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Inverno em Flor

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Inverno em Flor

Capítulo 9 · Inverno em Flor

Segunda Parte — IV

9 de 24 ≈ 16 min de leitura

Cesário Pires era a «alma jovial» da casa. Assíduo, tinha o seu lugar à mesa e, como vivesse a pregar o celibato, Jorge, para tentá-lo, colocava-o sempre junto de Mademoiselle, a quem ele chamava: «o breve contra a luxúria». Homem de grandes estudos, vivia preocupado com a história e com a filosofia, fontes de todo saber e, a propósito de tudo, com grandes e arremessados gestos, fazia preleções defendendo caracteres, refutando teoristas e mostrando a niilidade de tudo: beleza, fortuna, força, tudo poeira, só o espírito subsiste através dos tempos como a alma imortal das gerações. Quarenta anos, alto e forte, calvo, densa barba grisalha. Adorava a mulher como um lindo encanto para os olhos. As crianças, apesar dos seus brados, cavalgavam-lhe as longas pernas e, descrevendo a marcha dos hunos selvagens sobre o ocidente, ele sacudia-as, truculento, bramindo, interrompendo-se de vez em quando para beijar as faces bochechudas do petiz que o ouvia. Mademoiselle achava-o admirável e mais cresceu o seu espanto quando, uma tarde, falando da vida serena e de estudo que levava, ele disse que nas tábuas da sua cela jamais roçara fímbria de vestido, apenas uma saia de zuarte por lá aparecia, que era a de uma velha espanhola, já avó, que mudava a água das bilhas e lhe escovava a roupa. Era um puro. Vivia no meio da civilização devassa como um monge nas covas da Tebaida enlevado em pensamentos, só com um vício o fumo e esse, segundo os livros, não levava as almas à pena do inferno. Arrasassem os mundos, apagasse Deus o sol e deixasse-o com a sua cela, os seus livros e uma lâmpada que ele não daria pelo cataclismo. Sarita respeitava-o, zangando-se, porém, quando ele, em assomos, quase a berrar, como se vociferasse indignado, pedia-a em casamento. Mademoiselle sorria. Jorge oferecia-se para padrinho e a donzela, amuada com a insistência, jurava que: «Preferia a morte a casar com um velho pelado.» A pretexto de convalescer de uma grave enfermidade moral, o espiritismo, adquirida num lote de antigos livros arrematados no leilão de um misantropo, Cesário Pires aboletou-se nos aposentos de Jorge, estirando, diante do contador, um leito de campanha, onde curtia a insônia «desinfetando» o espírito com altas doses de racionalismo puro. Jorge insistia com ele para que se instalasse definitivamente, oferecia-lhe cômodos independentes e sossegados, onde poderia meditar com calma a sua doutrina social, mas o «filósofo» recusava: Não podia viver muito tempo no mesmo sítio, à mesma sombra. Sentia necessidade de caminhar, de mudar. A vida sedentária dava-lhe tédio. E dizia: O mundo é como o grande leito de um rio, nós somos a água corrente, precisamos andar seguindo o grande curso que leva à vastidão, ao oceano, sob pena de ficarmos apodrecidos, estagnados como a vasa dos pântanos que os limos escurecem. Não admitia que um homem pudesse passar dois invernos ao calor do mesmo fogão. Todas as manhãs deixava o leito com grandes ideias de trabalho, agitava-se dentro do robe de chambre, expunha os seus planos e saía para o jardim ruminando-os, analisando-os, joeirando-os; pedia tiras, fumo e paz, cravava os cotovelos na mesa e ficava mergulhado em meditação, procurando a grande frase com que devia abrir o capítulo. Erguia-se de repente, gesticulando, furioso: «Que não estava disposto; sentia-se bronco como uma rocha,» e recomeçava os passeios. Jorge ria e quando falava à Mademoiselle das excentricidades do «filósofo», lamentava que um «homem daquela ordem fosse um estéril. Tanta seiva perdida!» Nessa intimidade estudiosa os dois homens passavam os dias discutindo civilizações e ritos dos velhos tempos, comparando os contemporâneos de Platão, fortes e generosos, com os produtos enfezados do século ou iam para o bilhar, onde Cesário experimentava efeitos admiráveis, procurando aplicar às tacadas princípios infalíveis de matemática. Em cima, Sarita, prostrada de tédio, queixava-se da companhia insípida de Mademoiselle, sempre a citar preceitos de higiene, ginástica, passeios lentos, leituras sãs, boa carne sangrenta. «Ela também era moça, tinha amigas, não podia estar ali metida como uma monja, só a martelar no piano e a ler choradeiras de Moore. Podia sair com Mademoiselle...» Jorge pasmou daquelas palavras: Como se ele, algum dia, lhe tivesse proibido sair. Era natural o tédio de que ela se queixava. Ele mesmo não prendia Cesário Pires? não retinha o filósofo para acompanhá-lo? Que saísse, que convidasse as amigas, até ele lucraria com isso. E Bá, quando Sarita anunciou que ia à casa de Heloísa, instou com ela para que trouxesse a moça: «Tão engraçada! tão alegre! Já estava com saudade dela, coitada!» E o rumor apareceu na casa quando as Moretti, com estridentes gargalhadas, entraram pelo portão encantadas, gabando a beleza do sítio, o viço das flores, a nobre elegância do prédio: um palácio! Cesário refugiou-se entre as árvores, nervoso, irritado com a alegria daquelas raparigas, que deixavam gargalhadas por onde passavam. «Retumbantes senhoras!» E lamentava os desgraçados que tivessem de levar ao templo aquelas alacridades sarapintadas de sardas. Mademoiselle, que as achava impossíveis, desceu ao jardim com um volume e isolou-se enquanto Sarita mostrava a casa às moças que passavam casquinando, com olhares para todos os lados, curiosas, trêfegas, sempre rindo.

Cesário, que já havia atravessado a cerca, voltou precipitado, esbaforido, para pedir a Jorge que não as deixasse entrar nos aposentos que ocupavam. Aqueles recantos de pensar ficariam de tal modo impregnados de barulho que eles nunca mais conseguiriam silêncio para o estudo e para o sono. Aquelas mulheres, de uma jocundidade bravia, infestavam tudo de alarido. Sarita subiu com Heloísa e, enquanto as duas menores, confiadas à Bá, empanturravam-se à mesa, as duas, misteriosamente encerradas, confidenciavam, e para que descessem foi necessário que Bá batesse à porta do quarto, chamando-as em nome de Jorge que as esperava para ouvi-las ao piano. Desceram risonhas, abraçadas, cochichando, e Heloísa, encontrando Jorge, recriminou-o, levando à conta da sua tirania a palidez de Sarita; e como ele protestasse, querendo saber o motivo daquela acusação, ela envolveu-o num olhar meigo e voluptuoso, chamando-lhe baixinho, mimosamente «Mau» e, como se lhe quisesse atirar aos olhos as palavras, avançava com a cabeça dizendo:

— Porque a prende; porque não a deixa sair quando sabe que nós, moças, temos necessidade de... ver... e de ser vistas... Só as freiras vivem emparedadas.

— Mas não é por minha culpa que Sarita não sai.

Heloísa voltou-se para a sua amiga e, encarando-a:

— Então és tu que não me queres ver? és tu? Pois sim. Olhou-a muito e, de repente, num frenesi, tomou-lhe o rosto com ambas as mãos e beijou-a na boca, balbuciando:

— Não creio. É ele que não te deixa sair, não é? E logo, franzindo o sobrolho, com um pequenino amuo:

— Ora, doutor, não me iluda: a culpa é sua. É o senhor mesmo que a prende.

Jorge sorriu novamente, vexado, e Heloísa, avançando:

— Pois quero ver. Se o senhor não a quer presa, permita que ela venha passar o domingo comigo. Dorme hoje lá em casa e volta amanhã. Permita, se é capaz? E olhava-o a fito, como a desafiá-lo.

— Se ela quiser, minha senhora... — E, falando a Sarita: — Queres ir?

A moça, apesar do olhar estranho do padrasto, balbuciou:

— Vou. — E, docemente, passando-lhe os dois braços pelo pescoço:

— Mas não te zangas?

— Zangar-se? Mas não tem razão. Zangar-se por quê? — exclamou Heloísa.

Jorge, contrafeito:

— Sim, zangar-me por quê? Vais com as tuas amigas.

Tanto bastou para que irrompessem estrídulas gargalhadas e, como a tarde caía, Heloísa passou o braço pela cintura de Sarita e arrebatou-a para que se vestisse: «Podiam chegar ao Catete ainda com dia.» E subiram gárrulas. Jorge recolheu-se aos seus aposentos mal-humorado, taciturno, e pôs-se a passear ao longo da sala vasta, torcendo nervosamente o bigode, os olhos no soalho. Sentia um estranho sentimento, misto de abandono e de despeito, amargura e ciúme. Pensava em Sarita com sofrimento, presentindo a grande falta que lhe faria quando, ao anoitecer, na hora fresca, aromática e melancólica do crepúsculo, não a encontrasse a seu lado, não a sentisse, não lhe ouvisse o rumor dos passos. Trazia-a para os olhos e, caminhando, via-a como num fundo de névoa, sorrindo com os seus grandes olhos luminosos, achegando-se e diluindo-se levemente como se dilui no ar um nimbo de fumo tênue. De quando em quando chegavam-lhe aos ouvidos, como em lufadas, os risos cristalinos das mocinhas. Irritava-se ainda mais como diante de uma insistente ironia e a sua fronte franzia-se, descarregava-se, acusando em ondas a procela do seu espírito. Cesário, que entrara sorrateiramente à cata de um livro, cuja leitura concordasse com o sítio em que se refugiara, que era um silvado no mais fundo do bosque, achou-o caminhando, a martirizar os bigodes, e estacou esgáseado:

— Que é isso? Que tens, homem? Buscas alguma ideia ou andas a estudar a mecânica dos passos?

Jorge encolheu os ombros, caminhou, mas, já no extremo da sala, encostado a uma estante, voltou-se cruzando violentamente os braços:

— Que há de ser? Essas meninas...

— As tais? Que te fizeram? E Cesário encarou-o com uma grande mobilidade de fisionomia, cheio de esgares; depois, num salto repentino, olhos esbugalhados, ficou quase de cócoras, um dedo hirto mostrando o soalho:

— Elas estiveram aqui!?

E, erguendo-se molemente, meneando a cabeça, pronunciou com lástima:

— Ah! bem me pareceu ao entrar... bem me pareceu! Já não há sisudez nestes muros honestos.

Recolheu-se, mas logo investindo irado:

— E por que recebeste essa horda aqui dentro? Que há de ser de nós? À noite, quando fecharmos as portas, hás de ouvir estilhaços de gargalhadas trilarem como gritos em todos os cantos: nas estantes, nos quadros, na mesa, nos lençóis, nos teus bigodes, dentro de ti, dentro de mim. Vai ser o diabo! Vai ser o diabo...

Jorge mal conteve o riso diante da figura estranha de Cesário, que coçava desesperadamente a calva com todos os dedos recurvados em garra, girando num pequeno círculo, a rosnar contra a profanação irreparável daquele tabernáculo de ciência e de meditação, mas negou:

— Aqui não entraram.

— Então?

— É que me levam Sarita. Convidaram-na para passar o domingo com elas e lá vão todas.

— E deixas?

— Que hei de fazer?

Sarita é que ainda me não compreende. Fiz o que pude para que ela percebesse a minha má vontade, mas... evitou os meus olhos e já está lá em cima, com a outra, vestindo-se.

— Mas, que diabo! também as relações não são tão íntimas assim. Fosse comigo...

— Ora, que havias de fazer?

— Que havia de fazer? — Agachou-se com as mãos espalmadas nas coxas. — Eu? Dizia-lhes na cara: não e não! E depois? Uma família de casos excepcionais, desde a mulher, espécie de odre de óculos, até esse idiota melomano, o tal Cosme, sempre a arranhar coisas no violino...

— Mesmo quanto à moralidade, bem sabes que as Moretti não têm a reputação imaculada, e essa moça...

— É famosa! E Cesário assobiou tocando castanholas, o braço muito alto. Famosa, meu amigo. Nunca lhe acompanhei os passos, mas, muita vez, caminhando para tua casa, encontrei-a a falar com pelintrotes. Não é relação para a menina, não é. Queres que te dê um conselho? Adoece. Já que não tens coragem para fazer as coisas francamente, busca meios falsos: adoece, deita-te e fica a meu cuidado o resto. Vou lá ao grupo e brado a espalhar que estás com febre e vômitos. Que diabo! a moléstia pode vir de um momento para outro. Vamos, estende-te e toma ares de sofrimento. Mas, numa inspiração:

— E a Cegonha?

— Não vai. Detesta as tais moças; creio até que nem lhes fala. Ah! se ela fosse...

— Mas é um desaforo! E consentes? Que diabo fazes da energia, homem?

Miravam-se os dois quando Bá apareceu à porta anunciando que «as meninas já iam.» Jorge deu algumas voltas rápidas, arranjou papéis sobre a mesa, tomou um charuto, trincou-o, e como Cesário desaparecesse pela porta da câmara, chamou-o.

— Não, não — disse de dentro o «filósofo». — Reservo a noite de hoje para grandes estudos. Tenho uma excelente ideia que começa a germinar, não quero sujeitar esse rebento intelectual à saraivada jocunda. Vai tu e desculpa-me com a menina. Olha, podes dizer-lhe que estou no bosque colhendo coisas... Vai... Vai! E calou-se. Na câmara houve um grande rumor de livros que rolavam justamente quando Heloísa e Sarita apareceram à porta.

Jorge saiu a recebê-las, compondo uma fisionomia jovial e satisfeita e, como visse Sarita num pesado costume de pano escuro, estranhou tanta severidade «imprópria de tão linda tarde». A moça, porém, desculpou-se com o frio: iam chegar à cidade à noite. Houve um curto silêncio. Heloísa ajeitava o véu no chignon e Jorge, aproveitando a sua distração, lançou a Sarita um duro olhar, cheio de recriminações, meneando levemente com a cabeça; a moça baixou os olhos e, girando com um pé no tacão da botina, a brincar com a sombrinha, sorriu corada. Mas Heloísa, ainda com os braços erguidos, ajustando a gáse, acudiu que deviam ir seguindo para o portão, onde estava o jardineiro à espera do bonde.

Jorge adiantou-se e, baixinho, fez uma pergunta a Sarita que, sem levantar os olhos, abandonou-lhe nas mãos a carteirinha.

Jorge arredou-se a pretexto de procurar o gorro na câmara para acompanhá-las ao portão.

Bá irrompeu tagarelando que não agarrassem nhanhã, que era só por um dia, vissem bem! E Sarita recomendou-lhe que não se esquecesse de mandar Inocêncio, muito cedo, levar-lhe os vestidos, porque não havia de passear com aquela roupa.

A negra tranquilizou-a e, toda cuidados, ajoelhou-se para sacudir-lhe a barra do vestido. O jardineiro, do portão, anunciou o bonde. Foi um alvoroço. «Paisinho, aí vem o bonde! Aí vem o bonde, doutor! Adeus! Adeus!» Jorge saiu da câmara a correr e, mal o viram, as moças precipitaram-se para o jardim.

Sarita esperou-o, e recebendo a carteirinha, levantou levemente o véu e beijou-o:

— Então posso ir buscar-te amanhã, não é assim?

— Amanhã.

Bá seguia à frente com as Moretti e, à distância, os dois caminhavam juntos, de olhos baixos, mudos, por entre as rosas abertas, que tremiam nas hastes, acariciadas pela brisa da tarde. Jorge, descobrindo um lindo botão de púrpura, torceu-lhe o caule à pressa, e, arrancando-o, ofereceu-o a Sarita. Ia pelos canteiros em procura de outros, quando o tilintar do bonde, já próximo, pôs em alvoroço as moças: «Adeus, doutor!» e falavam todas ao mesmo tempo, estendendo as mãos: «Então, até amanhã!» E Heloísa, adiantando-se, sempre a sorrir: «Fique descansado. Teremos todos os cuidados com ela. Vai dormir comigo.» Jorge teve um sorriso contrafeito e curvou-se, apertando a mão que a moça lhe estendia: «Adeus, Bá!» bradaram todas, e a velha negra ia de uma para outra, agachando-se para abraçá-las pela cinta. O bonde apareceu e o jardineiro, que saira à rua, levantou o braço, acenando para que parasse. Jorge levou-as a embarcar e, quando Heloísa impeliu Sarita para o estribo, ele perguntou de novo, com tristeza:

— Então até amanhã à tarde, não?

— Sim, até amanhã, paisinho.

Jorge recolheu-se e andou rondando merencoriamente por entre os canteiros, parando de momento a momento diante de algum arbusto a olhar, a mirar, visivelmente distraído, o espírito longe. Por fim seguiu em procura de Cesário para desabafar com ele, mas Mademoiselle, que passeava ao longo da varanda, chamou-o:

— Senhor doutor...

Ele levantou os olhos e, vendo-a:

— Oh!

Miss. Boa tarde!

E Miss Kate, debruçando-se à balaustrada, indagou:

— Se as senhoras já haviam seguido?

— Sim, Miss: seguiram... E por que não foi, Miss?

— Eu!

— Sim...?

— Oh! — fez a escocesa, como diante de uma proposta indecorosa. — Sou muito esquisita, doutor. As moças aborrecem com razão a minha companhia. Prefiro estar aqui com os meus livros. Acho muito melhor a paz deste lugar. Demais essas moças tratam-me com muita cerimônia, todas as suas palavras são segredos para os meus ouvidos porque não as ouço — perto de mim não falam, transmitem de ouvido a ouvido o que pensam. Para que embaraçá-las com a minha companhia?

Miss Sara garantiu-me estar de volta amanhã... Não lhe disse a mesma coisa?

— Sim, Miss, amanhã. Vou eu mesmo buscá-la.

— Então?

E, depois de uma pausa curta, a escocesa ajuntou com malícia:

— Mesmo o doutor não está muito satisfeito com o furto que lhe acabam de fazer?

— Francamente, Miss, não me agrada a companhia dessas moças para Sarita: são desembaraçadas demais, não lhe parece?

A escocesa acenou afirmativamente, arregalando muito os olhos.

— Muito desembaraço... — E riu mostrando os dentes, grandes como favas.

— Enfim... — fez ele, resignado, encolhendo os ombros. — Como é por um dia só...

— Sim, por um dia...

Jorge caminhou alguns passos e, já quase à porta dos seus aposentos, levantou os olhos de novo para a varanda:

— Não desce, Miss? Está linda a tarde e há rosas admiráveis.

— Sim, doutor; vou dar o meu passeio pelo jardim. E, deixando no banco o volume que tinha na mão, chamou a cadelinha: «Diana! Diana!» e desceu com ela, lentamente.

Inverno em Flor

Sinopse

Leia gratuitamente Inverno em Flor, romance de Coelho Neto publicado originalmente em 1897. Esta edição em PT-BR moderno foi preparada a partir do fac-símile público da segunda edição de 1912, preservado pelo Wikimedia Commons, com 24 capítulos, restauração editorial, capa nova no padrão Literúnico e acesso integral no Aurora.

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