Cena III Amor e Pátria · Capítulo 4 de 15
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Cena III

CENA IIIbrasileiros; A morte ou a vitória!

CENA IVPlácido e Luciano

Plácido –

Estamos sós, Luciano, e eu confesso que estou ansioso por saber que espécie de

confidência me queres fazer.

Luciano – Meu

pai, é força que eu lhe dirija uma pergunta, que aliás considero desnecessária.

Oh! Por Deus o juro: não duvido, nem duvidei jamais da única resposta que vossa

mercê vai dar-me; mas... julgou-se...é essencial que eu a ouça da sua boca.

Plácido –

Excitas a minha curiosidade e começas a desassossegar-me: Fala. Luciano – Algum dia... vossa mercê se

pronunciou contra o Príncipe e contra a causa do Brasil?...

Mandou alguma vez

socorros ou comunicações a Avilez quando ele esteve na Praia Grande, ou o

aconselhou a resistir às ordens do Príncipe? Plácido – Luciano! És tu que me devias fazer uma tal pergunta?

Luciano –

Não...não...eu bem o sei, eu o conheço, meu pai sinto que o ofendo: mas aceite

que era indispensável que eu lhe fizesse esta pergunta, como é indispensável

que eu ouça um – não – pronunciado pela sua boca.

Plácido – É

possível!

Luciano – Oh!

Responda-me por compaixão!

Plácido – Pois

bem: pela minha honra, pela honra de minha mulher, pela pureza de minha filha,

eu te afirmo que não.

Luciano –

Obrigado, meu pai! Mil vezes obrigado! Nestas épocas violentas, nestes dias de

crise, há às vezes quem duvide da consciência mais pura e da probidade mais

ilibada; oh! mas a pátria de seus filhos é também a sua pátria e...oh meu Deus!

Que imensa felicidade me inunda o coração! (Abraça Plácido)

Plácido – Sim!

Eu amo o Brasil, como o mais patriota dos seus filhos!

Luciano –

Tocamos a hora suprema, meu pai! O Príncipe chegará de São Paulo talvez hoje

mesmo; a última carta vai ser jogada, e o Brasil será contado entre as nações

do mundo. Oh! sinto abrasar-me a chama do patriotismo! O Grito de liberdade e

da independência soa já em meus ouvidos e em meu coração! Meu pai, um dia de

glória vai brilhar para a minha pátria, e se combate houver, e se nele sucumbir

teu filho, não o lamentes, porque morrerei a morte dos bravos, defendendo a

mais santa das causas e mais bela das pátrias!

Plácido – Sim! Avante! Avante! avante!(Abraçam-se; soam trombetas) Soam de novo as trombetas...

Que será?

Luciano – A trombeta belicosaInfame,

maldito sejaQuem

recusa combater.

Da

liberdade da pátriaA causa é sagrada e bela; É

honra vencer com ela, Honra por ela morrer.

Quebrar da pátria o jugo É dos

heróis a glória: Às armas, brasileiros; A morte ou a vitória!

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