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Lembranças do Futuro
(Minha volta ao Sexxxtou...)
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Como dizia o Dobby...
Não há lugar melhor para se estar do que com os amigos.
Que noite! 🥰
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Dias sem você
Há dias em que não penso em você.
Minha mente se enclausura nos meus distintos universos,
Cuidando das antigas coisas e antigas preocupações,
Sem esperar por um brilho e por um chamado.
Há dias em que você não cabe mais,
Que me atenho a problemas da vida real
- os problemas pequenos das vidas medíocres.
Uma vida que não comporta a sua presença.
Há dias em que não penso em você
E esses são os piores dias,
Porque não me trazem a magia
De ter algo realmente belo pra dividir.
São os piores dias, porque me mostram que a sua onipresença
Um dia se tornará apenas presença,
E, depois, se tornará lembrança,
Se tornará nada.
E, um dia, esses dias ruins se perpetuarão
Até se tornarem "dias comuns"
Não mais dias ruins,
Mas uma vida ruim.
Pensar ou não em você
Não me trará nenhuma emoção diferente;
Será mais um pensamento comum,
Em um dia ruim e comum.
Ou, talvez, novas emoções brotem,
A partir de um novo par de olhos felinos,
De uma nova voz meiga e delicada,
De uma nova personalidade instigante.
Nesses dias, eu sei,
Um novo brilho surgirá na minha vida,
E, mesmo sem nunca mais pensar em você,
Serei eternamente grato pelo que, um dia, você me fez ser.
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*Metamorfose*
Nada havia, mas havia a fagulha;
O desejo de felicidade, a ânsia de completude.
Nada ainda havia, mas, desse nada, algo começou a crescer
Um sentimento intenso, bonito e sem nome.
Era amor? Paixão? Desejo? Não sei;
Não dependia apenas de mim descobri-lo.
Não era algo que se pudesse impor ou exigir.
Nem, tampouco, algo que eu pudesse controlar.
Alimentei nesse sentimento, cuidei bem dele.
O mostrei à sua dona e inspiradora.
Era dela, era por ela, e bastava uma palavra
Para que descobríssemos, juntos, o seu nome.
O chamei de tudo: de Amor, Paixão, Desejo,
E entreguei a ela o seu destino.
Mas ela o chamou de Pecado, Ilusão, Covardia,
E me devolveu, sem nem ao menos o desembrulhar.
Então, peguei esse sentimento
O envolvi na mais fina seda das intenções,
E o enterrei em local fértil,
Escondendo-o dos olhares de todos...
Se for apenas o meu coração,
Ele logo apodrecerá sob a terra,
Irá se desfazer e se dissolver na escuridão,
Até que, um dia, nada mais exista daquele sentimento.
Se for um tesouro,
Lá ele permanecerá, intacto,
Aguardando que alguém, mais persistente,
O resgate e lhe dê valor
Mas, se for uma semente,
Ah, em breve ele vai brotar...
Trazer-me nova vida e novos frutos,
E não haverá mais como escondê-lo!...
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Mas...
O que eu sinto por você
Você nunca vai saber.
É, mesmo distante, te sentir ao meu lado,
É ouvir meus gritos internos - e calado.
É querer te expulsar do coração
- Mas não.
O que eu sinto por você
Você não tem como entender.
É saber que não sou nada, e estou errado,
É aceitar suas escolhas do passado
É entender que não sou mais que uma ilusão
- Mas não.
O que eu sinto pro você
É grande demais pra se perder.
É melhor deixar aqui, a fundo guardado,
Como lembranças de um louco apaixonado
Que, enfim, não vive mais por esta paixão
- Mas não.
O que eu sinto por você
Ah, Deus! Nem eu consigo dizer!
É algo que nasceu pra ser um pecado;
E eu não posso me sentir feliz nesse estado.
E tento fingir que me afastar foi uma opção
- Mas não.
O que eu sinto por você
Eu sei, um dia, vou esquecer:
Seu brilho dentro de mim, um dia, será apagado,
E poderemos viver, em separado,
As nossas vidas felizes e perfeitas, então:
- Mas não.
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Indesejado
Não me conhece? Nem queira;
Sou mau, sou vil;reconheço.
Um ser sem fim nem começo
Um ser sem eira nem beira.
Jura que não me conhece?
Pois continue assim:
Sem saber nada de mim.
A sua vida agradece.
Não queira me ver por perto;
Viva na paz e alegria:
Viver sem mim é um acerto.
Mas, se insistes nessa dor
De ter minha companhia...
Prazer: meu nome é Amor.
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Superfície
Não quero quem me diga:
“Hoje lembrei de você.”
Quero, em vez disso, ouvir:
“Há muito tempo você não sai da minha cabeça.”
Não quero o morno —
Nem para o café, nem para o banho, nem para o amor.
Se não ferver, está frio.
Não quero vidas sem problemas.
Não quero que me procurem apenas quando tudo vai bem.
Não quero que só me busquem quando eu estiver feliz.
Não quero que me pensem como abrigo eventual:
Quero ser o abrigo já internalizado,
Aquele que não se nomeia nem se pensa,
Mas que se sabe, simplesmente, que é.
Um abrigo, não um refúgio.
Quero a plenitude do “preciso te falar uma coisa”,
Mesmo que seja “nada”.
Quero o coração que curte,
Não como o fim de uma resposta curta,
Mas como o começo de uma nova conversa.
Quero vidas que se cruzem,
Mesmo que, para isso,
Precisemos desviar a rota —
Não para o caminho mais fácil, mas para o mais próximo do outro.
É assim que a vida vale a pena.
Apenas… apenas…
É assim que os dias fazem sentido.
Sentindo… sentindo…
É assim que o mel do Amor segue gotejando,
Sangrando… sangrando…
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Meus Meninos
Pensei em repetir um texto já publicado, aproveitando o dia dos pais (já que não sou um). Lembrei que havia feito o texto inspirado em alguma pérola da Cris Ribeiro (ela tem tanta coisa espetacular que o difícil é não se inspirar no que ela escreve). Pra quem já leu, passe. Pra quem não leu... Bem, leia, talvez valha a pena...
Meus meninos ainda não eram meus meninos quando os conheci; um já tinha 8 e o outro, 5. E eu, justo eu, um autista que não há tinha sido um bom tio, nem um bom primo, nem um bom irmão, nem um bom cunhado mais velho, fiquei com a incumbência de ser um bom padrasto.
Eles não gostaram de mim logo de cara; achavam que eu estava vindo pra tomar o lugar do pai. Não era verdade; o pai já havia abandonado esse posto, e o que eu estava fazendo era tentar preencher um espaço já vago, mas como demonstrar isso para duas crianças?
Talvez por isso eu tenha sido tão duro, tão intransigente, tão crítico e austero. Talvez por isso, eles, que nunca haviam encontrado limite e autoridade, tenham se apegado a mim como um porto seguro - algo que eu não era, inconstante que fui, genioso e chato e ranzinza e exigente.
Mas... O tempo foi passando. E o amor que eu antes tinha pela mãe deles foi virando um amor por três, um amor pela família que não era minha. Eu me cobrei como pai e exigi tudo o que eles poderiam ser como filhos.
E quantas vezes um deles não veio me mostrar algo incrível, e eu não deixei porque não tinha tempo? Quantas vezes os impedi de falar sobre a nova série, o novo jogo, o novo livro, porque havia "trabalho importante" a ser feito? Hoje, olho para dentro de mim, com os olhos do passado, e encontro momentos em que eu poderia ter estado mais com eles, em que eu deveria ter mandado às favas aqueles chefes que sequer sabiam meu nome, nem que eu tinha filhos e família e que devia ser exemplo. Olho para trás com a percepção de que devia ter sido mais presente, mais amigo, mais amoroso. Mais pai.
Mas, hoje, um deles gosta de rock, é músico, está trabalhando com TI. Tudo isso é exemplo do padrasto. O outro, mais novo, adora desenhar e ler, e torce para o meu Flamengo, em vez do Corinthians do pai. Em que momento eu fui tão importante na vida deles? Em que momento eu fui exemplo de alguma coisa?
Hoje eu olho para trás com orgulho, com a certeza de que passei bons valores e bons pensamentos. Olho para trás e percebo que errei muito, e que eles não tiveram a melhor das vidas, e que muito é culpa minha, mesmo eu sabendo que, no fundo, caí de para-quedas nas vidas deles e fiz o melhor que pude. A vida não dá novas chances, não te permite testes nem reloads. Fiz o que achei certo, e, se hoje acho que poderia ter feito melhor, é porque, assim como eles, eu cresci.
E eles cresceram! E hoje eu consigo ser o amigo, o padrasto, o pai, porque eles já evoluíram e aprenderam sobre as minhas limitações. Eles me criaram, mais do que eu a eles. Eles me compreenderam porque, por óbvio, se tornaram pessoas muito melhores que eu. Opa! Mas será que também eu não tenho alguma parcela de mérito nisso?...
Ainda tenho saudade da época em que podia ajustar algo na educação deles. Ainda não percebi que hoje, ainda posso fazer isso. Ainda tenho tristeza em perceber que, um dia, eu fui jovem como eles, e tinha meus ídolos, ainda que hoje já os veja como pessoas comuns. Ainda tenho um certo orgulho de chegar até aqui, vivo, tendo passado dias de dificuldade. Ainda olho para trás e não sei se fui um bom pai, se devia ter sido, se tomei o lugar alheio ou se simplesmente fui improvisando, porque a vida não permite ensaio.
Ainda vou me orgulhar do que fui para eles. Ainda vou me orgulhar do que fui para mim. Ainda vou me orgulhar do que sou, enfim.
E, aí, sim, a vida terá válido a pena. Porque há algo que aprendi tentando ser pai: viver não é algo que façamos por nós mesmos.
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Não entendo
Me diz que não,
Mas sei que sim.
Você diz sim,
Mas não pra mim
Quem sou, então,
Por que é assim?
Nem sim, nem não,
Nem fim.
Não é, senão
Um outrossim;
Há outro, enfim:
Ai de mim!
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Oi gente...
Estou escrevendo um livro. (Outro 🙄)
Não, eu não desisto.
Mas, dessa vez, pensei em fazer diferente: vou postando aqui, dia a dia, um capítulo.
São (previstos) 54 capítulos.
É (pra variar) uma ficção científica. Sobre tecnologia. (Não, dessa vez não haverá músicos) 😂
Mas trarei questões filosóficas, debates, e tudo mais... Então queria saber se alguém vai me acompanhar...
Quem se habilita a ir lendo? Nunca pedi nada pra vocês!... 🥴
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