O Livro Derradeiro: Hóstias O Livro Derradeiro · Capítulo 109 de 246
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O Livro Derradeiro: Hóstias

Hóstias

A Emílio de Menezes

Nos arminhos das nuvens do infinito

Vamos noivar por entre os esplendores,

Como aves soltas em vergéis de flores,

Ou penitentes de um estranho rito.

Que seja nosso amor -- sidério mito! --

O límpido turíbulo das dores,

Derramando o incenso dos amores

Por sobre o humano coração aflito.

Como num templo, numa clara igreja,

Que o sonho nupcial gozado seja,

Que eu durma e sonhe nos teus níveos flancos.

Contigo aos astros fúlgidos alado,

Que sejam hóstias para o meu noivado

As flores virgens dos teus seios brancos!

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