Cena VI Amor e Pátria · Capítulo 7 de 15
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Cena VI

CENA VIOs precedentes, Prudêncio, cavalheiros e senhorasCoro –Salve

o ditosoDia

propícioDe

natalícioE

de himeneuSalve,

mil vezes,Noiva

adorada,AbençoadaPor Deus no céu. (Plácido

cumprimenta; as senhoras cercam Afonsina, etc)

Plácido –

Obrigado, meus senhores, obrigado!

Prudêncio –

Muito bem! Excelentemente; e agora queira Deus que o encanto do casamento, que

põe a cabeça à roda a todas as moças, queira pelo contrário dar à minha

sobrinha a única coisa que lhe falta, isto é, o juízo no seu lugar.

Leonídia – Mano

Prudêncio, você esquece o respeito que deve à princesa da festa.

Prudêncio – Pois se eu tenho a cabeça

completamente aturdida com os tambores que rufam lá fora, e com os parabéns e

alegrias que fervem cá dentro!não sei como hei de haver! Na praça a guerra, que

é o meu elemento, e em casa um casamento que e faz encher a boca d’água. Olhe:

até me havia esquecido de lhe entregar uma carta, que há pouco veio trazer um

criado da nossa prima, a mulher do intendente da polícia.

Leonídia – Uma

carta do intendente?...

Que novidade haverá?

Plácido – Aposto

que adivinhou o casamento de Afonsina...

Leonídia (Lendo)

– Meu Deus!...

Plácido –

Leonídia muda de cor e treme!...

Que será?

Prudêncio – A

cartinha, pelo jeito, parece mais um convite de enterro, do que carta de

parabéns: quem sabe se não é notícia de alguma bernarda?...

Ora, que não se pode

ter sossego neste tempo de revoluções!...tomara que eu levasse o diabo a todo o

patriota que não é como eu amigo do cômodo.

Plácido –

Recebeste, por certo, uma notícia desagradável...

Afonsina – Minha

mãe, que há?

Leonídia – Que

há de ser?...

Minha prima se mostra ressentida, porque não a prevenimos do teu

casamento; queixa-se de mim, e declara-se enfadada; mas vou já obrigá-la a

fazer as pazes comigo; voltarei dentro em pouco; no entanto, minhas senhoras...

Prudêncio – As

honras da casa ficam por minha conta: minhas senhoras, aquela porta dá caminho

para o jardim; aquela, meus senhores, abre-se para uma sala de jogo: às

senhoras as flores, aos homens as cartas! Vamos... (Repetem o canto e vão-se)

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