Cena VII Amor e Pátria · Capítulo 8 de 15
Obra Menu

Cena VII

CENA VIIPlácido e LeonídiaPlácido – Houve

há pouco uma pessoa, a quem não conseguiste enganar, Leonidia.

Leonídia – Nem tive esse pensamento,

meu amigo; lê esta carta; mas lembra-te de que hoje é o dia do casamento de

nossa filha: tem coragem e prudência.

Plácido (Lendo) –

“Cumpro um dever de amizade e prevenindo-te de que teu marido foi denunciado

como inimigo do Príncipe e da causa do Brasil; o governo toma medidas a esse

respeito; o denunciante, cujo nome não te posso confiar, é um moço ingrato e

perverso, que deve tudo a teu marido, que o acolheu em seu seio e tem sido o

seu constante protetor. Vês bem que este aviso, que te dou, pode, se chegar ao

conhecimento do governo, comprometer ao intendente. Fala-se na deportação do

senhor Plácido; mas há quem trabalhe em seu favor. Adeus.” Infâmia!

Leonídia –

Silêncio...

Plácido – Mas é

uma horrível calúnia que me levanta!

Leonídia – Sê

prudente, meu amigo; convém que não transpire este segredo; eu vou

imediatamente falar à minha prima, e conto desfazer toda esta intriga. Deus há

de ser por nós..

Promete-me ficar sossegado...

Plácido –

Sim...sim...vai...e sobretudo, e antes de tudo, traze-me o nome do infame

caluniador.

Leonídia – Hei

de trazer-te a alegria, mas não me lembrarei da vingança. (Vai-se)

1/1
Menu

Fazer anotação