Cena XII
CENA XIIOs precedentes, e LeonídiaLeonídia –
Plácido!...(Abraça-o) Cheguei tarde,
meu amigo, tudo já estava feito:Luciano tinha assinado uma fiança por ti e suspendido a tua
deportação...
Plácido –
Luciano?! perdão, meu filho! Perdoa a teu pai!
Luciano – Meu
pai! O meu coração nunca o acusou...
Velasco (À parte) – Chegou o momento de por-me
longe daqui...vou sair sorrateiramente...
Leonídia – Pois
duvidaste de Luciano? dele, que há dois dias só se ocupa de salvar-te?
Plácido – Senhor
Velasco!... (Voltando-se) Devo-lhe o
ter feito a meu filho uma grande injustiça; venha defender-me...(Trá-lo pelo braço)
Velasco –
Segue-se que fui enganado também...palavra de honra...palavra de honra...
Plácido – Não
jure pela honra...não a tem para jurar por ela...
Prudêncio – Mas
que alma de Judas foi então o denunciante?
Leonídia –
Negam-me o seu nome; mas eis aqui uma carta para Luciano.
Luciano (Depois de ler) – O denunciante...
Ei-lo! (Mostrando Velasco).
Plácido
– Miserável!... (Luciano o suspende).
Prudêncio – Pois
vocês caíram em acreditar naquele ilhéu?...
Luciano –
Sirva-lhe de castigo a sua vergonha: os bons vingam-se de sobra do homem
indigno, quando o expulsam da sua companhia...o denunciante é baixo e vil, e o
denunciante falsário um abjeto, a quem não se dirige a palavra, nem se concede
a honra de um olhar. (Sem olhá-lo, aponta para a porta, e Velasco sai confuso e
envergonhado) Afonsina!
Plácido – É tua, meu filho...o altar vos espera...não nos demoremos...vamos.
Leonídia – Vai, minha filha, vai e sê feliz! (Abre-se a porta da sala do fundo; os noivos e a companhia vão para o altar: Leonídia só fica na cena, ajoelha-se e ora).
Coro –Nas
asas brancas o anjo da virtudeOs puros votos leve deste amor,
E aos pés de Deus depositando-os, volte E aos noivos traga a bênção do Senhor.
Afonsina e Luciano – Minha mãe!...
Leonídia (Abraçando-os)
– Meus filhos!...
Prudêncio –
Agora ao banquete! Ao banquete! Estou no meu elemento!...(Ouve-se música e gritos de
alegria) Misericórdia!...parece toque de rebate...
Luciano – Oh! é
a feliz nova que rebenta, sem dúvida! Meu pai! Minha mãe!
Afonsina! É a Independência...eu corro...(Vai-se)
Plácido – Os sinais não são de rebate, são de alegria...
Leonídia – E
Luciano...se ele se foi expor...
Afonsina – Não, minha mãe; meu esposo foi cumprir o seu dever.
Prudêncio – Esta minha sobrinha nasceu para general.