Um dia,
Cansada de tentar
cobrir as imperfeições
Que pelos olhos dos outros
Eu carregava,
Decidi ser eu!
Eu, pura, impura
Santa ou não
Tornei-me
A pessoa que eu almejava
Sem medos, sem neuras
Sem ser condicionada.
Lindamente despenteada,
Loucamente amada!
Se não pelo outro,
Por mim mesma.
E para minha surpresa,
É dessa mulher,
enlouquecida e autêntica,
Que eu precisei
A vida inteira !
Eliz Leão
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Um dia, eu li que o amor é passarinho.
E ai do seu coração, se ele não for ninho!
Um dia, eu sonhei o amor, fiz dele meu caminho, pra que nunca houvessem chuvas, que o tornassem tão difícil.
Mas descobri com a chuva que ela molha o mundo, lava as lágrimas e faz uma coisa linda no chão.
Ela brota e dá vida e floresce a margarida !
E desejei que as chuvas viessem amenas então, que molhasse todas as flores, de cores que não cultivei, mas que brotaram no ninho que fiz em meu coração.
Eliz Leão
E ai do seu coração, se ele não for ninho!
Um dia, eu sonhei o amor, fiz dele meu caminho, pra que nunca houvessem chuvas, que o tornassem tão difícil.
Mas descobri com a chuva que ela molha o mundo, lava as lágrimas e faz uma coisa linda no chão.
Ela brota e dá vida e floresce a margarida !
E desejei que as chuvas viessem amenas então, que molhasse todas as flores, de cores que não cultivei, mas que brotaram no ninho que fiz em meu coração.
Eliz Leão
É salgada
A água
Que vem do olhar
Pois assim
Como o mar
É no olhar
Que desaba
Nossas emoções
Em turbulências
Salgando nossas faces
Ou temperando nossos dias .
É no olhar,
Que carregamos
As vivências
É nesta onda,
Que navegam nossas almas.
Eliz Leão
A água
Que vem do olhar
Pois assim
Como o mar
É no olhar
Que desaba
Nossas emoções
Em turbulências
Salgando nossas faces
Ou temperando nossos dias .
É no olhar,
Que carregamos
As vivências
É nesta onda,
Que navegam nossas almas.
Eliz Leão
Não há tempo
Para ver o caminho
Das lágrimas
Que descem
Pelo seu rosto, secar.
Não há tempo
Há temporal
No meio do caminho
Riscando aquela tua
Linha funda
Do seu riso
Não há tempo
Para ver a criança
Crescer
Não há tempo
Para ver
Aquela planta florescer
Não há tempo
Infelizmente
O tempo tem preço
E o preço, não podemos pagar!
Eliz Leão
Para ver o caminho
Das lágrimas
Que descem
Pelo seu rosto, secar.
Não há tempo
Há temporal
No meio do caminho
Riscando aquela tua
Linha funda
Do seu riso
Não há tempo
Para ver a criança
Crescer
Não há tempo
Para ver
Aquela planta florescer
Não há tempo
Infelizmente
O tempo tem preço
E o preço, não podemos pagar!
Eliz Leão
Ele está ali.
Silente, reprime seu arfar.
Comprime e esmaga suas aspirações.
Sem que você perceba,
Ele se imiscui.
Aos poucos, você não vive mais sem.
Te faz sofrer, chorar.
Seu corpo se ressente quando ele não está.
Teu cérebro, luta o tempo todo,
Contra você, contra o mundo.
Te deixa mudo.
Absurdo!
Você, releva, aceita, precisa dele.
Mesmo que ele te machuque.
Normaliza, mesmo que ele te odeie.
E não se engane,
Ele te odeia.
Você é somente lenha para a fogueira que ele quer manter acesa.
E ela queima o mundo!
E o mundo já está a queimar.
Se você não viu, é porque o fogo, ainda não chegou até você.
As vendas que lhe puseram, ainda não caíram.
Quem sai da caverna, nunca mais retorna à ela.
Você já viu a luz , a luz real?
Ela não é daquelas que botam medo, daquelas de quando preso em seu eterno buraco, você observa sua própria sombra.
E ela se torna o teu próprio algoz.
Te mantendo refém.
As sombras, o medo delas e o seu fiel capitalismo.
Eliz Leão
Silente, reprime seu arfar.
Comprime e esmaga suas aspirações.
Sem que você perceba,
Ele se imiscui.
Aos poucos, você não vive mais sem.
Te faz sofrer, chorar.
Seu corpo se ressente quando ele não está.
Teu cérebro, luta o tempo todo,
Contra você, contra o mundo.
Te deixa mudo.
Absurdo!
Você, releva, aceita, precisa dele.
Mesmo que ele te machuque.
Normaliza, mesmo que ele te odeie.
E não se engane,
Ele te odeia.
Você é somente lenha para a fogueira que ele quer manter acesa.
E ela queima o mundo!
E o mundo já está a queimar.
Se você não viu, é porque o fogo, ainda não chegou até você.
As vendas que lhe puseram, ainda não caíram.
Quem sai da caverna, nunca mais retorna à ela.
Você já viu a luz , a luz real?
Ela não é daquelas que botam medo, daquelas de quando preso em seu eterno buraco, você observa sua própria sombra.
E ela se torna o teu próprio algoz.
Te mantendo refém.
As sombras, o medo delas e o seu fiel capitalismo.
Eliz Leão
Em português se diz :
Você me faz falta.
Em poesia dizemos:
Meu abrir de olhos,
Ao amanhecer,
Se tornou um hábito,
Já que não me vejo inteira.
E sigo
Pela existência,
De outras pessoas,
Que também amo.
Mas minha alma
Insiste em não despertar,
Naquela parte,
Que somente a ti pertenceu.
Eu sinto seus braços ainda
Quando outrora,
Me rodeavam.
O seu perfume,
Está apenas
Na minha memória
A maciez dos seus cabelos,
Que já roçaram
O canto do meu riso de menina...
O olhar que me encarava
À mesa do café da manhã,
Do almoço
E dos jantares intermináveis
Em frente à tv.
E as manhãs de domingo?
Agora, são somente manhãs.
Assim comos todos os nossos dias,
Se tornaram apenas uma página,
Que o tempo desbota,
Que envelhece, tal e qual
A pele do meu rosto,
Por onde escorrem as lágrimas,
Pelo tempo que não pudemos ter.
Essas rugas,
Que você nunca verá .
Eliz Leão
Ao meu pai.
Você me faz falta.
Em poesia dizemos:
Meu abrir de olhos,
Ao amanhecer,
Se tornou um hábito,
Já que não me vejo inteira.
E sigo
Pela existência,
De outras pessoas,
Que também amo.
Mas minha alma
Insiste em não despertar,
Naquela parte,
Que somente a ti pertenceu.
Eu sinto seus braços ainda
Quando outrora,
Me rodeavam.
O seu perfume,
Está apenas
Na minha memória
A maciez dos seus cabelos,
Que já roçaram
O canto do meu riso de menina...
O olhar que me encarava
À mesa do café da manhã,
Do almoço
E dos jantares intermináveis
Em frente à tv.
E as manhãs de domingo?
Agora, são somente manhãs.
Assim comos todos os nossos dias,
Se tornaram apenas uma página,
Que o tempo desbota,
Que envelhece, tal e qual
A pele do meu rosto,
Por onde escorrem as lágrimas,
Pelo tempo que não pudemos ter.
Essas rugas,
Que você nunca verá .
Eliz Leão
Ao meu pai.
Imersa
No silencioso
Leito da noite
Ela, a dama
De capa escura
Que leva consigo
De brinde
A lua
Me ganha
Me banha
Me nutre
Do mais puro
Torpor
E do peso
Ascendente
Que paralisa
Meu corpo
E fecha
Meus olhos
Para o mundo
Exterior.
Eliz Leão
Boa noite
No silencioso
Leito da noite
Ela, a dama
De capa escura
Que leva consigo
De brinde
A lua
Me ganha
Me banha
Me nutre
Do mais puro
Torpor
E do peso
Ascendente
Que paralisa
Meu corpo
E fecha
Meus olhos
Para o mundo
Exterior.
Eliz Leão
Boa noite
Meu coração clama
E meus pensamentos
Viajam até você
Tão ou mais rápidos
Que taquións
E ultrapassam
A própria efemeridade
Do tempo.
Eliz Leão
E meus pensamentos
Viajam até você
Tão ou mais rápidos
Que taquións
E ultrapassam
A própria efemeridade
Do tempo.
Eliz Leão
Em português dizemos:
Siga em frente, a vida continua.
Em poesia dizemos:
Mesmo que sua alma carregue o peso de mil lutos,
Mesmo que o peso disso o leve junto
Mesmo que o sorriso deixe sua face
Como o ar dos seus pulmões,
No momento da dor,
Mesmo assim, você sobreviverá.
Assim como o tempo transpõe a qualquer um de nós
Sua hora também virá
E aí, então, a última lágrima
Descerá por sua pele serena
Ao encarar de frente
A derradeira imagem
Que estamparia o fim,
Dentro da tua retina.
Eliz Leão
Siga em frente, a vida continua.
Em poesia dizemos:
Mesmo que sua alma carregue o peso de mil lutos,
Mesmo que o peso disso o leve junto
Mesmo que o sorriso deixe sua face
Como o ar dos seus pulmões,
No momento da dor,
Mesmo assim, você sobreviverá.
Assim como o tempo transpõe a qualquer um de nós
Sua hora também virá
E aí, então, a última lágrima
Descerá por sua pele serena
Ao encarar de frente
A derradeira imagem
Que estamparia o fim,
Dentro da tua retina.
Eliz Leão
Ressona em meu ouvido
Sinto a dureza em minhas nádegas
Suas mãos
Transitam no sono .
Semi despertos
Corpos quentes
Entrelaçados .
Me inclino em teu corpo
Beijos que deslizam
No cheiro da pele.
Devagar
Quase tortura.
Hálito quente
Vulva sedenta
Deslizo em teu falo
Gemo .
Meu som acompanha o seu
Minha pele arrepia a tua.
A nossa cama ondula
E toma pra ela
Nossos gritos de amor e gozo.
Meu cheiro misturado ao teu
Corpos e almas nuas .
Eliz Leão
Sinto a dureza em minhas nádegas
Suas mãos
Transitam no sono .
Semi despertos
Corpos quentes
Entrelaçados .
Me inclino em teu corpo
Beijos que deslizam
No cheiro da pele.
Devagar
Quase tortura.
Hálito quente
Vulva sedenta
Deslizo em teu falo
Gemo .
Meu som acompanha o seu
Minha pele arrepia a tua.
A nossa cama ondula
E toma pra ela
Nossos gritos de amor e gozo.
Meu cheiro misturado ao teu
Corpos e almas nuas .
Eliz Leão