Leituras e conversas

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@jjr há 11 meses
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~*~ Jesus. Flutuando na água Sim, eu sei. Talvez seja teu irmão. Dentro da tua mente Fazer boas alterações Criando Todas as tuas hipóteses Talvez seja um rapaz. Perdidos na Palavra Procurando um mundo Talvez seja um brinquedo. Dentro Dentro da tua mente É tudo o que sei. Aqui estou eu dentro Jesus. Um homem na esquina No chão Como outra pessoa Dentro da tua mente Faça palavras de paz Sim, eu sei. Ele paga o preço. Dentro da tua mente Fazer boas alterações Criando Todas as tuas hipóteses Talvez ela seja uma rapariga. Brilhando seus olhos Beijar a boca Com amor dentro Dentro Dentro da tua mente É tudo o que sei. Aqui estou eu dentro Um palhaço maluco Um rapaz, uma rapariga, Um animal Sim, ele é! ~*~ JJr.
Traduzido automaticamente do inglês.
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~*~ Jesus Floating on the water Yes, i know Maybe he is your brother Inside your mind Make good changes Creating All your chances Maybe he is a boy Lost in the Word Looking for a world Maybe he is a toy Inside Inside your mind It is all i know Here i am inside Jesus A man on the corner On the ground Like someone other Inside you mind Make words of peace Yes, i know He pay the price Inside your mind Make good changes Creating All your chances Maybe she is a girl Shining you eyes Kissing your mouth With Love inside Inside Inside your mind It is all i know Here i am inside A crazy joker A boy, a girl, An animal Yes he is! ~*~ JJr.
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@ksfernandes há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/2v2jrG84s0n8VusRAzovQxYP3gjoDczBGXZnjo6H.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/299' target='_blank'><strong>A possessão do copo</strong></a></p></div>
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 301
Traduzido automaticamente do inglês.
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#Desafio 301
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@rosana858 há 11 meses
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🍎 O Espírito da Big Apple Um conto sobre personalidade, propósito e o desejo de ir além do que esperam de nós. Afinal, há quem prefira ser escolhido — e há quem ouse escolher. Dizem que, certa vez, em um pomar distante, nasceu um fruto diferente. Trazia em si uma inquietude — uma vontade de ir além das raízes. Desde pequena, sentia que a vida podia ser mais do que um simples pote de geleia. Ela não queria amadurecer apenas para cair. Queria compreender o céu. Apesar de ter nascido da mesma macieira, nunca se sentiu somente parte dela. Enquanto as irmãs se vangloriavam da aparência da casca e da doçura da polpa, ela se perdia observando as borboletas, encantada com a possibilidade de um dia poder voar também. — Sonhadora! — diziam. — Em vez de conversar com insetos, devia se preocupar em sobressair para que suas sementes sejam escolhidas na próxima safra! Mas ela não queria ser escolhida. Queria escolher. O tempo passou, e fez amizade com abelhas, joaninhas e até com algumas criaturas consideradas pragas. Assim, o quintal passou a vibrar em harmonia — e os parasitas, sem sintonia com aquela vibração, buscaram outras plantações para habitar. O lugar floresceu. Então, o mundo notou. Um dia, chegaram homens com câmeras e microfones, tentando capturar o mistério daquela fazenda. Ela pressentiu que algo sagrado estava para acontecer. No instante em que o jornalista ergueu a lente, o panapanã coloriu o ar, e o sol rasgou as nuvens, iluminando seu galho. Uma pomba branca pousou sobre ela — guardiã do instante. E brilhou com uma intensidade jamais vista — como se o céu tivesse se inclinado para tocá-la. A imagem correu o universo. Símbolo do amor e da beleza, estampou capas de revistas, apareceu em comerciais e inspirou artistas. Logo, os prêmios mais cobiçados da cidade — especialmente no mundo das corridas de cavalos — começaram a ser apelidados de “The Big Apple”, por causa do encanto e da grandeza daquele pomo vermelho. O termo ganhou o coração dos nova-iorquinos e, mais tarde, tornou-se símbolo da metrópole que nunca dorme. Desde então, dizem que o espírito da maçã vive em Nova York. Esconde-se nas luzes dos arranha-céus, entre as árvores do Central Park e nas águas que cruzam o Hudson, no murmúrio das multidões que não param. Porque a cidade, como ela, aprendeu a não se conformar com o cesto. Aprendeu a brilhar. @rschumaher
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@eliz_leao há 11 meses
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Um dia, eu li que o amor é passarinho. E ai do seu coração, se ele não for ninho! Um dia, eu sonhei o amor, fiz dele meu caminho, pra que nunca houvessem chuvas, que o tornassem tão difícil. Mas descobri com a chuva que ela molha o mundo, lava as lágrimas e faz uma coisa linda no chão. Ela brota e dá vida e floresce a margarida ! E desejei que as chuvas viessem amenas então, que molhasse todas as flores, de cores que não cultivei, mas que brotaram no ninho que fiz em meu coração. Eliz Leão
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@rosana858 há 11 meses
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O Homem do Parque Fui demitido depois de trinta anos trabalhando como almoxarife. O chefe alegou que a empresa precisava “renovar o quadro” de colaboradores. Bonita forma de dizer que eu já não servia mais. Estranho como o ser humano é, às vezes, tratado como uma peça gasta, sem conserto — um objeto que perdeu a utilidade. Recolhi meus poucos pertences das gavetas e, enquanto caminhava até o portão, senti o peso leve de quem não carrega mais crachá, mas a estranheza de quem perdeu o chão. Se meu corpo estava cansado, minha mente nunca estivera tão desperta. Saí sem pressa. Os passos, antes longos e céleres, tornaram-se lentos, como se eu redescobrisse o ritmo das horas. Ao atravessar a rua, um som me chamou a atenção — o canto de um sabiá. Foi então que reparei em um parque do outro lado da rua, algo que sempre estivera ali. Talvez a rotina acelerada tivesse me cegado. Decidi adiar a volta para casa. Afinal, eu tinha o dia inteiro livre. Entrei no bosque, curioso. O ar fresco tocou meu rosto, convidando a ficar. As árvores altas entrelaçavam galhos sobre mim, formando uma catedral verde. Sentei num banco. Admirei os patos. Me encantei com as flores dançando nas margens do lago. A paisagem respirava, mas era ignorada. Pessoas passavam correndo, com fones nos ouvidos, alheias à canção dos pássaros. Mães empurravam carrinhos de bebê sem notar o sorriso dos filhos — presas às telas luminosas dos celulares. Reconheci semblantes cansados, olhares apagados, corações perdidos... Ali confirmei o que sempre soube: a idade de uma pessoa não se mede pelo tempo, mas pela luz que brilha na alma. Dialoguei com idosos que ainda não sabiam que a existência se torna mais serena quando aceitamos e aprendemos com as diferenças. Acredito que não estamos aqui a passeio. Precisamos dar nosso recado ao mundo, deixar marcas em gestos fraternos — e, quando fazemos isso, a trajetória ganha cor e significado. A bagagem que levamos ao partir não é material; quanto mais leve a mala, mais suave a travessia. A vida é didática — às vezes coloca obstáculos para que compreendamos o sentido de cada desafio. E sorrio — porque ocasionalmente recebemos sinais cifrados, que podem vir pelo canto do sabiá. @rschumaher
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@novidadesliterunico há 11 meses
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Romancista e poeta norte-americano, Stephen Crane foi um dos pioneiros do realismo psicológico. Em sua escrita, a guerra deixa de ser glória e se torna espelho — do medo, da coragem e da solidão humana. Autor de O Emblema Vermelho da Coragem, ele revelou que a verdadeira batalha acontece dentro de nós. Com apenas 28 anos de vida, deixou uma obra breve, mas inesquecível: feita de intensidade, verdade e poesia em estado puro. O emblema vermelho da coragem:https://www.literunico.com.br/books/1378 #StephenCrane #OEmblemaVermelhoDaCoragem #Literunico #Clássicos #Realismo #PoesiaEmProsa #AutorDoDia #LeituraReflexiva
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@ksfernandes há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/GCOpWJgmg9J6U1jON2lRkJ08wnIgITiqJChQbTD5.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://literunico.com.br/creations/299' target='_blank'><strong>A possessão do copo</strong></a></p></div>
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@rafaelaraujoescritor há 11 meses
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<h5><span style='color: #00aaff;'>💡 Ideia:</span> Poderoso Theo</h5><p>Leia a ideia completa: <a href='https://literunico.com.br/ideas/poderoso-theo-6904fe0c279cc'>Clique aqui</a></p>
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@marcoshmartinsescritor há 11 meses
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Aviso para as senhoras bruxas: a meteorologia indica fortes ventos para esta noite, então, quando forem voar, segurem-se firmes em suas vassouras. Um ótimo Halloween!
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@novidadesliterunico há 11 meses
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Poeta mineiro, cronista e observador da alma humana, Drummond transformou o cotidiano em poesia e o simples em universal. Com ironia e ternura, ele revelou o homem moderno — dividido entre o amor e o desencanto, o sonho e a realidade. Alguma poesia: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1377">Aqui!</a> #CarlosDrummondDeAndrade #AlgumaPoesia #PoesiaBrasileira #Literatura #Modernismo #Clássicos #AutorDoDia #Literunico
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@rosana858 há 11 meses
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Doçuras ou Travessuras No dia 31 de outubro, algo mágico acontece: o véu que cobre os mundos fica mais transparente! Kundo, o duende da sabedoria, florescia de alegria. Ele queria provar que o medo é uma forma de controle disfarçada. Pelo Cosmos, criaturas fantásticas bailavam entre varinhas de condão, caldeirões fumegantes, poções mágicas e caveiras risonhas — e entre elas estava Mafalda, uma bruxinha de seis anos, com vestido púrpura e olhos ansiosos que faiscavam como estrelas. De repente, um vento brincalhão de Kundo arrastou todos para o outro lado do véu — direto para uma festa na Terra! A noite mágica já encantava a Vila dos Despertos, e a celebração de Halloween prometia surpresas assombradas. A fogueira estalava com chamas atrevidas, e abóboras sorridentes iluminavam mesas repletas de doces em forma de morcegos, aranhas e monstrinhos coloridos. Bruxas em vassouras deslizavam pelo ar, fadas cintilavam como arco-íris, fantasmas atravessavam paredes, zumbis tocavam músicas engraçadas, e múmias dançavam, sacudindo seus esqueletos em ritmo maluco — animando e convidando todos a entrar na roda. Mafalda corria de mãos dadas com Duda, um garoto humano. Eles riam e pediam doçuras em troca de travessuras. Fantasmas zombeteiros atravessavam paredes, fazendo os humanos rir e aplaudir. O olhar não julgava, e o impossível era verdade. Era a lógica zombando das certezas. O encantamento não exigia explicação — apenas abria espaço para que o mistério florescesse, e a magia surgisse. O possível, disfarçado de impossível, brincava, se escondia e só se revelava para quem acreditava nele e lhe dava asas. Então, Kundo subiu no palco com uma bola de cristal nas mãos. — Agora vocês vão ver a verdade! — anunciou. E o sorriso se perdeu diante da dúvida sobre o que viria a seguir. E todos viram. De um lado, humanos. Do outro, criaturas fantásticas. Por um instante, houve pânico. Gritos. Silêncio. Mafalda e Duda olharam assustados. Mas a inocência não compreendeu o porquê da confusão! Continuaram de mãos dadas e começaram a rir. E, aos poucos, o medo de todos se quebrou como vidro. O horror não existia. Era só brincadeira. Kundo ergueu o véu, e a noite seguiu encantada, abrindo espaço para mais festejos. No dia seguinte, todos os santos seriam lembrados. E, logo depois, em 2 de novembro, flores e velas iluminariam a memória dos que nunca se vão. Quando o sol nasceu, o feitiço se desfez. As máscaras voltaram a cobrir rostos. Mas, na Vila dos Despertos, ninguém esqueceu: o medo nada mais era que ignorância. E todos — humanos, bruxas, fadas, fantasmas e duendes — pertenciam à mesma dança. @rschumaher
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@eduliguori há 11 meses
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Entre os rios de Sergipe Bahia e Alagoas tem uma gente crente que pode sempre abraça, acarinha, sorri com os dentes entre os rios tem siri, carangueijo cocada, coentro, e beiju nestas terras do mandacaru das palmas e dos aplausos faço meus dias, meus votos é aqui nesse mundinho da cocada, amendoim que escolhi meu cantinho entre o mar,o agreste e o sertão vive um mundo grande de coração tim tim por tim tim cada pedaço de mim se entrega e oferece com o moto canção te amo muito meu nordeste Edu Liguori
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Poeta, ensaísta e pensador francês, Paul Valéry foi um mestre da forma e da reflexão. Sua escrita une precisão e sensibilidade, razão e sonho — sempre em busca da beleza absoluta. Em obras como Feitiços e Charmes e O Cemitério Marinho, ele transforma o pensamento em música, revelando que a poesia não é apenas emoção, mas também lucidez. Feitiços [Charmes]:<a href="https://www.literunico.com.br/books/1376">Aqui!</a> #PaulValéry #PoesiaFrancesa #Literatura #Clássicos #FeitiçoseCharmes #OCemitérioMarinho #Literunico #AutorDoDia
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@rosana858 há 1 ano
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O Chamado da Samotrácia Ali dormem objetos antigos, obras de arte, mitos e muita história. Caminho entre as alas do museu como quem atravessa gerações — cada sala é um portal, cada vitrine um eco do que já foi vida. Na maioria delas, o ar é denso, de séculos. Os sarcófagos, expostos como joias raras, guardam o silêncio de civilizações que insistem em não partir. Entre os artistas mais consagrados estão: Michelangelo, que toca o divino com as mãos; Da Vinci, que desafia um sorriso enigmático; e Caravaggio, que captura sentimentos dançando entre a claridade e a escuridão profunda. Sinto um chamado estranho que não identifico. Meu coração me conduz à escadaria Daru. Com cautela, subo os degraus, temendo acordar os espectros que vigiam os destroços da Grécia antiga. E ali, no topo monumental, reina uma deusa alada — imóvel e viva. Ela atrai a multidão que caminha cega, fascinada por seu brilho. Como quem se aproxima de um altar, paro diante dela, e um arrepio percorre meu corpo. O mármore de Paros respira e pulsa. A figura imponente cativa olhares e admiração, mesmo mutilada. As asas, abertas ao sopro invisível do mar, ainda preso em suas dobras. Ela não foi esculpida apenas em pedra — foi moldada em sonhos, desejos e tempos suspensos. A imagem transcende. Sua essência flutua entre matéria e éter. Com um pé na terra e outro no infinito, sua envergadura triunfal abre águas invisíveis. O vestido branco guarda o sal do criador. Da proa de um navio imaginário, ela me convida a atravessar as eras. E, de repente, o murmúrio do Louvre se dissolve. O relógio se detém. Os passos ecoam, distantes, desaparecendo nas paredes de rocha. Do alto do palco de calcário, ela vibra — e o portal se abre. Totalmente inebriada por sua presença, aceito o convite. Embarco. A nave flutua, rasgando o vazio. Ao longe, avisto a ilha de Samotrácia. Aporto num século que se foi. Lembranças despertam. A areia quente abraça meus pés. O instante traz um perfume — reconheço mesmo antes de lembrar. É o mesmo que senti quando te perdi. Um frio percorre o estômago. A dor despedaça minha alma, que vaga à deriva. Corro. Subo a colina e te procuro junto às ruínas do Santuário dos Grandes Deuses. Clamo por você entre os vestígios da época, mas encontro apenas a resposta do teu nome. Sou parte daqueles que estão no Templo dos Mistérios Sagrados. Ali, uma mulher alada reina completa. Flutuando à frente do barco, a deusa olha para o azul do Egeu. Sua mão saúda a vitória com leveza. O pé roça suavemente a nau. A roupa é presa pelo vento. Desesperada, busco teu rosto entre os corpos caídos no chão. Grito. Driblo a guerra. Enfrento os soldados romanos. Por um instante, vejo teu olhar — mas ele se apaga, como uma estrela que decide voltar ao céu. O sangue mancha minha pele. Registra medo e perda do amor em minha essência. A natureza completa seus ciclos. A tempestade soterra tudo. Minha fé e minha paixão repousam submersas. A morte chega — e me leva, para que eu possa surgir novamente. Um lampejo me traz de volta ao museu. Agora eu vejo: Nike, sem mãos. Alcança o presente com a mesma grandeza com que consagrou a vitória no passado. Sem olhos, mas capaz de iluminar — de transformar Paris em cidade-luz. Despeço-me do Louvre Mergulho na noite. Ainda tento encontrar você em qualquer resquício onde possa existir história — onde o tempo, em segredo, ainda nos recorda. Deixo para trás o peso das salas escuras, o cheiro de funeral, o ancestral fossilizado. Levo comigo a saudade daquele dia — teu beijo, e o sopro invisível da Samotrácia. @rschumaher

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