O Livro Derradeiro: Auréola Equatorial O Livro Derradeiro · Capítulo 32 de 246
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O Livro Derradeiro: Auréola Equatorial

Auréola Equatorial

Fundi em bronze a estrofe augusta dos prodígios,

Poetas do Equador, artísticos Barnaves;

Que o facho -- Abolição -- rasgando as nuvens graves

De raios e bulcões -- triunfa nos litígios!

-- O rei Mamoud, o Sol, vibrou p'raquelas bandas

do Norte -- a grande luz -- elétrico, explodindo,

Assim como quem vai, intrépido, subindo

À luz da idade nova -- em claras propagandas.

-- Os pássaros titãs nos seus conciliábulos,

-- Chilreiam, vão cantando em místicos vocábulos,

Alargam-se os pulmões nevrálgicos das zonas;

Abri alas, abri! -- Que em túnica de assombros,

Irá passar por vós, com a Liberdade aos ombros,

Como um colosso enorme o impávido Amazonas!

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