Moralidade O Bem e o Mal · Capítulo 22 de 22
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Moralidade

Ocorre desta história, natural e concludentemente que o coração do homem, formado na ciência e nos costumes antigos, encerra a urna dos balsamos para as chagas dos corações formados à moderna. Exemplos três vezes bemditos: o vigário de S. Julião da Serra, Ladislau Tibério, Peregrina e Casimiro Bettancourt.

Excelente seria que tivessemos muitas de aquelas relíquias dos tempos obscuros, as quais nos servissem como de quebra-luz, a fim de que a brilhante claridade dos mil lampadários da civilização nos não ceguem de todo.

Aqui está, muito à flor da terra, a moralidade da história, em que tentamos esboçar uma face do bem e outra do mal desta vida, tão infamada por uns como glorificada por outros.

Senhor dos mundos! vós, quando creastes a brasa da sede que requeima os lábios do caminheiro do nosso deserto, mandastes às areias que se desentranhassem em fontes! As fontes correm. E o impio sequioso bebe, consola-se e... injúria-vos.

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