Cena XII Amor e Pátria · Capítulo 13 de 15
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Cena XII

CENA XIIOs precedentes, e LeonídiaLeonídia –

Plácido!...(Abraça-o) Cheguei tarde,

meu amigo, tudo já estava feito:Luciano tinha assinado uma fiança por ti e suspendido a tua

deportação...

Plácido –

Luciano?! perdão, meu filho! Perdoa a teu pai!

Luciano – Meu

pai! O meu coração nunca o acusou...

Velasco (À parte) – Chegou o momento de por-me

longe daqui...vou sair sorrateiramente...

Leonídia – Pois

duvidaste de Luciano? dele, que há dois dias só se ocupa de salvar-te?

Plácido – Senhor

Velasco!... (Voltando-se) Devo-lhe o

ter feito a meu filho uma grande injustiça; venha defender-me...(Trá-lo pelo braço)

Velasco –

Segue-se que fui enganado também...palavra de honra...palavra de honra...

Plácido – Não

jure pela honra...não a tem para jurar por ela...

Prudêncio – Mas

que alma de Judas foi então o denunciante?

Leonídia –

Negam-me o seu nome; mas eis aqui uma carta para Luciano.

Luciano (Depois de ler) – O denunciante...

Ei-lo! (Mostrando Velasco).

Plácido

– Miserável!... (Luciano o suspende).

Prudêncio – Pois

vocês caíram em acreditar naquele ilhéu?...

Luciano –

Sirva-lhe de castigo a sua vergonha: os bons vingam-se de sobra do homem

indigno, quando o expulsam da sua companhia...o denunciante é baixo e vil, e o

denunciante falsário um abjeto, a quem não se dirige a palavra, nem se concede

a honra de um olhar. (Sem olhá-lo, aponta para a porta, e Velasco sai confuso e

envergonhado) Afonsina!

Plácido – É tua, meu filho...o altar vos espera...não nos demoremos...vamos.

Leonídia – Vai, minha filha, vai e sê feliz! (Abre-se a porta da sala do fundo; os noivos e a companhia vão para o altar: Leonídia só fica na cena, ajoelha-se e ora).

Coro –Nas

asas brancas o anjo da virtudeOs puros votos leve deste amor,

E aos pés de Deus depositando-os, volte E aos noivos traga a bênção do Senhor.

Afonsina e Luciano – Minha mãe!...

Leonídia (Abraçando-os)

– Meus filhos!...

Prudêncio –

Agora ao banquete! Ao banquete! Estou no meu elemento!...(Ouve-se música e gritos de

alegria) Misericórdia!...parece toque de rebate...

Luciano – Oh! é

a feliz nova que rebenta, sem dúvida! Meu pai! Minha mãe!

Afonsina! É a Independência...eu corro...(Vai-se)

Plácido – Os sinais não são de rebate, são de alegria...

Leonídia – E

Luciano...se ele se foi expor...

Afonsina – Não, minha mãe; meu esposo foi cumprir o seu dever.

Prudêncio – Esta minha sobrinha nasceu para general.

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