Erro
Erro (1860)
Vous . . . . . . . . . . . . . Qui des combats du coeur naimez que la victoire Et qui revëz damour, comme on rève de glore, 14 Loeil fier et non voilé des pleurs. . . . . . GEORGE FARCY
Erro é teu. Amei-te um dia Com esse amor passageiro Que nasce na fantasia E não chega ao coração; Nem foi amor, foi apenas Uma ligeira impressão; Um querer indiferente, Em tua presença vivo, Nulo se estavas ausente. E se ora me vês esquivo, Se, como outrora, não vês Meus incensos de poeta Ir eu queimar a teus pés, É que, – como obra de um dia, Passou-me essa fantasia.
Para eu amar-te devias Outra ser e não como eras. Tuas frívolas quimeras, Teu vão amor de ti mesma, Essa pêndula gelada Que chamavas coração, Eram bem fracos liames Para que a alma enamorada Me conseguissem prender; Foram baldados tentames, Saiu contra ti o azar, E embora pouca, perdeste A glória de me arrastar Ao teu carro...Vãs quimeras! Para eu amar-te devias Outra ser e não como eras...