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Inverno em Flor

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Inverno em Flor

Capítulo 15 · Inverno em Flor

Segunda Parte — X

15 de 24 ≈ 17 min de leitura

Grandes dias de calma decorreram. Miss Kate e Sarita, em longos estudos de piano, passavam horas encerradas na saleta, folheando álbuns, recapitulando spartitos. Cesário, numa grande febre de trabalho, compulsava compêndios, tomava notas, recitava períodos, indo e vindo, a calva nua, ora em casa, ora pelo jardim nas frescas manhãs ou nos tépidos crepúsculos propícios à concentração. Jorge, porém, calado, pensativo, olhos perdidos em cismas, fumava estirado preguiçosamente. Debalde o filósofo lidava com ele procurando arrancar-lhe palavras — mal balbuciava, trincando logo o charuto, o sobrolho carregado. Uma noite, porém, recolhendo-se aos seus aposentos em companhia de Cesário, Jorge, num ímpeto violento, enfiando as mãos pelos cabelos, atirou-se ao sofá ansiando, os olhos cheios de um estranho fulgor.

— Que tens?

Jorge lançou um olhar relampejante a Cesário e, sem dizer palavra, levantou-se, começando a passear pela sala, as mãos para as costas, taciturno, como se sopitasse uma explosão de cólera.

Cesário acompanhava-o com o olhar cheio de espanto e ele, vendo o ar estranho do amigo, parou encarando-o. Olharam-se longamente e os olhos de Jorge, de abrasados que estavam, foram-se tornando úmidos e duas lágrimas compridas correram-lhe rápidas pela face gelada.

— Mas que é isso!? Estás chorando, homem?! Que tens? Que tens? Dize! implorava Cesário comovido. Andas a ocultar-me qualquer coisa! Estou desconfiado de que aquele idiota do médico te disse alguma asneira.

Jorge enxugou lentamente as lágrimas e, com a voz trêmula, os olhos cheios de sofrimento:

— É horrível, meu velho! É horrível! Há ocasiões em que parece que vou perdendo a razão. Sinto-me vazio, atordoado; penso na loucura. Não sei que é. Um horror! Um horror!... Foi até o fundo da sala e, voltando, diante do filósofo, continuou: Queres ouvir-me? Queres ver como tenho a alma? Ouve: Conheceste Laura, minha mulher? Lembras-te bem da sua fisionomia?

— Sim, como se a tivesse aqui.

— Sabes que (e com vergonha o digo), apesar das minhas palavras de misericórdia, o que, em verdade, me prendia a essa mulher era um amor físico: um amor brutal, indigno de homem. Bem pouco amei-a com a alma, amava-a com o corpo e o que me ficou foi uma grande saudade física, se me permites a expressão, uma sensação egoísta, a mesma que nos retranse quando deixamos os lençóis tépidos numa manhã de grande frio. Eu sentia falta do perfume que ela usava, dela toda, mas não por uma necessidade espiritual, por uma necessidade física. O apelo quem o fazia era a minha carne e ainda quando ela definhava, já em ossos, pálida, os olhos brilhantes de febre, eu sentia um grande prazer sensual se, ao ajudá-la a voltar-se na cama, meus dedos roçavam pelo seu corpo esquelético. Não a amava, dirás, nunca a amei; entretanto, Cesário, toda a minha tortura presente vem ainda dessa mulher que foi a minha companheira de amor brutal somente, porque nunca senti no coração o verdadeiro impulso da paixão. Morta, sinto que reaparece, vejo-a de novo, toda a minha carne alvoroça-se, sinto-me impelido para uma torpeza de que nunca serei capaz, sou vítima de uma súcuba encarnada, não sei que é... Imagina uma visão que achasse corpo e que nele se metesse para melhor perseguir-te, fazendo-se amar, seguindo-te a toda parte, impondo-se ao teu delírio, forçando os teus sentidos... Imagina, Cesário. Há ocasiões em que me convenço da existência dos espectros. Não sei bem explicar-te o que sinto, ou antes: tenho vergonha de dizer-te por que há pensamentos que são como chagas — devem andar escondidos. Não sei... Ao mesmo tempo tenho vontade de abrir-me contigo, de dizer-te tudo, tudo! sem omissão de uma palavra, de um fato, para que venhas em meu socorro, porque se me não acodem enlouqueço...

— Mas que é? Sê franco. És um feixe de nervos. Sê franco. É a lembrança de tua mulher que assim te traz alucinado? Mas, vem cá, homem de Deus: com calma tudo se faz. Não te ponhas aí a dizer coisas... Vamos, em suma que é que sentes?

Jorge encarou-o de novo e as lágrimas brotaram mais abundantes, a quatro e quatro, e os soluços sacudiram-no.

Cesário avançou e, obrigando-o a sentar-se junto à mesa, começou a afagá-lo como se consolasse uma criança: Então! Então, meu velho... Porque não és franco comigo? Que tens? dize, dize. Bem sabes que não me fica segredo amargo no coração sem que dele não participes. Então? Sê franco. Que tens?

E o filósofo, sentindo as convulsões do amigo que os soluços sacudiam, levantou a cabeça e sorveu o ar num grande hausto e nos seus olhos luminosos duas lágrimas brilharam. Jorge, por fim, enxugando o pranto, afastou-se recomeçando os passeios ao longo da sala, mas como o filósofo insistisse em que fosse franco, em que lhe dissesse a verdade inteira sobre esse sofrimento estranho que o possuía todo, levantou para o amigo os olhos torturados e, com a voz abafada e surda, irrompeu num arranco:

— Pois sim! Foi cerrar a porta que abria para o jardim e voltou resoluto. Vais ouvir-me, não como amigo, como confessor porque o que te vou dizer é o resultado de uma cruel enfermidade moral. Eu podia rebuscar frases que velassem o horror da narração, mas não quero: vou fazer uma exposição clara do que sinto, para que julgues do estado de minha alma e avalies o meu tormento. Sentaram-se, e Jorge, pausadamente, como se lhe custasse emitir as palavras, começou baixinho: Desde que me morreu Laura nunca mais, e tu bem sabes, outra mulher viveu à minha sombra: esqueci pouco a pouco todos os prazeres e concentrei-me vivendo exclusivamente para a pequena que me ficou como um legado dessa mulher que levou para a morte toda a minha alegria porque, desde que voltei do cemitério onde fui deixar o meu suplício, nunca mais conheci a felicidade, e nos sulcos do sorriso a dor semeou. Fechei-me. És o único dos meus amigos, os outros, ou porque ressentiram-se de minha mudança, ou porque quiseram fugir ao contágio da melancolia, esqueceram-me.

Sarita bastava para ocupar o meu pensamento. A mãe deixou-a mocinha, e logo que o seu destino começou a correr sob a minha responsabilidade, cerquei-a dos mais solícitos cuidados, velando até pelos seus sonhos, adivinhando-lhe os pensamentos, procurando-lhe todas as alegrias, todos os prazeres numa atmosfera tranquila e honesta.

Miss, que a tem acompanhado, tu bem conheces; os carinhos de Bá suprem vantajosamente os cuidados maternos, de sorte que nada lhe tem faltado até hoje e ela cresceu feliz e virtuosa, sem um dissabor, sem uma contrariedade. É hoje uma mulher, uma linda mulher que fará a felicidade do homem mais exigente. Levantou-se, visivelmente transformado, torcendo as mãos, os olhos fuzilantes.

— Então!? fez Cesário.

— Então!... repetiu Jorge maquinalmente, e como se apanhasse o fio da narração, continuou baixando a voz: Ah!

Cesário... E de repente: Lembras-te bem de Laura?

— Perfeitamente.

— Então dize... E caminhando para o fundo da sala onde estava pousado o cavalete com o retrato de Sarita: Dize francamente, não é ela que aqui está? Dize? O filósofo parecia arrepiado. Levantou-se como impelido por uma mola e, com os olhos cravados no retrato, empalidecia.

Jorge insistiu: Dize, Cesário... dize.

— Sim, tem traços... mas não acho que se pareça tanto assim. E de repente: Mas porque isso?

Jorge, sempre ao lado do cavalete, voltou os olhos para Cesário e fitou-o, sem uma palavra.

— Mas... porque isso? tornou o filósofo. Vendo, porém, a expressão enternecida da fisionomia do amigo, escancarou a boca desmedidamente, como para soltar um grito, mas levando ambas as mãos ao rosto pôs-se a dizer: É horrível! É horrível! Atordoado, ia e vinha tomando e deixando objetos sobre a mesa.

Jorge tremia, mas dominando-se, avançou para Cesário. As palavras caíam-lhe em borbotões dos lábios:

— É a minha loucura, aí tens. É a minha loucura. Não posso mais olhar Sarita sem lembrar-me de Laura e essa lembrança macula, por assim dizer, a virgem, e humilha-me. Se a vejo não me limito a achar a semelhança nas linhas do rosto, meu espírito doente desce a minúcias torpes — despe-a para procurar nas formas do seu corpo a ressurreição da carne amada. A sua voz lembra-me a voz da outra, os seus mínimos gestos despertam-me recordações. Fujo de entrar nos seus aposentos com receio de cair fulminado com o cheiro capitoso das essências que a outra usava e que ela usa. Evito encontrar-me a sós com ela, não porque duvide de mim, resta-me ainda um pouco de razão, para não acordar no espírito a ideia torpe, para não dar ensejo ao outro “eu” que vive dentro em mim mortificando-me, sugerindo-me vilezas, contra as quais é inútil a revolta da minha dignidade, porque ele é mais forte do que tudo. Nessa noite de indomável insônia foi grande o meu suplício. Era ela que me vitimava, ela!

Sarita, surgindo diante de mim, ora na luz, ora na sombra, falando-me, fazendo ninho junto a meu corpo como uma jovem esposa que se agásalha amorosamente ao flanco do marido. Era ela, Cesário. Eu via-a, sentia-a. É torpe, pois não é?

Cesário, num arranco, exclamou:

— É horrível!

— E mais ainda, Cesário. Há ocasiões em que me sinto de tal modo vencido pela sedução que receio por mim, saio bruscamente como um louco, fugindo. Acordado, parece-me que sonho; sonhando, tenho a sensação do real e não sei se já me não vão falhando as faculdades. A verdade é que uma noite, quando dei por mim, estava em meio da escada, a caminho da alcova de minha filha, sem pensar, levado por uma força estranha que me arrebatava, porque eu nem mudava os passos; ia como aereamente para o crime. E ela, inocente, concorre mais e mais para agravar esse delírio, atraindo-me, acariciando-me. Que hei de fazer, Cesário? Que hei de fazer, dize! Dize agora que conheces tudo! Dize! Não é amor, bem sei; amor não é possível: um pai não pode amar a filha que criou, um velho... sim! que sou eu senão um velho? Um velho não pode desejar o corpo virgem e puro de uma criança, nem eu desejo, não sou eu, é um espírito que vive dentro em mim, impelindo-me ao crime. Mas, enfim, já que conheces a minha moléstia horrível dize, dize: que hei de fazer?

O filósofo sentou-se à mesa e, tomando da espátula, começou a tamborilar na pasta aberta e, calmo, pausadamente, falou sem levantar os olhos:

— Se outro fosses, se eu te não conhecesse, dir-te-ia: mata-te ou foge; digo-te simplesmente cura-te. Esse pensamento é tão negro que só pode ser germinado em um cérebro que vai caindo em noite. A alma é como a vaga do oceano — repele a podridão, e, para que o lodo se forme a ponto de fecundar atrocidades torpes, como essa alucinação que tens na alma, é necessário que todas as faculdades tenham caído em inércia, que estejam rebalsadas e mortas. Não vejo outra coisa a aconselhar-te senão que procures um médico. Outro homem que me fizesse confidência tão triste como a que acabas de fazer, não a terminaria, decerto, para os meus ouvidos, porque eu saberia evitar em tempo o nojo do remate; mas tu, não. Fizeste bem em buscar-me; conheço-te e posso julgar do teu sofrimento, mas curá-lo, não. Acho que deves procurar um médico. Que diabo! Quando uma chaga se vai dilatando em nossa carne damo-nos pressa em subir as escadas do cirurgião para que ele nos limpe do vurmo e nos alivie das dores; porque não havemos de procurá-lo quando o câncer nos roe o espírito? Não tens outra coisa a fazer senão buscar um médico, acho eu, e isolar-te. É necessário que fujas ao ambiente mórbido, como quem foge à margem pestilenta de um pântano. Evita, ainda com sacrifício, vê-la, ouvi-la, senti-la; esquece-a e convence-te, para teu bem, de que não estás apaixonado, mas sim enfermo, gravemente enfermo. Isso bem me parecia. Tu não tens a vida tranquila de um homem equilibrado — essa inércia, esse relaxamento físico e moral, porque não te moves, não lês, são sintomas claros de uma moléstia que te vai minando. Pensas, talvez, que não tenho observado os teus êxtases? Pensas que não tenho ouvido os teus monólogos? Acompanho-te muito de perto, sabia que estavas doente, mas não te julgava tão grave como, em verdade, estás. E o que te digo é que deves procurar um médico, quanto antes, sem perda de tempo, para que não caias em poder desse mal nojento. Cura-te. Calou-se, continuando a tamborilar com a espátula. Subitamente, porém, erguendo a cabeça:

— Mas desde quando sentes isso...? Como foi?

— Não sei, não sei. Isso se foi gerando dentro em mim sem que eu sentisse. A princípio, quando ela me procurava, muitas vezes para adormecer com a cabeça repousada sobre o meu ombro, eu experimentava uma sensação tranquila, paternal; sentia-me afagado, acompanhado, vendo-a junto a mim, amparada pelo meu braço, vigiada pelo meu olhar; mas (creio que nasceu nessa hora fatal a minha obsessão) uma noite, como lhe doesse a cabeça, Sarita recostou-se a meu peito e adormeceu, enquanto eu passeava os dedos pelos seus cabelos. O perfume que subia das suas tranças começou a evocar dentro em mim o passado — reconheci-o, era o de uma loção antiga que Laura usava e cujo aroma ficara, por assim dizer, dentro em mim, conservando a múmia dessa mulher que eu trago comigo, que hei de trazer sempre! Baixei os olhos, vi a linda cabeça de Sarita junto ao meu coração e lembrei-me dos felizes tempos do meu amor, quando, noivos, ficávamos esquecidos, de preferência nos ermos, e ela ia aos poucos fechando as pálpebras e adormecia por fim, enlaçando-me com os seus braços. Foi assim, foi assim nessa noite fatal, que comecei a reconstituir a morta na que eu tinha junto ao peito, vendo nas linhas doces da fisionomia da virgem os mesmos traços da outra, e tão alucinado fiquei que me convenci de que não era outra senão Laura, ela mesma, que ressurgira para uma tentação, e beijei-a...

Sarita despertou e seus olhos cheios de sono pareceram-me alumiados por uma indizível claridade. Vou explicar-te porque julgo datar dessa noite o que chamas uma enfermidade. Quantas vezes beijo Sarita durante o dia? Sempre que a encontro, sempre que a acaricio, sempre que a vejo; entretanto só tenho memória desse beijo rápido que lhe dei no rosto gelado quando a tive adormecida ao colo. Posso mesmo dizer que guardo o sabor, que ouço ainda o leve ruído, que tenho nos lábios a impressão macia da face. Esse beijo dura, e os outros? Por que não me impressionam?... Não sei, a verdade é que desde então comecei a sentir-me modificado, atraído pela criança, não como antigamente, pela ternura, mas por outro sentimento, pelo mesmo sentimento que fez com que eu, devorado pela ânsia ardente, levasse à alcova nupcial a minha esposa.

— É horrível! É horrível! murmurava Cesário, os olhos baixos, alisando a barba. É horrível!

— E agora, o meu suplício aumenta porque começo a sentir uma espécie de pudor que me condena. Parece que todos leem nos meus olhos os meus pensamentos, vejo sorrisos maus em todos os lábios, adivinho palavras pensadas, sinto que toda gente me aponta como um torpe e não me atrevo a fitar os que me cercam; sinto-me vexado, fujo.

Miss, principalmente, não imaginas como a receio; chego a detestá-la: parece-me sempre que ela me fala com ironia, noto constantemente que seus olhos seguem os meus movimentos com a curiosidade de quem espreita um crime. Já não posso vê-la: detesto-a...! e tenho medo ao mesmo tempo.

Bá, essa mesma, coitada! apavora-me! parece que também vive a espiar-me, a ouvir o que digo dentro em mim quando o meu delírio começa. E, à noite, quanto me atormenta a ideia do sonho! Penso sempre que, a sonhar, conto a minha alucinação, acordo sobresaltado e já tens visto com que precipitação risco fósforos e olho em torno, assustado, atônito; é que cuido sempre que há gente no meu quarto para escutar o que digo... Ah!

Cesário, um criminoso deve sofrer com o segredo do seu crime como eu sofro com o meu delírio. E dizes que eu vá a um médico... Queres então que eu confie a outrem esse horror? Queres que eu mostre o pântano de minha alma onde vive essa miragem lúbrica? Queres que eu fale da minha vergonha, dize...!

Cesário, que folheava maquinalmente um grosso volume, fechou-o com estrépito e, enfiando as mãos no bolso das calças, perfilou-se diante de Jorge, apertando os olhos:

— Filho, essa é a minha opinião. Acho que és um caso típico de degenerescência. Não sou médico, mas tenho lido e, ou esses bouquins não passam de fardos de mentiras ou tu estás com uma terrível moléstia da alma: tens a tua psicose. E não te espantes, isso é hoje comum. Segundo a ciência todo homem de espírito é um doente. Tens imaginação? És um louco; tens faculdades inventivas? És um louco; pensas? Corre para a cela de um hospício; investigas? Mete-te em uma camisola de força. Só há um homem são — é o imbecil; esse é equilibrado. Aqui onde me vês estou cheio de estigmas mentais, porque, lendo os mestres, fui encontrar-me descrito nas páginas que eles aturadamente compuseram. Sou um degenerado, tu és outro. A minha moléstia, por enquanto, não me deu impulsos perversos leva-me a ler velharias e a rebuscar origens de homens e de coisas; sou um inofensivo, por isso, em vez de andar pelos consultórios, ando pelas bibliotecas, abeberando a mania. Tu, não: deves ir ao clínico, porque, em verdade, o teu mal é terrível. Que diabo? Tens algum louco na família?

Jorge estremeceu e começou a pestanejar; tremiam-lhe os lábios e todo ele entrou a tremer, a tiritar, como num grande frio. Levou ambas as mãos às têmporas, depois aos olhos, apertando-os, tonto, cambaleando, estendeu um braço como para buscar apoio, mas vacilou e caiu por terra inerte, os braços abertos.

Inverno em Flor

Sinopse

Leia gratuitamente Inverno em Flor, romance de Coelho Neto publicado originalmente em 1897. Esta edição em PT-BR moderno foi preparada a partir do fac-símile público da segunda edição de 1912, preservado pelo Wikimedia Commons, com 24 capítulos, restauração editorial, capa nova no padrão Literúnico e acesso integral no Aurora.

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