Cena IX Amor e Pátria · Capítulo 10 de 15
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Cena IX

CENA IXAfonsina e logo

LucianoAfonsina – Como

sou feliz! O horizonte da minha vida é um quadro de flores: amo, sou amada;

meus pais abençoam o meu amor e meus votos; meus juramento de envolta com os de

Luciano vão ser levados ao céu nas asas dos anjos!

Oh! Meu Deus! Meu Deus! O

coração é muito pequeno para tão grande felicidade.

Luciano –

Afonsina! Minha Afonsina!

Afonsina –

Luciano...já sabes...

Luciano –

Encontrei na casa do intendente nossa mãe, que tudo me disso, e vejo a coroa e

o véu de noiva em tua cabeça patenteando a minha glória: oh! de joelhos!de joelhos! Agradeçamos a Deus tanta ventura!

Afonsina –

Sim... sim... é impossível mais felicidade do que a nossa.

Luciano – E

ainda é maior do que pensas; errarei muito se não é verdade que saudaremos hoje

a um só tempo o triunfo sincero do amor e o triunfo heróico da pátria:

Afonsina, os cantos de amor vão misturar-se com os hinos da liberdade...

Afonsina – Como?

Luciano – Creio

que um acontecimento grandioso teve lugar. O ministro José Bonifácio acaba de

receber despachos e notícias do Príncipe; oh! o meu coração transborda de

entusiasmo, e eu espero saudar hoje a pátria da minha Afonsina, como nação

livre e independente.

Afonsina – Oh!

praza ao céu que a glória da pátria venha refletir seus raios brilhantes sobre

a pira do nosso himeneu.

Luciano – E a

pátria será tua única rival; a amada única que terei além de ti!

Afonsina – Mas a

essa minha rival eu amo, eu adoro também! Nem eu te quisera para meu esposo se

não a amasses tanto! A essa minha rival...

Oh! meu Luciano, amo-a! adoro-a

tanto, como a mim! Ainda mais do que a mim!...

Luciano –

Afonsina!

Afonsina – (Correndo a abraçar-se) – Luciano!

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