Cena IX
CENA IXAfonsina e logo
LucianoAfonsina – Como
sou feliz! O horizonte da minha vida é um quadro de flores: amo, sou amada;
meus pais abençoam o meu amor e meus votos; meus juramento de envolta com os de
Luciano vão ser levados ao céu nas asas dos anjos!
Oh! Meu Deus! Meu Deus! O
coração é muito pequeno para tão grande felicidade.
Luciano –
Afonsina! Minha Afonsina!
Afonsina –
Luciano...já sabes...
Luciano –
Encontrei na casa do intendente nossa mãe, que tudo me disso, e vejo a coroa e
o véu de noiva em tua cabeça patenteando a minha glória: oh! de joelhos!de joelhos! Agradeçamos a Deus tanta ventura!
Afonsina –
Sim... sim... é impossível mais felicidade do que a nossa.
Luciano – E
ainda é maior do que pensas; errarei muito se não é verdade que saudaremos hoje
a um só tempo o triunfo sincero do amor e o triunfo heróico da pátria:
Afonsina, os cantos de amor vão misturar-se com os hinos da liberdade...
Afonsina – Como?
Luciano – Creio
que um acontecimento grandioso teve lugar. O ministro José Bonifácio acaba de
receber despachos e notícias do Príncipe; oh! o meu coração transborda de
entusiasmo, e eu espero saudar hoje a pátria da minha Afonsina, como nação
livre e independente.
Afonsina – Oh!
praza ao céu que a glória da pátria venha refletir seus raios brilhantes sobre
a pira do nosso himeneu.
Luciano – E a
pátria será tua única rival; a amada única que terei além de ti!
Afonsina – Mas a
essa minha rival eu amo, eu adoro também! Nem eu te quisera para meu esposo se
não a amasses tanto! A essa minha rival...
Oh! meu Luciano, amo-a! adoro-a
tanto, como a mim! Ainda mais do que a mim!...
Luciano –
Afonsina!
Afonsina – (Correndo a abraçar-se) – Luciano!