Erro Crisálidas · Capítulo 13 de 32
Obra Menu

Erro

Erro (1860)

Vous . . . . . . . . . . . . . Qui des combats du coeur n’aimez que la victoire Et qui revëz d’amour, comme on rève de glore, 14 L’oeil fier et non voilé des pleurs. . . . . . GEORGE FARCY

Erro é teu. Amei-te um dia Com esse amor passageiro Que nasce na fantasia E não chega ao coração; Nem foi amor, foi apenas Uma ligeira impressão; Um querer indiferente, Em tua presença vivo, Nulo se estavas ausente. E se ora me vês esquivo, Se, como outrora, não vês Meus incensos de poeta Ir eu queimar a teus pés, É que, – como obra de um dia, Passou-me essa fantasia.

Para eu amar-te devias Outra ser e não como eras. Tuas frívolas quimeras, Teu vão amor de ti mesma, Essa pêndula gelada Que chamavas coração, Eram bem fracos liames Para que a alma enamorada Me conseguissem prender; Foram baldados tentames, Saiu contra ti o azar, E embora pouca, perdeste A glória de me arrastar Ao teu carro...Vãs quimeras! Para eu amar-te devias Outra ser e não como eras...

1/1
Menu

Fazer anotação