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Publicações de pessoas, em ordem cronológica
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@luscaluiz há 1 ano
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"HAIKAIS" i. a primeira luz pela fresta da manhã — incita vida ii. à minha janela anunciando a manhã — pousa o beija-flor iii. Pássaros cantam o sol folia nos rastros derrama alvorada iv. o dia amanhece — ouvir o canto das aves também é orar v. na esteira do pássaro pulsa a trombeta dourada raia a paz do sábado vi. Pássaros no fio Avô tosse corta a grama – Orquestra do sol. vii. Vestígios da lua poça reflete a roça – três sapos na rua. viii. Os causos mineiros vigia o lobisomem – alguém pede sal. ix. Mesmo à distância a natureza alumia – ascende o verso. x. Trabalha a criança: refaz castelos de areia com o que imagina.
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@luscaluiz há 1 ano
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"TROVAS" i. Da Vida brota mais vida, essa é a grande lei: na semente está contida toda a fagulha do Rei. ii. A flor rebenta em si, impera, dá sementes sobre o leito... O que sou desde sempr'era de alguma forma no peito. iii. É preciso praticar sempre a justa contenção: domesticar nosso olhar, pra falar o coração. iv. Fecha-se no mesmo instante, a vida é este agora: fortalece-se no seu antes, mas difere no que aflora. v. A dor tem função arquetípica, nos ensina a valorar o lado bom dessa vida – isso que há de perdurar... vi. A beleza traz em si a potencialidade: todo gosto que há de vir, rebentada a eternidade... TROVA CÍNICA A língua a dizer amor, sofre em tom comprometido: pois herdamos seu sabor mais sarcástico que ungido.
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@fksilvain há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/122' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A ruiva e o grisalho" completo</a></p></div>
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@nanderfer há 1 ano
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Eu conheci a Geisislaine há quatro meses, numa livraria. Eu estava procurando algo do Dostoiévski e ela tinha nas mãos um Machado (calma gente, era um livro do Machado de Assis). Não fiz nenhum esforço para me apaixonar por ela. Praticamente saímos dali já namorando. Semana passada eu estava dormindo no sofá quando, de repente, O Iluminado, do Stephen King, voou no meu rosto. - Stephen King, porra? Então você lê Stephen King? Você quer me humilhar, é isso? - Geisislaine esbravejava na minha frente. - Você disse que só lia alta literatura e o que eu encontro na sua gaveta das cuecas? Stephen King! É isso, você mentiu para mim! - Ela dizia, andando de um lado para o outro, movendo os braços com a elegância de um boneco de posto de gasolina. Mesmo tonto e com o nariz sangrando (acredite, um tijolaço de quinhentas e poucas páginas do Stephen King é como um soco do Mike Tyson), eu tentei me justificar. Eu proferi todas as mentiras que a minha mente sonolenta conseguiu formular na hora. Eu disse que o livro foi um presente da tia Hermengarda. Depois corrigi e disse que ganhei de amigo secreto. - Você não tem amigos nenhum, porra! - Ela gritou. Por fim, afirmei que o livro surgiu no meio das cuecas por abiogênese. Isso só serviu para a Geisislaine proferir todos os palavrões possíveis e imagináveis. Foi estranho ouvir, daqueles doces lábios, um sonoro "vai tomar cu”. Já sentada na poltrona, com os olhos lacrimejantes, ela perguntava: - E então, todo aquele papo de alta literatura era mentira? Aquela nossa ida ao congresso literário em São Paulo foi só para me impressionar? Aquelas conversas sobre as múltiplas camadas na poesia do Fernando Pessoa foram só para me comer? Foi isso mesmo? - Minha mente implorava para eu gritar “sim” e “não”, mas meus lábios só conseguiam pronunciar “desculpa”. - Imagina se ela encontrar Harry Potter no baú dos moletons. - Eu pensei. Ofegante, Geisislaine proferiu a sua sentença: - Tudo está terminado. Pra mim, chega. Em silêncio, vi a Geisislaine ir embora. Ela bateu a porta do apartamento com tanta força que derrubou Clarice Lispector da estante. Irritado e com o coração em frangalhos, corri para a sacada. - Quer saber? Stephen King é foda pra caralho! - Eu gritei observando Geisislaine andando pela rua, desaparecendo em meio ao denso nevoeiro daquela manhã de inverno. Foi depois disso que eu escrevi esse meu fracass... quero dizer... esse meu livro. Eis aqui o link: https://tinyurl.com/4bhn3zu6
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@EscritosdeVitorHugo há 1 ano
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O Abismo Ando sempre circundando o precipício, fecho os olhos, tenho medo do abismo! Eu caminho, me equilibro e também desequilíbro, bate o vento me atordoo, quase perco, perco tudo para o abismo. Ouço ao longe, o grunhindo, ouço as garras na parede, é o monstro me olhando, me esperando, aguardando, o momento em que eu caio! Caio para sempre, no infinito do abismo! Quase pulo! O abismo vez ou outra eu desejo! Mas o medo do escuro, sempre faz eu dar a volta. Pois que seja! Vou seguir, que se dane aquele monstro! Ando em frente, calmamente! Até que enfim só me reste o abismo.
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@jjr há 1 ano
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~~~§§§~~~ Na beleza de meu canteiro, todas lindas flores escolhidas a dedo. ~~~ Majestosa, meu Copo de Leite & Rosa amarela, do caule a flor me ilumina bela. ~~~ Margarida menina graciosa, decidida e pensativa me fascina. ~~~ A Camélia com seus olhos e pétalas agraciadas. ~~~ Toda travessa Maria-Sem-Vergonha ao pecado um convite. ~~~ Tulipa sensual disfarçada com sua calma. ~~~ A Orquídea de beleza cigana entorpecente as minhas órbitas. ~~~ São meninas-mulheres-moças embelezando o mundo com seus aromas e irradiando seu sorriso. ~~~ Cada uma um diferente paraíso. ~~~§§§~~~ JJr.
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@jjr há 1 ano
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-#-- Do odor das dunas as flores no deserto. O beijo do furacão ao solo apaixonado. Somente ensolação, miragens que ofuscam minha visão agraciando-me pela iliusão. --#-- JJr.
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@tibianchini há 1 ano
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**Não, não quero** Ter que olhar no teu rosto que me instiga, E fingir indiferença e naturalidade, Para que ninguém te veja em mim mais que uma amiga... Ter que te abraçar como um velho amigo, Sem deixar que sintas o calor do meu corpo em chamas Exigindo a brisa fresca da tua alma-abrigo. Estar perto desse corpo, que, um dia, Nos meus devaneios ou em uma outra vida, Me perdi e me encontrei, e fiz moradia. Ter que ouvir teu murmurar doce e risonho Sem me arrepiar e me denunciar, Nem cruzar a tênue linha entre o possível e o sonho. Ter você tão perto, e tão fugaz, Como névoa que me envolve, mas não prende... Como promessa não cumprida, e audaz. Ter que te ignorar com tal esmero Que este amor se dissolva em "como vai?" Não, não quero.
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@tibianchini · há 1 ano
(... Ou quero?)
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 151 *Amor e fé* Como explicar saudades do que não se conhece? Amor pelo que nunca se viu. Desejo pelo desconhecido. Acreditar poder alcançar o inalcançável… Encontrar brechas e dobras no tempo e espaço. Querer ser querido e digno de algo divino. Desafiar a razão e o impossível por um único e principal motivo: o amor inexplicável que sinto e acredito, sem ter certeza da reciprocidade. O amor transcendental que transpõe barreiras para alcançar algo além da razão. Advindo e impulsionado pela emoção, a fusão da fé com a esperança. Acreditando no invisível, caminhando em direção ao incerto, com o coração aceso, movido pela perseverança de um lampejo. Algo que, com olhos humanos, não vejo. Preciso usar a alma como bússola de precisão. Como explicar o amor, se para o amor não há explicação? MarU
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@tibianchini · há 1 ano
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 (de pé)
@JuNaiane · há 1 ano
Alcançar o inalcançável 🥰
Poema lindíssimo amiga! Espetacular como sempre! Você é sempre uma inspiração pra mim!🥰 E de fato não há nada mais complicado do que o amor!
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@rafaelaraujoescritor há 1 ano
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O Dilema da Poesia e o Poeta De onde nasce a poesia? Das entranhas do poeta, ou talvez da criatividade volátil do poeta. Mas, no fundo, o poeta é sem rosto, sem olhos, e até sem boca. O poeta bate contra a parede, invisível. Carrega a maca com seu próprio corpo machucado, mas não chora, porque feridas se cicatrizam com sua poesia. Talvez seja daí que a poesia nasce: do completo que é vazio, do vazio que enlouquece, da loucura... de não saber de onde nasce a poesia. Afinal, a poesia só nasce. Por Rafael Araújo
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@EscritosdeVitorHugo há 1 ano
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O Mundo Além dos Olhos Até onde vão os nossos olhos? até onde vai o nosso toque? Quantos sons o nosso ouvir não alcança? Quantos cheiros não podemos sentir? Quais os segredos que o mundo esconde, que nós, presos em nosso falho corpo, jamais descobriremos? Quais são as cores que se escondem, o cheiros que não sentimos, quais são essas coisas que nossa percepção não alcança? Pode haver um mundo escondido sob nossa narinas, pode haver um mar por trás do véu que achamos ser a realidade! Talvez lá esteja o sentido quero não encontrarmos em nossa existência, ou talvez lá encontremos a cruel verdade que a muito já suspeitavamos, que nada tem sentido e a vida talvez seja uma piada de mau gosto
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@fksilvain há 1 ano
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/7ccFT6pMsVFNCZ8VANw2IacdGhz4CgOaxFveut5b.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13' target='_blank'><strong>A gata, o diabo e o desejo: a história de Renata & Bernardo</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/13/chapters/122' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "A ruiva e o grisalho" completo</a></p></div>
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@escritormarcosgonbaz há 1 ano
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Estrelas Um punhado de estrelas Apanhei do universo Depositei com delicadeza Em meus versos. E fiz poesia para ti Minha galáxia espiral Catavento cósmico feliz Musa estelar astral. Inspiração da criação És aglomerado de sóis Semente de constelação E o cosmos só para nós.
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@luscaluiz há 1 ano
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A poesia, em sua materialidade enquanto poema, não se resume a ser apenas "expressão dos sentimentos"; ela é a construção consciente de imagens, sons e ideias que transcendem a mera subjetividade, buscando estabelecer um diálogo sensorial e intelectual com o leitor, ancorado em linguagem, forma e intenção estética.