A Onça E A Raposa Histórias da Avózinha · Capítulo 45 de 51
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A Onça E A Raposa

Sendo inseparáveis amigas, a raposa e a onça brigaram um dia. Aquela, por ser ladina e esperta, conseguia fugir e evitar a sua inimiga, todas as vezes que se encontravam. Por mais estratagemas que empregasse, a onça nunca pôde agarrá-la. Lembrou-se, então, de se fingir de morta. A notícia correu pelo mato, e os bichos foram ver o cadáver, deitado de barriga para o ar. Sabendo que a sua adversária morrera, a raposa quis certificar-se se era verdade. Dirigiu-se com muita cautela para o lugar onde o corpo se achava, e, chegando perto, perguntou: – Então a onça está morta de verdade? – Está, respondeu o macaco. – Ela já arrotou? perguntou a raposa. – Ainda não, disse o lagarto. Por quê? Quando a gente morre, costuma arrotar? – Pois você não sabia? O meu defunto avô, quando faleceu, arrotou três vezes, respondeu a raposa. A onça ouvindo aquilo, arrotou. – Os mortos não arrotam, exclamou a raposa, correndo. Desesperada por ver que o seu plano falhara, a onça levantou-se, e desistiu da vingança.

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