Capítulo CLVII
A compaixão de Sophia,—explicado o mal do Rubião pelo amor que elle lhe tinha,—era um sentimento medio, não sympathia pura nem egoismo ferrenho, mas participando de ambos. Uma vez que evitasse alguma situação identica á do coupé, tudo ia bem. Nas horas em que Rubião estava lucido, escutava-o e fallava-lhe com interesse,—até porque a doença, dando-lhe audacia nos momentos de crise, dobrava-lhe a timidez nas horas normaes. Não sorria, como o Palha, quando Rubião subia ao throno ou commandava um exercito. Crendo-se autora do mal, perdoava-lh'o; a idéa de ter sido amada até á loucura, sagrava-lhe o homem.