Cena V Amor e Pátria · Capítulo 6 de 15
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Cena V

CENA VPlácido, Leonídia e AfonsinaLeonídia –

Plácido, Afonsina ainda não me deixou sossegar um instante, e quer por força

que eu lhe revele o nosso segredo.

Plácido – Tens

então muita vontade de saber o que encerra esta caixa e que se acha naquela

sala?

Afonsina – Oh!

muita, meu pai... e também para martírio já é bastante.

Plácido – Pois

bem: eis aqui a chave da sala; abre a porta e olha. (Dá a chave,Afonsina vai ver) Que vês?...

Afonsina – Um

altar!...para que se armou aqui um altar?

Plácido (O mesmo)

– Abre agora a caixa; aqui tens a chave.

Afonsina – Ah!

Leonídia – Que

encontraste na caixa, Afonsina!...

Afonsina – Um

vestido...um véu...e uma coroa de noiva...

Leonídia – E não

sabes a quem devem pertencer?...

Afonsina – Minha

mãe ...eu não sei...

Plácido –

Afonsina, minha Afonsina: não te lembras que ao receber cheio de júbilo o

pedido de tua mão, que nos fez Luciano, eu exigi que o dia do casamento fosse

marcado por mim?...

Pois esse dia feliz é hoje, hoje, que também é o dia dos

teus anos e que será o mais belo da minha vida! Afonsina – Meu pai!...minha mãe!...

Leonídia – Estás

contente, Afonsina?...

Oh! mas atua alegria não excede a que enche o coração de

tua mãe!...

Prudêncio (Dentro)

– Então já está descoberto o segredo?... Pode-se cumprimentar a noiva com todos

os ff e rr do estilo?

Plácido – Sim

...sim...

Afonsina já abriu a caixa e a sala.

Prudêncio – em

tal caso, avanço com o meu batalhão...avante, camaradas!

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