Público
Resposta de @tiagoandreatto
Fragmentos de um Filme Esquecível (seria um filme Cult, kkkkk)
há 1 ano
O problema é que justamente o que nos faz sermos adaptáveis com muita facilidade, e é uma vantagem biológica, ao mesmo tempo nos faz não conseguir sermos de uma coisa só. Nos condicionamos socialmente para escolhas de uma vida, mas essa dedicação exclusiva parece não estar no nosso DNA, até porque a felicidade não é definitiva, ela é momentânea, como uma fotografia.
Somos bichos de muitos mundos.
Ser de uma coisa só... soa quase como mutilação pra quem nasceu vasto.
A sociedade nos ensinou essa história do "Escolha UMA coisa, siga UMA trilha, seja UMA versão de si"... mas nós? Nós somos caleidoscópios ambulantes. Feitos de mil pedaços que giram conforme a luz e o momento.
Como é que alguém que carrega dentro de si desertos, oceanos, cidades e florestas pode querer se reduzir a um único mapa?
E se a felicidade é fotografia...
Ela nunca é filme contínuo...
Cliques roubados de um instante em que tudo se alinha, e logo depois volta a bagunça que fazemos de viver, nascemos pra ser um estúdio inteiro de fotografias internas.
Viajantes de nós mesmos, entendendo que o valor da caminhada não está só no destino… mas em conseguir se encantar, mesmo cansado, por cada nova paisagem que aparece do lado de dentro.
Talvez o que o mundo espera de nós não seja foco…
Mas um estilo próprio de transitar entre suas muitas versões, sem culpa.
Com verdade. Com presença.
E você percebe o tamanho da beleza que carrega?
Se tua vida fosse um livro de fotografias desses momentos raros de felicidade…
Qual seria o nome do livro?
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Que bom que as Mudas sempre salvam ☺️🥰
há 1 ano
Sofro
por ser
dionisíaco

neste mundo
plano e quadrado.

A névoa
do meu charuto
cria a cortina
perfeita:

Embriago-me
na fumaça lânguida

e esqueço
dos pseudo-Apolos
queimando asas alheias.

Que Themis,
Nemesis e Diké
os julguem!

Que a verdade
do bom vinho
os afogue!

Que as Musas
nos salvem
da mediocridade!

Alberto Busquets.

#Desafio 098
Público
Resposta de @tiagoandreatto
A morte é aquela batida na porta desde que a gente nasce. Mas a gente só começa a dar atenção a ela depois de certa idade aí vem acompanhada do medo de ser tarde ou de simplesmente de desligar e não tornar mais a ligar.
há 1 ano
Eu sei que existe em você uma urgência silenciosa que grita:
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
Público
Resposta de @tiagoandreatto
https://literunico.com.br/MarU/post/3350?ref=18 Eu amo os textos da MargU e ela não pode faltar. Tá muito inspirada, para nosso deleite.
há 1 ano
A brincadeira continua....

Indique aqui uma postagem de um colega do site! É só colocar o link da publicação nos comentários. A pessoa que receber mais indicações entrará na próxima newsletter.
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Já tá minha lista de aquisição esse livro da Ju... Também tem na lista o Éder, da Eliz, do Alberto... Deixa só eu me organizar por aqui que vou montar um biblioteca Literunico em casa. Vai ser um cantinho único!!!
há 1 ano
Está no ar a nossa segunda edição do newsletter!

Estamos em festa com o lançamento do livro "Um Jardim em Mim" da Jusley Naiane ,
link para você adquirir o seu:
Abrir link

Na primeira edição, pedi indicações de conteúdo aos membros aqui do site.
Mural de Indicações:

@eliz_leao: Abrir link
@EscritosdeVitorHugo:Abrir link
@tiagoandreatto: Abrir link
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Que caminhada encantadora de acompanhar... 😍
há 1 ano
#Desafio 90

Espiralante

Nômade do orvalho,
pegadas de prata
no caminho.

Poeta da lentidão,
esculpe mundos invisíveis
na terra úmida.

Viaja sem pressa,
sem testemunhas,
um suspiro de sombra
entre folhas.

Nas costas,
a espiral do tempo:
casulo de cal,
refúgio e destino,
diário de voltas
e recomeços.

Na noite fresca,
desliza:
mole, silencioso,
ancestral.

Seu casco frágil:
escudo e fardo,
prisão e abrigo,
segredo que pesa leve.

Sob o sol,
vira silêncio.
Fecha-se em si,
aprende a espera.

Busca graça no caminho,
enquanto se dissolve na luz.
Deseja chegar

Mas sabe que
chegar
é só um jeito bonito
de continuar

Indo…

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @tiagoandreatto
O mundo real nunca faz sentido meu amigo e talvez por isso seja tão lindo, como este poema que eterniza esses tesouros pra gente.
há 1 ano
A sinfonia da chuva,
o perfume da névoa,
o acalanto da brisa,
o frescor da noite.

Tesouros nada secretos
que guardo passionalmente
nas entrelinhas cadentes
de um poeminha discreto

pronto para ser lido
em emergências,
caso meu mundo real
pare de fazer sentido.

Alberto Busquets.

#Desafio 090
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Incrível Marg!!! A falta se torna preenchimento na mesma medida que o inverso. 🥰
há 1 ano
#Desafio 90

*Estrelas tardias*

Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!

Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!

Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!

Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.

Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.

Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.

Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!

Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!

Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.

Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!

MarU
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Me trouxe na memória aquela música Oswaldo Montenegro, "A Lista"
há 1 ano
Para onde foram
todas aquelas músicas
que um dia já toquei?

Os instrumentos estão aqui;
eu estou aqui.

Mas meus dedos,
amortecidos e confusos,
teimam a desobedecer...

A palheta,
escorrendo pelas cordas,
vai-se também da minha mão.

Fragmentos:
é isso o que tenho.

Desmomentos
rearranjados e alinhavados
por boa vontade e desejo.

Pequenas harmonias
que, em minhas mãos
já foram música, um dia.

curtos solfejos,
cantarolados e desafinados
por boa vontade e desejo.

Volta-se ao estudo, então,
para re(animar ou criar)
a musicalidade em dó maior
dos meus sentidos.

(E uma ou outra
blue note para cutucar
vida nos meus ouvidos).

Alberto Busquets.

#Desafio 083
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Uauuuuuuu
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Uauuuuuu
há 1 ano
#Desafio 083

A mão que afaga
pode, sem querer,
brandir a adaga.

Não por maldade,
mas por desejo esquivo
que pulsa no gesto
mesmo quando tenta amar.

O toque que embala
abre a pele sem som:
sangra sem aviso,
dói na surpresa.

Antes de empurrar,
meça bem o abismo!
Pode ser que teus pés
já tenham tocado o fundo.

A mágoa é faca torta:
fere quem sente,
e, sem querer,
dilacera quem a fez nascer.

Um eco profundo,
que à origem retorna.

Sem perdão.

Crs Ribeiro