11 - A melhor noite da minha vida
Minha perna fraquejava, meu corpo esquentava com aquela aproximação. O coração pulsava ritmado, procurando caminho para a garganta ou com intenção de explodir por ali mesmo.
Queria fechar os olhos e me entregar, mas o olhar dele me prendia o ar e eu não conseguia desviar. Não queria perder nenhuma reação sua.
Uma mão foi para a parede ao lado da minha cabeça, a outra entrou por dentro da blusa, subindo da cintura até as costas. O calor dos seus dedos na minha espinha me percorreu inteira — meus peitos estavam estufados na direção dele, sem que eu sequer notasse as minhas reações.
Comprimiu os lábios e cerrou os olhos como se fizesse um esforço terrível.
— Acho melhor você ir embora, antes que eu… te agarre — a voz rouca, a um palmo dos meus lábios.
Ele queria me beijar? Eduardo queria…
Meu cérebro estava tentando assimilar tudo isso e mais as palavras dele.
Mordi os meus lábios e não sei de onde vieram as minhas forças, mas falei com a voz firme.
— Acho melhor você me agarrar antes que eu vá, embora.
Eduardo franziu a testa com os olhos ainda fechados. Um sorriso bobo de canto, daqueles capazes de me fazer enlouquecer, tomou os seus lábios.
Respirou fundo, abriu os olhos e me encarou por um longo momento, incrédulo. Balançou a cabeça, afastando qualquer que fossem seus pensamentos — e então parou. Os olhos dele pousaram na minha boca, subiram para os meus olhos, voltaram para a boca. Uma decisão sendo tomada em tempo real, na frente de mim, e eu segurei o ar sem perceber. Quando ele se mexeu, foi sem aviso — invadiu minha boca com uma fome que eu nunca imaginei ser possível ter.
O toque da sua língua na minha me fez estremecer. Tomou a minha boca me pressionando contra a parede. Suspirei recebendo aquele beijo, carinhoso e imperativo. As mãos dele nas minhas curvas eram apressadas e fui perdendo-me dentro dos meus próprios sentidos.
Quantas vezes eu havia sonhado com esse momento?
Explorava o meu corpo enquanto meus dedos procuravam a barra da sua camisa. Fui controlada por instintos. Havia uma necessidade maluca de sentir o corpo dele. Queria ele, o cheiro dele, suas mãos na minha pele. Tudo. Tudo.
Um segundo de afastamento, a camisa arrancada pelo pescoço, o sorriso bobo — a boca dele estava de volta na minha. Ele estava feliz, eu estava feliz, estávamos ambos felizes.
Retribuí. Ficamos nos beijando e sorrindo, num beijo descompassado com dentes se batendo. O sorriso lindo dele me fazia querer sorrir mais e beijá-lo mais. Era um pouco idiota, mas eu não estava nem aí.
O corpo dele sem camisa ligava todos os meus sentidos. O calor da pele dele contra a minha era diferente de tudo: denso, presente, o ombro sob os meus dedos, o peito subindo e descendo mais rápido do que o normal. Por minha causa. Havia uma satisfação estranha em sentir isso, em ter o efeito que eu causava nele tão exposto nas mãos. Queria beijar cada parte, demorar em cada curva. Precisava dele, precisava de cada átomo do seu corpo.
— Natalie — disse ele, ofegante.
— Shiii — fiz, para que não ousasse estragar o momento com besteiras.
Sorriu e parou o beijo. Encostou a testa na minha de olhos fechados.
Aproveitei o espaço para recuperar o fôlego. Tomei o rosto dele entre as mãos, olhos fechados, e inalei o cheiro de sabonete. Poderia estar delirando, nada daquilo acontecendo de verdade. Poderia estar no meu quarto sonhando. Era um sonho, com certeza. Não queria acordar, não me atrevia.
— Acho melhor você ir embora — resmungou entredentes, forçando cada palavra como se fossem pesadas demais para se dizer.
— É isso o que você quer? — perguntei, sentindo um balde de água fria. Não ia aguentar uma rejeição naquele momento.
— Não — prendeu os lábios com os dentes, muito sexy, e eu respirei aliviada com sede de sua boca renovada.
— Então não me manda embora! — beijei a sua bochecha e descendo aos poucos para o seu pescoço.
Ele soltou um suspiro em retorno.
— Não estou te mandando embora — sussurrou no meu ouvido, as suas mãos descendo pelo meu corpo até a bunda. — Só estou te avisando: se você não for embora, vou te levar para a minha cama. — Apertou minha bunda com força, me fazendo subir em seu colo.
O coração foi para a garganta de novo. Ele estava esperando — os olhos abertos, fixos em mim, a expressão de quem tinha feito a oferta e agora precisava da resposta. Meu corpo tinha decidido antes de mim. Minha voz só confirmou o que as minhas mãos apertadas na sua pele disseram primeiro.
— Me leva — não sei se saiu como deveria. Ele entendeu, virou para o quarto.
Colocou-me na cama sentada e subiu de frente para mim.
Eduardo tirou a minha blusa, mas não teve o mesmo sucesso com a saia.
— Me ajuda! — sorriu, envergonhado. — Que porra de fecho é esse?
Foi engraçado, fofo até. Aquele sorriso lindo de novo. Dava vontade de abraçá-lo todas as vezes que ele sorria assim. Soltei o fecho enquanto ele tirava a bermuda.
Puxamos os lençóis e nos jogamos na cama. Ele me abriu os seus braços e trespassei minhas pernas pela sua cintura.
Não fechamos os olhos em momento nenhum. Queria vê-lo e ele queria me ver. Fiquei presa nas reações dele mais uma vez.
Ficamos ali entre beijos e carícias, desbravando cada vez mais o corpo um do outro.
Os dedos dele fecharam no meu cabelo com uma força que me dobrou.
— Última chance para fugir — avisou, arrastando o nariz pelo meu pescoço.
— Você fala muito e faz pouco!
Sua sobrancelha subiu, me imitando. Semicerrou os olhos e aquela cara apareceu no rosto dele, a maior cara de safado que eu já vi na vida.
— Natalie. Você não sabe o que fala. Mas vai pagar por isso — prometeu, sem ar, antes de beijar meu maxilar.
Nunca havia me entregado assim para ninguém — parecia que eu esperava por ele esse tempo todo. Eduardo era quente e meu corpo ardia em resposta.
O dia havia amanhecido fazia tempo. Fomos até de manhã — ele não queria parar, nem eu. Nos demos por vencidos quando nossos corpos, exaustos, não respondiam mais.
Ficamos deitados sem falar. O silêncio não era incômodo. Sentia o peso do braço dele cruzando minha cintura, a respiração desacelerando devagar. Fiquei pensando se ele estava acordado ou se tinha escorregado para o sono sem avisar. Quis virar e olhar, mas tinha medo. De que não fosse nada real e eu percebesse antes de ver o fim. O som da sua respiração indicava que ele havia dormido tranquilo do meu lado, e aquilo me fez sorrir com aquele sorriso de criança que acabou de ganhar um sorvete e ainda não acredita que é dela.
Tinha sido o melhor sexo da minha vida — meu primeiro e segundo e muitos outros orgasmos. Não me dera trégua um minuto: me fez ofegar, arfar, gritar de prazer. Estava tão satisfeita com um ato sexual como nunca havia estado.
Aquele dia havia sido histórico. Ia passá-lo e repassá-lo mil vezes na cabeça. Esperava que pudesse se repetir mil vezes mais. Me embalei naquele silêncio e deixei o sono me levar. Estava acabada.
🍕 RECADO DO CHEF – PRATO DO DIA: TENSÃO QUE SAIU DO FORNO 🍕
Obrigada por devorar mais um capítulo da nossa cozinha literária!
Hoje a cozinha perdeu completamente o controle e serviu:
• discussão que virou aproximação perigosa,
• ameaça de “é melhor você ir embora”,
• decisão tomada a poucos centímetros de distância,
• beijo que estava atrasado há anos,
• roupa voando mais rápido que argumento,
• e uma madrugada inteira de energia acumulada sendo finalmente gasta.
Tudo preparado no calor do momento,
sem receita, sem pausa
e com zero intenção de parar cedo.
🍕 Pergunta da Pizzaria:
👉 Esse momento era inevitável…
ou alguém deveria ter apertado o freio?
👉 Depois de tudo isso, o que acontece agora:
fica complicado… ou fica impossível?
Conta pra gente nos comentários ⤵️
A casa agradece —
e o forno definitivamente passou da temperatura hoje. 🔥🍕