#desafio 292
—Mãe de carga—
Então…
ventava lá fora,
estava escuro
e fazia frio.
A lua penitente
com benevolência
projetava sua luz
e por alguns dias,
iluminava o caminho.
Ela estava cansada
e segurava a mão
um filho.
Ela estava determinada
a encontrar segurança
e abrigo.
A Terra girava,
o sol a açoitava
nos dias,
as noites
o frio.
Ela não tinha nada,
mas sempre encontrava
um jeito
de resistir
e seguiu.
Uma mulher
com coragem
encara a dor
com amor
e faz o milagre
possível.
Caminhando
passo a passo,
hora sangrando,
hora sorrindo.
Seu caminho
é escolha e
é difícil…
mas guia-se
pelo que vê
de mais bonito:
O filho.
Se falar
que não precisa de nada,
está errada!
Precisa apenas
do amor,
para completar
o que era vazio.
MarU
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Inspiração Enterna
#desafio 298
—Amor é…—
Dizem,
que amar
também é deixar ir.
…
mas
quando é amor
de verdade,
ainda que parta,
te parta,
se parta…
não se apartará de ti.
Amor de verdade,
permanece na gente
até o final.
MarU
—Amor é…—
Dizem,
que amar
também é deixar ir.
…
mas
quando é amor
de verdade,
ainda que parta,
te parta,
se parta…
não se apartará de ti.
Amor de verdade,
permanece na gente
até o final.
MarU
Rotina
todo dia acordava, tomava café, amarrava o cabelo, calçava o tênis, passava pelo mesmo portão que rangia
arrancava uma florzinha azul da trepadeira que disfarçava o muro descascado, cumprimentava o senhor do chapéu que nunca responde
e seguia para o parque
bom dia, dormiu bem?
quais são os planos para hoje?
vai dar certo. Já deu
to com saudade
te amo
amava esse caminho
ele era só meu, ninguém sabia
eu era só dele, ninguém sabia
mas um dia a rua estava fechada
placa amarela, fita vermelha, nenhum caminho
e o amor não soube para onde ir
todo dia acordava, tomava café, amarrava o cabelo, calçava o tênis, passava pelo mesmo portão que rangia
arrancava uma florzinha azul da trepadeira que disfarçava o muro descascado, cumprimentava o senhor do chapéu que nunca responde
e seguia para o parque
bom dia, dormiu bem?
quais são os planos para hoje?
vai dar certo. Já deu
to com saudade
te amo
amava esse caminho
ele era só meu, ninguém sabia
eu era só dele, ninguém sabia
mas um dia a rua estava fechada
placa amarela, fita vermelha, nenhum caminho
e o amor não soube para onde ir
*Banquete*
Vou comer tua carne,
engolir você em gozo…
Vou assar você no meu fogo!
Acender a brasa em carne viva.
Vou devorar você com saliva!
Lamber seu tempero suado,
mastigar com a vagina
seu fruto todo lambuzado.
Vou fazer um banquete, meu amor!
Em fúria ardente de gozo e sabor.
Vou temperar minha carne
com o leite da sua semente…
Impregnar de sexo o cheiro do quarto…
Vamos fazer do nosso amor prato farto,
com gula e luxúria saboreemos pecados!
Na carne crua, nua, gemendo saciados.
Nos fartando,
nos comendo…
Matando a fome,
a gula…
Me come…
E eu
como você!
MarU
#
Vou comer tua carne,
engolir você em gozo…
Vou assar você no meu fogo!
Acender a brasa em carne viva.
Vou devorar você com saliva!
Lamber seu tempero suado,
mastigar com a vagina
seu fruto todo lambuzado.
Vou fazer um banquete, meu amor!
Em fúria ardente de gozo e sabor.
Vou temperar minha carne
com o leite da sua semente…
Impregnar de sexo o cheiro do quarto…
Vamos fazer do nosso amor prato farto,
com gula e luxúria saboreemos pecados!
Na carne crua, nua, gemendo saciados.
Nos fartando,
nos comendo…
Matando a fome,
a gula…
Me come…
E eu
como você!
MarU
#
Assassina
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
#Desafio 140
*Nunca*
Nunca te fiz promessa alguma.
Nunca fugi os limites da amizade.
Nunca te confidenciei desejos.
Nunca jurei a você meus beijos.
Nunca sonhei com você intimidades.
Nunca disse a você, a verdade.
Nunca escrevi a você um poema.
Nunca pedi a você tal proeza.
Nunca desrespeitei tua história.
Nunca exigi de você uma escolha.
Nunca te contei como me sinto.
Nunca olhei nos teus olhos de abismo.
Nunca abracei o calor dos seus braços.
Nunca chorei no seu peito colado.
Nunca segurei suas mãos frias.
Nunca ouvi sua voz suave e tímida.
Nunca menti pra você em meu sorriso.
Nunca sorri pra você sem compromisso.
Nunca me entreguei a você em delírios.
Nunca desejei ser tocada como nos livros.
Nunca jurei a você fidelidade.
Nunca pedi a você tal liberdade.
Nunca confidenciei a você meus segredos.
Nunca te contei seriamente meus medos.
Nunca te quis só pra mim de verdade.
Nunca misturei o que sinto com realidade.
Nunca te vi, nem você me viu em vida,
e talvez, nunca terei ou darei a você
este prazer nesta vida.
Nunca direi a você toda a verdade…
Mas confesso… que senti
em segredo tudo isso!
E em sonhos, experimentei cada delírio.
Confesso que quis não sofrer o martírio
de nunca poder viver tudo o que sinto…
E minto indiferença, para tentar viver
como se não fizesse diferença…
Tudo que você ainda é e representa…
ao menos em meus sonhos…
mesmo que nunca…
Num outro plano…
Em meus sonhos…
Ao menos pra mim…
O “nunca”
um dia foi,
sim.
MarU
*Nunca*
Nunca te fiz promessa alguma.
Nunca fugi os limites da amizade.
Nunca te confidenciei desejos.
Nunca jurei a você meus beijos.
Nunca sonhei com você intimidades.
Nunca disse a você, a verdade.
Nunca escrevi a você um poema.
Nunca pedi a você tal proeza.
Nunca desrespeitei tua história.
Nunca exigi de você uma escolha.
Nunca te contei como me sinto.
Nunca olhei nos teus olhos de abismo.
Nunca abracei o calor dos seus braços.
Nunca chorei no seu peito colado.
Nunca segurei suas mãos frias.
Nunca ouvi sua voz suave e tímida.
Nunca menti pra você em meu sorriso.
Nunca sorri pra você sem compromisso.
Nunca me entreguei a você em delírios.
Nunca desejei ser tocada como nos livros.
Nunca jurei a você fidelidade.
Nunca pedi a você tal liberdade.
Nunca confidenciei a você meus segredos.
Nunca te contei seriamente meus medos.
Nunca te quis só pra mim de verdade.
Nunca misturei o que sinto com realidade.
Nunca te vi, nem você me viu em vida,
e talvez, nunca terei ou darei a você
este prazer nesta vida.
Nunca direi a você toda a verdade…
Mas confesso… que senti
em segredo tudo isso!
E em sonhos, experimentei cada delírio.
Confesso que quis não sofrer o martírio
de nunca poder viver tudo o que sinto…
E minto indiferença, para tentar viver
como se não fizesse diferença…
Tudo que você ainda é e representa…
ao menos em meus sonhos…
mesmo que nunca…
Num outro plano…
Em meus sonhos…
Ao menos pra mim…
O “nunca”
um dia foi,
sim.
MarU
#Desafio 131
*Beijo roubado*
O olhar safado,
O dizer calado.
Suspense,
Embaraço.
Atração controlada…
Insinuação descarada…
Te quero,
Ou não quero?
Caminho na estrada
Com alguém ao lado.
Você passa,
Você acena
E me engana
Com um beijo roubado.
MarU
* Poema de 04/10/2006.
*Beijo roubado*
O olhar safado,
O dizer calado.
Suspense,
Embaraço.
Atração controlada…
Insinuação descarada…
Te quero,
Ou não quero?
Caminho na estrada
Com alguém ao lado.
Você passa,
Você acena
E me engana
Com um beijo roubado.
MarU
* Poema de 04/10/2006.
#Desafio 128
*Toillet das ladies*
O tempo para,
no toillet
das ladies.
Atracadas
entre beijos ardentes…
Desejo,
que exala
a luxúria vertente.
Garotas
de mini saia,
em carícias calientes.
Arfando
em suspiros,
entre risos contidos,
e vapores
a embaçar
espelhos e vidros.
Acionam a descarga,
pra abafar os ruídos.
Uma borrifada
do perfume favorito.
Ajeitam os vestidos,
cabelos…
Retocam o batom
e saem aos risos…
Como se
“nada”
tivesse acontecido,
no toillet
das ladies.
MarU
*Toillet das ladies*
O tempo para,
no toillet
das ladies.
Atracadas
entre beijos ardentes…
Desejo,
que exala
a luxúria vertente.
Garotas
de mini saia,
em carícias calientes.
Arfando
em suspiros,
entre risos contidos,
e vapores
a embaçar
espelhos e vidros.
Acionam a descarga,
pra abafar os ruídos.
Uma borrifada
do perfume favorito.
Ajeitam os vestidos,
cabelos…
Retocam o batom
e saem aos risos…
Como se
“nada”
tivesse acontecido,
no toillet
das ladies.
MarU
Luz dos meus olhos
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Adiantei o pedido: uma água com gás, dois copos com limão fatiado e gelo.
Ele chegou. Pedi dois expressos sem açúcar.
Nos cumprimentamos como dois cotovelos adolescentes: ossudos e desajeitados.
Meu rosto quase ofereceu a boca. O hábito, às vezes, é mais forte do que a vontade.
Ele olhou para os nossos copos com olhos tristes.
- Você está bem? - dissemos ao mesmo tempo e sorrimos olhando para baixo, sem mostrar os dentes.
- Você primeiro. - Meneou com a cabeça.
- Tudo indo. É estranho. - Respondi.
- Eu também, muito estranho. - Ele tomou a vez.
Fiquei em silêncio. Tomei a água toda. Troquei a cruzada de pernas.
Coloquei a pasta com os papéis sobre a mesa. Peguei uma caneta na minha bolsa e levei a mão ao papel.
Ele a segurou. Olhei para nossas mãos juntas, senti o calor tão familiar… apertei a palma de sua mão com as pontas dos meus dedos, olhando para ele. Olhei de volta para as mãos, balancei a cabeça negativamente, com pesar.
Assinei e passei para ele o papel e a caneta.
Ele assinou olhando dentro dos meus olhos, sem olhar para o papel.
Não precisei piscar para as lágrimas rolarem dos meus olhos.
Levantei.
- Obrigada. Beijei-o na bochecha demoradamente.
- Já vai? Não tomou seu café! Ele alertou-me.
- Esfriou.
Eu saí. Olhando para trás, ele me assistia ir embora. Pensei que, assim como o café, se a gente deixar, o amor também esfria.
Ele chegou. Pedi dois expressos sem açúcar.
Nos cumprimentamos como dois cotovelos adolescentes: ossudos e desajeitados.
Meu rosto quase ofereceu a boca. O hábito, às vezes, é mais forte do que a vontade.
Ele olhou para os nossos copos com olhos tristes.
- Você está bem? - dissemos ao mesmo tempo e sorrimos olhando para baixo, sem mostrar os dentes.
- Você primeiro. - Meneou com a cabeça.
- Tudo indo. É estranho. - Respondi.
- Eu também, muito estranho. - Ele tomou a vez.
Fiquei em silêncio. Tomei a água toda. Troquei a cruzada de pernas.
Coloquei a pasta com os papéis sobre a mesa. Peguei uma caneta na minha bolsa e levei a mão ao papel.
Ele a segurou. Olhei para nossas mãos juntas, senti o calor tão familiar… apertei a palma de sua mão com as pontas dos meus dedos, olhando para ele. Olhei de volta para as mãos, balancei a cabeça negativamente, com pesar.
Assinei e passei para ele o papel e a caneta.
Ele assinou olhando dentro dos meus olhos, sem olhar para o papel.
Não precisei piscar para as lágrimas rolarem dos meus olhos.
Levantei.
- Obrigada. Beijei-o na bochecha demoradamente.
- Já vai? Não tomou seu café! Ele alertou-me.
- Esfriou.
Eu saí. Olhando para trás, ele me assistia ir embora. Pensei que, assim como o café, se a gente deixar, o amor também esfria.