rosadas lábios vermelhos loura feito o sol que brilha no palco eu te amo menina minha colibri cantante um carinho imenso brilho nos olhos ao som de canções nas linhas partituras do meu coração. ~*~ JJr
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@jjr · há 1 ano
Obrigado Cris! ❤️
@CrisRibeiro · há 1 ano
Lindo!
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Jean Jaurès foi um grande nome da política e do pensamento social francês. Defensor da paz, da justiça social e dos direitos dos trabalhadores, destacou-se como um orador brilhante e símbolo do socialismo democrático. Sua voz, silenciada às vésperas da Primeira Guerra Mundial, ainda inspira ideias de igualdade e humanidade. Assassinatos: Jean Jaurès e Walther Ratheneau: Ensaios: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1244">Aqui!</a> #literunico #JeanJaurès #PensamentoSocial
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@orleide793 há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/XnfDGdrhuduki9mABstc6X6mUSH8LPP1KZfgi6mW.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/96' target='_blank'><strong>O Túnel do Tempo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/96/chapters/376' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "Acompanhando Paulo de Tarso" completo</a></p></div>
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@tibianchini há 1 ano
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Dias sem você Há dias em que não penso em você. Minha mente se enclausura nos meus distintos universos, Cuidando das antigas coisas e antigas preocupações, Sem esperar por um brilho e por um chamado. Há dias em que você não cabe mais, Que me atenho a problemas da vida real - os problemas pequenos das vidas medíocres. Uma vida que não comporta a sua presença. Há dias em que não penso em você E esses são os piores dias, Porque não me trazem a magia De ter algo realmente belo pra dividir. São os piores dias, porque me mostram que a sua onipresença Um dia se tornará apenas presença, E, depois, se tornará lembrança, Se tornará nada. E, um dia, esses dias ruins se perpetuarão Até se tornarem "dias comuns" Não mais dias ruins, Mas uma vida ruim. Pensar ou não em você Não me trará nenhuma emoção diferente; Será mais um pensamento comum, Em um dia ruim e comum. Ou, talvez, novas emoções brotem, A partir de um novo par de olhos felinos, De uma nova voz meiga e delicada, De uma nova personalidade instigante. Nesses dias, eu sei, Um novo brilho surgirá na minha vida, E, mesmo sem nunca mais pensar em você, Serei eternamente grato pelo que, um dia, você me fez ser.

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