A Coca-Cola da garrafa de vidro é muito mais gostosa que a que vem nas outras embalagens. Acho que isso é unanimidade. Mas por que? O que ela tem de diferente? Será que o material da embalagem muda o gosto dela?
Hoje em dia existem vários tipos de embalagem para refrigerantes, cervejas e sucos, mas, quando eu era um pré-adolescente, não. Nada de latinhas e garrafas de plástico de todos os tamanhos, tudo vinha em garrafas de vidro. Cerveja e guaraná vinham nas de 600 ml marrom, já a maioria dos outros refrigerantes, vinham nas de 290 ml, a famosa KS.
Naquele tempo, a gente ia numa lanchonete, padaria ou bar e pedia um salgado e uma Coca. Quando o atendente abria a tampa da garrafa, o bico sempre ficava com um anel de ferrugem. A gente não estava nem aí, colocava na boca e ia logo bebendo. Depois era a vez de dar uma mordida no salgado, que vinha num prato de alumínio, em cima de um papel retangular e coberto por dois guardanapos.
Acho que o verdadeiro diferencial da Coca KS está na memória de outros tempos, de momentos felizes, talvez até no gosto de ferrugem. Pode ser também que a mistura de tudo isso crie um sabor mais complexo: o gosto da nostalgia.
Eu postei um desabafo no threads mas acredito que as pessoas não vão entender por ser meio genérico, mas a limitação de caracteres me restringiu, já que eu não gosto de fazer fios de mensagens.
Eu tenho trabalhado junto com diversas pessoas jovens, com seus 18 a 20 anos, e eu tenho visto eles muito mais reclamões, não aceitam seguir processos básicos, reclamam e acusam sem nem ter acontecido nada (acusação precoce mesmo), não se dedicam a aprender a fazer o negócio direito, parece que ta ali porque ta sendo escravizada.
Livro: O Dialeto Caipira
Autor: Amadeu Amaral
Lançamento: 1920
O Dialeto Caipira é um estudo pioneiro sobre a linguagem falada no interior do Brasil, especialmente na região Sudeste. Amadeu Amaral analisa as particularidades fonéticas, gramaticais e lexicais do falar caipira, buscando entender suas origens e influências. A obra é uma referência fundamental para a linguística brasileira, registrando expressões, modos de falar e aspectos culturais ligados à identidade do caipira. Com um olhar detalhado e acadêmico, o livro contribui para a valorização da diversidade linguística do país.
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Livro: Novela e Conto
Autor: Amadeu Amaral
Lançamento: 1921
Novela e Conto é uma coletânea de textos de Amadeu Amaral que explora diferentes aspectos da sociedade brasileira por meio da ficção. A obra reúne narrativas curtas, nas quais o autor demonstra sua habilidade em criar personagens marcantes e situações envolventes, transitando entre o realismo e o lirismo. Com uma escrita refinada e observadora, Amaral constrói histórias que refletem a vida cotidiana, os sentimentos humanos e as transformações sociais do início do século XX.
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Livro: Memorial de um Passageiro de Bonde
Autor: Amadeu Amaral
Lançamento: 1906
Memorial de um Passageiro de Bonde é uma obra que retrata, com humor e sensibilidade, a vida urbana e os costumes da cidade no início do século XX. Amadeu Amaral apresenta uma narrativa leve e observadora, baseada nas experiências cotidianas de um passageiro que percorre a cidade de bonde, um dos principais meios de transporte da época. O livro combina crônica e ensaio, explorando aspectos sociais, culturais e psicológicos da sociedade brasileira, tornando-se um registro valioso do período.
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Livro: História da Literatura Brasileira
Autor: José Veríssimo
Lançamento: 1916
História da Literatura Brasileira é uma das obras mais importantes da crítica literária nacional. Escrito por José Veríssimo, o livro apresenta uma análise detalhada da evolução da literatura no Brasil, desde o período colonial até o início do século XX. Com uma abordagem crítica e rigorosa, Veríssimo discute os principais autores, escolas literárias e obras que marcaram a formação da identidade literária do país. Sua visão objetiva e aprofundada faz deste livro uma referência essencial para estudiosos e interessados na literatura brasileira.
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Livro: Quem Casa, Quer Casa
Autor: Martins Pena
Lançamento: 1845
Quem Casa, Quer Casa é uma comédia de costumes que aborda, com muito humor, os conflitos familiares e as dificuldades da vida a dois. A peça gira em torno das brigas entre uma nora e sua sogra, que passam a dividir o mesmo teto após o casamento. Com diálogos ágeis e situações cômicas, Martins Pena expõe os desafios da convivência e os choques entre gerações, retratando a sociedade brasileira do século XIX. A obra se destaca pela crítica bem-humorada às convenções sociais e à hipocrisia da época, consolidando-se como um dos clássicos do teatro nacional.
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Livro: Os Irmãos das Almas
Autor: Martins Pena
Lançamento: 1846
Os Irmãos das Almas é uma comédia de costumes de Martins Pena que satiriza a superstição e a religiosidade exagerada na sociedade brasileira do século XIX. A peça apresenta personagens que se aproveitam da fé alheia para benefício próprio, criando situações cômicas e embaraçosas. Com diálogos ágeis e um enredo cheio de mal-entendidos, a obra expõe a hipocrisia e o oportunismo presentes em certas relações sociais da época. Como em outras peças de Martins Pena, o humor é usado como ferramenta crítica para retratar os costumes e as contradições da sociedade.
#domíniopúblico
#Clássicos
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
72 - Fale sobre um livro da literatura angolana.
Li vários livros da literatura angolana e confesso que lembro vagamente de alguns. Esse aqui é um deles. Sinto um gostinho quase de realismo mágico nele. Recomendo as obras de Ondjaki.
#Link365TemasLivros
Livro: Um Experimento de Amor em Nova York
Autora: Elena Armas
Páginas: 490 | +16 anos
Rosie Graham tinha uma carreira consolidada, algo que enchia seu pai de orgulho. No entanto, ela sentia que algo estava faltando. Quando escreveu seu primeiro romance e recebeu um bom retorno, decidiu abandonar sua carreira e salário para viver esse sonho.
Lucas é primo da melhor amiga de Rosie, Lina. Após alguns acontecimentos em sua vida pessoal, ele decide viajar por um tempo antes de voltar para a Espanha. Nesse período, sua prima lhe oferece o apartamento dela, já que estará em lua de mel. O que nem Rosie nem Lucas esperavam era que um acidente a obrigasse a deixar seu apartamento, forçando-a a encontrar outro lugar para ficar. Foi então que teve a brilhante ideia de passar esses dias no apartamento de Lina.
O primeiro encontro entre os dois já dita o ritmo do livro. Rosie acredita que alguém está tentando arrombar a porta do apartamento, mas, na verdade, é apenas Lucas entrando com as chaves. A amizade entre eles surge instantaneamente, contudo, Lucas não sabe que Rosie já conhecia ele das redes sociais e ficava admirando toda a beleza física do rapaz, que é surfista profissional.
Como em todo livro de romance, existem os clichês, e apesar de serem os mesmos, gostei muito de como a autora desenvolveu a amizade dos dois e a tensão s4xual também. O fato de Rosie achar Lucas um príncipe e a autora ir demonstrando como ele realmente é diferenciado tornou a história fluida e leve.
Lucas está passando por questões sérias, com dilemas sobre sua profissão, e a companhia de Rosie lhe dá um propósito diferente. Já Rosie está nervosa e com bloqueio criativo; é nesse momento que Lucas propõe que eles façam encontros de mentirinha, para que Rosie tenha ideias suficientes para lhe ajudar no seu próximo romance.
É um livro de romance clichê no bom sentido. É bem escrito, engraçado e muito maduro, super recomendo para aqueles que gostam do gênero.
#resenhas #UmexperimentodeamoremNovaYork
📖 [Ver livro](https://www.literunico.com.br/books/266)
Luz dos meus olhos
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Repesagem
Não me interessa a leveza
da pluma ou da pena.
Imutabilidade para mim
é incompletude;
não há eternidade
que seja serena.
Gosto do que
torna-se leve,
metamorfoseando-se
por interna vontade.
Invejo a beleza
da água em vapor
após cumprir sua missão
de tempestade.
Admiro a fluidez
e doçura da brisa
depois de acalmar-se
das monções da tarde.
Encanta-me tudo o que
alça voos com esforço.
Ainda que findos Ícaros,
ou em pleno processo:
brainstorming de esboços.
Não quero a leveza certa
das plumas constantes;
prefiro a transformação
das coisas
hoje esvoaçantes,
mas que já foram
plúmbeas
em algum instante.
Alberto Busquets
#Desafio 072
Por isso, não quero “ser salva” ou “ir pro céu”. A imutabilidade é estagnaria, monótona e nada humana. E pra falar a verdade, a humanidade é a característica que mais me encanta, nada é certo ao se tratar de pessoas. Maravilhoso, amigo! Precisava ler um poema assim hoje, ainda mais, sendo seu. 👏👏👏
O amor é um tirano
Não aceita a expressão poética
Recusa qualquer dialética
Impõe-se acima de tudo
Quer me ver assim, entregue
e completamente
mudo.
#desafio 74/365
O amor
Tem esse dom
De apertar o coração
E emudecer minha voz
Paralisar meus sentidos
Sufocar o meu peito
Extinguir minhas forças
Me desconectar
de mim mesmo.
Jusley Naiane
#Desafio 72/365
De todos os meus medos,
o maior deles é me perder
tentando alcançar você.
Mas não quero
que você diminua o passo,
continua seguindo seu ritmo
Se for pra ser
Eu te alcanço.
#Desafio 71/365
Que interessante! Li ano passado “O domador de burros” de Aldino Muianga, mas é uma obra Moçambicana, (Angola é de um lado do país, e em linha reta, Moçambique do outro). Mas irei acompanhar os posts sobre, não me recordo de ter lido nada Angolano, ainda.
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