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Crônicas de bairro e memórias de lugares no feed geral do Litverso.

Leituras e conversas

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@wilcipolli há 7 meses
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Mar das férias Algumas rotinas parecem feitas de pequenos retângulos: a tela do celular, a janela do ônibus, o caderno aberto sobre a mesa ou o notebook do serviço. Entre um e outro, o dia passa, a semana passa, o ano passa. Acordar cedo, trabalhar, assistir aula, voltar cansado, e juntar forças para queimar os músculos na academia a fim de sentir algo além da mente desgastada. O corpo segue funcionando, já a cabeça viaja para outros lugares. Esses lugares aparecem com frequência no dia a dia, basta rolar o feed por alguns segundos. Uns filmando o pôr do sol no mar, outros mergulhando, e o som das ondas acariciando a orla. Gente rindo com um sol quente na testa e uma cerveja na boca. A cada novo vídeo, cresce uma sensação difícil de explicar: não é exatamente inveja, mas uma rotina que implora por uma pausa. Talvez por isso que o mar tenha virado quase um símbolo de descanso. Depois de um ano inteiro acumulando tarefas, provas, compromissos e horários, muita gente sonha com a mesma coisa: alguns dias em que o único dever seja olhar o horizonte e escutar o oceano. Naquela tarde de labuta, naquela noite de estudos, sentado diante de páginas que pareciam não avançar, a mente começou a fugir outra vez. Primeiro veio a imagem vaga do litoral. Depois, mais nítido, um píer avançando sobre as águas. Não sei dizer se era lembrança, imaginação, pouco importa, pois deixei-me ir. E lá estava. Mergulhando do píer. Vendo sua madeira — escura e molhada. Meu corpo seco e a água gelada. Arrastei-me do mar. O verão farpando minhas costas com insolação, aquela saudosa vermelhidão. A pele suplicando de novo o frio. A boca salgando e a areia lixando. Durou pouco, mas ficará pra sempre aqui dentro.
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@eduliguori há 7 meses
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@eduliguori há 7 meses
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No balé da vida entre cisnes e demônios rodopiamos pela avenida perdidos nos pesadelos e sonhos materializa-se o silêncio e vive-se sem resposta nem sei bem o que penso mas sei mudar minha aposta se a princesa virou sapo se o príncipe já morreu chega de papo antes ele do que eu serei meu próprio senhor olho adiante com nova percepção não venha falar em dor vai cicatrizar este corte no coração sou jovem no modo de ser sou experiente e quero continuar nunca cansei de aprender tampouco de acreditar Edu Liguori
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@literunico há 7 meses
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@marcoshmartinsescritor há 7 meses
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Mulher, este ser, cuja alma é um labirinto de recantos ensolarados e corredores sombrios, De segredos e verdades, de tons pastéis e cores berrantes. Caminhos onde revoam anjos e se esgueiram bruxas. Ser complexo, simples, divino e misterioso. Caminhos onde me perco e, me perdendo, me encontro.
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@literunico há 7 meses
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O Dia Internacional das Mulheres não é um dia romântico. É um dia que representa luta, significados e memória. Mais do que falar de direitos, é um dia que fala de justiça. Podem existir flores vindas de homens, sim, mas elas precisam vir acompanhadas de algo mais importante: a coragem de dizer para outro homem, sem hesitar, “cara, você está sendo escroto falando isso”. É um lembrete de que, todos os dias, precisamos enfrentar aquilo que culturalmente e historicamente nos foi apresentado como verdade. Não é fácil superar o machismo e o patriarcado que, ainda hoje, culminam em índices assustadores de feminicídio. E esse enfrentamento não é simples nem mesmo para as próprias mulheres. Deixar de repetir discursos machistas aprendidos de forma automática, quase involuntária, exige consciência, esforço e vigilância constante. Por isso existe uma data que nos ajuda a lembrar disso de maneira mais forte, mais visível, gritante. Também precisamos lembrar que foi praticamente ontem que as mulheres conquistaram direitos básicos. Durante muito tempo, não podiam votar. Não podiam se divorciar. Quando finalmente conquistaram esse direito, muitas vezes eram tratadas como párias pela sociedade. Quando trabalhavam fora, recebiam salários muito menores do que os homens que ocupavam a mesma função. E, ainda assim, continuavam sendo vistas como as únicas responsáveis pelos filhos e pelos serviços domésticos. E as desigualdades não ficaram presas apenas ao campo das leis ou da cultura. Elas também atravessam áreas que costumamos considerar neutras. Durante décadas, grande parte dos testes clínicos e estudos médicos foram realizados majoritariamente com homens, como se o corpo masculino fosse o padrão universal da humanidade. Isso significou diagnósticos mais tardios, sintomas menos reconhecidos e tratamentos menos adequados para mulheres. Quando olhamos para tudo isso, fica impossível tratar o 8 de março como uma data de gentileza superficial. Ele existe porque a história ainda pesa no presente. Existe porque direitos conquistados precisam ser defendidos todos os dias. Existe porque ainda há desigualdade salarial, violência doméstica, sub-representação política, feminicídio. Existe porque aquilo que foi construído durante séculos não desaparece sozinho. Não é um dia de mensagens bonitas, mas vazias. Não é um dia de marketing. É um dia para lembrar que a igualdade ainda está incompleta. Que a violência continua. Que a injustiça sempre existe. Flores são bem-vindas. Mas o que realmente importa é o que acontece nos outros 364 dias do ano.
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@tibianchini há 7 meses
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Ateliê Meu amor é tinta diluída, Nas saudades de uma pincelada; E diante da tela calada, Onde eu pinto esta minha vida, Em luz-e-sombra, em cor esquecida No cinza-claro, onde está traçada Em tinta-a-óleo, sem dizer nada, A minha Monalisa perdida; És tu o brilho alvo do céu Que guia sempre este meu pincel Por sobre o pano, que esta dor corta; És a mulher que me dá cor bela, Enchendo de vida esta tela Da minha vã natureza-morta. Tiago Bianchini - 1996
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@tibianchini há 7 meses
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Poema feito na Praia Pudesse eu mostrar meu grande amor Perto de ti, sei que não ias me negar O teu amor; Se pudesse eu, junto de ti, ficar, Te daria tanto, que pedir-me-ia enfim Para ficar; E sei que, se dissesses o que sentes por mim Do fundo d’alma, voltarias, menina, Para mim; E teria de novo tua presença, tão divina, E dia e noite rogaria por teu nome: Divina. Ti Bianchini -2001
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@MarU há 7 meses
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#desafio 279 —Faltas— Me faltam as palavras, você vem e as completa… filósofo, pensador, poeta. Me faltam raios de luz, você adentra minhas sombras e me conduz até uma fresta. Me falta energia, você me doa melodias e re-energiza meu dia. Me falta coragem, você me apresenta suas artes e cura-me da loucura covarde. Me falta seu beijo, e com tudo que és me acende o desejo que arde e eu queimo. Me falta você, mas no fundo sei que te tenho, e sabes que me tens também. Das faltas, das falhas, das coisas da vida que são ingratas… de tudo que me desgasta, de tudo que não entendo, inclusive dentro do ensurdecedor silêncio… Sempre te vejo e vejo que me vê. Nos teus olhos, meu reflexo está completo. Nos meus, você. MarU
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@eve há 7 meses
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Estou iniciando por aqui e como autora! Vamos ver no que isso vai dar. Espero que gere bons frutos e bons amigos.

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