Público
Resposta de @tiagoandreatto
Muito bom Éder. Gostei bastante!!!
há 1 ano
#Dia 299
Inadequação

Não sabe onde
se sentar.
A cadeira range.
O chão recusa.
O corpo não cabe
na roupa,
na sala,
na fala.

Tudo parece
ligeiramente torto.

O "sim" vem
com reticências.
O "não"
não se sustenta.

É ruído
no ensaio limpo.
Dobra
no tecido reto.
Nota
fora do hino.

Falam em encaixe.
O rio.
Ri ou quase.

Talvez
sendo,
seja isso:
um passo em falso
que não cabe.

Eder B. Jr.
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Tenho a impressão que ela já voltou ☺️
há 1 ano
#Desafio 28

*Olhos e sonhos*

Fecho os olhos,
Puxo uma respiração.

Inspiro profundamente.
Ouço o som da minha inalação.

Relaxo meu corpo e sinto o rosto dormente.

Você sente?
É como se fosse nossa forma de conexão.

De olhos fechados e corpo relaxado,
Encontro seus olhos, no interno de mim.

Olhos que enxergam além dos olhares,
Olhos que veem além da alma
Com muita calma, sem tempo,
Nem pressa para chegar ao fim.

De olhos fechados
temos todo tempo do mundo,
mesmo que por um segundo,
posso me ver no seu olhar.

Estes olhos me refletem, me entendem,
E sinto que me sentem, profundamente.
Olhares a se encontrar.

Uma miragem projetada na mente.
Tem cheiro, calor…
E instiga a vontade na gente.

Vontade de abrir o olhos,
Se despir dos medos e te encontrar,
Além do que meus olhos são capazes de sonhar.

Será?

MarU
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Uau mulher!!! Xonante
há 1 ano
#Desafio 24

#

Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.

Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.

Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.

Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.

Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.

Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Ah! Se ela soubesse..
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Ah! Se ela soubesse... 😍
há 1 ano
Se você soubesse
os poemas
que meus olhos
escrevem
em seu corpo

se você soubesse
os poemas
que minha boca
declama
em seus lábios

se você soubesse
os poemas
que minhas mãos
exaltam
em seu seio

você
se sentiria
livre

e eu
me sentiria
poeta.



Alberto Busquets.

#Desafio 005
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Uau! Apaixonante!!!
há 1 ano
Auto-retrato

Seus olhos transmitem mensagens,
De luz e verdade embutidas.
Na clara vastidão deste olhar,
Encontro de virtudes infinitas.

A luz deste olhar é serena!
Em verde, reluz esperança.
Em luz, toca-me a alma,
Um mar de sonhada bonança.

Seus olhos não mentem pra mim!
São olhos serrados para mentiras.
Olhos voltados pra mim, molhados…
Que olho de volta no espelho desta vida.

Mar U

#Virtude
Público
Resposta de @tiagoandreatto
Que linda paisagem é este poema. Me bateu uma saudadezinha de sentir a areia da praia nos pés
há 1 ano
Descalça

Meus pés descalços
Não medem passos.
Caminham livres rumo ao mar!

Enterrando-os nas areias,
Sinto a energia pesada
Descarregando das veias.
Sinto o “arder” nas solas dos pés!

Enchendo entre meus dedos com grãos,
Esfolio os pés e a alma.
E deixo irem embora as preocupações.

Com eles, recepciono calmamente
A aura que flui da atmosfera marítima
E inclui-se sinérgicamente em meu coração.

Meus pés descalços, mar adentro,
Sentindo o gelado das ondas, fervendo.
Se enterrando na areia molhada,
Entre as espumas do mar na praia.

Pisando conchas enterradas,
encontro distração.

De pés descalços aqui,
Eu descanso da vida pesada e sofrida
E enterro ali meus alentos!

Nem que seja, apenas por alguns momentos…

Com meus pés descalços, encontro paz.

Mar U