Príncipe e Pompom🐈‍⬛ Contos e Recontos · Capítulo 1 de 8
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Príncipe e Pompom🐈‍⬛

Miados atrevidos ecoavam pela casa. Visitantes eram recebidos com lambidas, ronronados, e o barulhinho inconfundível de seus passos.

Ninguém sabia de onde tinha saído, mas também não se importavam. Aquele pequeno felino de pelagem negra já havia se tornado parte da família.

Pela manhã, exigia seu lanche com patadas suaves e miados indignados. Ao entardecer, prostava-se elegantemente nas janelas para tomar sol. E ao anoitecer, se retirava confiante para seus passeios noturnos.

Sabia se virar, então não se preocupavam. Mas seus tutores, aos poucos, começaram a se perguntar: seu pequeno príncipe não se sentia sozinho?

Arriscaram outra adoção e trouxeram para casa um jovem gato ruivo. Era alegre, descontraído, e querido pelos outros felinos da vizinhança. Mas não agradava em nada o pequeno príncipe.

O felino tentou suportá-lo. Dividiu suas almofadas, seus petiscos, e até mesmo sua humana favorita. Mas algo na energia radiante de seu irmão o irritava. E a pequena sombra decidiu se retirar.

Conhecia tão bem a cidade quanto era familiar às almofadinhas de sua pata. Esgueirou-se na escuridão, furtou passantes desavisados e tentou encontrar seu lugar na companhia de outras pequenas bolas de pelo. Mas não via em nenhuma delas seu lar.

Eram chatas. Mimadas. Orgulhosas. Convencidas. Iguais a ele. Mas diferentes. Algumas tinham interesse apenas em seu pelo sedoso e seu charme felino, outras até se interessavam por ele – por seus brinquedos, petiscos e sonecas – mas mentiam, furtavam seus tesouros e fugiam quando o pequeno príncipe finalmente impunha sua autoridade.

Voltar para casa, derrotado, e se obrigar a ouvir os miados alegres e indiferentes de seu irmão estava fora de questão. O pequeno e orgulhoso príncipe hesitou. Arqueou a cauda. Fungou baixinho. Orgulhoso demais para se render, ergueu-se sobre as patinhas e voltou a explorar.

Um bosque próximo acolheu sua jornada e o pequeno, saltando entre as raízes de um carvalho, finalmente parou de andar. Se sentou. Banhou-se com a linguinha. E olhou em volta.

Estava escuro. Bem como gostava. Não sentia nenhum outro felino nas proximidades. E, mais adiante, ouvia um pequeno córrego. Era simples, mas lhe bastava, por hora.

Ali, não precisava dividir nada. E mesmo que não fosse seu lar. Poderia se tornar.

Se ergueu, pensativo, e voltou a andar. Seus passos suaves preencheram a noite. Se esfregava nos troncos que encontrava, tomando-os como seu novo castelo. Mapeava os arredores com o focinho. Tentava se manter firme. Mas não comia já havia alguns minutos. E fraco, o pequeno se viu obrigado a deitar.

Afofou a grama com as patinhas. Enrolou a cauda ao seu redor. E tornou-se um pãozinho, adormecendo ali.

A lua, no céu, zelava-o em seu sono. Quase como sua humana. Sempre que passava tempo demais adormecido, ela se desesperava e o cutucava. Sempre sorria ao vê-lo abrir preguiçosamente os olhos.

Mas aquele sorriso nunca mais seria seu.

Sem que percebesse, o pequeno príncipe começou a chorar. Se era noite ou dia, não importava para ele. Sentia falta de casa. De sua humana favorita. De um lar.

Sentou-se, erguendo a patinha para se ajeitar. Ao abrir os olhos, congelou. Enroscado em seu pelo, encontrava-se um pequeno pompom.

Cheirava como terra. Era marrom. Estranho. Felpudo.

O pequeno príncipe tentou se afastar. Torceu o focinho, incomodado. Mas falhou. A coisa abraçava sua cauda com uma firmeza que o assustava.

Desconfiado, o felino se deitou. Se aproximou lentamente. Pôs uma patinha sobre a bola de pelos e a cheirou.

O pelo da pequena criatura fez cócegas em seu focinho. E sua umidade fez com que a pequena acordasse. Ele se afastou, espirrando, e ela, estremecendo, rolou para longe de sua cauda.

Longas orelhas se desprenderam do pompom. Um focinho escuro surgiu em meio ao pelo, rodeado por bigodes. Pequenos olhos o acompanhavam. E um pequeno apêndice felpudo surgiu junto a patinhas.

Era fofo. Mesmo o pequeno príncipe não podia negar. Mas os dentinhos da pequena coisa sugeriam ser um roedor. Receoso, ele se levantou. Cravou as garras no tronco da árvore e a escalou, desaparecendo antes que o serzinho recuperasse a noção.

A criaturinha piscou lentamente. Terminou de se desenroscar. Sacudiu o corpinho. E fugiu saltitando, como se nada houvesse acontecido.

O gato, atordoado, permaneceu onde estava. Estranhava. Não entendia direito. Mas de onde estava, não se preocupava. Aquela coisa não o alcançaria na segurança das árvores.

Seu cheiro, porém, ainda o assombrava. Estava impregnado em sua cauda. Ele a balançou. Frustrado, lambeu-a. Mas nada conseguiu libertá-lo daquele odor irritante.

Com o tempo, o cheiro se foi. O estranho encontro foi esquecido. E o pequeno felino voltou a se aventurar despreocupado pela mata.

Estava de barriga cheia. Havia caçado alguns calangos logo pela manhã. Não era tão saboroso quanto uma tigela de leite, mas não podia ser exigente.

Brincava com algumas vinhas quando ouviu um barulho. Não sabia o que era, mas o colocou em alerta. Arqueou as costas. Ergueu o rabo. Eriçou o pelo e se acuou.

Estava sozinho em meio às árvores. Temia o que se escondia nas sombras.

O barulho soou novamente. De soslaio, notou algo peludo se infiltrar em seu campo de visão. Grunhia baixinho enquanto tropeçava nas próprias patas. Tinha a boca cheia de raízes. As orelhas orgulhosamente erguidas e a cauda abanando.

O odor familiar de terra que o permeava acalmou o pequeno felino. Mesmo desconfortável, ele lentamente relaxou. Se deitou na sombra, tentando não ser notado, e se pôs a observar.

Agora mais atento, reconhecia aquela silhueta: cauda enroscada, orelhas longas, corpo fofinho, e dentinhos cerrados. Era um coelho. Já tinha visto alguns como aquele na casa dos vizinhos.

Era estranho como aquelas coisas gordinhas conseguiam pular tão alto com patinhas tão curtas. Se perguntava se aquela à sua frente também seria uma grande atleta.

Provavelmente não. Mal conseguia carregar um punhado de raízes.

Com o tempo, o felino começou a se entediar. A criaturinha mal havia saído do lugar.

Balançou a cauda, irritado. Rolou no chão, se espreguiçando. Estava há tanto tempo na mesma posição que já não sentia mais sua flexibilidade felina.

Se esforçou. Mas a impaciência venceu.

Se ergueu e marchou em direção ao coelho.

Ele o notou rapidamente. Se encolheu. Achatou as orelhas e enfiou a cauda entre as patas.

O gato bufou, indiferente, aproximando-se até se erguer sobre a pequena criatura. Não parecia ter más intenções – talvez – mas o pequeno não tinha coragem de testá-las.

Flexionou as patinhas e disparou, atordoando o felino.

Se tinha forças para correr, por que estava demorando tanto? O príncipe não entendia, e isso o irritou. Orgulhoso, se lançou atrás do coelho, dando início à perseguição.

Ambos eram rápidos. Muito rápidos. O pequeno roedor era desajeitado, mas tinha patas fortes. E o jovem felino era ágil. Contornavam galhos, saltavam sobre raízes e atravessavam buracos com facilidade.

O coelho corria por sua vida. Enquanto a perseguição despertava, aos poucos, certo prazer no pequeno príncipe. Era divertido correr daquela forma. Sentia seu corpo tremer de excitação. O mundo inteiro parecia mais vibrante.

Bastava um salto para que o alcançasse. Morder sua cauda fofa. Dar-lhe um tapinha e vê-lo rolar como uma bolinha. Mas não o faria.

Talvez depois.

Era divertido ver o pequeno se esforçando para manter o ritmo.

Os minutos, porém, começaram a cansar o pequeno coelho. Ele se mantinha determinado. Forçava curvas. Se enfiava em buracos. Até mesmo chutava o gato quando se aproximavam demais. Mas já não tinha a mesma consistência de antes.

O príncipe não gostou disso. Considerou mudar a dinâmica. Encurralá-lo. Mas ao ver a criaturinha tropeçar. Apenas… parou. Se sentou e inclinou a cabeça. Observando chateado.

O coelhinho fungava. Tinha machucado o nariz. Parecia desnorteado. Estava tão vulnerável. Se quisesse, poderia abocanhá-lo. Dar um fim àquela brincadeira. Até mesmo interromper sua dieta à base de calangos. Mas o felino não o fez.

Era patético. Sem graça. Não valia sequer o esforço.

A criaturinha continuou onde estava. Encolhida. Pequena. Temerosa. Grunhia baixinho. Era estranho. Como se quisesse ajuda, mas temesse ser visto.

Observando, o felino estranhou. Do que sabia dessas coisinhas, elas eram bem carentes. Viviam grudadas em outras coisinhas felpudas.

Sacudiu a cauda, pensativo, e olhou em volta. Não via outro coelho por perto. Devia ter afastado demais aquela coisa de sua família.

…se é que ela tinha uma.

O pequeno tentou ignorar essa possibilidade, mas o quão estúpido seu brinquedo parecia… o lembrava do quão patético ele mesmo era naquele momento. Sozinho. Atormentando uma coisinha fraca e solitária. Só para se sentir menos vazio.

Seus bigodes caíram.

Aquela não era a atitude de um príncipe.

O que sua humana pensaria se o visse assim?

Trêmulo, o pequeno voltou a se aproximar do coelho. Se sentou próximo. Estendeu a patinha. Tentou chamar sua atenção com um tapinha. Mas o gesto assustou a criaturinha.

Ela cuspiu as raízes, esvaziando as bochechas, e se enfiou em um tronco oco. O buraco era pequeno. E a rejeição caiu sobre o felino como um banho de água fria.

Recolheu a patinha. Se deitou e fechou os olhos, abraçando a própria cauda. Se sentia cansado. Doente. Não entendia por quê.

Não se esforçou para pensar sobre. Logo adormeceu. Mas se manteve junto à árvore, aguardando, dia após dia, que o coelhinho a deixasse.

Afastou outros animais, garantindo sua segurança, e empurrou com o focinho algumas raízes e folhas para perto. Não sabia se o pequenino as comeria, mas tinha medo de que morresse de fome.

Miava baixinho. Suplicava que aparecesse. Mas a lua caia. Noite após noite, o pequeno se via mais fraco. Em sua vigília, não comia ou caçava. Sentia que precisava fazer aquilo. Reconquistar sua honra real. Reconquistar o amor de sua humana. Mas apenas se machucava.

Não demorou para que seus esforços cobrassem seu preço. Caiu, esgotado, ao lado da árvore. Não via direito. Não conseguia mexer as patas. Teve a impressão de ouvir um sibilo, mas apagou, talvez para não mais acordar.

O pequeno príncipe morreu ali.

Apenas para renascer com o raiar do sol de um novo dia. Ainda se sentia fraco. Mas tinha a boca molhada. Um aroma doce de carne permeava o ambiente. E um odor familiar de terra o envolvia.

Abriu os olhos. Se sentou lentamente. Agitou a cauda, testando suas forças, e farejou o ar. Não muito estava a origem do cheiro delicioso que o havia acordado.

Suas orelhas se achataram e ele recuou. Apenas para notar, momentos depois, que a cobra que via ao longe já estava morta.

O pequeno hesitou, mas se aproximou lentamente. Seu estômago roncava e suas patinhas falavam. Cambaleava, mas alcançou o cadáver e, temeroso, cutucou a cobra com a pata.

O empurrão fez seu corpo rolar, separando-o da cabeça esguia da serpente. O felino saltou, assustado, levando um instante para processar as marcas de dente em seu pescoço. Havia sido… roído.

Esse detalhe, junto aos pequenos tufos de pelo marrom espalhados pelos arredores, foram o bastante para que o pequeno entendesse. O coelhinho, o mesmo coelhinho que havia assustado e provocado, tinha matado aquela criatura assustadora.

O felino estremeceu, percebendo o perigo que corria, e se virou, começando a chamar pelo coelhinho. Havia manchas de sangue por perto. Não sabia se dele ou da cobra. Estava com fome, mas suas patinhas tremiam.

Se aquele pequeno serzinho tivesse morrido lutando para protegê-lo… balançou a cabeça, determinando-se. Era um príncipe, protegeria seus aliados.

Soltou as garrinhas e correu de volta ao cadáver, cravando impiedosamente as presas na carne branca. O gosto não era diferente do de um calango, mas devorou-a com uma ferocidade quase punitiva.

Satisfeito e revigorado, após a refeição, o pequeno começou sua busca pelo roedorzinho. Não estava na árvore. Nem nas proximidades.

Enfiou o focinho em buracos. Cutucou vinhas. Mexeu em formigueiros. Sua alteza não deixou pedra sob pedra em sua busca e, eventualmente, encontrou seu pequeno guardião encolhido em uma moita.

Seu pelo estava sujo e tinha algumas feridas. Nada grave. Mas parecia exausto. O pequeno não pensou duas vezes antes de abocanhá-lo, pegando-o pelo pescoço e carregando para longe dali.

Não sabia onde era seguro, mas se lembrava de um lugar com água. O pequeno, adormecido, não resistiu. O gatinho o carregou pelo bosque até o córrego e, ali, colocou-o cuidadosamente no chão, afofando seu corpinho e se deitando sobre ele.

Se lembrava de ver sua mãe fazendo o mesmo com outros filhotes da ninhada e queria mantê-lo aquecido. Esperou pacientemente que acordasse, mas o tédio começou a corroê-lo.

Incapaz de resistir, o pequeno príncipe se inclinou, lambendo o coelhinho. Seu pelo estava sujo e isso o incomodava. Manteve cada movimento preciso, desatando nós e tirando manchas, mas o aroma do coelhinho e seu sangue eram distrativos. Até demais.

Suas lambidas se tornaram mais intencionais: barriga, orelhas, costas… até que chegando à cauda do pequeno, incapaz de se conter, o felino deu-lhe uma pequena lambida, cravando discretamente as presinhas no apêndice fofo.

O coelhinho despertou, assustado, e num impulso desferiu-lhe um chute. Chateado, o pequeno príncipe se afastou, olhando feio para o ele, que parecia tão emburrado quanto.

Só queria saber que gosto tinha e brincar um pouco.

Sua cauda se mexia atrás dele, confusa. Não entendia o que tinha feito de errado.

Miou baixinho, xingando o pequeno, e o coelhinho, inflando as bochechas, se virou, indo até o rio.

O pequeno príncipe apenas se irritou mais com tamanha ingratidão e correu até o coelhinho, empurrando-o na água com o focinho.

O pequeno estremeceu, caindo com um grunhido, e ao se recompor, se virou para o gato com fogo nos olhos, saltando em sua direção.

Mesmo que não parecesse, aquilo era uma brincadeira. A primeira de muitas.

O gracioso felino viu-se cativado pela fofura e audácia daquele serzinho, e o esperto coelho acabou atraído pela confiança e energia daquele gato arrogante. Apesar de não ter esquecido as mazelas de seu primeiro encontro.

O passar dos dias fortaleceu a improvável amizade. O coelhinho apresentou ao felino sua toca, acabando por se revelar uma fêmea. O príncipe tentou recusar, enojado pela ideia de dormir em um buraco, mas a insistência da pequena o forçou a aceitar.

No fim, acabou que dormir ali não era tão ruim. Era quentinho. Tufos de pelo e folhas mantinham a temperatura do ambiente elevada e a toca confortável. Sua amiguinha, também, fazia questão de dormir enroscada em sua cauda, que parecia achar extremamente macia.

Não era ruim. Seu pelo era fofo. Mas o pequeno podia jurar que sentia ela esfregando o queixo em sua cabeça durante a noite. Isso quando não a pegava no flagra lhe dando banhos enquanto dormia.

Era irritante. O achava sujo? Era ela quem morava debaixo da terra, não ele!

Mesmo assim, o pequeno se forçou a tolerá-lo. Era até… divertido. Fingir não se importar apenas para pegá-la no flagra e brincar um pouco. A coelhinha sempre saía correndo.

Não tinha família, então talvez, estivesse apenas tentando cuidar dele da forma que pensava ser certo. De certa forma, era revigorante… finalmente, ele se sentia em casa.

Tudo ia bem, até que, passeando, o felino ouviu ao longe um chamado inconfundível. Choroso. Desesperado.

Seu nome.

Era sua humana. Procurando por ele.

Ele parou em seu caminho, se virando para a voz. Sua cauda se ergueu. Seu peito começou a vibrar. Mal continha o impulso de correr até ela.

Tanto tempo tinha se passado. Mal podia acreditar. Ela sentia sua falta. Tinha ido atrás dele.

Queria correr até ela, lambê-la, ganhar carinho. Mas se o fizesse, provavelmente seria levado de volta.

O pensamento fez sua cauda cair. Frustrado, ele rosnou baixinho. Girou algumas vezes no lugar, pensativo, até que uma ideia lhe ocorreu.

Decidido, voltou correndo para onde a coelhinha estava. Ela estranhou a forma como a atmosfera mudou com sua chegada, mas não pensou muito sobre.

Ele se aproximou. Cada passo calculado. Cada movimento pensado para não assustar. E no instante oportuno, saltou sobre a pequena, pegando-a pelo pescoço e saindo correndo.

Ela protestou, grunhiu baixinho. Xingou-o e lhe deu alguns chutinhos. Não estava assustada. Talvez brava. Talvez envergonhada.

O pequeno príncipe a ajustou em sua boca, tentando confortá-la, e seguiu seu caminho, disparando através da floresta.

Não conhecia a região que atravessava, mas reconheceria em qualquer lugar o cheiro de sua humana. Não demorou para que a encontrasse.

Se forçou a se acalmar, falhando em conter o abano alegre de sua cauda, e se aproximou, se esfregando nas pernas da jovem mulher. Assustada, ela se virou, congelando ao ver o pequeno sentado graciosamente aos seus pés, segurando na boca um pequeno e confuso coelho.

Por um momento, pensou que o tivesse caçado, mas o brilho nos olhos do felino rapidamente desfizeram seu temor. Sorrindo, ela se agachou, pegando-os cuidadosamente e os aninhando contra o peito.

O pequeno protestou baixinho, xingando o gato. Mas ele ignorou a ignorou, lambendo seu focinho e brincando com suas orelhas, enroscando-se alegremente nos braços de sua humana.

Agora sim, não estava mais só. Tudo estava no lugar.

Tinha sua humana. Se lembrado do lar. E ainda, encontrado um pequeno serzinho com quem amava brincar.

Só o que faltava era que chutassem seu irmão para fora. Se recusava a dividir a coelhinha.

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