Cena V
CENA VPlácido, Leonídia e AfonsinaLeonídia –
Plácido, Afonsina ainda não me deixou sossegar um instante, e quer por força
que eu lhe revele o nosso segredo.
Plácido – Tens
então muita vontade de saber o que encerra esta caixa e que se acha naquela
sala?
Afonsina – Oh!
muita, meu pai... e também para martírio já é bastante.
Plácido – Pois
bem: eis aqui a chave da sala; abre a porta e olha. (Dá a chave,Afonsina vai ver) Que vês?...
Afonsina – Um
altar!...para que se armou aqui um altar?
Plácido (O mesmo)
– Abre agora a caixa; aqui tens a chave.
Afonsina – Ah!
Leonídia – Que
encontraste na caixa, Afonsina!...
Afonsina – Um
vestido...um véu...e uma coroa de noiva...
Leonídia – E não
sabes a quem devem pertencer?...
Afonsina – Minha
mãe ...eu não sei...
Plácido –
Afonsina, minha Afonsina: não te lembras que ao receber cheio de júbilo o
pedido de tua mão, que nos fez Luciano, eu exigi que o dia do casamento fosse
marcado por mim?...
Pois esse dia feliz é hoje, hoje, que também é o dia dos
teus anos e que será o mais belo da minha vida! Afonsina – Meu pai!...minha mãe!...
Leonídia – Estás
contente, Afonsina?...
Oh! mas atua alegria não excede a que enche o coração de
tua mãe!...
Prudêncio (Dentro)
– Então já está descoberto o segredo?... Pode-se cumprimentar a noiva com todos
os ff e rr do estilo?
Plácido – Sim
...sim...
Afonsina já abriu a caixa e a sala.
Prudêncio – em
tal caso, avanço com o meu batalhão...avante, camaradas!