O Livro Derradeiro: No Egito O Livro Derradeiro · Capítulo 119 de 246
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O Livro Derradeiro: No Egito

No Egito

Sob os ardentes sóis do fulvo Egito

De areia estuosa, de candente argila,

Dos sonhos da alma o turbilhão desfila,

Abre as asas no páramo infinito.

O Egito é sempre o amigo, o velho rito

Onde um mistério singular se asila

E onde, talvez mais calma, mais tranqüila

A alma descansa do sofrer prescrito.

Sobre as ruínas d’ouro do passado,

No céu cavo, remoto, ermo e sagrado,

Torva morte espectral pairou ufana...

E no aspecto de tudo em torno, em tudo,

Árido, pétreo, silencioso, mudo,

Parece morta a própria dor humana!

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