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A menina Lisa

Capítulo 6 · A menina Lisa

O lindo Rouflard

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Saindo de casa da sr.ª Montémolly, Casimiro vai passear algum tempo no boulevard; sente o desejo de tomar ar, o que é sempre ótimo para a digestão, depois de um jantar abundante. Casimiro acende um charuto, essa necessidade factícia dos ociosos.

De repente, mexendo em uma das algibeiras do lado, sente debaixo dos dedos alguma coisa que tem a forma de um cartucho de dinheiro. Era efetivamente um de estes lindos estojos de marroquim, forrados de cobre, e feitos de propósito para guardar ouro. O nosso rapaz tira o cartucho da algibeira, desvia-se para um lado e conta o dinheiro que há no estojo; acha vinte e cinco luíses. Torna a fechar o estojo, e mete-o outra vez na algibeira, dizendo de si para si:

—Quinhentos francos! ela introduziu-me isto no bolso do paletot; terá dito consigo: «Ele não deve já ter muito dinheiro.» e não se enganou, restavam-me apenas vinte francos; mas receber sempre dinheiro de esta mulher. Ah! é humilhante, é vergonhoso! ainda se ela me metesse na algibeira quatro ou cinco mil francos de uma vez, ao menos teria eu para muito tempo sem andar à divina; porém ela terá todo o cuidado em me não dar nunca semelhante quantis, quer ter-me sempre debaixo da sua dependência. E não quer que eu trabalhe; não, teria um desgosto se eu pudesse passar sem ela. E diz que me ama, sim, por si, mas não por mim. Infelizmente, nas mulheres, esta maneira de amar é a mais vulgar. Ah! as mulheres de hoje não são como as de Esparta, que diziam ao marido que partia para a guerra: «Volta vencedor ou faze-te matar.» Dir-me-ão talvez que é também uma singular maneira de amar qualquer pessoa o dar-lhe de conselho que se faça matar! Ne quid nimis! o excesso em tudo é um defeito. Vamos jogar o bilhar, é a estas horas que Miflaud costuma estar no café do teatro. Ah! diabo! agora me lembro, é hoje o meu dia de lição à menina Proh; irei? Mas eu não estou em estado de dar uma lição de desenho. Ambrosina fez-me beber tantas coisas! Devo mesmo exalar um forte cheiro a vinho e a licor; não posso apresentar-me em este estado diante de uma família respeitável, não, seria indecoroso. Ó delícias de Cápua! aqui tendes os vossos resultados! Ambrosina faz bem tudo o que é necessário para me tirar o gosto pelo trabalho. Ora adeus! tanto pior! toca a jogar o bilhar.

Quando a gente adquiriu uma vez o hábito de não pensar senão, em divertir-se, é muito difícil vencê-lo e ter força bastante para rejeitar o prazer que se apresenta e preferir-lhe o estudo ou trabalho. É o que acontece em este momento a Casimiro; este rapaz não é falto de bons sentimentos, do que deu provas encarregando-se de dar lições de desenho à filha da sua vizinha: deseja ganhar dinheiro, já pelo seu talento, já exercendo um emprego em qualquer secretária; mas lá está a amante para lhe tolher o passo; como é rica, quer monopolizar o amante, quer o que pobre moço não viva senão para ela e por ela! Quando uma mulher, que é ainda muito encantadora, quer subjugar um homem, emprega em isso todos os seus meios, e para agradar tem ela muitos.

Casimiro não vai dar a lição à menina Angelina; vai para o seu café favorito, onde encontra alguns rapazes, amigos de vadiar como ele; há mesmo alguns que fazem ainda mais: vêm para o café assim que ele se abre, sentam-se a uma mesa e põem-se a jogar o dominó até à hora do jantar. Acabada esta refeição, voltam muito depressa a continuar o seu joguinho, e não se vão embora senão quando o estabelecimento se fecha. Vão dizer-me que estes rapazes são jogadores e não ociosos ou vadios; é possível; eu, por mim, chamo vadios àqueles que passam a vida no café.

Depois de muitas horas consagradas às carambolas, Casimiro lembra-se que a amante quer ir tomar sorvetes ao café Napolitano, antes de ir para o teatro; é pois mister que a vá buscar antes da hora em que deve começar a peça da Ópera-Cômica. Dirige-se portanto a casa da sr.ª Montémolly, que se acha lindamente vestida, apresentando-se com essa desenvoltura que nem todas as mulheres sabem ter; porque umas conservam-se sempre muito direitas, muito empertigadas, outras mostram demasiado desleixo e indolência.

—Já jantou? pergunta a formosa dama.

—Não, nem mesmo pensei em tal; não tive apetite.

—Pois bem! nem eu tão pouco. Mas sabe o que devemos fazer? É irmos cear ao café Inglês depois do espetáculo. Agrada-lhe isto?

—Oh! perfeitamente; a senhora tem sempre excelentes ideias.

A menina Adriana foi arranjar uma pequena Vitória, e voltou com ela muito depressa para ficar mais cedo livre de sua ama. Ambrosina e o amante fazem-se conduzir ao café tão afamado pelos seus sorvetes, depois dirigem-se à Ópera-Cômica, e vão para um camarote que a sr.ª Montémolly mandara alugar antecipadamente.

Cantava-se uma ópera nova de Auber, de esse célebre compositor, ao qual devemos tantas obras primas, tantas operas que ninguém se enfastia de ouvir; vai envelhecendo, dizem algumas pessoas, mas enganam-se; quando um homem compõe tão encantadoras melodias, é porque se conserva sempre moço, para Auber parou o tempo.

Casimiro escutava a música, enquanto que Ambrosina se entretinha sobretudo em observar se o seu companheiro dirigia o binóculo para algumas senhoras. Mas tudo se passa em bem, porque o rapaz não fixou muito tempo as suas vistas no mesmo lado. Acabada a ópera, o par amoroso dirige-se ao café Inglês, que fica apenas a dois passos da Ópera-Cômica. Ali, pedem um gabinete reservado e mandam vir uma bela ceia, à qual ambos fazem honra. Não lhes direi se esta magnífica ceia é entremeada de ternas carícias e de juramentos de amor, deixo isso à sua discrição; o que é certo, é que são quase duas horas da madrugada quando a sr.ª Montémolly diz:

—Creio que é tempo de irmos para casa. Diga ao criado que nos vá buscar uma carruagem.

Nunca faltam carruagens em este rico e elegante bairro, onde se faz da noite dia, de modo que às duas horas da madrugada está às vezes mais animado, mais cheio de vida que ao meio dia. Casimiro leva Ambrosina a casa, depois faz-se conduzir ao seu domicilio, na rua de Paradis-Poissonniére, dizendo consigo:

Aqui está um dia bem empregado; foi um dia cheio.

Mas, ao dizer isto, o rapaz também estava bem cheio, porque se não tinha poupado mais à ceia do que ao almoço; o Champagne tinha representado um grande papel em todo este dia; ele não estava bêbedo, porque um homem bem educado nunca se embebeda, mas estava em esse estado de ebriedade que é o meio termo entre a embriaguez e o perfeito juízo.

—Parou enfim a carruagem. Casimiro, que se acha diante da sua porta, paga ao cocheiro, e vai puxar o botão de metal que deve fazer tocar a campainha e acordar o porteiro, dizendo consigo:

—Contanto que o meu estimável porteiro não tenha o sono muito pesado, e que saiba que não recolhi ainda.

Na ocasião de tocar a campainha, Casimiro vê um vulto estendido diante da porta; abaixa-se para ver melhor, estende cautelosamente o pé, o vulto mexe-se; é um homem que está ali deitado.

Casimiro faz um movimento para a retaguarda, na ideia de que é talvez um ladrão que finge estar a dormir, e ele não tem sequer uma bengala para se defender; mas o vulto não se mexe mais, e o rapaz decide-se a puxar outra vez o botão de metal.

O porteiro não abre ainda, e Casimiro, impacientado, empurra com o pé o individuo que ali está estendido tomando-lhe a passagem; ouve-se um grunhido surdo e levanta-se um pouco uma cabeça, que tinha a cara voltada contra a porta, resmungando:

—Então! olá! o que é que temos?

—O que está aqui fazendo deitado na rua?

—Bem viu que estava dormindo. Então agora já se não pode dormir sossegado?

—Não se dorme diante da porta de uma casa.

—Mas eu sou cá do prédio, é o meu domicilio político... nas águas furtadas...

—Se mora aqui, porque não entra para sua casa em vez de estar aí deitado? Estaria muito melhor na sua cama.

—Na minha cama!... é fresca a tal minha cama! um enxergão e milhares de percevejos... nada mais...

—Mas, enfim, na rua não se dorme; se vem por aí alguma patrulha, algum polícia, levam-no para a estação.

—Isso e o que eu quero é tudo um... estou à espera de eles. Que afinal quem tem a culpa é o maroto, o patife do Chausson, que me não abre a porta.

—Ah! o porteiro não lhe quer abrir a porta?

—Sim, Chausson, o meu criado.

—Quer dizer, o porteiro?

—Porteiro, é verdade... mas foi meu criado e por muito tempo. Isto fá-lo admirar, mas é assim mesmo.

Quando eu era amo de ele dava-lhe às vezes umas correções, ele bebia-me os licores, licores da sr.ª Amphoux... da verdadeira, que me mandava a minha Dulcinéa... e hoje, para se vingar, o meu criado, que veio a ser meu porteiro, deixa-me ficar de noite no meio da rua.

—Oh! mas há de abrir a porta por força.

E Casimiro vai puxar com todas as suas forças o botão de metal.

Ao barulho da campainha sucede a voz do porteiro, gritando:

—Rouflard! se não acabas de tocar a campainha, faço-te despedir amanhã.

—Não é Rouflard que toca, sou eu... abra imediatamente, porteiro; mando eu!

—Como! é o sr. Casimiro! Oh! perdão, eu pensava que já estava recolhido há muito tempo. Ah! se eu soubesse que era o senhor, bem sabe que não costumo fazê-lo esperar...

Abre-se a porta efetivamente. Casimiro entra, dizendo ao homem que está deitado no chão:

—Bom! aqui tem a porta aberta... Então agora fica na rua?

O tal individuo, a quem o porteiro chamou Rouflard, parece hesitar em abandonar a sua posição horizontal, decide-se contudo a fazê-lo, ergue-se ou antes enfia pela porta dentro aos trambulhões, e vai agarrar-se à parede. Chausson, o porteiro, levanta-se, veste uma jaqueta, que lhe serve de chambre, e vem com um castiçal na mão tornar a fechar a porta e oferecer luz ao seu jovem inquilino para subir a escada.

Casimiro está entretido a examinar o homem que se acha encostado à parede, contra a qual muito lhe custa a segurar-se, porque está completamente ébrio.

—Se o senhor quer levar esta luz para subir a sua casa... sinto imenso tê-lo feito esperar; eu bem ouvia tocar, mas pensava que era ainda o Rouflard, e por isso é que não abria...

—Vejam este brejeiro! queria deixar o amo na rua... em isso reconheço bem o meu antigo lacaio...

—Cale-se, Rouflard; quando um homem se põe em esse estado, recolhe-se antes da meia noite, ao menos.

—Mas se eu me quero recolher mais tarde, porque assim me dá na vontade, tens obrigação de me abrir a porta, percebeste tu, meu criado?

—Graças a Deus, já não sou seu criado! esse tempo já lá vai.

—Quando me bebias os licores!

—Tu não me pagavas as minhas soldadas, portanto era forçoso que eu apanhasse alguma coisa para me sustentar... mas tu comias tudo!

—Proíbo-te que me trates por tu, percebes meu criado?

—E eu proíbo-te que me chames teu criado... Vai-te deitar, borrachão.

—Vai para o teu cubículo, perro, amanhã falaremos... não te digo mais nada... teu amo te ensinará!

Depois de haver atirado esta ameaça, que faz encolher os ombros ao porteiro, Rouflard dirige-se, cambaleando, para a escada, apoia-se ao corrimão e lá consegue subir a muito custo. Casimiro tinha ficado em baixo para assistir ao diálogo entre o bêbedo e o porteiro; sentia também uma certa curiosidade, e desejava saber como é que aquele homem, tão mal arranjado, que parecia tão miserável, pudera ter por criado o sr. Chausson; pergunta pois ao porteiro, assim que Rouflard desaparece na escada:

—Este bêbedo, que afirma que o senhor esteve ao seu serviço, fala verdade?

—Oh! sim, senhor, não o nego; mas o que o senhor dificilmente acreditará, vendo-o agora tão miserável, é que, há vinte e cinco anos, este mesmo individuo era então um homem da moda, o menino querido de todas as mulheres, que não lhe chamavam senão o lindo Rouflard! o encantador Rouflard! e, a dizer a verdade, era então um bonito rapaz, bem feito, airoso de corpo, uma cara amável, fino... Oh! o maganão sabia dar aos olhos todas as expressões possíveis para seduzir as mulheres, e, palavra! entendia da coisa... era o seu ofício?

—O seu ofício? O que quer dizer com isso?

—Pois é bem fácil de perceber: quero eu dizer na minha, que o lindo Rouflard não se ocupava em outra coisa senão em fazer a corte às senhoras, e atirava-se de preferencia às senhoras ricas. Então recebia de uma, e depois de outra! mimos de esta, presentes de aquela. Quando os fornecedores, os credores, lhe vinham pedir dinheiro, nunca era ele quem lhes pagava. Eu estava ao fato de tudo, era o seu criado grave, o seu homem de confiança; ele dava-me as instruções, dizia-me: «Chausson, hás de mandar o meu alfaiate a casa de Leonor e o meu sapateiro a casa da Ernestina, elas pagarão a esses patifes; não quero descer a pagar aos meus credores; é de muito maú tom! Ah! é verdade, hás de ir a casa da sr.ª fulana, ganhei-lhe ontem cem luíses ao écarté; irás pedir-lhos, que ela dá-tos imediatamente, já se sabe; demais, as dívidas de jogo são sagradas, pagam-se em vinte e quatro horas. Passarás também por casa da baronesa ou da condessinha; apostamos nas corridas, ganhei mil escudos a uma, mil francos à outra, receberei tudo isso, tenho precisão de dinheiro!» Eu ia fazer estes recados, e durante muito tempo aquelas senhoras pagaram, pagaram muito bem sem fazerem a menor observação. Então apanhava eu alguma coisa por conta das minhas soldadas, e bebia licores da sr.ª Amphoux pelo resto. Oh! os licores das ilhas! aquilo era o meu fraco! Mas a pouco e pouco as coisas principiaram a não correr tão bem: Rouflard, que bebia como uma esponja, viu dentro de pouco tempo o nariz pôr se-lhe cor de beterraba; isto fez-lhe muito mal no conceito das amantes; em geral as mulheres não gostam dos narizes vermelhos. Quando meu patrão me mandava buscar a quantia de uma aposta ou o dinheiro perdido ao jogo, aquelas senhoras diziam-me algumas vezes: «Rouflard engana-se, não fui eu que perdi, foi ele;» ou então: «Sinto muito, mas a minha tesouraria está fechada.» Algumas tinham a confiança de me dizer: Apre! estou farta de aturar esse bêbedo do Rouflard, não estou para o sustentar por mais tempo.» Quando eu voltava com estas respostas a meu amo, ele ficava furioso, queria desancar-me: depois, para arranjar dinheiro, via-se obrigado a vender uns após outros os lindos presentes, ou as joias que havia recebido das suas apaixonadas. Quando não lhe restou mais nada que vender, e quando eu vi que já lhe não mandavam licores das ilhas, disse comigo: «É tempo de largar o comodo!...» Deviam-se-me seis meses das minhas soldadas, mas era mister não pensar em tal. Deixei pois o lindo Rouflard, que já não tinha nada de bonito nem se vestia como um elegante, e que para salvar-se das dificuldade, procurava arranjar outra amante nos casos de o sustentar, e consegui achar um bom emprego. Pude ajuntar alguma coisa, casei-me e obtive um lugar de porteiro em esta casa, onde estou há oito anos, e onde morreu minha mulher, o que me não impede de ser muito feliz. Mas faça o senhor ideia de qual não foi a minha surpresa quando, há perto de nove meses, vejo chegar aqui um homem vestido como um mendigo, sujo, desfigurado, que me perguntou se eu tinha no prédio um cantinho, um sótão, ou mesmo uma água-furtada para lhe alugar. Eu não o podia crer; todavia, na expressão do rosto fica sempre alguma coisa do que a gente era, e exclamei: «Deus me perdoe! mas é o sr. Rouflard!...» «Foste tu que o disseste! me respondeu ele; sim, sou o outrora bonito Rouflard! que o tempo e as desgraças têm um pouco deteriorado. Mas deixa-me encarar-te bem... Ah! agora!... és o Chausson... és o meu criado, pois bem! aluga-me um quarto, e sê hoje o meu porteiro; tenho tomado muito juízo, deito-me todas os dias às nove horas, e não bebo senão água, quando não tenho com que comprar vinho.» A vista da miséria de um homem, que eu tinha conhecido tão elegante, tão apetecido e procurado, fez-me pena, e levou-me a dizer-lhe: «Pois sim, dou-lhe um quarto na água-furtada; mas o que faz o senhor agora, qual é a sua profissão?» Ele coçou a cabeça por algum tempo, depois respondeu-me: «Faço tudo quanto se quer! recados, cozinha; engarrafo vinhos, tosquio cães, educo papagaios; mas o que é sobretudo a minha ocupação favorita, é servir de modelo aos pintores.» «Pois bem! tratarei de lhe arranjar que fazer e vou dar-lhe casa lá em cima; mas estará aqui em um prédio sossegado, será pois mister portar-se decentemente.» Ele assim o prometeu; mas Deus sabe como tem cumprido a sua palavra! Arranjei que ele fizesse recados a uma inquilina; mas assim que apanha alguns soldos, o borrachão vai bebê-los de vinho e recolhe-se fora de horas. Avisei-o de que isto não podia durar assim, ele promete-me emendar-se, quando está em jejum, mas veja como se emenda! Esta noite estava fazendo grande barulho à porta; mas se não fosse o senhor, dou-lhe a minha palavra que teria dormido na rua! Decididamente este Rouflard é um extravagante, um mal procedido! Mas os homens que na sua mocidade vivem à custa das mulheres, devem necessariamente acabar assim, porque o seu ganha-pão é a sua cara bonita, e logo que essa boniteza se vai, boas noites! acabou-se tudo! Casimiro não responde nada, e sobe a escada com ar muito pensativo: a história do lindo Rouflard fez-lhe passar a embriaguez.


A menina Lisa

Sinopse

Leia gratuitamente A menina Lisa, de Paul de Kock, em versão portuguesa anônima publicada em Lisboa em 1907. Esta edição Literunico preserva o prefácio e os 18 capítulos integrais, com normalização ortográfica conservadora para PT-BR moderno.

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