"O Depoimento de Randolph Carter" de H.P. Lovecraft
Randolph Carter está diante de um júri, tentando explicar o inexplicável: os eventos aterrorizantes que envolveram a exploração de um antigo cemitério em companhia de seu amigo ocultista Harley Warren.
Movidos por um fascínio proibido pelo sobrenatural, Carter e Warren se aventuram em uma cova ancestral, guiados por um manuscrito críptico em línguas esquecidas. Enquanto Warren desce às profundezas, comunicando-se por um aparelho telefônico rudimentar, Carter permanece na superfície, ouvindo relatos cada vez mais desconcertantes de horrores ocultos e segredos que deveriam permanecer enterrados.
Quando o contato é abruptamente cortado, Carter é deixado sozinho, com apenas ecos de palavras sinistras e uma certeza avassaladora: algumas verdades não devem ser conhecidas. Em meio ao julgamento, sua tentativa de relatar os acontecimentos esbarra na incredulidade dos ouvintes e na sombra de sua própria sanidade.
Uma narrativa inquietante e claustrofóbica, O Depoimento de Randolph Carter é um mergulho na fragilidade da razão humana diante do desconhecido e na atração fatal que o horror exerce sobre aqueles que ousam desafiá-lo.
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Dom Casmurro
Machado de Assis
Tudo o que contei no fim do outro capítulo foi obra de um instante. O que se lhe seguiu foi ainda mais rápido. Dei um pulo, e antes que ela raspasse o muro, li estes dois nomes, abertos ao prego, e assim dispostos:
BENTO
CAPITOLINA
Voltei-me para ela; Capitu tinha os olhos no chão. Ergueu-os logo, devagar, e ficámos a olhar um para o outro… Confissão de crianças, tu valias bem duas ou três páginas, mas quero ser poupado. Em verdade, não falámos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se. Não marquei a hora exacta daquele gesto. Devia tê-la marcado; sinto a falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e que eu poria aqui com os erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar; tinha orgias de latim e era virgem de mulheres.
Título: Dom Casmurro
Autores: Machado de Assis
Data Original de Publicação: 1899
Data de Publicação do eBook: 2013
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: Spanish Dancer at the Moulin Rouge, de Giovanni Boldini
Revisão: Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-12-4
#domíniopúblico
#Clássicos
Machado de Assis
Tudo o que contei no fim do outro capítulo foi obra de um instante. O que se lhe seguiu foi ainda mais rápido. Dei um pulo, e antes que ela raspasse o muro, li estes dois nomes, abertos ao prego, e assim dispostos:
BENTO
CAPITOLINA
Voltei-me para ela; Capitu tinha os olhos no chão. Ergueu-os logo, devagar, e ficámos a olhar um para o outro… Confissão de crianças, tu valias bem duas ou três páginas, mas quero ser poupado. Em verdade, não falámos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se. Não marquei a hora exacta daquele gesto. Devia tê-la marcado; sinto a falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e que eu poria aqui com os erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar; tinha orgias de latim e era virgem de mulheres.
Título: Dom Casmurro
Autores: Machado de Assis
Data Original de Publicação: 1899
Data de Publicação do eBook: 2013
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: Spanish Dancer at the Moulin Rouge, de Giovanni Boldini
Revisão: Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-12-4
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"O Banqueiro Anarquista"
Fernando Pessoa
O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepõem às realidades naturais — tudo, desde a família ao dinheiro, desde a religião ao Estado. A gente nasce homem ou mulher — quero dizer, nasce para ser, em adulto, homem ou mulher; não nasce, em boa justiça natural, nem para ser marido, nem para ser rico ou pobre, como também não nasce para ser católico ou protestante, ou português ou inglês. E todas estas coisas em virtude das ficções sociais. Ora essas ficções sociais são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais. Tão mau é o dinheiro como o Estado, a constituição da família como as religiões. Se houvesse outras, que não fossem estas, seriam igualmente más, porque também seriam ficções, porque também se sobreporiam e estorvariam as realidades naturais. Ora qualquer sistema que não seja o puro sistema anarquista, que quer a abolição de todas as ficções e de cada uma delas completamente, é uma ficção também. Empregar todo o nosso desejo, todo o nosso esforço, toda a nossa inteligência para implantar, ou contribuir para implantar, uma ficção social em vez de outra, é um absurdo, quando não seja mesmo um crime, porque é fazer uma perturbação social com o fim expresso de deixar tudo na mesma. Se achamos injustas as ficções sociais, porque esmagam e oprimem o que é natural no homem, para que empregar o nosso esforço em substituir-lhes outras ficções, se o podemos empregar para as destruir a todas?
Título: O Banqueiro Anarquista
Autor: Fernando Pessoa
Data Original de Publicação: 1922
Data de Publicação do eBook: 2013
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: M. Delaporte at the Jardin de Paris, de Henri de Toulouse-Lautrec.
Revisão: Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-02-5
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#Clássicos
#Shakespeare
Fernando Pessoa
O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepõem às realidades naturais — tudo, desde a família ao dinheiro, desde a religião ao Estado. A gente nasce homem ou mulher — quero dizer, nasce para ser, em adulto, homem ou mulher; não nasce, em boa justiça natural, nem para ser marido, nem para ser rico ou pobre, como também não nasce para ser católico ou protestante, ou português ou inglês. E todas estas coisas em virtude das ficções sociais. Ora essas ficções sociais são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais. Tão mau é o dinheiro como o Estado, a constituição da família como as religiões. Se houvesse outras, que não fossem estas, seriam igualmente más, porque também seriam ficções, porque também se sobreporiam e estorvariam as realidades naturais. Ora qualquer sistema que não seja o puro sistema anarquista, que quer a abolição de todas as ficções e de cada uma delas completamente, é uma ficção também. Empregar todo o nosso desejo, todo o nosso esforço, toda a nossa inteligência para implantar, ou contribuir para implantar, uma ficção social em vez de outra, é um absurdo, quando não seja mesmo um crime, porque é fazer uma perturbação social com o fim expresso de deixar tudo na mesma. Se achamos injustas as ficções sociais, porque esmagam e oprimem o que é natural no homem, para que empregar o nosso esforço em substituir-lhes outras ficções, se o podemos empregar para as destruir a todas?
Título: O Banqueiro Anarquista
Autor: Fernando Pessoa
Data Original de Publicação: 1922
Data de Publicação do eBook: 2013
Capa: Ana Ferreira
Imagem da Capa: M. Delaporte at the Jardin de Paris, de Henri de Toulouse-Lautrec.
Revisão: Ricardo Lourenço
ISBN: 978-989-8698-02-5
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#Shakespeare
"O Pequeno Príncipe"
Em meio à vastidão do universo, um aviador encontra-se perdido no deserto do Saara após uma pane em seu avião. É então que surge, de forma inesperada, um pequeno viajante de cabelos dourados e olhar curioso: o Pequeno Príncipe. Vindo de um pequeno asteroide, o menino narra sua jornada pelos planetas que visitou, cada um habitado por figuras intrigantes que refletem aspectos da condição humana.
Entre diálogos cativantes e reflexões profundas, o Pequeno Príncipe compartilha as lições que aprendeu sobre amizade, amor e o que realmente importa na vida. Em sua busca por compreender o coração e os laços invisíveis que unem as pessoas, ele revela a beleza das coisas simples, muitas vezes negligenciadas pelos olhos que só enxergam o superficial.
Com metáforas poéticas e uma linguagem encantadoramente singela, "O Pequeno Príncipe" nos convida a redescobrir o mundo através da inocência de uma criança e a lembrar que "o essencial é invisível aos olhos". Uma obra atemporal que toca os corações de todas as idades, deixando uma mensagem de humanidade e esperança.
#domíniopúblico
#Clássicos
Em meio à vastidão do universo, um aviador encontra-se perdido no deserto do Saara após uma pane em seu avião. É então que surge, de forma inesperada, um pequeno viajante de cabelos dourados e olhar curioso: o Pequeno Príncipe. Vindo de um pequeno asteroide, o menino narra sua jornada pelos planetas que visitou, cada um habitado por figuras intrigantes que refletem aspectos da condição humana.
Entre diálogos cativantes e reflexões profundas, o Pequeno Príncipe compartilha as lições que aprendeu sobre amizade, amor e o que realmente importa na vida. Em sua busca por compreender o coração e os laços invisíveis que unem as pessoas, ele revela a beleza das coisas simples, muitas vezes negligenciadas pelos olhos que só enxergam o superficial.
Com metáforas poéticas e uma linguagem encantadoramente singela, "O Pequeno Príncipe" nos convida a redescobrir o mundo através da inocência de uma criança e a lembrar que "o essencial é invisível aos olhos". Uma obra atemporal que toca os corações de todas as idades, deixando uma mensagem de humanidade e esperança.
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#Clássicos
#Poliana
Eleanor H. Porter
"Pollyanna" é um romance clássico de 1913, escrito por Eleanor H. Porter, que narra a história de Pollyanna Whittier, uma menina de 11 anos que, após a morte de seus pais, vai morar com sua tia Polly Harrington, uma mulher rica e severa. Apesar das adversidades, Pollyanna mantém uma visão otimista da vida, praticando o "jogo do contente", uma filosofia ensinada por seu pai que consiste em encontrar algo positivo em qualquer situação. Com essa atitude, ela transforma a vida dos habitantes da cidade de Beldingsville, inspirando-os a adotar uma perspectiva mais alegre e esperançosa. A narrativa aborda temas como resiliência, gratidão e o impacto positivo que uma pessoa pode ter na comunidade.
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Eleanor H. Porter
"Pollyanna" é um romance clássico de 1913, escrito por Eleanor H. Porter, que narra a história de Pollyanna Whittier, uma menina de 11 anos que, após a morte de seus pais, vai morar com sua tia Polly Harrington, uma mulher rica e severa. Apesar das adversidades, Pollyanna mantém uma visão otimista da vida, praticando o "jogo do contente", uma filosofia ensinada por seu pai que consiste em encontrar algo positivo em qualquer situação. Com essa atitude, ela transforma a vida dos habitantes da cidade de Beldingsville, inspirando-os a adotar uma perspectiva mais alegre e esperançosa. A narrativa aborda temas como resiliência, gratidão e o impacto positivo que uma pessoa pode ter na comunidade.
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