Ato Único - Cena 13
ENTRA NEGREIRO ACOMPANHADO DE UM PRETO DE GANHO COM UM CESTO
Á CABEÇA COBERTO COM UM COBERTOR DE BEATA ENCARNADA.
NEGREIRO - Boas noites!
CLEMÊNCIA- Oh, pois voltou? O que traz com êste prêto?
NEGREIRO - Um presente que lhe ofereço.
CLEMÊNCIA- Vejamos o que é.
NEGREIRO - Uma insignificância... Arreia, pai. NEGREIRO AJUDA AO PRETO A
BOTAR O CESTO NO CHÃO. CLEMENCIA, MARIQUINHA CHEGAM-SE PARA
JUNTO DO CESTO, DE MODO QUE ÊSTE FICA A VISTA DOS ESPECTADORES.
CLEMÊNCIA- Descubra. NEGREIRO DESCOBRE O CESTO E DÊLE LEVANTA-SE UM
MOLEQUE DE TANGA E CARAPUÇA ENCARNADA, O QUAL FICA EM PE DENTRO
DO CESTO. Ó gentes!
MARIQUINHA - AO MESMO TEMPO Oh!
FELÍCIO - AO MESMO TEMPO Um meia-cara.
NEGREIRO - Então, hem? PARA O MOLEQUE - Quenda, quenda! PUXA O MOLEQUE
PARA FORA
CLEMÊNCIA- Como é bonitinho.
NEGREIRO - Ah, ah!
CLEMÊNCIA- Pra que o trouxe no cêsto?
NEGREIRO - Por causa dos malsins...
CLEMÊNCIA- Boa lembrança. EXAMINANDO O MOLEQUE: Está gordinho... bons
dentes...
NEGREIRO - À PARTE, PARA CLEMÊNCIA É dos desembarcados ontem no Botafogo...
CLEMÊNCIA- Ah! Fico-lhe muito obrigada.
NEGREIRO - PARA MARIQUINHA Há de ser seu pajem.
MARIQUINHA - Não preciso de pajem.
CLEMÊNCIA- Então, Mariquinha?
NEGREIRO - Está bom, trar-lhe-ei uma mocamba.
CLEMÊNCIA- Tantos obséquios... Dá licença que o leve para dentro?
NEGREIRO - Pois não, é seu.
CLEMÊNCIA- Mariquinha, vem cá. Já volto. SAI CLEMENCIA, LEVANDO PELA MÃO
O MOLEQUE, E MARIQUINHA.