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Sylvvia Rubraurora

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LITERÁRIA

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03/0112:07
#desafio 365dias

3 - Conte para nós sobre um livro que você já leu mais de uma vez ou especificamente o livro que você já leu mais vezes. O que te motivou?

Existe um desespero em viver. Para alguns, é impossível fugir e, na minha concepção, estes se tornaram os melhores poetas que li.

“poesia é kamikase
você me quer suspensa no alto de uma miragem
e eu vou desmoronar” (Lucila Nogueira)

“Desespero Blue” é um livro de poesias da maravilhosa e inesquecível Lucila Nogueira (que infelizmente nos deixou em 2016). Já li e reli incontáveis vezes: em algumas, o livro por completo; noutras, um poema em específico, chamado “Sentimento Súbito”. Curioso que outros livros da poeta que eu li privilegiavam a forma, rima e métrica. Porém, em Desespero Blue — como não poderia deixar de ser —, a poetisa se joga no deleite de versos aos quais chamamos de “livres”, mas que, bem sabemos, estão longe de sê-los.

Vou deixar, para vocês conhecerem, um trechinho do poema que mais li em minha vida. Sentimento Súbito:

[...]
a água que lavou as letras da biblioteca
é um sinal de que o amor e a palavra exigem renovação
que tanto estudo não resolve o desamparo
e que continua desabitada a casa que sou

finjo-me autobiográfica e renasço como personagem
espasmo de eletrochoque eu sirvo o meu senhor
ducha de eletricidade eu sirvo o meu senhor
e basta o seu tom de voz ser um pouco menos terno
que eu já sinto dor
[...]

você não entendeu nada
você não percebeu que eu sou um fósforo apagado
esquecido na fuligem com memória do passado
que a vida cai pesadamente em meu cabelo azulado
e para a tela grande perder o colorido basta uma pilha se gastar
[...]

porque você nada sabe da insônia
e existe uma parte de mim onde ninguém chegou ainda
e o desespero sempre faz com que a gente precise acreditar em tudo
estou ficando cada vez mais com medo desse sentimento súbito.
(Eterna) Lucila Nogueira
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01/0120:18
Bárbara & Cléber

Tem uma música de Fábio Jr. (sim, fui longe, lá nos anos 90) que fala “Estou tentando resolver este problema/ onde uma cena cresce mais que seu autor” — pois bem, é a melhor forma de explicar o que aconteceu com o personagem Cléber.

Eu tinha a ideia de a série De Presa a Deusa ser uma trilogia, então desde o início existia uma Bárbara em minha cabeça. Só que no livro 2 ¬— Loucuras de um Luto — surgiu este Agente da Polícia Federal, Cléber Portela e ele, depois da participação especial, começou a crescer dentro de mim de uma forma que me senti compelida a escrever um romance em que ele fosse o protagonista.

E assim nasceu “Bárbara & Cléber”, que se passa dez anos antes da história de Sem Fôlego, com o foco no relacionamento dos protagonistas. Vamos conhecer como ambos se encontraram quando Bárbara tinha apenas 8 anos e foi resgatada por Cléber, em uma operação contra o tráfico humano. Onze anos depois desse resgate, Bárbara é — contra a vontade! — uma agente secreta, que trabalha para uma instituição que combate o crime organizado. E ela recebe uma última missão: infiltrar-se na casa de um agente federal, passando-se por diarista.

É um livro com cenas de ação, mentiras e segredos. É um livro com Age Gap nada convencional e que foi assunto em sessões de terapia dos personagens. O romance é slow burn, porque a história de Bárbara pedia, seria insensível com ela se eu apressasse o romance. É um livro que toca no tema abuso infantil, mas que eu tive todo o cuidado de não ferir (muito) o leitor.

Toda a série está disponível na Amazon e na Uiclap.
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29/1211:07
Sem Fôlego

Continuando a série “Não sei falar dos meus livros”, deixa eu falar para vocês de Sem Fôlego — primeiro livro da série De Presa a Deusa.

No final de 2022, eu estava num lugar psicológico não muito bom... E foi nessa época que eu comecei a ler alguns livros clichês de CEO e Máfia. Gostei bastante de alguns e, de outros, eu só me perguntava: “como assim, alguém romantiza isso?” Foi então que eu pensei: “Como eu escreveria um livro sobre esses temas?”

Assim, nasceu Cláudia Toledo, a primeira “deusa” da série. Uma mulher que, em 2018, aos 32 anos, estava bem descrente acerca de relacionamentos amorosos, principalmente dos encontros marcados por aplicativos de namoro. No entanto, por insistência de sua amiga Leila, ela acaba cedendo e conhece Eirik, um homem perfeito. Mas perfeição não existe, não é mesmo? Dessa maneira, ela vê sua vida ser completamente transformada ao se relacionar com Eirik — e a história se constrói a partir das cenas de declínio e de renascimento pelos quais Cláudia passa.

É uma novela “hot”, com cenas de tirar o fôlego; também é uma novela “dark”, com menção a crimes. No entanto é, acima de tudo, uma narrativa de vingança, pois Cláudia não deixou barato tudo que ela passou.

Curiosidade: Cláudia Toledo usa, como seu nick de hacker, “Mulher da Sombrinha” — é uma referência a uma lenda urbana da cidade de Catende-PE. Diz-se que, na década de 1940, trabalhadores que saiam de seus turnos à meia-noite viam essa bela mulher vestida de branco. Ela os levava até o cemitério e eles eram encontrados no dia seguinte, sem lembrar o que aconteceu. Como em Pernambuco até assombração acaba em festa, hoje é um bloco de Carnaval na mesma cidade.
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28/1212:56
Deu Match! Às vezes pinta um final feliz

Alguém mais não sabe falar dos próprios livros? Eu vou deixar a escritora de lado e vou falar como professora de literatura (afinal, foi para o que estudei!).

Existe uma técnica chamada Mise em Abyme - “colocar em abismo”. Consiste em “espelhar” uma história, ou imagem, dentro de outra. O exemplo mais fácil de explicar são as bonecas russas — uma maior contém uma menor que espelha algumas características da primeira.

Em literatura, vide As Mil e Uma Noites — história na qual Sherazade conta histórias, e elas trazem pontos de conexão com protagonista. Porém, o termo veio com o autor André Gide. Em Paludes (1895), o protagonista, um escritor, está trabalhando em um manuscrito intitulado "Paludes". Ele discute o progresso do manuscrito com seus amigos, e essas discussões são intercaladas com trechos do próprio manuscrito.

Então, "Deu Match! Às Vezes Pinta um Final Feliz” foi escrito desse jeito. No mundo fora da literatura, existe a escritora Sylvvia (eu!) publicando seu livro “Deu Match!”, certo? Pois bem, já no prólogo, a primeira personagem que conhecemos é Amélie, uma escritora que está lançando seu livro “Deu Match!”.

Daí o primeiro capítulo é sobre ela? Claro que não! Se pegarmos a ideia da boneca russa, temos agora a terceira: abrimos as páginas do livro que Amélie. Nele, ela conta a história de Marcos e Sofia (uma escritora que, adivinhem, está escrevendo um livro chamado “Deu Match!”). Creio que assim ficou fácil de visualizar como a narrativa foi escrita, não é?

Marcos é um pedreiro traído pela mulher que amava. O narrador acompanha como ele buscou ajuda em um aplicativo de namoro. E, assim, ele conheceu Lisa — uma CEO. Esse casal é responsável pela maior parte de cenas hot no livro.

Já Sofia é uma escritora que está passando por falta de inspiração, de dinheiro e um casamento falido. Ela narra sua própria história enquanto busca inspiração para terminar seu livro “Deu Match!”.

Quando terminamos de ler o livro da escritora Amélie, com a conclusão das histórias de Marcos e Sofia, a escritora (eu, Sylvvia) traz no epílogo a conclusão da história de Amélie, finalizando a obra.

Lembrem-se “Feliz nunca é o final, mas aquilo que fazemos enquanto esperamos por ele!” (Sylvvia Rubraurora).
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24/1221:22
#Resenha

"Amor no Sofá" - A História de Pati e Léo" é o segundo livro da série "Sobre Sete Corações", da escritora F. K. Silvain (se não a conhece, já a procura aqui no literúnico e já segue!). Esta série retrata a história dos relacionamentos amorosos e de amizade, bem como sobre o amadurecimento pessoal de sete jovens que se conhecem no período da Universidade. Mesmo sendo o segundo livro, é uma história independente do primeiro, podendo ser lida antes do primeiro volume.

Primeiro, preciso pontuar aqui sobre a escrita clara, correta e coerente da autora F. K. Silvain, que me pegou de jeito. Pela minha formação em Letras, livros tão bem escritos ganham um lugar especial em meu coração. A autora sabe que a linguagem é o seu instrumento de trabalho e ela sabe utilizá-la muito bem.

Segundo, sobre a história... preciso dizer que fazia tempo que um livro me fazia chorar. É um livro sobre escolher caminhos e tomar decisões; sobre despedida e reencontro, mas, sobretudo, é um livro sobre saúde mental. Chorei e sofri junto ao Leo em diversos trechos, pois a autora trabalha o tema de maneira sensível e verdadeira.

Pati é uma mulher admirável; uma personagem decidida e livre, o que amamos. Uma vez, ela já havia escolhido sua vida acadêmica sobre seu relacionamento. De volta ao Brasil, ela reencontra com seu passado ainda tão presente. E é sobre estas nuances, os ditos e não-ditos desse reencontro que a narrativa nos traz.

Amei cada linha. Amei me emocionar. Amei conhecer a autora - foi o primeiro dela que eu li!. Amei o hot tão quente e tão bem dosado.

Achou innteressante? Já segue a autora aqui e no instagram. E aguardem que colocarei em breve mais resenhas de seus outros livros - além de outras escritoras que eu for lendo!
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23/1213:41
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20/1212:44
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17/1213:32
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16/1213:18
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12/1214:09
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06/1213:57
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05/1218:49
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