Este é meu manifesto, minha relação com a literatura.
Criei a partir de uma provocação da Uiara, do Narrativas Introspectivas, um projeto que ajuda na carreira de autores independentes e que está sendo fundamental na minha jornada.
Ando tão à flor da pele,
Me rego com lágrimas
Colho margaridas
Minha alma aflita
Pede calma
Paro
Respiro
Me transformo
Em algo novo
Me transbordo
Sou renovo
Quem planta poesia
Colhe eternidade
#desafio 81/365
A VALSA DO BEIJO
Será que nossas bocas se encaixariam?
Será que minha língua e a tua
Saberiam se conectar na valsa do beijar?
Saberiam elas como se enroscar,
Se envolver, com a leveza e intensidade de bailar?
Se tocariam e se acariciariam como
as pernas no tango que se entrelaçam lentamente?
Será que nossas mãos saberiam pra onde ir?
E nossos corpos se aproximariam cada vez mais
no ritmo da nossa respiração que ficaria cada vez mais ofegante?
Será que este beijo acabaria?
Será que conseguiríamos parar?
Ou haveria pausas para sorrisos e trocas de olhar?
Será que nossos lábios foram feitos para dançar?
Paula Fernanda
#DiaMundialDaPoesia
Olá leitores e leitoras!
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Leia e deixe sua avaliação, divulgue para seus amigos, ajude autores independentes a terem mais penetração no mercado literário!
Muito agradecido!
Edu Liguori
#Desafio 081
Itacaré
Fui riso aberto,
alma acesa,
verdade sem freio.
E depois?
Quebrei ao meio,
deixei o recheio,
fui fome de mim.
Agora, marés.
Agora, vento.
Me desfaço,
me refaço,
não mais me reparto.
Me reinvento.
Cr💞s Ribeiro
Queria ser Drummond
para saber das palavras, contar nossa história
em poesia ou prosa várias ventanias
sacudir teus cabelos e refrescar teu sorriso
mostrar apego, mas sem correntes
só massagem e química de pele e suor
um poeta certeiro, doce suave sem enjoo
sabor de bebidas e também tabaco
traduzir a força do dragão que me carrega
pelos céus deste mundão quando a tenho
o fogo todo que incendeia a alma, a vila
e a vida
trazer nos léxicos o conteúdo deste prazer
inexplicável do orgasmo que vivemos juntos
deleitar o corpo com passagens firmes
mãos ágeis e precisas, línguas safadas
ah os olhares na penumbra da noite fria
que contrastam com a pele quente friccionada
sob as tatuagens e os pelos, carne incandescente
da conjunção entre o rebelar e o sucumbir
talvez me negue as possibilidades de um jornal
fuja sim do cotidiano nefasto da era de aquário
mas me morda a carne em forma bissexta
abra a porta quando a quinzena chegar
criemos uma nova ortografia rebelde
fora dos padrões precisos da gramática
acentuada relação sem nexos ou réguas
borboletas em revoada breve no estômago aflito
sujeito e predicado em exclamação
queria ser Drummond!
teu autor dos acasos
o caso, teu caso
sempre quando for
Edu Liguori
#Desafio 80
*Mergulha*
Pousa seu olhar no meu.
— Mergulha!
Laguna verde, minha alma.
Esperança una.
Mel d’ouro convida, saboreá…
Doçura.
A luz da minha alma acesa.
Lumina.
Ouve o som murmurioso no vento.
— Escuta!
Clamando além do tempo.
— Vislumbra!
Infinito sentimento que temos.
— Assuma!
Pousa seu olhar no meu.
— Mergulha!
Não tema: Seu amor sou eu.
Sou sua!
MarU
Confesso:
Eu poemo.
Todos nós
Deveríamos poemar
com mais frequência;
desengaiolar a língua,
desencaixotar sentidos.
Só então,
com essa poemação,
daremos abrigo da solidão
a nós mesmos:
Crisálidas
de novos desejos
que, revelados,
poderão se abrir
em um mundo
poematizalmente
e livremente amado.
E então?
Poemiremos ou não?
Alberto Busquets
#Desafio 080
#Desafio 080
A ilusão veio mansa
sussurrou meu sorriso
chegou tão delicada
leu meu desalinho.
Não pediu nada
levou tudo.
Abri os braços
me dei, me desfiz.
Perdi-me no mar
acreditando ser parte dele.
Fiz por dois, fiz demais
desaprendi meu nome.
Vi a vida escapar lenta
virar ausência densa
um gosto ruim na boca
um silêncio seco nos olhos.
E então veio o susto:
o que restou de mim?
Quis voltar
mas o caminho sumiu.
Passado é coisa que não se toca.
O que eu tanto buscava
nunca esteve longe
só precisei abrir a mão.
Agora, basta.
Tempo de ser
sem moldura, sem medo.
Felicidade?
Liberdade, talvez.
O vento bagunçando o cabelo
os passos sem rumo
a leveza de não ter que dar
de não deixar rastro
de ser só o que sou.
E então,
o que falta?
Rompo as correntes
que eu mesma forjei.
Faço do vazio uma trilha
me largo no mundo:
livre, inteira
só minha.
Até o fim.
Cr💞s Ribeiro
Faço tudo por você!
Demorou pra te encontrar.
E dessa vez eu não vou te perder!
Mesmo se meus olhos se fechar de tanto chorar por você.
Mas pelo visto você não está só.
E é dele que preciso me livrar.
Só que você não quer deixar.
E vem com tudo contra mim.
Eu vim pra jogar!
Vamos ver quem vai vencer.
Não costumo perder, mas por você posso tentar.
Não adianta querer escapar.
Pois o destino já nos juntou.
Nesse ringue, com grades de cera.
Não adianta fugir, pois eu já te marquei.
Então, veremos quem realmente vai perder.
Eu faço tudo por você!
Composição autoral - Rafael Araújo
(Poesia)
Em uma série dedicada à imensidão azul, ao mar que abraça e transborda, não poderia faltar o poeta que navega, como poucos, pelos sentimentos mais profundos e impetuosos.
Com todo carinho, dedico este momento ao meu grande amigo @Albertobusquets e a todos vocês que apreciam a beleza das palavras. Como presente, compartilho um fragmento do seu talento: um sopro de poesia para embalar a alma.
Aproveitem!
Oh, brisa leve,
levante-me
e me leve
além das luzes,
da praia, do mar.
Leve brisa
em levante,
relativiza
meu peso
massante
embalando
meu corpo
à luz do luar...
Leva-me acima
e avante:
indefeso,
inconstante
mas em ti confiante
(mesmo uspenso no ar)
que meu corpo pairante
lembrará cada instante
das paixões-tempestades
rimantes
Às monções-calamidades
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 079
Silêncio.
Os ventos cessaram.
Os mundos pararam
enquanto eu contava
as estrelas em seus olhos.
Silêncio.
O calmo azul marinho
faz com que pareça
que é no céu que navegamos.
Silêncio.
E o fogo nos seus lábios
me aquece e me nutre,
Enquanto, de mãos dadas,
navegamos não ao sol poente,
Mas ao nascente lunar
que espelha a luz da sua pele
para pavimentar de prata
a rota do nosso drakkar.
Alberto Busquets
#Desafio 078
#Desafio 79
*Pontos pra ela*
Essa noite,
Não nos acertamos!
Carcoma em meu peito,
A dor retoma, implacável.
Incrédula, sucumbindo
Em meio à guerra.
Hoje perdemos!
Pontos pra ela.
Perdemos!
O amor, afinal, não vence todas.
O mal também triunfa.
O amor, às vezes, cansa.
Exaustos das batalhas,
Sem fôlego de tanto tentar,
Entregue à exaustão, fraco,
Lhe resta chorar e, talvez,
Aceitar os fatos!
Não dá… Não dá!
Às vezes… Não adianta tentar!
MarU
Eu busco uma justiça sincera
Que apaga as velas
E age em favor
Eu busco olhar pro oriente
Um olhar consciente
Sem peso ou rancor
Não quero que me tragam rótulos
Que me vendam em módulos
Como me suicidar
Não quero que venham ao montes
Construindo elefantes
Que ninguém vai montar
Só quero
A lucidez da partida
Que sabe que um dia termina
E não há como voltar
Me quero
Em riscos eternos
Rabiscos gritantes
Que se façam notar
Eu busco curar a cegueira
Ouvir vida alheia
Num gesto de cor
Sou pêndulo sedento
Que se move entre o tempo
Fingindo ser a ator
Não quero que me tragam flores
Que me lembrem dores
Que vão me matar
Só quero
A doce partida
Que sempre termina
Como uma vontade de voltar
Quando a hora não passa
certamente algo está errado
já que devassa
como voa, quando algo está certo
quando a hora se apega
verdadeiramente algo está parado
nada se entrega
tudo congelado
tique-taque nem mais existe
é silêncio digital
nefasta fase terminal
me liga, me chama, me grita
me beija, me reconquista
quero a morte do tempo lento
quero carinho, abraço, rosto ao vento
contigo o tempo voa
me sinto vivo e à toa
Edu Liguori
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
79 - Fale sobre um livro que lhe ensinou muito.
Usei esse livro na monografia da minha Especialização em Mídias na Educação. Naquela época estava envolvida com educomunicação, tínhamos projeto de mídias na escola envolvendo um jornal, uma rádio, uma revista, produção de filmes. Acho esse livro bem acessível, fácil de entender, ao contrário do seu irmão "Pedagogia do Oprimido", que é pesado, denso.
#Link365TemasLivros
#Desafio 079
Queria, de todo o peito,
um dia sem mim.
Sem peso, sem pressa,
sem verbo, sem rima.
Um dia de nada,
um nada de dia.
Mas temo,
desconfio,
suspeito:
quando esse dia vier,
nem estarei para saber.
E se acaso ainda restar de mim
vulto, sombra ou gesto,
fito o espelho,
pergunto em silêncio:
Quem és?
O espelho embaça
e, meio sem graça,
não diz.
Cr💞s Ribeiro
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