A felicidade é um alucinógeno
percorre nossas veias feito seiva
despetalam-se sorrisos e sons
miúdos, quase surdos que só
a alma reconhece
esse estado mais ao norte
irriga a tez, excita a melanina
e belos, quão belos são os que
amam
Edu Liguori
Caros leitores,
Estou avisando a todos que minha noveleta “Quatro Destinos” não está mais disponível para venda na plataforma da Amazon. Ele terá uma nova edição em breve por meio de uma editora conhecida, em uma edição revisada, tanto na versão física quanto na digital. Aguardem as novidades.
😊
O sabor ácido
De sua essência
Explodiu
Minhas papilas
Altamente sensíveis.
E eu tornei-me
Sucetivel
Maleável
Como se me queimasse
Marcasse
Com sua seiva.
Penetrando
Não só meus lábios,
Mas enfim,
Indelevelmente
A minha alma.
Me tornou
De propósito
Sedenta pela a dele
Almejando
Marcá-lo
Como meu.
Meu eu entorno
Do seu,
Seu corpo,
Sua carne,
Sangue e saliva,
Suor e prazer.
Me molha
Do tesão
Mais descarado
Intenso,
Em seu
Regozijar.
Eliz Leão
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
59 - Fale sobre um livro que te fez ter uma ótima ideia
A coisa não foi assim tão simples. Desde minha infância pensava em ser escritora. Mas era um sonho abandonado, depois de algum tempo escrevendo poesia (há muitos anos).
Em 2023 redescobri o gosto por romances de amor mais quentes lendo esse livro, que me abriu as portas para ler todos os livros da Dani Mart, de quem sou grande fã. E, no fim, acho que acabei inconscientemente produzindo histórias que têm algo em comum com as dela ao retratar a realidade brasileira, média, sem coisas muito fantasiosas, com capricho no amor e no hot.
Ou seja: ler esse livro pode ter me dado a ideia de também ser autora.
Curiosidade: Dani Mart fez a capa do meu primeiro livro! ❤️
Inclusive recomendo:
https://a.co/d/iWezfiU
#Link365TemasLivros
#Desafio 059
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Como seria tocar uma pele
tão macia quanto a minha?
Um sopro: suave, tão leve,
seria a minha rendição?
Tua voz aveludada,
teu riso, desordem sutil.
Palavra doce, safada,
veneno que ensina
a febre a ser mais febril.
Texturas de fina seda,
renda a roçar meus dedos…
Teu toque? Promessa acesa
deslizo dentro dos teus segredos.
Tua língua, trilha aberta:
labirinto que me invade
em doce oferta
acende ais,
me deixa tensa,
me embriaga,
entorpece.
Envolve-me no teu véu,
Que fere sem machucar,
me faz tocar o céu,
em queda delirante:
descer sem aterrissar.
Te quero sem mais demora,
teu querer é minha verdade.
Me toma,
agora,
sem hora
E derreto…
Sem salvação.
Cr💞s Ribeiro
#Bom dia!
Palavra do dia:
#𝕀𝔻𝔼𝕀𝔸
Frase do dia:
"A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter muitas ideias."
— Linus Pauling
Datas comemorativas de hoje, 28 de fevereiro de 2025:
Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras
Dia da Ressaca
Aniversariantes:
Linus Pauling (1901)
Vincente Minnelli (1903)
Stephen Spender (1909)
Mario Andretti (1940)
Bernadette Peters (1948)
John Turturro (1957)
Rae Dawn Chong (1961)
Ali Larter (1976)
Luka Dončić (1999)
Guerra da Cultura
Aí meu deus eu tenho medo, do fantasma de vermelho, logo, logo eu infarto, minha vida logo acaba com o homem aranha preto.
Olha só esse absurdo, feminismo na minha tela, era branca, agora é preta aí meu deus que fim de mundo, vou morrer! Princesa é branca! Não me rouba o meu espaço, minoria sai pro lado!
Olha só o rato gordo, tem uma bolsa de dinheiro, mas na calça tem vermelho aí meu deus ele é de esquerda!? Olha a guerra da cultura, só existe na cabeça! Olha a guerra da cultura, só pro rato encher o bolso!
Pelo menos tenho o termo, tão vazio e tão largo pra caber meus preconceitos! Vou poder ser um escroto, e sair daqui ileso
Aí meu deus, que coisa boa, vão falar de feminismo, vai ter pauta identitária! Camarada não se engane é cilada desse rato! Que crítica e crítica mas no fim não muda nada! Vê se fica mais cabreiro não defenda esse rato!
Nessa Guerra de cultura, o rato arma a ratoeira!
Eu sonhei que estava em um lugar onde tinham lojas em uma ladeira, com duas lanchonetes. Eu queria comer mas não tinha dinheiro, tava pensando em um jeito de enrolar algum dos donos de lanchonete pra comer de graça.
Eu andei um pouco e estava de frente pro prédio que eu trabalhava, e na entrada dele tinha uma rede de descanso, e pelo volume tinha alguém deitado nela. Eu estava falando com o pai da minha irmã sobre ele sair pra comprar coisas com ela quando vi que na rede tinha um gato frajola, que eu achei ser o gato do meu namorado.
Quando eu peguei o gato e comecei a entrar no prédio, via água entrando pelas janelas e vidros laterais, como se caisse uma tempestade do lado de fora, e eu ouvi a voz da minha sobrinha.
Ela dizia coisas como “eu falei pra não deixar minha cama daquele lado porque ia molhar” e “o nome dele é pingado, não sei porque as pessoas insistem em dar outro nome, ele que escolhe o nome dele”.
Foi a primeira vez que ouvi a voz dela desde o acidente, e eu acordei feliz por me lembrar de como era a voz dela. Eu já havia sonhado outras vezes, mas em nenhuma delas eu a ouvia, só via de corpo inteiro, e ela sempre estava linda.
Eu ouvi a voz dela de fundo, como uma lembrança. Talvez seja esse o significado do sonho, de que ela é apenas uma lembrança agora.
#Dia 279
Languidez
Surge com ares de rusga antiga,
Rastro pálido sobre mármore frio.
Languidez não corre, não briga,
É murmúrio entalhado no vazio.
No pulso, um vácuo sem ânsia,
Crepúsculo que a si mesmo se rende.
Languidez é sombra da instância,
Que, entre suspiros, jamais se desprende.
Não é temor nem desatino,
É fardo de quem não mendiga.
Languidez não busca destino,
Apenas ao tempo se liga.
Eder B. Jr.
Sou caminhante,
errante,
em direção
ao meu destino.
Sou caminhante,
errante,
não abro mão
do meu caminho.
Piso em falso,
até tropeço,
me atropelo
em desatino.
Alma nua,
pés descalços,
me desmonto,
me refaço.
Perco o sonho,
me encontro,
reconstruo,
sonho alto.
Se desvio
do meu alvo,
logo volto,
já me acho.
Sou caminhante,
errante,
passo a passo
eu te alcanço.
Sou caminhante,
errante —
é você,
meu horizonte.
Jusley Naiane
#desafio 59/365
Há dias em que eu me sinto
Tão sozinha,
Que nem a poesia
me preenche.
São dias em que eu me sinto
Vazia,
Incompleta, e, completamente
perdida.
Afinal, o que eu espero da vida?
O que virá em seguida?
O que me espera
Na próxima esquina?
Talvez, se eu continuar a caminhar
A resposta eu possa encontrar.
Vou seguir em frente, ainda
que eu não saiba onde chegar.
Jusley Naiane
#desafio 58/365
Pode o amor
florescer de uma chuva
de ondas opacas
do vento forte
pode o amor
sobreviver lonjuras
reviver memórias
celebrar desfiles
pode o amor
desprezar o tempo
esquecer o nascimento
intensificar o grito
pode o amor
deixar o passado
despreocupar o futuro
e ser presente
pode
basta um beijo
Edu Liguori
Não sei dançar.
Tinha vergonha.
Depois, me achava
desengonçado.
Depois, porque
"músico não dança"...
Trocando de desculpas
como quem troca de camisa.
Então percebi que posso
bailar com palavras:
valseando com
o belo,
casualmente com
a vida,
headbanging com
o destino.
Musicais da Broadway
numa praia deserta,
para uma história épica
sob a orquestra do mar.
Ou serenata de estrelas
para se ouvir despreocupado,
debruçado à janela,
deixando somente
o corpo balançar.
Sim, não deixa de ser
Mais uma desculpa
pra boi dormir...
Aí eu soneto uma paixão
para me redimir.
Alberto Busquets.
#Desafio 058