Universo da obra
Universo da obra
Jorge, desde essa manhã do almoço no bosque, entrou a manifestar estranhos desequilíbrios mentais. Caía, às vezes, em prostração, a cabeça pendida sobre o peito, babando, e, se lhe acudiam, repelia frenético, agitando os braços. Se falava era um araviado. Comia e bebia maquinalmente e, as mais das vezes, era Cesário quem lhe levava à boca a garfada ou o copo, sustendo-lhe a cabeça que abatia avidamente como a de uma criança gulosa.
O doutor Loureiro, sem ousar uma afirmativa, arriscava entretanto «possibilidades de um novo insulto» contra a opinião do «filósofo» que via, infelizmente, que o «pobre amigo ia rolando para a imbecilidade.» Um grande ódio era, ainda assim, a derradeira fagulha de memória que restava naquele espírito quase todo em sombra. Jorge reconhecia à distância os passos do doutor Loureiro e, desde logo, entrava em agitação, grunhindo irritado, e, se o médico aparecia-lhe, baixava a cabeça e ficava assim enquanto o sentia perto, resmungando, torcendo as mãos.
A viúva evitava visitá-lo a pretexto de não ter coragem para ver tamanha desgraça e Sarita, que passava os dias a chorar, só à noite descia para espiar o enfermo. Pedia informações a Cesário:
— Como vai ele?
— Acabando, filha; acabando. Isso agora vai assim até a morte.
Havia receio de que ele fizesse um desatino. As armas seduziam-no, as lâminas fascinavam-no. Uma manhã, como Cesário saísse um instante ao jardim, foi surpreendido pelo fragor de um móvel que caíra. Correu e encontrou Jorge ajoelhado diante do retrato de Sarita que rolara por terra, desprendido do cavalete, a raspá-lo furiosamente com o iatagã de bronze de cortar papel. Foi necessário grande esforço para arrancá-lo dali: rugia, ameaçava com os punhos fechados, a fisionomia decomposta.
Bá passava as noites em vigília, sentada ao lado do leito, o rosto nas mãos, arrancando profundos suspiros e, ao mínimo movimento do enfermo, levantava-se indo, às vezes, despertar Cesário e os dois, calados, acompanhavam as noites insones de Jorge, procurando interpretar as suas palavras difíceis. Constantemente chamando Cesário ou a ama, mostrava a figura da Noite no baldaquino e sorria extasiado; súbito, demudado, frenético, sentava-se na cama arrepiando os cabelos, sacudindo para longe as cobertas e Bá voltava o rosto, saía, se estava só, para chamar Cesário ou entregava o enfermo ao «filósofo» e condoída, a chorar, deixava o quarto, lastimando o amo, sem compreender os gritos de íncubo que ele soltava trazendo, de vez em vez, o nome de Sarita. A paralisia ia cedendo; os movimentos tornavam-se-lhe mais livres à proporção que a loucura acentuava-se.
O gás ardia noite e dia. Raro em raro um raio de sol insinuava-se por uma aberta da porta. Cesário receava qualquer movimento rebelde do enfermo e vigiava-o prestando atenção à mímica que fazia e aos termos vagos que tartareava. Às vezes, porém, como se o delírio se desvanecesse, acenava pedindo que lhe abrissem as janelas, num desejo de luz e ar e recebia o sol contente como uma criança a quem oferecessem um brinquedo, estirava as mãos como um transido que se achegasse ao lume. Pedia que o levassem ao jardim, saíam com ele. Parava de espaço a espaço porque, como se tudo fosse novidade, tinha surpresas a todos os momentos — diante de um botão, à sombra de um ramo, ouvindo o sussurro d'água, vendo uma borboleta e, envelhecido, magro, curvado, estendia os compridos braços, com as mãos ossudas, espalmadas, num gesto mole como se apalpasse o ar.
Nesses dias Sarita descia e passava horas com ele. À noite reuniam-se no salão de trabalho e maman Loureiro achava sempre ensejo de lembrar o passeio ao bosque, atribuindo a recaída de Jorge àquela caminhada. Mas essas pausas eram curtas. Às vezes mesmo, em meio da conversa Cesário, notando nos olhos do enfermo a inquietação e o desvairamento, fazia sinal para que as visitas se retirassem e, um a um, saíam todos. Jorge chamava-os a rir, tentava levantar-se para segui-los, mas Cesário continha-o com meiguice. O frenesi agravava-se: rugia, ameaçador e terrível, e semanas passavam-se de suplício e de angústia para os enfermeiros.
Entrava o verão: dias e noites de fogo e maman Loureiro gemia contrariada com aquela demora do casamento,
— Não podia mais com o calor; passava as noites em claro, sentada em uma cadeira diante da janela do seu quarto, a abanar-se. Queria ir para a fazenda tomar um pouco de ar. Não achava razoável o adiamento; se houvesse probabilidade de cura ainda bem, mas estava que nem falar podia... e com aquelas fúrias que eram até perigosas para quem vivia com ele. Podia, quando menos se esperasse, fazer alguma. Era até uma obra de caridade mandarem-no para o Hospício.
Efetivamente os acessos tornavam-se mais frequentes — Jorge evitava o filósofo, com olhares desconfiados, rosnando. Uma manhã Cesário apareceu na varanda com uma equimose denegrida no rosto e queixando-se com pena do estado do pobre amigo:
— Não há remédio senão retirá-lo daqui. Deu agora para desconfiar de mim, repele-me, assanha-se todo quando me vê. Não podemos perdê-lo de vista um segundo.
Sarita aventurou:
— Quem sabe se não é um bom sinal!?
— Bom sinal?! Pois sim... A minha opinião é que ele deve ir para o Hospício. Menina, aquilo é uma casa de caridade.
— Eu sei, senhor Cesário, mas a gente...
— A gente... a gente... É a minha opinião.
Quando descansava, caindo em calma, longe de o abandonarem, os enfermeiros redobravam os cuidados porque, uma noite, como o vissem adormecido, Cesário e a ama repousaram e, se não fosse a queda de uma cadeira no salão, talvez não restasse da casa mais que um monte de cinzas, porque o louco, conseguindo levantar-se sem bulha, fora à sala, pé ante pé e, amontoando jornais, lançara fogo e já as chamas subiam pelas franjas dos reposteiros quando, a fugir, Jorge derrubou a cadeira. Foi a ama a primeira a acordar e, ao clarão que vinha da sala, vendo o leito deserto, gritou por Cesário. O «filósofo» saltou da maca e, saindo à sala, acharam-se os dois diante do louco que arrancava páginas de livros, atirando-as às chamas. Foi uma luta tremenda — ele resistia com ferocidade de animal, ameaçando morder e dificilmente, enquanto a ama apagava as labaredas, Cesário conseguiu subjugá-lo levando-o quase ao colo para o quarto. Não era possível conservarem-no por mais tempo em casa. Sarita pediu ainda: «Tentassem...! Tinha tanta pena dele, coitado!» Mas o «filósofo» foi enérgico:
— Também tinha pena e muita... Era amigo de velhos tempos, mas que fazer? Lá, ao menos, havia o recurso da ciência e ali? somente o risco e o doloroso espetáculo permanente. Não admitia que houvesse melhor coração que o seu, mas a razão apontava-lhe aquele caminho...
O Dr. Loureiro concordou fazendo uma pequena preleção sobre o caso, descrevendo a marcha da moléstia, dando como termo a demência. Estava no período exaltado da perseguição que ia degenerando em novo delírio.
— E depois...?
— Um novo Nabucodonosor — concluiu.
Cesário abriu os olhos com espanto; duas lágrimas rolaram, e «o filósofo», atirando os braços, saiu a grandes pernadas para a varanda bradando:
— Que estupidez! Porque diabo não vem a morte? Isto é uma estupidez! Já viram?!
E de braços cruzados, sacudindo a cabeça, cravou os olhos no céu fulgurante.
— Pobre paisinho! — suspirou Sarita.
Dias depois a viúva, sempre azeda, insistiu no casamento.
Sarita horrorizava-se àquela ideia de casar sabendo que Jorge sofria; recusou e foi necessário que o «filósofo» interviesse: «Que não havia mais nada a esperar do infeliz.» Com franqueza, nada de ilusões: era um caso perdido e se ela havia de ficar sozinha, era melhor que casasse.
E o casamento foi marcado para o meado do mês; fariam tudo em casa, sem festa. Bá, quando teve notícia da resolução que haviam tomado relativamente ao enfermo, soluçando, agarrou-se a Cesário para perguntar:
— Se não podia acompanhar nhônhô? Quem havia de cuidar dele! Essa gente não tem paciência... — concluiu, lavada em lágrimas.
— Não, Bá; não podes ir com ele, mas descansa: nada lhe há de faltar. Quando quiseres visitá-lo iremos juntos.
— E ele não fica bom, nhô Cesário?
— Sim, com o tempo; isso vai devagar.
— Coitado de nhônhô!...
E a velha negra, à noite, depois do serviço, sentada a um canto, soluçava, a pensar nos dias que vinham, no apartamento de todos: Miss Kate que se despedira apesar das instâncias de Sarita e do Dr. Loureiro; Sarita que ia para o todo sempre e ele, Jorge, que trazia Cesário azafamado pondo em ordem papéis, consultando médicos, preparando a entrada nessa casa lúgubre, cujo nome bastava para arrancar suspiros do mais íntimo do seu coração dolorido.
Ia deixar a família para recomeçar, na velhice, uma vida nova de trabalhos e de miséria. Saía sem nada, apenas com a sua carta, sem ter, no dia seguinte, um canto para descansar o pobre corpo, vergado pelos anos e pelos grandes sofrimentos; mas, apesar de tudo, preferia a incerteza do amanhã a ter de viver sob as ordens da velha.
— E para onde vais, Bá? — perguntava Sarita.
— Por aí, nhanhã; Deus é grande! Ainda tenho forças. Não vê que estou para ouvir desaforos dessa mulher?! Vosmecê bem sabe como eu sempre fui tratada. Não quero, nhanhã. Vosmecê tem obrigação, vai acompanhar seu marido. Deus há de ter pena de mim. Nunca fiz mal a ninguém!
E desatava a chorar, limpando as lágrimas com o avental. E sem poder explicar a sua ternura que se dividia entre o enfermo e a menina, como se antevisse o mesmo futuro infeliz para ambos, suspirava:
— Coitada de minha filha!...
À noite descia para «fazer quarto», sentava-se no tapete junto ao leito do enfermo e ficava recapitulando todo o passado feliz que escoara tão rápido.
As lágrimas escorriam-lhe por entre os dedos, pelos pulsos, constantes e grossas. Cesário, quando via o enfermo descansado, ia ao salão arranjar «as suas coisas» e, de cócoras diante das estantes, folheava livros vindo, de quando em quando, à porta do quarto espiar.
Na manhã em que Jorge devia ser transferido para o Hospício, linda manhã de sol, todos acordaram cedo. Sarita, apesar da oposição de Cesário, pedia para ficar na varanda para o ver passar. O «filósofo» coçou a cabeça frenético:
— Não acho conveniente, menina; tenha paciência. Para que havemos de provocar uma crise perigosa? Não acho conveniente.
— Que mal faz?
— Eu é que sei; deixe-me cá.
Às onze horas, quando chegaram os dois enfermeiros do Hospício, Cesário levou-os aos aposentos do amigo, onde a ama e o copeiro faziam guarda. Jorge ia e vinha pela câmara molemente, de olhos baixos, puxando da barba longos e imaginários fios que enrolava entre os dedos magros. Por vezes levantava a cabeça e fitava os olhos no baldaquino. Cesário dirigiu-lhe a palavra com naturalidade, como nos velhos tempos felizes:
— Vamos dar uma volta, meu velho?
Os enfermeiros esperavam à porta.
— Que é da roupa, Bá?
— Não é a preta, nhônhô?
— Qualquer...
— Está tudo em cima da cama.
— Bom.
E, dirigindo-se aos enfermeiros:
— Vamos?
Os homens adiantaram-se e Jorge, sempre passivo, deixou-se vestir, sacudindo, às vezes, coisas que lhe passavam ante os olhos vagos. O casaco fazia grandes dobras no seu corpo emagrecido e os cabelos compridos, quase totalmente brancos, rolavam-lhe pelos ombros escondendo a gola. A ama não tirava os olhos dele e, quando os enfermeiros travaram do braço do enfermo para conduzi-lo, a negra, com um grande soluço, atirou-se de rojo procurando beijar-lhe a mão pálida e fria:
— Ah! nhônhô!... Meu senhor! Coitado de meu senhor!...
Cesário afastou-a com desusada energia. A negra lançou-lhe um olhar angustioso, juntou as mãos, inclinou a cabeça grisalha, pediu surdamente, ansiando.
— Não, Bá...
O «filósofo» mal pôde pronunciar tais palavras, levava os olhos rasos d'água e a sua grande barba tremia sacudida pelo ansiado ofego.
Aberta a porta o sol entrou em jato pela sala iluminando o grupo dos homens e a negra que os seguia soluçando. Jorge levava os olhos enlevados e sorria ao seu sonho, indiferente aos que o cercavam, embebido na visão estranha que o precedia distansiando-se pelo além, invisível para os demais, só atingida pela sua pupila. Ia quase suspenso nos braços fortes dos homens que o levavam, os pés mal tocando o solo, descaído, mole, a cabeça enterrada nos ombros. Os cabelos longos, emaranhados, a barba imensa, davam-lhe uma expressão selvagem; as pomas do rosto salientes tinham um leve rosado que contrastava com a palidez marmórea da fronte alta e sulcada de rugas.
Quando sairam ao jardim, como se um lampejo de reminiscência tivesse passado, em relâmpago, pelo seu espírito entenebrecido, teve um hiato de espanto, vagando com os olhos rapidamente de um lado para outro; agitou-se e um rouquejo fugiu-lhe do peito. Os rosais estavam carregados e na lisura dos canteiros gramados borboletas espaireciam ao sol. Margaridas pintalgavam a folhagem verdoenga e havia um renque de amores perfeitos variegados orlando um dos canteiros. A areia crepitava sob os passos demorados dos homens e, como o sol caísse de chapa, Bá precipitou-se, abrindo um guarda-sol para proteger a cabeça nua do louco que sorria extasiado, acenando como se se despedisse.
Quando passaram diante da varanda deserta um grito agudo partiu; voltaram-se todos, menos o louco, e a ama trêmula avançou para Cesário:
— É nhanhã, coitada...
— Vai! Vai ter com ela.
— A velha está lá em cima.
A negra não se queria apartar do «senhor»; havia de acompanhá-lo até o carro. O jardineiro, como diante de um morto, descobriu-se respeitosamente à aproximação do grupo e Inocêncio, à sombra de um flamboyant, olhava espantado e medroso. Quando chegaram à porta Cesário, que não se lembrara de mandar abrir a portinhola do carro por um dos criados, precipitou-se. O louco teve então um acesso como se compreendesse o horror do seu destino. Firmou-se nos pés e, aos safanões, rugindo, procurava libertar-se dos homens que o levavam. Capineiros que passavam detiveram-se olhando compadecidos. Jorge fez-se mole, deixou-se cair, mas os dois homens sustentaram-no e, como o impelissem para o carro, a ama avançou implorando:
— Ah! gente! tem pena dele, coitado!
Cesário interveio:
— Devagar, ele vai bem...
Mas o louco, num movimento rápido, safando-se, ficou de pé, com os olhos imensamente abertos, fitos extaticamente na verde e luminosa paisagem. Os enfermeiros tomaram-no delicadamente e Cesário, muito brando, falando-lhe ao ouvido, animava-o.
— Então? vamos! vamos! Sou eu...
Ele encarou o «filósofo»; depois, lançando de novo os olhos ao campo, estendeu o braço:
— Olha lá!... — e foi descrevendo um meio arco de círculo, mostrando a viçosa planície e as montanhas, sorrindo; e com a mão espalmada bateu no peito magro.
— Sim, sim... — dizia o «filósofo» e o louco, absorvido, deixava-se levar até que os enfermeiros, levantando-o sem dificuldade, meteram-no no carro.
Cesário, sem chapéu, atarantado, correu para o lado oposto e entrou. As portinholas bateram e o carro partiu. A negra ficou ainda algum tempo ao portão a olhar, e, como perdesse de vista o carro, voltou pela aléia central que refulgia ao sol.
Sarita repousava em um pliant, a cabeça sobre o colo de maman Loureiro que lhe falava meigamente enquanto o doutor, passeando ao longo da sala, trincava o charuto. Mal deu com os olhos na ama desatou em soluços:
— Ah!
Bá! coitado de paisinho! Como ele está!
A negra ajoelhou-se junto da menina e rompeu num grande choro, pedindo a morte. Maman Loureiro procurava acalmá-las e o doutor garantiu que «não era um caso perdido. Podia ficar bom em pouco tempo, tivessem paciência.» Mas a negra redobrava o pranto. «Sabia que nunca mais havia de vê-lo, o seu coração dizia-lhe.» E todo o dia correu em lágrimas, e à noite, com a volta de Cesário, quiseram todos saber «como chegara Jorge, se não lutara muito, se ganhara calma, se o haviam recebido bem?»
E o «filósofo», para consolar, dava esperanças:
— Aquilo podia ser uma crise; tivessem calma. Chegara bem e estava perfeitamente alojado.
E como Bá aparecesse, recomendou-lhe as suas canastras. Ia para Minas, fazer vida de asceta numa cidadezinha pacata. Mas Sarita pediu que ficasse até a chegada de sua tia que fora chamada por telegrama; mesmo porque já o havia escolhido para padrinho, nem ele podia deixá-la só naquela casa triste. Cesário acedeu.
Bá, à hora de recolher, quando Sarita, do leito, relembrando a desgraça, disse que não podia mais com aquela casa, que imediatamente depois do casamento partiam todos para a fazenda, resmungou:
— Todos, não: Nhanhã e seu marido...
— E tu?
— Eu me arranjo. Não pense em mim; cuide de vosmecê; eu me arranjo.
Sarita encarou-a.
— Então não vais comigo?
A negra abanou com a cabeça:
— Não, senhora.
— Com quem ficas então?
— Fico aqui mesmo na cidade, perto de nhônhô. Vosmecê vai com seu marido, vai ser feliz e eu não quero que, mais dia, menos dia, saia alguma coisa por minha causa. Não, senhora. Eu aturo tudo, nhanhã, mas não aturo pouco caso nem afronta; isso não. Sou negra, sim, mas vosmecê me conhece. Não posso com essa mulher. Já tive o meu tempo de cativeiro. Um dia vosmecê há de ter notícia de Bá. Tenho muita casa para onde ir. Nhanhã não precisa de mim, mesmo eu já não me sinto com vida para muito tempo. Deus é grande! — suspirou com os olhos enlevados.
— Olha lá, Bá! se não vieres comigo eu nunca mais quero saber de ti...
— Não precisa dizer, nhanhã... Eu sei que há de ser assim mesmo. A sorte da gente está lá em cima. Havia de ser assim. Paciência...
— Vê lá, Bá!
— É assim mesmo, nhanhã...
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